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segunda-feira, janeiro 06, 2014

Quem deve criar a cultura produtiva da empresa?

Autor: Christian Barbosa

Outro dia estava em uma reunião com empresários, compartilhando dores e soluções na vida empreendedora e uma questão interessante foi levantada. Um deles, sócio de uma empresa com pouco mais de vinte profissionais, insistia que precisaria de uma gestora de RH para criar uma cultura na empresa.

A discussão foi longe, mas muitos empresários tem a mesma visão: que RH é milagre! Claro que um RH na empresa é essencial para ajudar a empresa a decolar, recrutar, criar políticas, aumentar qualidade de vida e desenvolver e apoiar a liderança.

Porém criar uma cultura produtiva na empresa não é papel do RH, do gerente, do diretor. É papel do empreendedor! Do dono! Do acionista.

O conceito de cultura é grande para o tamanho desse post, mas vamos dizer que cultura é criada através da missão, visão e principalmente dos valores que a empresa pretende seguir.

E quando falo isso, não tem nada a ver com aqueles quadros que todas as empresas têm na recepção, que no mínimo são inúteis. Tem a ver com atitude, com tomada de decisões, com os princípios mais essenciais da empresa e com o tom que a empresa terá internamente e para o mercado.

Delegar a criação da cultura é no mínimo estranho. Vamos supor que você seja o empreendedor e delegue isso para um cara do comercial que você contratou e quer assumir isso. A empresa vai ter a cara de quem? Do cara do comercial, dos seus valores de vida, da sua visão de mundo, etc. O que pode ser ótimo, mas que talvez não seja a cara do empreendedor. Mais cedo ou mais tarde, o empreendedor deixa de usar ou pior, perde a paixão pelo negócio.

Claro que você pode ter uma consultoria para te ajudar nisso, de diretores, do RH, mas a decisão, a forma, as palavras são suas. Cultura é a coisa mais importante que uma empresa pode ter, principalmente no começo. Não é RH que faz cultura. RH ajuda. Gerente ajuda. Diretor ajuda. Dono faz.

E isso precisa ser vivido no dia a dia. E dia a dia é como o empreendedor, com a equipe. As pessoas precisam ser contratadas com base nisso, precisam ser recompensadas por isso, os projetos e as decisões tomadas precisam ser guiados por esses princípios. Não é enfeite, quadro, marketing. É estratégia.

Existem dois casos clássicos desse conceito. Na Zappos, empresa de sapatos adquirida pela Amazon, foi o dono, o Tony que fez, escreveu e disseminou os valores. Depois que isso tá pronto, ai a equipe faz o “spread”.

O que faz o time do Jorge Paulo Lemann faz quando compram uma empresa? Colocam algum dos sócios para criar a cultura na empresa.

Na sua casa é a mesma coisa. Quem cria a cultura? Os sócios da casa! (em alguns casos A sócia majoritária). Se você não tem uma empresa, mas tem uma equipe o conceito vale do mesmo jeito. Se você não tem uma equipe a coisa vale para sua vida também.

Não espere milagre do RH, de ninguém, faça acontecer por você e quando estiver começando a andar sozinho, ai sim pense em delegar! Por isso ache tempo para o estratégico ao invés de ficar só no operacional.

Fonte: http://blog.maistempo.com.br/2013/11/26/quem-deve-criar-a-cultura-produtiva-da-empresa/

sexta-feira, dezembro 06, 2013

A alma é o segredo da produtividade: Missão

Autor: Dr. Luiz Roberto Fava - Fava Consulting

A maior parte do nosso tempo é empregada quando estamos trabalhando. O trabalho faz parte das nossas vidas e, sem ele, acredito que teríamos um vazio, dentro de nós, difícil de ser preenchido.

O grande problema é que existe um universo incontável de pessoas que vive reclamando de sua atividade ou da empresa onde prestam serviços. E, embora ocupados, também sentem este vazio, o que as torna infelizes.

O mundo do trabalho está mudando radicalmente em espaços de tempo muito curtos e, talvez, você ainda não tenha se dado conta disso.

Então eu lhe pergunto: como você está reagindo a um mundo onde a tecnologia e a globalização estão dominando a vida laboral de todos nós e onde as empresas estão em constantes transformações, seja se reestruturando internamente, seja através de processos de fusões e/ou novas aquisições?

O que se percebe é um índice de insatisfação muito grande. Enquanto as empresas reclamam da falta de profissionais qualificados, os colaboradores reclamam que não são valorizados, não são reconhecidos, que seu salário e pouco, que não tem qualidade de vida, e por aí vai.

Concordo plenamente que o dinheiro que recebemos é o que supre as nossas necessidades e nossa sobrevivência.

Mas será que é bom trabalhar, trabalhar, trabalhar e, ao final de alguns anos, perceber que você não saiu do lugar, andou para trás ou não foi a lugar nenhum?

Será que é bom ter um “emprego de grife”, como afirma Marcos Vono, apenas porque ele nos torna especial por trabalharmos em uma empresa listada como uma das melhores?

Será que é melhor ainda trabalharmos para acrescentar o cargo e o nome da empresa ao nosso sobrenome? Algo como: agora eu sou Fulano de Tal, Diretor Jurídico da empresa XYZ.

Não importa como o trabalho é percebido, a realidade é que o índice de felicidade e satisfação no trabalho gira em torno de, em média, 50%. A outra metade… Bem, a outra metade é aquela que vive no “piloto automático”; é aquele que se deixa envolver pela dinâmica do mundo atual e que não pensa, não planeja e não tem domínio sobre seus pensamentos e suas atitudes atuais e futuras.

Infelicidade e insatisfação acabam produzindo, no nosso organismo, algum tipo de estresse negativo com consequências para o corpo e para a mente.

Então, em vez de culpar a empresa, os amigos, o governo, a sogra ou seja lá quem for, olhe um pouco para dentro e você. Talvez você se inclua no rol das pessoas que, nem ao menos, sabe qual é a sua missão.

Tal palavra tem origem no latim mittere, que significa lançar, arremessar, enviar para fora. Daí derivam as palavras míssil (arma de arremesso) e missionário (propagador de ideias).

Ter uma missão é realizar algo sem pensar em benefícios, mas fazer porque tem vontade, prazer, gosto e tesão em benefício dos outros. Jesus, Buda, Madre Teresa de Calcutá, Nelson Mandela, Martim Luther King, Chico Xavier são exemplos de pessoas que tinham consciência de sua missão e a exerceram de forma integra.

De uma forma bem rudimentar dou-lhes outros exemplos:

  • médico – não apenas salvar vidas, mas prevenir problemas de saúde contribuindo para que se viva bem por um número maior de anos, no que diz respeito à saúde física.
  • psicólogo – não apenas fazer com que as pessoas descubram seus pontos negativos (medos e fobias), mas contribuir para melhorar seu desenvolvimento psicológico e sua saúde mental;
  • professor – não apenas ensinar e promover a educação, mas contribuir para o desenvolvimento intelectual das pessoas;
  • gari – não apenas varrer as ruas mas contribuir para o não acúmulo do lixo, reduzindo a presença de animais (ratos, insetos) que podem transmitir doenças ao ser humano.

Ter uma missão, e exercê-la, é encarar seu trabalho não como algo isolado, mas saber que ele é algo bem maior e que vai além de sua simples realização.

Reflita, agora, um pouco sobre como você tem desempenhado suas funções depois de ler o texto abaixo:

Passando em frente a uma obra, uma pessoa perguntou a um dos pedreiros:

- O que você está fazendo?

- Estou assentando tijolos.

Mais adiante, encontrou um segundo pedreiro, e também perguntou:

O que você está fazendo:

- Estou erguendo uma parede.

Mais adiante, ele repetiu a mesma pergunta a um terceiro pedreiro, que respondeu:

-Estou construindo uma catedral.

Todos faziam a mesma coisa, usavam o mesmo material, recebiam o mesmo salário, trabalhavam o mesmo número de horas mas o terceiro pedreiro foi aquele que já tinha encontrado sua missão. Ele tinha a noção da grandiosidade daquilo que fazia porque aquele local iria abrigar pessoas que iriam orar, pessoas que iriam celebrar, ou simplesmente mergulhar dentro de si mesmas em um local propício para isso.

Assim sendo, você pode:

  • trabalhar em troca de um salário, trabalho este rotineiro e monótono, com um mínimo de comprometimento (e não engajamento) e satisfação:
  • trabalhar e desenvolver uma carreira em busca de sucesso, status e realização que se traduzirá pela materialidade de seus bens: a melhor roupa, o melhor carro, a melhor casa, o melhor, o melhor e o melhor tudo; ou,
  • trabalhar e desenvolver sua carreira, indo além e levando suas ideias adiante para melhorar o bem estar das pessoas e o ambiente onde você se insere.

Descobrir sua missão não é uma tarefa fácil. Descobrir sua missão, obrigatoriamente, levar-lhe-á ao autoconhecimento e o fará buscar respostas para algumas perguntas, tais como:

  • Quem sou eu?
  • Por que estou vivo e o que vim fazer neste planeta?
  • Que tipo de atividade me satisfaz?
  • O que me inspira a fazer o que faço?
  • O que me faz acordar todo dia para desenvolver um trabalho ou ir trabalhar em alguma empresa? Será apenas o reconhecimento profissional, o aprendizado contínuo, ter uma carreira ascendente ou ter recompensas financeiras?
  • O que me diferencia dos outros?

Para mim, missão requer que você conheça profundamente seus valores, pois eles serão o timão, o volante que o guiará na execução da sua missão.

Por exemplo: não adiante nada se um de seus valores for a honestidade se a empresa onde você trabalho maquila seus balanços para mostrar uma realidade financeira inexistente.

Guiado por seus valores você perceberá que exerce sua missão quando:

  • você encontrou sua vocação;
  • o seu fazer não se limita ao simples fazer, mas que, ao fazer, você vai mais além e contribui para algo maior;
  • o seu foco está nos resultados e suas consequências, e não apenas no resultado financeiro;
  • você sabe (agora) porque acorda com o sentimento de “vou trabalhar” e não “tenho que ir trabalhar”;
  • você sente aquele pontapé no traseiro que o leva a agir: você troca a necessidade de trabalhar pela vontade de trabalhar;
  • você não faz mais distinção entre trabalho e diversão.

Aliás, é de François-René de Chateaubriand a seguinte observação:

“Um mestre na arte de viver não faz uma distinção nítida entre trabalho e diversão: trabalho e lazer; mente e corpo; instrução e recreação. Ele dificilmente sabe qual é qual. Simplesmente segue sua visão de excelência em tudo o que está fazendo e deixa os outros determinarem se ele está trabalhando ou se divertindo. Para si mesmo, ele sempre parece estar fazendo as duas coisas.”

Yara Leal afirma que existem alguns mitos em relação à missão:

  • meu trabalho é minha missão.

O trabalho é apenas uma parte dela, visto que a missão deve se manifestar em todas as nossas oito áreas. Do contrário, como iríamos manifestar nossa missão após a aposentadoria?

  • a missão tem que ser grandiosa.

Não necessariamente. Estar por trás apoiando outras pessoas em suas realizações também pode ser uma missão de valor. Cuidar da sua família é uma missão corriqueira, mas nem por isso deixa de ser importante para a sociedade.

  • somente pessoas importantes tem uma missão.

Todos nós, sem exceção, viemos a este mundo para dar uma contribuição à sociedade.

Tais mitos podem ser limitadores para que descubramos e definamos nossa missão. O importante é que, volto a repetir, o autoconhecimento é fundamental para isso.

Para Arthur Diniz, “missão de vida é simplesmente aquilo que precisamos fazer para nos realizarmos como seres humanos completos. É o que nos inspira e motiva a fazer a diferença em cada dia da nossa vida. Realizá-lo faz com que a vida seja completa e feliz.”

E, humoristicamente falando, tenha em conta que missão não é uma missa de longa duração.

Fava Consulting – Para viver com muito mais Qualidade


Fonte: http://favaconsulting.com.br/produtividade-missao/

quarta-feira, novembro 27, 2013

Atitudes que drenam energia

Autora: Vera Caballero
Professora de Yoga, numeróloga, terapeuta floral, reiki master, massoterapeuta, ministra cursos e palestras sobre Bioenergias

1 – Pensamentos obsessivos

Pensar gasta energia, e todos nós sabemos disso. Ficar remoendo um problema cansa mais do que um dia inteiro de trabalho físico. Quem não tem domínio sobre seus pensamentos – mal comum ao homem ocidental, torna-se escravo da mente e acaba gastando a energia que poderia ser convertida em atitudes concretas, além de alimentar ainda mais os conflitos. Não basta estar atento ao volume de pensamentos, é preciso prestar atenção à qualidade deles. Pensamentos positivos, éticos e elevados podem recarregar as energias, enquanto o pessimismo consome energia e atrai mais negatividade para nossas vidas.

2 – Sentimentos tóxicos

Choques emocionais e raiva intensa também esgotam as energias, assim como ressentimentos e mágoas nutridos durante anos seguidos. Não é à toa que muitas pessoas ficam estagnadas e não são prósperas. Isso acontece quando a energia que alimenta o prazer, o sucesso e a felicidade é gasta na manutenção de sentimentos negativos. Medo e culpa também gastam energia, e a ansiedade descompassa a vida. Por outro lado, os sentimentos positivos, como a amizade, o amor, a confiança, o desprendimento, a solidariedade, a auto-estima, a alegria e o bom-humor recarregam as energia e dão força para empreender nossos projetos e superar os obstáculos.

3 – Maus hábitos – Falta de cuidado com o corpo

Descanso, boa alimentação, hábitos saudáveis, exercícios físicos e o lazer são sempre colocados em segundo plano. A rotina corrida e a competitividade fazem com que haja negligência em relação a aspectos básicos para a manutenção da saúde energética.

4 – Fugir do presente

As energias são colocadas onde a atenção é focada. O homem tem a tendência de achar que no passado as coisas eram mais fáceis: “bons tempos aqueles!”, costumam dizer. Tanto os saudosistas, que se apegam às lembranças do passado, quanto aqueles que não conseguem esquecer os traumas, colocam suas energias no passado. Por outro lado, os sonhadores ou as pessoas que vivem esperando pelo futuro, depositando nele sua felicidade e realização, deixam pouca ou nenhuma energia no presente. E é apenas no presente que podemos construir nossas vidas.

5 – Falta de perdão

Perdoar significa soltar ressentimentos, mágoas e culpas. Libertar o que aconteceu e olhar para frente. Quanto mais perdoamos, menos bagagem interior carregamos, gastando menos energia ao alimentar as feridas do passado. Mais do que uma regra religiosa, o perdão é uma atitude inteligente daquele que busca viver bem e quer seus caminhos livres, abertos para a felicidade. Quem não sabe perdoar os outros e si mesmo, fica ”energeticamente obeso”, carregando fardos passados.

6 – Mentira pessoal

Todos mentem ao longo da vida, mas para sustentar as mentiras muita energia é gasta. Somos educados para desempenhar papéis e não para sermos nós mesmos: a mocinha boazinha, o machão, a vítima, a mãe extremosa, o corajoso, o pai enérgico, o mártir e o intelectual. Quando somos nós mesmos, a vida flui e tudo acontece com pouquíssimo esforço.

7 – Viver a vida do outro

Ninguém vive só e, por meio dos relacionamentos interpessoais, evoluímos e nos realizamos, mas é preciso ter noção de limites e saber amadurecer também nossa individualidade. Esse equilíbrio nos resguarda energeticamente e nos recarrega. Quem cuida da vida do outro, sofrendo seus problemas e interferindo mais do que é recomendável, acaba não tendo energia para construir sua própria vida. O único prêmio, nesse caso, é a frustração.

8 – Bagunça e projetos inacabados

A bagunça afeta muito as pessoas, causando confusão mental e emocional. Um truque legal quando a vida anda confusa é arrumar a casa, os armários, gavetas, a bolsa e os documentos, além de fazer uma faxina no que está sujo. À medida em que ordenamos e limpamos os objetos, também colocamos em ordem nossa mente e coração. Pode não resolver o problema, mas dá alívio. Não terminar as tarefas é outro “escape” de energia. Todas as vezes que você vê, por exemplo, aquele trabalho que não concluiu, ele lhe “diz” inconscientemente: “você não me terminou! Você não me terminou!” Isso gasta uma energia tremenda. Ou você a termina ou livre-se dela e assuma que não vai concluir o trabalho. O importante é tomar uma atitude. O desenvolvimento do auto-conhecimento, da disciplina e da terminação farão com que você não invista em projetos que não serão concluídos e que apenas consumirão seu tempo e energia.

9 – Afastamento da natureza

A natureza, nossa maior fonte de alimento energético, também nos limpa das energias estáticas e desarmoniosas. O homem moderno, que habita e trabalha em locais muitas vezes doentios e desequilibrados, vê-se privado dessa fonte maravilhosa de energia. A competitividade, o individualismo e o estresse das grandes cidades agravam esse quadro e favorecem o vampirismo energético, onde todos sugam e são sugados em suas energias vitais.

10. Preguiça, negligência

E falta de objetivos na vida. Esse ítem não requer muitas explicações: negligência com a sua vida denota também negligência com seus dons e potenciais e, principalmente, com sua energia vital. Aquilo do que você não cuida, alguém vem e leva embora. O resultado: mais preguiça, moleza, sono….

11. Fanatismo

Passa um ventinho: “Ai meu Deus!!!! Tem energia ruim aqui!!!” Alguém olha para você: “Oh! Céus, ela está morrendo de inveja de mim!!!” Enfim, tudo é espírito ruim, tudo é energia do mal, tudo é coisa do outro mundo. Essas pessoas fanáticas e sugestionáveis também adoram seguir “mestres e gurus” e depositar neles a responsabilidade por seu destino e felicidade. É fácil, fácil manipular gente assim e não só em termos de energia, mas também em relação à conta bancária!

12. Falta de aceitação

Pessoas revoltadas com a vida e consigo mesmas, que não aceitam suas vidas como elas são, que rejeitam e fazem pouco caso daquilo que têm. Esses indivíduos vivem em constante conflito e fora do seu eixo. E, por não valorizarem e não tomarem posse dos seus tesouros – porque todos nós temos dádivas – são facilmente ‘roubáveis’.

O importante é aprender a aceitar e agradecer tudo o que temos (não confundir com acomodação). Quando você agradece e aceita fica em estado vibracional tão positivo que a intuição e a criatividade são despertadas. Surgem, então, as possibilidades de transformar a vida para melhor!


Fonte: http://sobmalhete.com/2013/06/21/atitudes-que-drenam-energia/

quarta-feira, setembro 05, 2012

O Tempo

Autor: Dr. Luiz Roberto Fava

As pessoas gastam o maior número de horas de seu dia, geralmente, no ambiente de trabalho.

Uma pesquisa realizada pela consultoria Tríade de Tempo mostrou que os maiores desperdiçadores de tempo são os e-mails, navegar na internet (profissionalmente ou não), reuniões e interrupções em excesso. Entretanto, existem outros, muitos outros, desperdiçadores de tempo, como será visto mais adiante.

Se você acha que não aproveita bem o seu tempo, talvez o maior culpado seja você mesmo (a), visto que é você que fica checando seus e-mails sempre que aparece um novo aviso, é você que navega na internet sem uma necessidade premente, é você que permite que as pessoas lhe interrompam, etc. Depois, não adianta reclamar que precisa ficar trabalhando por mais tempo, seja no escritório ou levar serviço para casa, para dar conta de tudo que precisa ser feito.

Portanto, se a sua produtividade e a qualidade do seu serviço estão diminuindo, está na hora de você analisar os porquês de tudo isso.

É importante que se tenha em mente é que não existe uma “receita de bolo perfeita” que permita administrarmos bem o nosso tempo. O que se aplica a uma pessoa pode não se aplicar a outra. Não existe o “certo’ e o “errado”, nenhum estilo determinado ou uma fórmula mágica que sirva para todos quando o assunto é o gerenciamento do tempo.

E isto é fácil de ser explicado: não existem duas pessoas iguais, a começar pela impressão digital. Cada Ser Humano é único, indivisível, daí ser um indivíduo, aquela pessoa que se constitui em uma unidade distinta portadora de características físicas e psíquicas que lhes são suas e apenas suas.

Leia o que nos ensina Pedro A. Grisa: “o Ser Humano relaciona-se com o mundo exterior e objetivo ou com o mundo interior e subjetivo, através de sua atividade mental. É o consciente, a função racional da mente humana que, através dos sentidos, observa, avalia e organiza o tempo objetivo e funcional. Mas é através do subconsciente, a função mecânica da mente humana, que a pessoa “sente o tempo passar”, avaliado pelo sistema emocional de cada pessoa. Cada ser humano mede o tempo subjetivo por seu sistema emocional próprio, individual e único”.

E leia também esta lenda japonesa, também citada por Pedro A. Grisa.

Houve um tempo em que o tempo era o tempo todo sempre igual.

De tanto os Seres Humanos viverem e conviverem com este tempo o tempo todo sempre igual, passaram a sofrer de tédio, resultado desta monotonia do tempo, o tempo todo sempre igual. E começaram a discutir entre si sobre essa monotonia do tempo, o tempo todo sempre igual.

Aos poucos a discussão torna-se descontentamento e rebelião. E um coro uníssono de vozes clama aos céus, reclamando do tédio, da monotonia, do tempo, o tempo todo sempre igual.

O Criador do Universo, de tanto ouvir as reclamações, decide atender as súplicas dos seus filhos descontentes e avisa:

- Descontentes Seres Humanos e filhos meus. Vocês estão cansados e entediados com o monótono ritmo do tempo. Então, preparem-se! A partir de amanhã serão implantadas significativas mudanças no ritmo do tempo.

No dia seguinte, instalou-se verdadeira confusão nos compromissos de horários a serem respeitados pelos Seres Humanos.

Pessoas tristes, queixosas e insatisfeitas chegavam aos locais de seus compromissos muito antes da hora marcada e tinham mais um motivo para ficarem descontentes. E passavam a reclamar dos incompetentes que se atrasavam.

Pessoas alegres, risonhas e felizes, súbito davam-se conta de que estavam atrasadas. Não viam o tempo passar.

Diante da confusão estabelecida, O Criador do Universo, que a tudo assistia com sorriso irônico, fazia ouvir sua voz:

- Vocês, Seres Humanos, quiseram que eu mudasse o ritmo do tempo. Pois assim é e assim será, de hoje e para sempre: quando estiverem tristes, cansados, doentes, pesarosos e descontentes, o tempo terá sua marcha reduzida e passará lentamente. E quando estiverem contentes, alegres, animados, radiantes, vibrando de entusiasmo, o tempo terá seu ritmo acelerado.

E a partir daquele dia, muitos minutos parecem séculos e muitos anos parecem minutos

Contudo, o Criador do Universo, sabe que cada ser humano pode aprender a organizar seu mundo interior e a dar o ritmo que quiser a seu tempo.

Fonte: http://favaconsulting.com.br/gerencie-sua-vida-usando-o-tempo-a-seu-favor/ferramentas-para-gerir-melhor-o-tempo

quarta-feira, agosto 01, 2012

Um rastro de desorganização

Autor: Ivan Postigo

O mercado aquecido gerou resultados positivos, inflou a estrutura das empresas, mas agora com o desaquecimento começa a cobrar seu preço.

De uma forma bastante interessante, um empresário nos perguntava em um encontro: – Como desmonto esse circo, demito o palhaço ou vendo o elefante?

Gosto dessa imagem, porque também já usei o circo como exemplo de gestão algumas vezes. Como vício de raciocínio, estamos atentos ao palhaço e ao elefante, mas poucas vezes ao circo como um todo, até que a lona venha ao chão!

O crescimento empresarial sempre deixa um traço de desorganização. Os motivos são muitos, como a falta de foco operacional, a fragilidade na qualificação da equipe, o impacto da velocidade do crescimento, a falta de domínio técnico para a gestão dos novos produtos, canais e clientes, o choque provocado pela necessidade de desenvolvimento de novos modelos mentais em função de uma nova cultura que se estabelece. Assim, o assunto se mostra complexo.

Não basta crescer em um período, é preciso consolidar posições. Em momentos de desaquecimento de mercado, o encolhimento gera novos conflitos na gestão.

A nova cultura, quando não mantida, não consegue ser substituída pela velha cultura que já não mais existe. Há, com isso, um estado desconhecido que precisa ser administrado.

A estrutura inflada, necessariamente, no momento de aquecimento, tem um custo nem sempre suportável com a queda dos negócios, e reduzi-la representa risco para a retomada.

Esses são aspectos que envolvem todas as áreas, comercial, produtiva, administrativa e financeira. Manter a qualidade da gestão, com redução de custos, implica na necessidade de melhoria da produtividade em todos os setores, realizando mais com menos, aspecto que o mercado aquecido nem sempre permite realizar, visto que o foco é vendas e geração de caixa.

O paradoxo se apresenta quando vemos que nos momentos de dificuldade e falta de recursos é que soluções são criadas, mantendo no mercado as organizações criativas e eliminado aquelas sem grande talento para gestão de crises.

Organizações bem sucedidas são aquelas capazes de criar, inovar, explorando novos canais e segmentos de negócios, reduzindo sua dependência de alguns poucos clientes.

A observação de oportunidades de mercado tem levado gestores a manter o foco nos produtos e não nas empresas e suas marcas, com isso, quando há retração, a fragilidade do empreendimento se faz presente.

Grande parte das empresas brasileiras não tem seu valor avaliado pelo mercado, com isso o conceito de gestão limita-se a lucro e geração de caixa, mostrando-se satisfatório quando positivo, sem uma visão de futuro. Quer para investimento planejado, fusão ou mesmo venda.

Essa questão abordei no artigo: Competência em gestão não é conceito é cultura.

A busca do ponto de equilíbrio, que demanda a adequação da estrutura operacional, poucas vezes ocorre com ações planejadas, costuma ser mais emocional.

Isso ratifica o fato que nossas empresas crescem mais por movimentos de mercado do que por ações estratégicas, aspecto que dificulta a busca de rentabilidade em momentos de queda das vendas.

Fonte: http://ogerente.com.br/rede/gestao-empresarial/desorganizacao-negocios-gestao

Competência em Gestão não é Conceito, é Cultura

Autor: Ivan Postigo

Já notou que para algumas pessoas e empresas tudo dá certo, enquanto para outros, por mais esforços que façam, parece que nada se encaixa?

Nesses momentos ouviremos: – Ah, eles têm sorte!

Certamente você leu ou ouviu dizer que sorte é o encontro da oportunidade com a competência.

Poderíamos considerar também que a sorte aparece quando a oportunidade encontra o conhecimento, não?

Diz um amigo que isso é como um conto de fadas: a princesa oportunidade é apresentada ao príncipe conhecimento. Sentem-se atraídos, se casam e distribuem como presente a sorte no reino. Por isso vivem felizes para sempre.

Isso me fez lembrar uma conversa sobre sucesso. A história nos foi contada mais ou menos assim:

Um dia, aborrecidos com os maus resultados, resolvemos fazer uma pesquisa e estudar as razões da enorme sorte de alguns, afinal esta poderia estar ligada à data de nascimento, posição dos astros, cidades e países em que nasceram, horários que se deitam ou acordam, santos que veneram, crenças, padrinhos, enfim a lista é longa.

Apanhamos as trajetórias de vários sortudos e sobre elas nos debruçamos, fazendo comparações, procurando pontos coincidentes.

Depois de horas de estudos, vimos que nada “batia”. Percebemos que o músico praticava doze horas por dia, o jogador de futebol ficava sozinho, depois do treino, repetindo mil cobranças de faltas, o jogador de basquete fazia milhares de arremessos, o atleta corria todos os dias quinze quilômetros de madrugada, o poeta estudava e escrevia durante horas e viviam batendo em portas para conseguir um apoio, o pintor quase não comia para comprar as tintas que consumia em um ritmo frenético, e assim as histórias se repetiam.
O único ponto comum é que foram vistos, seus talentos percebidos e valorizados.

Ainda não contentes, resolvemos entrevistá-los. Descobrimos que fatos como esses ocorrem muitas vezes, mas poucos foram valorizados nos primeiros encontros. Alguns até pensaram em desistir, mas a paixão pelo que fazem é que os impediu.

Refletimos um pouco mais: O sucesso poderia ser devido à técnica que usavam.

Horas de observações e estudos, então concluímos que também não fazia sentido.

Em nossas empresas tentamos todas as técnicas que nos recomendaram, algumas até geraram resultados, mas logo foram abandonadas.

Quando as equipes conseguiam avanços a implantação era demorada e conflituosa, por fim ocorria a solução da continuidade. De modo geral não havia grande envolvimento das pessoas com as novidades.

Observamos que esse fato era muito comum nos poucos cursos e seminários que participamos, achando exagerado o entusiasmo de algumas pessoas com os novos conceitos.

Por essa razão resolvemos fazer algumas visitas e começamos a notar que nessas empresas os fatos formavam um paralelo com as histórias de vida que pesquisamos: Muito estudo, dedicação e trabalho.

O ambiente se mostrou diferente do que temos nossas organizações. As pessoas não só dominavam os assuntos, mas os consideram fáceis de serem tratados e implantados.

A primeira reação foi imaginar que estavam há muito tempo envolvidos com as questões. Para nossa surpresa começaram os projetos há pouco tempo, fato que nos deixou intrigados.

Ao especular sobre várias técnicas percebemos que estas não eram apenas do conhecimento dos seus principais gestores, mas também dos demais colaboradores. Algumas foram implantadas com sucesso e rapidamente.

Nesse momento uma luz se acendeu e entendemos que competência em gestão não é conceito, é cultura.

Esse é o fator que construiu as histórias de sucesso que estivemos estudando.

Nossa missão agora mudou, o segredo foi revelado: Temos que criar e desenvolver esse ambiente em nossas organizações para ter sucesso.

Realmente temos que concordar com o que nos foi relatado, e você como vê essa questão na sua empresa?

Fonte: http://ogerente.com.br/rede/gestao-empresarial/conhecimento-e-competencia-para-o-sucesso

sexta-feira, julho 27, 2012

A cultura da simplicidade

Autor: Wellington Moreira

O modelo de gestão norte-americano que foi incorporado pelas companhias brasileiras com pouquíssimas reservas nestas últimas décadas é responsável por uma série de valores que ajudaram a modernizar o parque industrial brasileiro, mas também trouxe consigo uma cultura baseada na sofisticação que pode ser extremamente danosa em vários casos.

Comum encontrarmos empresas nas quais questões fáceis de resolver, a princípio, são encaradas como problemões e aonde as soluções óbvias são descartadas justamente por causa do senso comum de que as respostas adequadas sempre precisam ser estratégicas e complexas. Resultado: muita pomposidade e ineficácia.
Mesmo competindo num mundo cada vez mais complexo as organizações devem simplificar tudo aquilo que fazem se quiserem lidar adequadamente com o quadro de incertezas que enfrentam em seu dia a dia. E vale lembrar: aquelas que enveredam pelo caminho da complicação tendem a ser lentas no processo decisório e a naufragarem cedo ou tarde.

Valorizar a simplicidade é, acima de tudo, estimular o potencial criativo das pessoas, afinal as pequenas e grandes ideias inovadoras que revolucionam o mercado muitas vezes são óbvias. Não é a toa que quando estamos diante de novas maravilhas nos indaguemos: “Nossa! Como ninguém pensou nisto antes?”

As empresas de tecnologia, pelo menos, praticam este princípio há algum tempo. O iPad, por exemplo, possui um manuseio tão fácil que qualquer pessoa o domina em poucos minutos, até mesmo o meu filhinho de um ano. Mesmo caminho adotado pelo Wii, da Nintendo, que graças à simplicidade tornou possível a venda de mais de 100 milhões de unidades para clientes que, em muitos casos, já não se arriscavam a jogar videogame há um bom tempo intimidados pela complexidade dos modelos anteriores disponíveis.

No entanto, é preciso saber diferenciar simplicidade de simplismo. Enquanto este se refere ao raciocínio que despreza elementos necessários à solução de um dado problema proporcionando apenas resultados paliativos, aquele tem a ver com o emprego da forma mais fácil para a sua resolução efetiva. Ou seja, ser simples não é escolher o tosco. Ou você acha o iPad malfeito?

Além disto, é importante salientar que soluções simples são tão eficazes – senão mais – do que aquelas com alto grau de sofisticação e possuem a vantagem adicional de estarem próximas. Quem já não se deparou procurando uma fórmula mágica para resolver determinada encrenca quando a alternativa mais óbvia estava bem diante de seus olhos?

Nas relações pessoais também é importante guiar-se pela simplicidade. Quanto mais clara e objetiva é uma mensagem menos ruídos surgem pelo caminho e isto resulta na compreensão esperada. Assim, é admirável que você domine o jargão corporativo de A a Z, mas não precisa utilizá-lo a toda hora apenas para mostrar o que sabe.

E quais as pré-condições para incutirmos a simplicidade como valor na cultura das companhias onde trabalhamos? Dentre outras coisas, precisamos tornar as estruturas menos hierarquizadas, criar ambientes mais informais, dar voz ao pessoal de frente, tratar os erros como oportunidades reais de aprendizado e divulgar as singelas iniciativas que deram certo para todos os níveis.

Se concordarmos que a escolha pela simplicidade garante bons resultados organizacionais e, principalmente, possibilita uma vida plena e feliz, é justo irradiá-la para tudo mais que nos rodeia. Contudo, como a escritora Clarice Lispector certa vez disse, que ninguém se engane, pois só a conseguiremos através de muito trabalho.

Fonte: http://ogerente.com.br/rede/gestao-empresarial/cultura-simplicidade-resultados

quarta-feira, maio 02, 2012

Tempo e saúde: Um casamento “perfeito”?

Autor: Luiz Roberto Fava

Cheguei ao aeroporto de Guarulhos de madrugada para o check in com destino à Austrália e escala na Argentina para troca de aeronave.

São três horas da manhã e, no balcão da companhia aérea, recebo a notícia que o voo para Buenos aires, previsto para as seis da manhã, sairá com atraso de duas horas.

Ao saber disso, o patriarca da família que estava atrás de mim começou a se irritar e a vociferar em voz alta. Primeiro coma esposa e depois com todos os que estavam ao seu redor e que aguardavam pacientemente na fila.

Quando chegou ao balcão… coitado do funcionário. Este foi obrigado a ouvir uma enxurrada de impropérios em um volume que mais parecia o alto-falante de um trio elétrico.

Todos estavam estupefatos. Às três horas da manhã aquele balcão mais parecia o pódio de um candidato à eleição de algum cargo.

Enquanto um misto de surpresa e indignação atingia a maior parte daqueles que estavam na fila, um outro tipo de sentimento tomava conta de mim: calma e paz interior.

Esta situação me levou à percepção de como a chamada MODERNIDADE vem influenciando o modo de vida das pessoas e causando nelas uma série de malefícios físicos e mentais decorrentes do estresse.

E se formos buscar mais profundamente uma das causas do porquê de tudo isso, veremos que a falta de tempo é uma das grandes vilãs.

Infelizmente, e desgraçadamente, a vida acelerou.

As pessoas já não tem tempo para mais nada, e a impressão que se tem é que a Vida se resume a dois Ts: tempo e trabalho.

A coisa vem se complicando tanto desde a Era Industrial que, em 1982, o médico Larry Dorsey criou o termo “doença da pressa” para designar os sintomas físicos e mentais que a falta de tempo causa nas pessoas.

Para o teólogo e filósofo Mario Sergio Cortela tudo se transformou em miojo, tudo rápido, pronto em três minutos: o estudo é miojo, os relacionamentos são miojo…

Fazer tudo depressa tornou-se a maneira de ser do cidadão do século XXI porque, para muitos, as vinte e quatro horas do dia tornaram-se insuficientes para fazer tudo.

Para muitas pessoas o dia deveria ter mais que vinte e quatro horas e as agendas mais páginas.

Todo este caos vivido pelo “homem moderno” só serve, em resumo, para movimentar cada vez mais a Economia, e de uma forma cada vez mais rápida. Carl Honore chama isto tudo de turbo-capitalismo,ou seja, vive-se para servir a Economia.

O Homem, hoje, vive para trabalhar mais, consumir mais, ter mais… e acaba se alimentando e dormindo mal, seja em quantidade, seja em qualidade.

E as crianças? Ah! As crianças… Também acompanham este ritmo frenético onde, nas suas agendas constam aulas de idiomas, de música, de esportes, além das aulas normais e das atividades que a escola proporciona.

E, é claro, as consequências de tudo isso são várias e não muito saudáveis:

  • fazer tudo muito rápido leva a erros e ao retrabalho;
  • fazer várias coisas ao mesmo tempo, idem,
  • fazer tudo muito rápido vai lhe estressar e lhe deixar doente, física e mentalmente. Insônia, gastrite, bruxismo, aumento da pressão arterial, problemas respiratórios,ansiedade, depressão,são sintomas clássicos deste estilo de vida. E sem esquecer que eles poderão levar a pessoa ater um infarto agudo do miocárdio, um derrame cerebral e, até, levá-la ao óbito.
  • fazer tudo muito rápido também se reflete no relacionamento com a família. Contamos estórias para os nossos filhos deforma cada vez mais rápida; namorar e fazer sexo se traduzem em uma “rapidinha”, o período de férias passou a ser uma eternidade e a comunicação entre as pessoas da família é feita por recados deixados em post its grudados na porta da geladeira ou do freezer, ou na tela do computador.

Quanto menos tempo temos, mais descuidamos do nosso corpo e da nossa mente. Tornamo-nos irritados, agressivos, sedentários e obesos.

Dormindo mal e comendo mal vamos ter menos energia para enfrentar as tarefas diárias. E aí vamos acabar nos valendo de vários tipos de drogas estimulantes e que podem levar à dependência com todas as suas nefastas consequências.

Não é à toa que o número de acidentes de trânsito tem aumentado, os índices de absenteísmo são cada vez mais altos, a indústria farmacêutica nunca vendeu tanto remédios tarja preta e muitos vem sua produtividade cair sem uma razão aparente.

Quando todos resolvem acelerar para serem cada vez mais rápidos, a saúde será afetada, quer se queira ou não.

Para Carl Honore, vivemos hoje a Era da Fúria: “no afã de andar depressa e ganhar tempo, o Homem é levado à fúria do trânsito, à fúria aérea, à fúria das compras, à fúria dos relacionamentos, à fúria do escritório, à fúria das férias, à fúria da ginástica”.

Em resumo: as pessoas estão se suicidando e não estão se dando conta deste fato.

Para mudar este quadro necessitamos mudar nossa maneira de ser. E isto inclui nossos pensamentos e nossas atitudes.

E como o fazer vem sempre depois do pensar, a primeira coisa diz respeito à mente, torná-la mais calma e mais serena.

Um dos melhores meios para se alcançar este objetivo é através da meditação. Não importa qual o tipo, mas a sua prática. Isto traz inúmeros benefícios, não só para a mente, mas também para o corpo, fatos cada vez mais corroborados por estudos científicos.

Uma pessoa que tem o hábito da meditação diária geralmente tem mais saúde, mais concentração, mais criatividade, são mais reflexivas e menos reativas, são mais relaxadas e menos estressadas, são mais calmas e mais felizes.

Tudo isso não significa que devemos abolir a tecnologia e a sua rapidez de nossas vidas. Devemos,sim, usá-la com sabedoria a nosso favor e não nos deixarmos dominar por ela a ponto de nos tornarmos seus escravos.

Dizia Einstein: “os computadores são incrivelmente rápidos, precisos e burros. Os seres humanos são incrivelmente lentos, imprecisos e brilhantes. Juntos tem um poder que supera qualquer imaginação”.

Só para lembrar: atrás do melhor e mais potente computador existente no mundo (ou que ainda venha a ser desenvolvido), está o Homem.

E só quando o Homem está com a mente relaxada, existirá o espaço necessário para que tudo aquilo que estava “guardado, embutido”, aflore ao consciente.

A meditação é uma ferramenta extremamente útil para enfrentar a vida moderna e toda a sua correria.

Mas também não devemos esquecer o corpo. Arranje sempre um tempo para cuidar dele praticando alguma atividade física.

Para manter a mente calma e,ao mesmo tempo, cuidar do físico, que tal juntar os dois?

Para isso fuja daquelas academias que só cultuam o corpo cm aparelhos que te deixam pior (cansados, suados e sem energia) e a som de ritmos bate-estaca.

Comece a pensar em mudar indo na direção contrária, buscando práticas que acalmam amente e exerciam o corpo.

Um bom exemplo disto é a prática da hatha yoga; um conjunto de posturas e técnicas respiratórias que vão lhe dar maior poder de concentração, deixar sua mente muito mais relaxada e seu corpo mais flexível, mais saudável e menos sujeito a contrair doenças e infecções.

Outra alternativa é a prática de artes marciais, como o judô, o caratê ou o kung fu. Para se desenvolver rapidez nos golpes, é necessário que a mente esteja relaxada e concentrada. Outra forma de praticar exercícios, mas de forma mais suave é representada pela prática do tai chi chuan.

Eu, particularmente, adoro caminhar. Este é o meu exercício favorito para cuidar do corpo e da mente, pois enquanto caminho, pratico exercícios de respiração.

Para mais, enquanto caminho, meu poder de percepção aumenta muito. Consigo escutar o barulho do vento, o canto dos pássaros e admirar a beleza e as cores das flores. Coisas que não se consegue fazer quando estamos com a mente “cheia” ou dirigindo um automóvel.

É também caminhando que tenho melhores ideias e clareza de pensamentos. Consigo me concentrar mais e melhor naquilo que necessito fazer.

Para o aspecto físico, meu corpo só tem a lucrar, pois caminhar, além de gerar mais saúde,causa menos danos do que a prática intensa de exercícios. Sinto-me mais leve e mais saudável para enfrentar o meu dia a dia.

E o que é melhor: é uma forma natural de se exercitar. Não esqueça que o Homem só começou a “acelerar” quando criou as máquinas como o automóvel e o avião. Para mais,caminhar não requer um personal trainner, é gratuito e desprovido de efeitos colaterais.

Meu último conselho: aprenda a gastar um pouco do seu tempo para ter mais saúde física e mental. Assim você não vai gastar tempo e dinheiro com médicos e medicamentos para cuidar dela.

Pense nisso!


Fonte: http://favaconsulting.com.br/tempo-e-saude/

segunda-feira, abril 09, 2012

Quatro passos para a felicidade

Autor: Evaldo Costa

Qual é a razão da sua vida? As respostas podem ser muitas, mas seguramente se você fizer uma lista, descobrirá que ser feliz ocupará as primeiras posições dela. Mas o que é ser feliz? Uns pensam que é ter muitos bens e outros, a exemplo de Thomas Hardy, preferem acreditar que “a felicidade não depende do que nos falta, mas do bom uso que fazemos do que temos”

O que mais importa é que todos desejam a felicidade mais do que qualquer outra coisa. Esta tem sido uma força motriz do homem há milhares de anos. Você quer ser feliz em seu trabalho, família, comunidade, em seu tempo livre e em todas as suas atividades. Você quer mais felicidade em todos os seus momentos.

Tem muita gente que pensa que precisa ser rico para ser feliz. Isso não é verdade, pois há muitos pobres bem mais felizes do que vários endinheirados que conheço. Não estou dizendo que o dinheiro não traz felicidade, pois há quem diga que ele pode até comprá-la. É como o caso de dois amigos, um muito rico e outro pobre, conversando sobre a felicidade. Então, o rico disse ao pobre: “o dinheiro não traz felicidade”. Ao que o outro ponderou: “então me dê todo o seu dinheiro e seja feliz”.

A realidade é que nada pode fazer você feliz se você nunca decidir ser feliz. Além disso, há uma grande diferença entre ser feliz e se sentir bem. Acredito que a maioria das pessoas valorizam bastante os momentos de descontração, quando deveriam priorizar o alcance da felicidade verdadeira e duradoura. Não há receita infalível para conseguir a real felicidade, mas os tópicos a seguir poderão ajudar qualquer pessoa a encontrá-la.

1. Querer ser feliz

Construa a felicidade em sua mente, e ela se encarregará de colocar a felicidade em seu caminho. Já diziaAbraham Lincoln:”Quase sempre a maior ou menor felicidade depende do grau da decisão de ser feliz.”

2. Seja responsável pela sua felicidade

Ninguém, além de você mesmo, é responsável por criar a sua própria felicidade. Então, diante do primeiro fracasso, a pessoa pensa que não será mais possível ser feliz. Helen Keller nos ensinou:“Quando uma porta da felicidade se fecha, outra se abre. Muitas vezes ficamos tanto tempo olhando para a porta fechada que não vemos a que se abriu.” Assuma logo a responsabilidade pela sua felicidade e seja feliz.

3. Dedicar-se aos seus talentos

Você poderá encontrar felicidade em todas as coisas. Mas quando você se dedica ao desenvolvimento de seus talentos e habilidades naturais, fazendo o que você gosta de fazer, a tendência é você tornar-se melhor a cada dia. Isso lhe dará mais confiança, satisfação e sucesso, ingredientes naturais para experimentar um aumento da felicidade em sua vida.

4. Não se contente com nada inferior a 100% de felicidade

Muita gente que conheço se contenta com momentos de alegria. É preciso potencializar os momentos de alegria para que eles ajudem a pavimentar a estrada da sua felicidade.

Para isso você pode, por exemplo, criar uma escala da felicidade.Então, você pode subdividir a sua vida em áreas (familiar, profissional, financeira, espiritual, física etc.) e criar uma escala de 1-10. Daí, você deve dar uma nota para cada quesito e o que estiver inferior a dez, deve ser aprimorado em busca da nota máxima.Para isso você pode se perguntar: “O que eu posso fazer para aumentar a minha felicidade nessa área?”

Finalmente, lembre-se do que disse S. Brown: ”Ninguém tem a felicidade garantida. A vida simplesmente dá, a cada pessoa, tempo e espaço. Depende de você enchê-los de alegria.”

Pense nisso e ótima semana.


Fonte: http://ogerente.com.br/rede/carreira/passos-para-a-felicidade

sexta-feira, fevereiro 17, 2012

Mantendo o foco

Autor: Wellington Moreira

Um engenheiro pós-graduado recentemente numa das melhores instituições da Alemanha foi contratado, por prazo certo, para drenar as terras que um empresário comprara no Pantanal. Depois de uma viagem cansativa, mas entusiasmadíssimo com o primeiro trabalho em seu retorno ao país, entrou na beirada do pântano para instalar o clássico teodolito.

Neste momento quase foi comido por um jacaré e não pensou em outra coisa senão ir até a cidade e comprar uma arma. Infelizmente, nos dias a seguir, quanto mais matava jacarés, mais eles apareciam. No entanto, ele não se deixou abater por estes insucessos momentâneos e continuou a instalar armadilhas de todos os tipos a fim de resolver este obstáculo à concretização de sua tarefa principal.

Depois de um tempo e animado com os desafios enfrentados no pântano, o profissional resolveu montar uma empresa especializada exatamente nisto: acabar com os jacarés que impediam o trabalho de escoamento das águas.

No prazo determinado o dono do terreno apareceu e perguntou: – “Como é que é? Já drenou o pântano?” Com um sorriso no rosto, o engenheiro respondeu: – “A drenagem ainda não começou, mas venha ver a geringonça que inventei para matar jacarés”.

Tenho que concordar que esta historinha não é politicamente correta já que precisamos proteger os animais, mas ajuda a explicar como é fácil deixar com que “jacarés” absorvam a nossa atenção no dia a dia. E a consequência disto todos sabemos: a perda do foco em relação àquilo que precisa ser feito.

Pelo menos na seara profissional, pode-se afirmar que há direcionamento quando alguém possui metas claras e uma carreira que se revela sólida e ascendente com o passar dos anos. Todavia, esta não é a realidade para a maior parte das pessoas. Muitos ficam perdidos diante das inúmeras tarefas a serem feitas e esquecem o que significa para si o “drenar as terras”. Por vezes é necessário “tratar os jacarés” antes de realizar o trabalho principal, mas isto não pode ser justificativa para se esquecer o motivo real de estar no pântano.

Alguém até poderia dizer: “Ele construiu uma empresa e agora tem novas possibilidades”. O raciocínio é lógico, mas vá dizer isto para o cliente que contratou uma tarefa não-concluída. Nele reside a completa insatisfação.

A boa notícia é que as companhias também compreenderam que precisam encontrar formas de ajudar seus colaboradores a se manterem no caminho certo, especialmente depois de estudos que reforçam que profissionais focados são mais satisfeitos, produtivos e comprometidos com aqueles que os empregam.

Para manter-se focalizado você deve se atentar a quatro coisas. Primeiramente, delegue as tarefas de estimação. Aquelas atividades que sempre fez e adora fazer, mas que qualquer pessoa do time conseguiria cumprir em seu lugar com a mesma competência – ou até superá-la – e ainda conservam pouca relevância no contexto geral.

Dirija seu olhar para o processo e o resultado. Se você só prestar atenção ao processo sem preocupar-se se está obtendo bons resultados, poderá falir sua carreira. Por outro lado, se dirigir seu olhar apenas aos resultados sem analisar o processo poderá entregar algo ao mercado sem a qualidade esperada, o que, no final das contas, é outro bom modo de fechar portas.

Também assuma como princípio que a conjuntura atual é mutante por natureza e, às vezes, será imprescindível esquecer o foco que o alimentou até então para redefinir prioridades. Quando se quer algo a perseverança é desejável e necessária, mas a obstinação pode levá-lo a ficar míope. Ou ainda, ao chegar ao lugar pretendido, descobrir que o esforço foi em vão.

Por fim, vale a pena aprender a arte de dizer não. Quem toma para si a incumbência de agradar a tudo e a todos fica a vida inteira matando jacarés.

Fonte: http://ogerente.com.br/rede/gestao-empresarial/foco-resultados-trabalho

sexta-feira, fevereiro 03, 2012

Obstáculos Internos às Mudanças

Autor: Wellington Moreira

Wellington Moreira lembra que mudanças significativas geralmente não decolam quando a cultura organizacional ainda encontra-se despreparada para absorvê-las.

João foi orientado por seu chefe a aproveitar ao máximo o treinamento que a empresa lhe proporcionou fazer em São Paulo. Ele foi enviado para lá com a missão de aprender um novo método de trabalho que possibilitaria um menor custo de produção logo que fosse adotado. Portanto, uma grande responsabilidade para aquele profissional que ali trabalhava há alguns anos.

Durante os dias de curso ele aproveitou ao máximo tudo o que foi exposto pelos professores, trocou experiências com os demais participantes e ainda empregou o tempo livre preparando uma apresentação que utilizaria no seu retorno à companhia, afinal de contas era fundamental transmitir o mais rápido possível aos demais aquilo que havia aprendido.

No entanto, ao retornar, João e seu superior imediato puderam compreender que a implantação dos métodos e ferramentas de gestão defendidos no treinamento não seria uma tarefa nada fácil, especialmente porque o diretor de outra área não estava tão animado assim. Além disto, alguns líderes operacionais tinham a sensação de que “aquelas ideias” não eram tão boas.

Para piorar, as resistências não eram declaradas. As pessoas chegavam atrasadas às reuniões na qual debateriam o assunto ou enviavam gente que não detinha autoridade alguma justamente para que as decisões não fossem tomadas. Assim, o novo modelo proposto foi esfriando até que ninguém falava mais dele.

Você já viu história parecida em algum outro lugar? Tenha a certeza de que os fatos relatados acima e aquilo que vivenciou em sua organização não são fruto de uma mera coincidência. Mudanças significativas geralmente não decolam quando a cultura organizacional ainda encontra-se despreparada para absorvê-las. E a pergunta que fica é: de que valem os instrumentos serem benéficos se as pessoas que ali trabalham não compram a ideia?

Ao adotar um novo modelo de gestão ou um método gerencial eficaz em sua empresa é necessário preparar as pessoas para recebê-lo bem. A implantação de um novo ERP (Sistema de Gestão Empresarial), por exemplo, via de regra é uma experiência dolorosa porque além de estarem acostumados com o modelo antigo, os colaboradores não são sensibilizados adequadamente e quem o vê como uma ameaça real tende a propagar notícias ruins a seu respeito para tudo e todos.

Ao mesmo tempo, os gestores organizacionais já reconhecem que trabalhar com o método certo faz toda a diferença quando necessitam alcançar seus objetivos estratégicos, mas ainda são poucas as empresas que investem em práticas de gestão que ajudem as pessoas do time a aderir integralmente àquilo que propõem.

Na companhia americana 3M, que possui operações em mais de 65 países e goza de profunda admiração no Brasil, realmente a cultura corporativa estimula as pessoas a utilizarem sua criatividade. Ela permite que seus funcionários invistam 15% do tempo de trabalho em projetos escolhidos por eles mesmos, desde que seu propósito seja o de desenvolver ideias ou tecnologias que gerem produtos inovadores.

Graças a esta e outras medidas já são 55.000 produtos patenteados em sua história – de adesivos a circuitos elétricos –, e mesmo em tempos de crise ela lança anualmente ao menos mil novos produtos. Sinal claro de uma companhia na qual seus 80 mil funcionários estão comprometidos com mudanças de alto impacto.

Outras empresas também tentaram segui-la. Adotaram medidas semelhantes às melhores práticas da 3M, no entanto sua cultura corporativa arcaica amedrontava as pessoas que ousavam ser criativas e causava paralisia nas demais.

Quando você for abraçar alguma mudança significativa em sua empresa primeiramente extirpe qualquer entrave cultural e normativo ao novo ou poderá ter a melhor estratégia do mundo em mãos e assim mesmo vê-la naufragar. João que o diga.

Fonte: http://www.caputconsultoria.com.br/?pag=ver_artigos&id=242

quarta-feira, setembro 28, 2011

Pequenas empresas ou negócios pequenos?

Autor: Julio Cesar S. Santos

As pequenas empresas brasileiras sempre se constituíram num assunto de grande interesse econômico para nossa sociedade e, conseqüentemente, sempre foi amplamente debatido pelos estudiosos em empreendedorismo.

Porém, não há necessidade de informarmos aqui dados sobre o número de funcionários empregados nas pequenas empresas, sua participação no PIB nacional, a importância sobre a geração de riqueza para nosso país ou as vantagens que elas possuem sobre as grandes corporações.

Nós já estamos cansados de ouvir tudo isso; ou seja, esse assunto está saturado. Na verdade, nossa tentativa será a de buscar razões a fim de explicar por que muitas pequenas empresas não se tornam grandes negócios. Na opinião do Professor Alex Freire (FGV) existe três razões para isso:

A primeira razão tem a ver com a “Visão Estratégica”. Ou seja, quem disse que o Grupo Pão de Açúcar já nasceu grande? Foram inúmeras crises enfrentadas pela empresa, antes que ela se tornasse esse gigante atual como a venda da unidade em Portugal, a disputa pelo poder na família Diniz e o seqüestro de Abílio em 1989. Além disso, o grupo sobreviveu ao Plano Collor em 1990 e enfrentou uma difícil decisão ao profissionalizar a gestão da organização.

No início da construção do grupo, Abílio Diniz viajou muito para conhecer outras experiências supermercadistas, investiu bastante buscando novos conhecimentos e não ignorou a experiência daqueles que, naquela época, ainda não eram seus concorrentes. Enfim, ele já enxergava adiante. Outro exemplo de empresa que começou pequena foi a Apple, onde Steven Jobs afirmou certa vez que iria deixar “uma marca no universo”

Diante disso, percebe-se que falta um pouco de audácia àqueles que dirigem pequenos negócios e sobra astúcia a muitos que constroem empresas a partir do zero. Aspirações complexas não garantem grandes resultados, mas certamente a ausência de grandes aspirações assegurará resultados medíocres.

A segunda razão tem a ver com aquilo que o Professor Alex Freire denomina de “Síndrome do Mais ou Menos”. O empreendedor cria e mantém uma empresa para estar sempre na média; ou seja, ele olha para os lados, estuda a concorrência e segue o comboio. Dessa forma, tudo o que ele faz é exatamente igual ao que fazem os seus concorrentes – inclusive cometendo os mesmos erros.

Quando alguém sugere que ele busque a excelência, automaticamente ele se defende afirmando que as pessoas não sabem o que é dirigir uma pequena empresa. “Só faço aquilo que posso” – afirma o empresário. E o que ele pode é sempre igual à média da capacidade dos outros. Portanto, ele faz parte da “vala dos comuns” e conseqüentemente sua empresa sempre será pequena – diz o Professor Alex Freire.

A terceira e última razão tem relação com a suposta falta de recursos financeiros. Para começar, a falta de dinheiro é um problema de todos e não apenas do pequeno empresário. O problema é que ele atribui toda a culpa na falta de recursos por qualquer adversidade encontrada no seu dia-a-dia corporativo.

Conheci um desses empresários que “torrou” todo seu patrimônio a fim de salvar sua pequena empresa e, mesmo assim, nada adiantou porque o que lhe faltava não era dinheiro e sim GESTÃO. Quantos de nós conhecemos – ou já ouvimos falar – histórias semelhantes?

Uma empresa sempre será um negócio compatível com o tamanho da sua gestão. Acredito piamente que o problema dos empresários está na forma de como conduzem as empresas e, não necessariamente, do tamanho do seu saldo bancário. O caixa de uma empresa é conseqüência da gestão e não o contrário.

Lembre-se que não é o tamanho da empresa que dita se um empreendedor terá sucesso – ou não. Na verdade, são as aspirações do empresário, a constante busca pela excelência e a qualidade da gestão empresarial utilizada.

Fonte: http://ogerente.com.br/rede/gestao-empresarial/pequenas-empresas-negocios-pequenos

sexta-feira, julho 15, 2011

A agenda de cada dia

Autor: Denis Mello

Agenda de compromissos é coisa séria e, muitas vezes, difícil de cumprir à risca porque, além do grande volume de reuniões, seu planejamento deve também levar em conta a agenda de todas as pessoas envolvidas. O imprevisto geralmente invade nosso dia, sem bater à porta. Tudo isto sabemos que faz parte do mundo dos negócios.

Porém, depois do encontro com um amigo, aprofundei minha reflexão sobre o assunto. Ele me relatou que, após duas horas de viagem, foi dispensado de uma reunião, ao atravessar o portão da empresa. Segundo a secretária, que o comunicou pelo celular, o executivo que a havia marcado não poderia atendê-lo. “Marcaremos novo dia e horário”, concluiu a mensageira da má notícia.

Diante da indignação do meu amigo, que começava a duvidar da seriedade da empresa em questão devido ao ocorrido, certamente um ato involuntário do executivo que havia desmarcado o encontro, reforcei meu conceito sobre a importância das pequenas coisas na vida profissional e, porque não dizer, na pessoal.

Esse tipo de “contratempo”, acreditando que a maioria dos leitores já tenha passado por situação semelhante, costuma nos causar desconforto e uma revolta súbita. Entretanto, depois de algumas queixas indignadas dirigidas aos próprios botões, vamos cuidar da vida e pronto. E o mesmo fazem aqueles que deixam de cumprir seus compromissos conosco.

Ou seja: tanto quem não é atendido como quem cancela um compromisso acabam passivos diante do “inevitável”, postura que pode levar qualquer um a uma armadilha: repetições inconscientes de comportamentos considerados “normais”. Afinal, quem nunca cancelou um compromisso ou deixou alguém esperando para ser atendido? Por isto, devemos ficar todos atentos, pois o prejudicado de hoje, por força de um hábito socialmente tolerado, pode ser o causador do mesmo prejuízo amanhã.

O que parece pequeno, um detalhe no complexo mundo empresarial, pode ganhar corpo e gerar um passivo cultural, uma dívida que, certamente, será cobrada. Insensibilidade e descaso, conscientes ou não, com os diversos círculos de relacionamento – fornecedores, funcionários, clientes –, desvendam um microscópico elo comprometido de um DNA que pode contaminar todo o organismo empresarial.

Aqui vale relembrar Peter Drucker: “Ouvimos falar muito a respeito da cultura de uma organização, mas o que isto quer de fato dizer é o compromisso de toda uma empresa com alguns objetivos e valores comuns”, o que implica comportamentos como “fazer para os outros o que gostaria que fizessem para você”, segundo o exercício de autoridade definido por Dante Alighieri, uma prática que deve ser exemplificada pela alta direção, o primeiro agente de formação da cultura empresarial.

Fonte: http://ogerente.com.br/rede/gestao-empresarial/imprevistos-nos-negocios

terça-feira, maio 10, 2011

A arrogância impede aprender, a ignorância mudar

Autor: Ivan Postigo

Não importa qual seja a área ou assunto em foco, tudo gira em torno do homem.

O planeta parecia grande suficiente para que não pudesse sofrer influências humanas. Não é verdade, estamos observando os efeitos do aquecimento global.

Os avanços em todas as áreas da ciência são surpreendentes, alguns difíceis de imaginar, mas ao mesmo tempo em que encontramos locais de imensa prosperidade, nos deparamos com outros de miséria absoluta.

Com toda tecnologia e capacidade de transformação, o homem não tem conseguido avanços significativos para erradicação desse flagelo e agora, cada vez mais, dos danos do meio ambiente.

Ambos, necessariamente, passam pelo processo de educação, que traz cultura e muda o modo de agir.

Uma andorinha não faz verão, assim como um homem só não promove o progresso.

A construção de uma sociedade e seus avanços são frutos de trabalho cooperativo, aberta ao conhecimento e sua multiplicação.

Não faltam países ricos, cujos povos passam necessidades porque que o progresso não os alcança. A fonte de riqueza natural não é um bem compartilhado, razão pela qual os benefícios são restritos.

A internet, os celulares são fontes de informação, que instruem e conscientizam, por isso muitas vezes proibidos, mas não impedidos.

Este é um momento de efervescência, onde grupos e povos clamam por liberdade, democracia e o direito a viver com decência.

Quanto menor a sociedade mais fácil estudá-la. Nesse aspecto podemos apanhar nossa empresa, como foco desse trabalho.

Empresa é uma sociedade competitiva, os confrontos ocorrem dentro e fora.

Pessoas se reúnem para conquistar mercado, pessoas se dispersam para conquistar cargos e vantagens financeiras.

Quando a dispersão prevalece, o foco individual prejudica o conjunto e a empresa perde mercado. Com isso perdem todos, pois os concorrentes aproveitarão os momentos de desorganização.

Como consequência, a vantagem individual também é prejudicada. Ainda que possa demorar para acontecer, chegará o momento.

Informações são retidas, conhecimentos não são disseminados, objetivos são negligenciados, erros não são corrigidos, ações são proteladas porque as pessoas ignoram o prejuízo coletivo.

Ignorar significa não saber, não conhecer. Observe que nesse aspecto, apenas o conhecimento, a serviço do homem, pode provocar mudanças.

Estudiosos de gestão, cada vez mais, apresentam provas irrefutáveis de desastres empresariais frutos da arrogância.

Cada gota de sucesso nos chega contaminada. Seu vírus provoca “cegueira e surdez”.

A vacina existe sim, sempre existiu, e é necessário tomá-la com frequência. É a mesma que combate a ignorância, apenas com reforço da dose.

Arrogar vem do latim arrogare que significa tomar como próprio, apropriar-se, tomar como seu, atribuir a si.

A arrogância, em sentido positivo, pode ser considerada coragem de assumir as próprias opiniões, identidade ou personalidade.

Como expressão de exagero, a arrogância caracteriza a falta de humildade.

Estão investida as pessoas que não desejam ouvir pontos de vista de diferentes, aprender algo que não saibam ou sentir-se no mesmo nível de outras pessoas.

Considera-se como sinônimos o orgulho excessivo, a soberba , a altivez , o excesso de vaidade pelo saber e , principalmente, pelo sucesso.

Como mudança é um processo complexo e muitas vezes doloroso, que demanda conhecimento e disposiçao, é fácil concluir que muitos desastres empresariais realmente ocorreram porque a arrogância impediu aprender, consequentemente, a ignorância mudar.

Fonte: http://ogerente.com.br/rede/carreira/arrogancia-no-trabalho

quinta-feira, abril 07, 2011

Já é hora de dormir

Autor: Dr. Luiz Roberto fava

Se você é um baby boomer como eu, certamente irá se lembrar da antiga TV Tupi (PRF3 TV – canal 3, depois TV Tupi canal 4 e, finalmente SBT). Todos os dias, lá no início dos anos 60, impreterivelmente às 21 horas, era exibido um filme cujos versos eram:

Já é hora de dormir,
Não espere mamãe mandar.
Um bom sono pra você,
E um alegre despertar.

Pois é, preste atenção à última frase: … e um alegre despertar.

Você tem dormido bem? Em quantidade de horas e com qualidade?

O sono sempre foi considerado algo muito importante para a vida das pessoas. Perceba que nós, Seres Humanos, temos apenas dois estados durante toda a nossa existência: vigília e sono e, às vezes, sono com sonhos.

Fisiologicamente, o sono é considerado um estado onde existe a supressão da capacidade de percepção e da atividade motora voluntária.

Uma noite bem dormida, período onde o organismo renova suas energias, proporciona relaxamento, bom humor, descanso, melhor aparência física (deixa a pessoa mais atraente e mais saudável), aumenta a longevidade, consolida a memória e diminui o risco de depressão.

É neste período que o organismo secreta a melatonina, um hormônio que regula o sono, entre outras funções. Esta substância só é produzida em ambientes calmos e escuros. Por isso, para dormir bem, o máximo que é admitido é o uso de uma iluminação indireta para que sua produção e liberação sejam feitas de forma efetiva.

Com relação ao número de horas, esta é variável. Bebês chegam a dormir 18 horas por dia. Crianças de 4 a 6 anos dormem de 9 a 10 horas por dia. Na idade entre 7 e 11 anos, 8 horas de sono são suficientes. Na adolescência, a partir dos 12 anos, a necessidade aumenta para até 10 horas. Entre os 20 e 30 anos, o ideal é dormir entre 9 e 10 horas e, a partir dos 30 anos, dormir de 7 a 8 horas é o suficiente.

Para Nuno Cobra, “o sono é o elemento mais importante para todas as pessoas, em qualquer atividade profissional, porque é vida. O problema é que a nossa sociedade colocou o homem em tal nível de competitividade, que o sono passou a ser um obstáculo. É preciso trabalhar, render muito, produzir mais. Dormir passou a ser um sinal de perda de tempo”, como afirma em seu livro A semente da vitória (Ed. Senac, São Paulo).

Isto é bem visível naquelas profissões onde existe pressão para se atingir resultados, como motoristas de caminhões, bancários e altos executivos que possuem excesso de trabalho.

Associa-se a isso, o estilo de vida nas grandes metrópoles. Cidades que “vivem” 24 horas, repleta de atividades como bares, restaurantes, shows e baladas, contribuem para a redução das horas de sono, visto que as pessoas buscam no seu lazer uma forma de diminuir o seu índice de estresse.

Uma das principais doenças ou distúrbios do sono é a insônia. Em maior ou menor grau, ela atinge metade da população mundial sendo maior nas grandes cidades devido à rotina de trabalho durante as 24 horas.

A insônia aguda é causada por fatores emocionais e/ou físicos (estresse, doenças, fusos horários) onde, clinicamente, existe dificuldade para se dormir por um tempo limitado.

Já a insônia crônica pode ser de três tipos: dificuldade para pegar no sono, dificuldade para manter o sono ou dificuldade para dormir por mais tempo.

Para Sandra Rosenfeld, a insônia é um sintoma de que há algo errado acontecendo com a pessoa, que pode ser emocional, psicológico, clínico ou ambiental.

Já para o professor, Flávio Aloé, da USP, pessoas com insônia crônica geralmente são pessoas mais ansiosas ou que sofrem depressão, tem um estilo de vida mais estressante ou possuem maus hábitos como excesso de cafeína ou álcool.

A insônia está mais presente nas mulheres, nos idosos e nos trabalhadores de baixa renda.
Mas, além da insônia, existem outros distúrbios do sono: apnéia, ronco, bruxismo, síndrome das pernas inquietas, pesadelos, sonolência diurna, sonambulismo e terror noturno.

No Brasil, 43% da população adulta das grandes metrópoles dorme um número de horas menor do que é necessário para manter a sua saúde. Nos Estados Unidos, os distúrbios do sono atingem 70 milhões de pessoas, o que acarreta um custo de 100 bilhões de dólares por ano devido à menor produtividade e gastos com saúde e tratamentos médicos.

E quem são os causadores destes problemas? Podem ser citados: navegar na internet e usar o computador até tarde, dormir com a televisão ligada, trânsito, café, refrigerantes à base de cola, chá preto, leitura de livros estimulantes, telefone junto à cama, tabagismo, falta do hábito de dormir e acordar de forma rotineira e ambientes inadequados (muito quentes, úmidos, barulhentos, com muita iluminação, etc.). Outros fatores incluem a jornada dupla de trabalho e distúrbios relacionados ao estresse como ansiedade, depressão e demandas da atividade laboral.

Estes distúrbios podem acarretar uma série de coisas ruins para a sua saúde, tais como:
  • fadiga crônica;
  • desenvolvimento de diabetes;
  • desenvolvimento de doenças cardíacas;
  • predisposição à obesidade;
  • aparência pálida e cansada;
  • nos homens, maior risco de desenvolver a disfunção erétil;
  • menor vigor físico;
  • envelhecimento mais precoce;
  • diminuição das defesas do organismo;
  • diminuição da produtividade;
  • maior índice de mortalidade;
  • maior risco de sofrer acidentes (domésticos, de trânsito, do trabalho);
  • aumento da irritabilidade;
  • alteração do humor;
  • perdas cognitivas (percepção, atenção e memória)
  • menor capacidade de planejamento estratégico; e,
  • lentidão na execução das atividades.
 O que não deve ser esquecido é que momentos alegres também fazem a pessoa perder o sono como a festa de formatura de um filho, a véspera do casamento, a inauguração de um negócio novo, promoção no trabalho, ganhar a megasena sozinho, realizar um sonho (casa própria, trocar de carro), etc.

Para dormir bem

 De acordo com especialistas em higiene do sono, seguem suas dicas para que você melhore a qualidade total do seu sono. Lembre-se: se os programas de qualidade total estão presentes dentro das empresas, eles também devem estar presentes dentro de você. E isso inclui o seu sono. Vamos a elas:

  • só vá deitar quando sentir que o sono está chegando;
  • procure manter horários regulares para deitar e acordar. Isto ajuda a manter a regularidade do ciclo biológico:
  • mantenha a tranqüilidade do local onde você dorme, evitando utilizá-lo para outras atividades como estudar, assistir televisão, usar o computador, etc.;
  • se for ler algum livro ou assistir um filme antes de dormir, escolha um sem conteúdo estimulante (suspense, terror, violência);
  • não use o computador nas horas que precedem o sono:
  • deixe o ambiente onde você dorme calmo e tranquilo. Isto inclui temperatura agradável, silêncio e ausência ou um mínimo de luminosidade;
  • nunca vá dormir com fome ou com o estômago abarrotado de comida. Opte por ter refeições noturnas  leves e saudáveis;
  • à noite, evite tomar café, chocolate, álcool, chá preto, chá verde e bebidas tipo cola ou guaraná, porque são estimulantes;
  • evite cochilar durante o dia, com exceção da soneca energizante (power nap);
  • se possível, não fume à noite;
  • faça uma atividade física leve algumas horas antes de dormir. Isto líber endorfinas, que ajudam no relaxamento do organismo.
  • durma o número de horas que faça você se sentir bem. Ficar na cama mais do que o necessário pode prejudicar o sono da noite seguinte;
  • não “brigue” com a cama e o sono. Se tentar e não conseguir dormir, levante e procure fazer algo chato, enfadonho e repetitivo, como ler um livro cansativo. Ouvir música suave pode ajudar;
  • mantenha a cabeça “fria’ antes de dormir. Isto significa que preocupações, ansiedades e afazeres devem ficar fora da cama> melhor ainda, fora do quarto;
  • ingira um copo de leite morno antes de dormir. O leite possui triptofano, um aminoácido que relaxa os músculos e induz ao sono;
  • ao deitar, pratique, com bastante foco,  a técnica da respiração lenta e profunda;
  • tenha conforto. Isto inclui colchão e travesseiro que mais se adaptem a você; e,
  • lembre-se que cama é bom para duas coisas: dormir, descansar e fazer sexo. Não necessariamente nesta ordem.
 Agora, se mesmo com estas dicas você não conseguir dormir bem, continuar sofrendo de insônia ou dos outros distúrbios do sono, nem tudo está perdido. Você ainda pode:
  • buscar ajuda médica, psicológica ou psiquiátrica;
  • uso de drogas como antidepressivos e hipnóticos, lembrando que podem causar dependência;
  • terapia comportamental (relaxamento e respiração);
  • bebidas “batizadas” com melatonina, existentes nos Estados Unidos mas ilegais no Brasil;
  • outras novidades, como um aplicativo para IPhone (Sleeping Pill), que fornece dicas para “esvaziar a mente” do insone e o Ecotones Sound Therapy Machine, que emite sons relaxantes.
Boa noite. Durma bem.

Fonte: http://ogerente.com.br/rede/favaconsulting/disturbios-do-sono/

terça-feira, novembro 16, 2010

Rápido, vá devagar

Autor: Ivan Postigo

Estamos em uma enrascada.

Quem passou a vida trabalhando mais de doze horas por dia, não são poucos, acha que não vale à pena.

No norte da América, onde as ideias que dão certo tornam jovens milionários, o excesso de esforço tem sido questionado e a defesa a uma vida com melhor qualidade veiculada, o que dizer então a respeito do sul?

Ir rápido porque e para onde?

Mulheres no topo das organizações já não é mais novidade. Não só são aceitas como incentivadas.

Algumas optaram por desenvolver suas carreiras, trocando de posição com os maridos, que cuidam da casa e das crianças.

Estranho? Não mais. Agora, estranho é estranhar.

Conforto não é de graça. Nada é grátis nesta vida. Ora, então que o providencie quem tiver as oportunidades.

Qual a novidade então? Elas estão enfartando mais!

Filhos, poucos e bem cuidados. Quem puder e souber os eduque, pois as ruas farão o contrário.

Vovó lavava a boca dos netos com sabão quando diziam palavrões, insistia para que tomassem cuidados, pois os costumes de casa iam à praça.

O mundo mudou. O chinelo foi aposentado, o sabão proibido, vovó foi para o retiro, os pais estão ausentes para obter renda para comprar o conforto, com isso os costumes da praça agora é que vão a casa.

Palavrões em casa? C…caramba, como falam!

Mundo aberto, sem proibições. Descriminalizar é a moda.

Um amigo perdeu o filho. As drogas o levaram. Overdose. Não é mais o mesmo. Jamais imaginou que isso pudesse acontecer.

O garoto sempre foi excelente aluno, exceto no último ano em que se envolveu com as drogas e ninguém sabia o que estava acontecendo.

O que pensa hoje o pai?

Não sei. Anda pensativo. Diz que tinha a mente aberta, mas neste momento apenas boca fechada.

Conhece pessoas com HIV positivo?

Eu conheço. A guardete de uma empresa de serviços que contratei e o filho de um amigo. Meu contato, até então, era o filme Filadélfia com Tom Hanks.

Senti o peso da questão quando ele se sentou em minha sala e em prantos falava sobre o impacto da notícia.

Em segundos assisti meu próprio filme: Também tenho filhos!

Sempre que posso digo a eles: – Vão com calma, sejam cuidadosos, prevenidos…

Eles ouvem? Sempre.

Respondem? Só quando os encho muito. A frase é curta e direta: – Dá um tempo!

Estão apenas usando o que aprenderam comigo quando eu queria que parassem com as peraltices.

E as conquistas? Muitas.

E o tempo para desfrutar? Pouco.

Lembra do velho ditado das duas alegrias: Uma na compra e outra na venda?

Cada vez mais válido.

Um domingo, pela manhã, encontrei um amigo com uma maravilhosa motoca prata, mais de mil cilindradas. Feliz. Tinha realizado um sonho. Insistia para que eu também fizesse o mesmo.

Passado algum tempo voltei a encontrá-lo caminhando. Disparei – Cadê a moto?

Ele, mais feliz ainda, respondeu: – Vendi. Não tinha tempo para usar.

Disse: Puxa, ainda bem que não te ouvi.

Ele:- Sorte sua, porque vender foi minha segunda alegria.

Aproveitei e perguntei: – Preciso fazer uma revisão no carro, quando posso deixar contigo? – um dos melhores mecânicos que conheço.

Levei um susto com a resposta: – Passa lá sábado a tarde.

Um tambor batia incessantemente na minha mente: Sábado à tarde?

Não tinha tempo para a motoca, mas tem para trabalhar?

Estamos todos muito ocupados. Será que a questão está em trabalhar mais ou melhor?

Acho que não tem jeito. Rápido, mas muito rápido, teremos que ir mais devagar!

Fonte: http://ogerente.com.br/rede/recursos-humanos/sem-tempo-para-a-vida

sábado, agosto 08, 2009

Como Pessoas Comuns se Tornam Extraordinárias



Fonte: YouTube
Autor: Desconhecido

Assuma Responsabilidades

Muitas vezes ficamos passando a responsabilidade para os outros sendo que poderia ter tomado uma atitude.

Esse vídeo tem uma história bem divertida que tem muito haver com a realizadade.

São 8 minutos que valem a pena.



Fonte: YouTube
Autor: Desconhecido

Retrato do Futuro

Imagine poder viajar no tempo e saber com antecedência tudo que virá. Saber para onde vai o mercado, o que vai ocorrer nas bolsas, qual a tecnologia que triunfará dentro de dez anos. Mas nem precisa tanto, imagine receber hoje o jornal de amanhã, as principais notícias, os eventos mais importantes, o resultado da loteria. Ter essa informação em nossas mãos uma única vez, umazinha só, e poderíamos mudar o rumo de nossas vidas.

A boa nova é que todos nós podemos antecipar o futuro, saber com antecedência o que é mais importante, fazer nossa própria loteria. Todos somos capazes de predizer o futuro, para isso é preciso exercitar nossa visão estratégica. A visão é saber o que se deseja, a estratégia é colocar isso no dia a dia, na agenda de trabalho. Quem desenvolve uma visão estratégica cria uma rotina que permite viver tudo o que se pretende no futuro, só que antes. Não tem a ver com decisões futuras, mas com impactos futuros de nossas decisões no presente. Assim como o presente é uma conseqüência direta de nossas ações no passado.

Uma questão importante para se desenvolver a visão estratégica é antecipar tendências, verificar como o mundo vai progredir, perceber oportunidades, descobrir nichos, ver o antigo de um jeito novo. Elaborei, a partir de um trabalho de dois anos de pesquisa, observação e relacionamento no mercado, cinco grandes tendências para o mundo corporativo, que afetam de forma direta e indireta a vida de cada um de nós. Esse artigo foi publicado na Columbia Spectator, a Revista Científica da Universidade de Columbia em Nova York, e apresento aqui uma síntese dessas idéias. Para facilitar a absorção dos conceitos estabeleci essas tendências num conjunto de cinco “Es”. Vamos a eles:

Economia Digital

O mundo está passando da estocagem para a usinagem. De processos lineares para atividades sistêmicas. De seqüências bem ordenadas para estímulos simultâneos e cada vez mais rápidos, que funcionam à velocidade de um toque no teclado. Nessa tendência o que muda de forma contundente não é a tecnologia e seus sistemas sofisticados, mas a maneira como as pessoas pensam e se relacionam. As redes de trabalho, a virtualidade, a simultaneidade e a visão sistêmica são os grandes atributos dessa tendência. Agir sinergicamente de forma a compor times auto-gerenciados, focados em resultados, atuando por tarefa e preservando a diversidade, é o grande desafio da Economia Digital. Saber lidar com demandas múltiplas, com personalidades diversas, em ambientes mutantes, vai exigir um perfil profissional efetivamente polivalente, tolerante com as diferenças e perfeitamente ajustável ao instável mundo da mudança. As corporações também terão que se adequar a esse novo ambiente, criando sistemas flexíveis de tempo e remuneração, redefinindo competências e gerenciando oportunidades ao invés de processos e pessoas. Essa grande tendência marca de forma significativa o ambiente empresarial, pois muda os paradigmas básicos de sua ação, que passam do controle para o estímulo, do capital financeiro para o intelectual. Quem não souber fazer com sucesso essa travessia, vai ser excluído das melhores oportunidades de mercado.

Estética

A World Future Society, uma organização voltada para o estudo das megatendências mundiais, concluiu em sua reunião de agosto de 2000, em Boston, USA, reunindo personalidades, lideranças e cientistas de várias partes do mundo, que estamos entrando na sexta onda do mercado, que é a cultura. A demanda por arte, educação, design, gastronomia, história, enfim pelo conjunto de elementos que caracterizam a cultura, está se expandindo das classes mais privilegiadas e chegando até as populações mais empobrecidas. Os consumidores passam a ter uma visão ampliada dos atributos de um produto, de um serviço e de uma empresa, buscando um relacionamento com bases estéticas claras, onde a cortesia, o interesse e a efetividade sejam as bases das ações corporativas. O desempenho estético não é apenas a aplicação de design, ou a beleza de ambientes e produtos, é, especialmente, um comportamento ligado ao belo, com relacionamentos esteticamente concebidos. Isso significa que toda a ação empreendida dentro e fora da organização deverá ter como premissa à estética, ser agradável e proporcionar prazer a quem a realiza e a quem a consome.

Ética

Essa é uma das tendências que afeta de forma mais profunda o futuro, porque vai além das questões institucionais, redefinindo todo o conjunto da sociedade. A ética não se restringe a discussão das questões morais, dos usos e costumes, ela é a essência do comportamento, onde o talento, os sonhos, os princípios e valores são a matéria prima da vida. Para viver plenamente essa realidade a organização precisará redesenhar seu processo de gestão dos talentos humanos, para incorporar valores como cidadania, indivíduo e comunidade, integridade pessoal, aspirações para o futuro e integração com a família. Os impactos éticos de toda a ação corporativa serão monitorados pela sociedade e é ela quem vai definir a continuidade ou não de determinada atividade ou organização. O conjunto de crenças está se alterando e com ele devem mudar também a maneira como as decisões são tomadas e as razões pelas quais a organização se move. Os fins não justificarão mais os meios, pois esses serão um fim por si mesmos, na medida que devem gerar pessoas e instituições melhores. Empresas socialmente responsáveis serão organizações mais competitivas, com atração dos melhores talentos e um desempenho avalizado por toda a comunidade.

Ecologia

Surge no ambiente empresarial uma nova linguagem que inclui o respeito ao meio ambiente e aos seres vivos que nele habitam. A biodiversidade, o desenvolvimento sustentado, o planejamento planetário, entre muitas opções estratégicas, serão cada vez mais incorporadas pelas organizações para propiciar uma gestão afinada com a preservação do ambiente em que está inserida, bem como dos diversos ambientes em que atua ou tem interesses. A integração de pessoas, em sua miríade de comportamentos e crenças, aos objetivos macros da organização, vai exigir uma nova mentalidade institucional. Ecologicamente falando, a preservação, que é o respeito à natureza básica dos indivíduos e a não extinção, que é uma ação consciente em prol de sua continuidade, vão demandar das empresas um sistema planejado para lidar com a diversidade em sintonia com o meio, buscando seu progresso. Sem isso não será possível gerar respostas inovadoras a questões cada vez mais complexas, num ambiente onde o desafio competitivo é superar-se continuamente.

Espiritualidade

A cada dia a Missão Estratégica de uma empresa terá que deixar de ser uma bela frase emoldurada, para ser uma prática consciente. A essência do negócio, a razão de ser, sua visão de futuro, devem determinar as atitudes, comportamentos e ações realizadas por cada um de seus membros. Isso significa dizer que a organização deve possuir uma alma comum, que une cada um dos indivíduos que a compõe em prol dos mesmos objetivos, baseados num conjunto de valores.

As empresas onde não haja o fomento de um espírito de corpo, onde as pessoas não consigam se sentir parte de um contexto meritório, terão imensa dificuldade em competir. Isso porque as demandas competitivas vão exigir cada vez mais competência onde a ação ocorre, no mercado, em contato com o cliente, no momento em que se produz uma solução ou se planeja uma atividade. Essa competência só poderá ter autonomia e poder efetivo se incorporar valores institucionais perenes e se guiar por um sentimento de pertencimento. Empresas com espiritualidade alta, quem não tem a ver com religiosidade, são instituições em que as pessoas tem paixão pela atividade que realizam e onde o número de empreendedores internos é quase tanto quanto o número de colaboradores que compõem seus quadros.

O ajuste da operação às tendências aqui apresentadas é uma decisão estratégica, que vai exigir um esforço consciente e contínuo em prol dessa mudança. Entretanto no futuro o resultado dessa decisão pode se mostrar a chance de perpetuar atividades e alcançar resultados. Não é possível esperar por um ambiente melhor, é preciso esperançar, ou seja, acreditar fortemente na mudança e agir para que ela ocorra.

Fonte: http://www.sustentare.net/ver_noticias.php?id=610
Autor: *Dulce Magalhães é doutora em Planejamento de Carreira pela Universidade Columbia (USA), mestre em Comunicação Empresarial pela Universidade de Londres (Inglaterra), pós graduada em Marketing pela ESPM-SP, graduada em Comunicação Visual pela UFPR, com especialização em Educação de Adultos pelas Universidades de Roma (Itália) e Oxford (Inglaterra), representante Brasileira no Seminário de Cultura e Comunicação da Unesco – USA. Autora dos livros, Alternativas Estratégicas para o Varejo no Brasil e Mensageiro do Vento – Uma Viagem pela Mudança e co-autora dos livros: Tempo de Convergir e Le Sacré Aujord'hui, publicado na França em 2003.

segunda-feira, agosto 03, 2009

O mesmo cenário tem diferentes leituras

Era uma vez...
Uma indústria de calçados que tem em sua presidência nada menos do que seu fundador: um senhor com o rosto marcado pelo tempo e com a sabedoria que o tempo lhe havia oferecido.
A indústria continuava forte, apesar dos chineses. Com o crescimento, foram contratados alguns diretores. Todos muito bem preparados, com um vasto repertório de idéias, muitas posições a favor de um plano cuidadoso de crescimento, afinal a crise está aí mesmo.
Mas nosso herói, o fundador, sentia o cheiro de oportunidade, então chamou dois de seus diretores, falou individualmente com eles e pediu segredo sobre a missão que daria a cada um.
Eles partiram em datas diferentes para um mesmo destino, uma região do Brasil que estava apresentando grande migração por conta de descobertas de minérios e a instalação de uma grande e poderosa empresa. A missão era analisar o potencial da região e traçar uma estratégia para a entrada de seus produtos.
Quando os diretores retornaram fizeram seus relatórios verbais ao presidente. O primeiro estava com um ar de preocupado e falou que o lugar era um buraco, não havia nada, o comércio estava iniciando e havia dificuldade de se conseguir de tudo. Certamente não era um lugar para se instalar. O segundo estava sorridente, dizia que o lugar era uma mina, que o comercio estava iniciando e essa era a hora de se instalar e se fortalecer na região, certamente em pouco tempo a região estaria muito desenvolvida e rica e quem estivesse chegado primeiro poderia estar dominando o mercado.
O mesmo cenário tem diferentes leituras. Qual é a sua leitura? Você consegue enxergar possibilidades na adversidade ou cai em lamentações, não conseguindo detectar possibilidades de melhora, sendo tudo muito difícil de ser executado e alcançado?

Fonte: motivadoparaosucesso.blogspot.com
Autor: Eduardo Teixeira