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terça-feira, setembro 30, 2014

A TENTAÇÃO DA MERITOCRACIA

A vida não é e nem deve ser uma corrida que parte de condições iguais e na qual, no fim do jogo, vencem os melhores.

Autor: Joel Pinheiro

Meritocracia é uma palavra bonita. Não. É uma palavra que remete a uma coisa bonita: que cada um receba de acordo com seu mérito, que em geral é igual a esforço, dedicação; às vezes se inclui a inteligência. E – é o que garantem alguns liberais – é isso que vigora no mercado. Quem se esforça, chega lá.

É questionável até que ponto esse tal mérito pessoal sequer exista. Hélio Schwartsman, na Folha, apontou o fatinho que ninguém gosta de lembrar: o esforço pessoal, o suor, a capacidade de trabalho, a inteligência; todos dependem de variáveis que estão fora da escolha pessoal – do mérito, portanto – do indivíduo. Essa esfera do que é só meu, do mérito próprio distinto das circunstâncias do ambiente e da história, simplesmente não existe; ao menos não da forma simplória que se vende.

E existindo ou não, será verdade que o mercado premia justamente o mérito? Se for, caro liberal, então você está obrigado a defender que Gugu Liberato tem mais mérito do que um professor. Nada contra o Gugu, mas ele não é meu exemplo ideal de disciplina, dedicação e trabalho duro. E mesmo assim o mercado o recompensa muito bem. Do outro lado, milhões de trabalhadores labutam dia e noite, e outros milhões de desempregados procuram o que fazer, e continuam pobres. Ainda falta esforço? São preguiçosos, burros talvez?

Nada disso. E você já sacou a resposta: o que determina a remuneração no mercado não é o mérito, não é a virtude, não é o esforço ou a dedicação. É apenas a criação de valor; o valor que aquela pessoa consegue adicionar à vida dos demais. Não importa se é por esforço, inteligência, sorte, talento natural, herança; quanto mais imprescindível ela for aos outros, mais os outros estarão dispostos a servi-la.

O esforço por si só não garante nada. É verdade que, tudo o mais constante, se a pessoa encontra um campo em que ela gera valor, o esperado é que mais esforço gere mais valor. Com o passar das gerações, a ascensão social se acumula: a filha da retirante nordestina que trabalha de empregada tem computador, aula de inglês; provavelmente não será doméstica quando crescer. É assim que as sociedades enriquecem. Não é de uma hora para outra, e não tem nada a ver com a crença ingênua de que a renda é ou deveria ser proporcional ao mérito.

Nada é garantido. Às vezes o setor em que o sujeito trabalha fica obsoleto, e o valor produzido pela dedicação de uma vida cai abruptamente. Havia gente muito dedicada entre os técnicos de vitrola de meados dos anos 90; e mesmo assim…

Meritocracia é um conceito que se aplica ao interior de organizações. Promover membros com base no mérito (em geral medido por algum indicador) pode ser melhor do que fazê-lo por tempo de serviço, pela opinião subjetiva de um superior, etc. Meritocracia é um modelo de gestão. Nosso Estado, por exemplo, poderia se beneficiar dela, reduzindo suas ineficiências. Não é um modelo sem falhas: a necessidade de mostrar resultados cria uma pressão interna muito grande e pode minar a cooperação, a manipulação dos indicadores pode viciar o sistema de avaliação. Encontrar o sistema mais adequado a cada contexto é uma questão de administração, de funcionamento interno de organizações, que nada tem a ver com o mercado. Mercado é o processo (sim, memorizem isso: o mercado é um processo) no qual algumas organizações existem e operam. Às vezes organizações nada meritocráticas prosperam no mercado, e organizações meritocráticas podem existir fora dele.

Satisfaça as necessidades dos outros, e as suas serão satisfeitas. Não importa se é por mérito, por sorte ou por talento. O cara mais esforçado e bem-intencionado do mundo, se não criar valor, ficará de mãos vazias. Achou injusto? Então deixa eu te contar um segredo: é você quem perpetua esse sistema. Se sua geladeira quebra, você quer um técnico esforçado e que dê tudo de si ou um que faça o serviço bem com pouco esforço e a um baixo custo? Quer um restaurante ruim de funcionários esforçados ou quer comer bem? O mundo reflete o seu código de valores e, veja só, ele não é meritocrático.

A vida não é e nem deve ser uma corrida que parte de condições iguais e na qual, no fim do jogo, vencem os melhores. Na medida em que esse sonho meritocrático é sequer possível (estamos muito longe de corrigir desigualdades genéticas, por exemplo), ele exigiria um investimento enorme só para produzi-lo; sacrificaríamos valor para criar condições artificiais que se adequem a esse ideal abstrato. Todos ficariam mais pobres para realizar esse sonho moral. Mas quem disse que a igualdade é moralmente superior à desigualdade? Se um meteorito cai na minha casa e não na sua, isso é injusto? É imoral?

O sistema de mercado não premia a virtude; ele premia, e portanto incentiva, o valor. É feio dizê-lo? Pode ser, mas ele tem um lado bom: é o sistema que permite que a vida de todos melhore ao mesmo tempo. Que todo mundo que quer subir tenha que ajudar os outros a subir também. Ele não iguala o patamar de todo mundo, mas garante que a direção de mudança é para cima. O ideal da meritocracia tem o seu apelo, mas ele depende de meias-verdades: a ideia do mérito que é só meu e de mais ninguém, a de que meu suor justifica o que eu ganhei. Sem suor ou inteligência, o ganho é sujo, indevido. Mas o outro lado dessa moeda é negro: implica dizer que quem não chegou lá não teve mérito; que a pobreza é culpa do pobre. A lógica do mercado é outra: você criou valor, será recompensado. Sua riqueza não diz nada sobre o seu mérito; ela não justifica e nem precisa ser justificada. O resultado desse foco no valor é que mais valor é criado. Você recebe aquilo que entrega e todos ganham.

Fonte: http://spotniks.com/a-tentacao-da-meritocracia/

sexta-feira, abril 25, 2014

4 motivos pelos quais você sempre faz as piores escolhas

Seja na vida pessoal ou profissional, muitos de nós somos péssimos em tomar decisões. Conheça os vilões e saiba como vencê-los

Autor: Eber Freitas

Dificilmente as pessoas estão satisfeitas com as escolhas e decisões tomadas, e o arrependimento só vem quando descobrimos que temos de conviver com essas escolhas. Um dos principais inimigos que você pode ter na hora de decidir por qual caminho enveredar não é outro senão a intuição, o ato de escolher simplesmente pela expectativa de que aquela alternativa é a melhor, e que algo diz que é o certo a se fazer. Saiba que, na maioria das vezes, esse sentimento leva a uma escolha errada -- e nas demais, gera insatisfação por lhe apresentar a dificuldades que você não esperava.

Quer um exemplo? Você pretende demitir um profissional de valor, mas que não se relaciona bem, é acomodado e fala de maneira ríspida, às vezes grosseira. E agora: demitir ou dar outra chance? "Se você parar para refletir, vai se surpreender ao constatar a rapidez com que as suas opiniões começaram a se formar", afirmam Chip e Dan Heath, autores do livro "Gente que Resolve". Citando o psicólogo Daniel Kahneman, vencedor do Nobel de Economia, eles lembram que "o estado natural da mente é ter sentimentos e opiniões intuitivas sobre quase tudo", e esses sentimentos e opiniões conduzem fatalmente a uma decisão equivocada.

Para Heath, esse processo quase imediato é provocado pelo que ele chama de "efeito holofote", ou seja, a tendência a darmos atenção exclusiva ao elemento que está sob o foco de luz, ignorando outras informações relevantes no contexto. Basicamente, o ser humano tem uma tendência natural de decidir de maneira tão míope que descarta outros fatores que possam contrariar sua opinião formada. Aquele profissional que você quer demitir pode ser querido entre os colegas, mesmo com sua fala ríspida; pode ser produtivo, apesar de não ambicioso ou criativo; ou simplesmente sua liderança pode ser ineficiente -- informações ignoradas pelo instinto.

Os maiores problemas na hora de decidir -- e como mitigá-los:

1. Visão estreita

Ao invés de fazer escolhas maniqueístas (tudo ou nada, preto ou branco), estude uma forma de conciliar as atividades de forma que nem o seu objetivo seja prejudicado nem você fique preso às consequências de uma escolha precipitada. Por exemplo: manter o emprego fixo ou largar tudo e virar empreendedor? Por que não ambos? Que tal analisar o tempo disponível e se comprometer apenas com projetos que você pode dar conta? Assim você tem uma renda mensal fixa e, com sorte e um pouco mais de trabalho, um extra no final do mês. Também há de se considerar outras possibilidades, como mudar para um emprego com menor carga horária para se dedicar a outras atividades, por exemplo. Com o tempo, seu negócio pode ter capital de giro suficiente para lhe sustentar.

Solução
O ideal é sempre multiplicar as opções, considerar todas as alternativas -- até escrevê-las em um papel, se necessário, a famosa lista dos "pontos fortes e pontos fracos". Depois dessa etapa, os irmãos Heath sugerem a metodologia "multitracking", que basicamente consiste em "considerar várias opções simultaneamente". Por fim, conhecer a experiência de alguém que já esteve diante do mesmo dilema é insubstituível e não custa nada.

2. Viés de confirmação

Já notou o quanto você se sente confortável cercando-se de notícias, dados e análises que favorecem a sua visão de mundo, suas ideologias, seu modo de pensar? E como isso faz com que você se sinta moral e intelectualmente superior, certo? Nada mais desastroso: você toma uma decisão intuitivamente, cerca-se apenas de informações que corroborem sua decisão e, no final, fracassa e não entende por quê. Segundo conversas, foi mais ou menos o que aconteceu com determinado ex-multibilionário brasileiro. Mate o mensageiro das más notícias e dê ouvidos aos bajuladores que falam o que você gosta de ouvir; para coroar, tome uma péssima decisão julgando-a indefectível. Só que não. "O problema do viés de confirmação é que ele nos dá a ilusão de ser um processo bastante científico. Afinal, estamos coletando dados", explicam os autores, enfatizando que nem mesmo as pessoas mais críticas e previdentes estão livres do problema.

Solução
Seja um pouco paranóico, preveja o pior e faça com que a média ponderada resulte em algo próximo da realidade. Os autores revelam que quase todas as operações de fusões e aquisições de empresas nos Estados Unidos custam muito caro e não se pagam. E o principal motivo é a firme crença dos executivos de que eles próprios têm o toque de Midas necessário para transformar uma empresa deficitária em uma máquina de faturamento. Um estudo citado no livro indica que, quanto mais reforços positivos (para usar um chavão da Psicologia) um CEO recebe -- elogios da imprensa, bom desempenho em trabalhos recentes e altos salários -- mais caro o preço que ele se dispõe a pagar em uma aquisição/fusão. Observe o panorama e os detalhes da decisão, sem negligenciar nada e ignore o ego alto demais.

3. Emoções imediatas

Todas as análises mostram que determinada decisão é a mais segura. Você fecha os ouvidos para elogios e martela o juízo em busca de uma decisão sensata, ouve pessoas mais experientes e, finalmente, bate o pé. Mas na hora crítica da decisão, bate aquele sentimento descrito no primeiro tópico: "algo me diz que esse outro caminho é melhor". E, contra todos os conselhos, coloca os pés pelas mãos. Isso acontece porque um fator foi eliminado na equação: a emoção. "Quando temos uma decisão difícil a tomar, nossos sentimentos entram em polvorosa. Remoemos os mesmos argumentos na cabeça. Ficamos aflitos com as nossas circunstâncias. Mudamos de ideia da noite para o dia e do dia para a noite", relatam Chip e Dan Heath.

Solução
"Nesse momento o que mais precisamos é de perspectiva", dizem os autores. Para eles, qualquer emoção é um "conselheiro questionável" na hora de tomar quaisquer decisões -- seja na vida pessoal, seja nos negócios. Como na vida não existe "ctrl+z", eles recomendam que decisões importantes sejam sempre tomadas no dia seguinte. Mas não apenas isso: é necessário ter uma estratégia: saber em que terreno está pisando, os riscos, e manter em mente o que você quer. Em suma, é preciso ter perspectiva, e não ficar cego pelas emoções, ou pior: tomar uma decisão enquanto isso.

4. Despreparo para o erro

Nem tudo é infalível. Quando se trata de decisões, lida-se com um cenário de incertezas, e por mais que a tendência aponte para um lugar, nunca se sabe o que irá acontecer no futuro com irredutível certeza. Sua decisão pode ter sido tomada às cegas, com base na intuição, e ter sucesso inesperado. Você pode se debruçar em análises e processos, e mesmo assim amargar as consequências de uma péssima decisão. Todas as dicas acima podem ser inúteis ou não. Em todo caso, é preciso estar preparado para o erro, para o fato de que sua decisão pode ser equivocada, e trabalhar para minimizar as consequências. Erros acontecem com os inteligentes, com os metódicos, com os intuitivos, com os arrogantes e quaisquer outros.

Solução
Lide com isso. Todo o que foi mostrado acima serve para mitigar as possibilidades de fracasso e aumentar as probabilidades de sucesso das decisões. É preciso estar preparado para o erro, se antecipar à circunstância adversa, ter o extintor à mão não por esperar um incêndio, mas por saber que ele pode acontecer. O mais importante: entenda o que deu errado, mantenha a racionalidade do processo para evitar o mesmo erro outra vez. Com o tempo, irá desenvolver a capacidade preditiva.

Livro: Gente que Resolve, por Chip Heath e Dan Heath

Fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/4-motivos-pelos-quais-voce-sempre-faz-as-piores-escolhas/87249/

sexta-feira, fevereiro 28, 2014

Criatividade no trabalho torna a produtividade muito mais prazerosa

Autor: Américo Barbosa

Aliar prazer e produtividade no trabalho é possível. A criatividade ajuda a encontrar processos e resultados inovadores que, na grande maioria das vezes, ajuda a melhorar o resultado pretendido com o esforço.

O ser humano, ao longo da vida, se torna cada vez menos criativo. Mas é essa característica que serve como primeiro passo para vencermos os paradigmas do nosso dia a dia, na empresa, em casa, na vida.

No mundo empresarial, o profissional que sabe usar a criatividade a seu favor é capaz de enxergar o que pode ser modificado em prol de prazer e produtividade e diferenciá-lo do que não muda.

O segredo está em educar a percepção e buscar não a resposta certa, mas a pergunta certa. Os paradigmas são problemas que costumam se tornar quase-definitivos na nossa mente, e a forma como lidamos com eles é que os torna inquebráveis ou não.

Como uma pessoa enxerga os fatos que aparentemente não têm solução? Quem responde que determinado problema ‘não tem jeito’ ou que o modo de executar certa tarefa ‘sempre foi assim’ acostuma-se a nunca buscar uma solução criativa.

Perguntas certas

Isaac Newton, inglês que viveu no século XVII, revolucionou o estudo da física ao desenvolver as principais teorias da gravidade. Se ele tivesse simplesmente reclamado porque uma maçã lhe caiu na cabeça, talvez não tivesse pensado em um modo de explicar por que aquela fruta caiu sobre ele.

Albert Einstein, alemão que formulou a teoria da relatividade, se tornou notável ao resolver um paradigma científico formulado por Newton 200 anos antes. Enquanto todos os outros achavam que o problema não tinha solução, ele simplesmente olhou de forma criativa para o céu e fez uma pergunta simples e divertida: será que a luz faz curva?

A primeira postura para quebrar os paradigmas é fazer as perguntas certas. Não é maravilhoso? Você só precisa formular dúvidas. Os chineses quando contratam alguém sempre perguntam: você tem dúvida? Em geral o candidato, afoitamente e cheio daquela autoconfiança corporativa responde com tom super afirmativo: não tenho dúvida. E aí o seu líder ou examinador lhe diz: você imaturo. Mas se ele responde que tem dúvida, vai ouvir: você maduro né. Claro que logo após ele espera que o seu funcionário formule uma dúvida criativa. Igual como uma criança fazendo aquela pergunta criativa que deixa o pai todo orgulhoso frente às visitas.

Quando alguém vem falar que algo não tem solução ou não vai dar certo, é preciso questionar ‘por que não?’. Dizer isso de forma fundamentada ajuda a avaliar se há alguma chance de quebrar um paradigma e transformar algo impossível em um bom resultado.

Depois, é preciso dizer “e daí?” para os acomodados e pessimistas que previam resultados desastrosos para um projeto ou processo inovador. O criativo deixa-se envolver pelo problema para encontrar a solução, mas não se deixa ser engolido por ele. Essa diferença demonstra atitude proativa diante das dificuldades e vontade de enfrentá-las.

Disseminando criatividade

O ambiente é determinante para incentivar a criatividade. O mercado está sempre mudando. Por esse motivo, a criatividade e a inovação são as chances que as empresas têm para se renovar. Mas há empresas que pensam no mercado como algo sempre igual. Uma empresa criativa só se faz com pessoas criativas.

É uma questão da cultura da companhia. Uma secretária criativa vai estimular seu executivo e vice-versa. É uma cadeia de Criatividade. Até a copeira vai sentir que pode servir o café de um jeito novo. Não é preciso ser um Professor Pardal, basta buscar fazer as coisas de forma mais prazerosa, inovadora, profissional e produtiva.

A mais famosa pesquisa sobre a capacidade criativa foi feita por dois americanos, os pesquisadores  George Land e Beth Jarman. A conclusão, publicada no livro Pontos de Ruptura e Transformação (Cultrix, 1995), mostrou que os níveis de criatividade caem drasticamente ao longo da vida. O estudo acompanhou 1600 jovens durante 15 anos. Os testes de seleção de cientistas e engenheiros inovadores da agência espacial dos Estados Unidos (Nasa) serviram de base para o estudo. Na primeira aplicação da prova, em crianças com idades de três a cinco anos, o índice de criatividade medido pelos pesquisadores foi de 98%. Aos dez anos, esse percentual caiu para 30%, e diminuiu novamente para 12% quando os mesmos voluntários estavam com 15 anos.

Um levantamento similar feito pela dupla, dessa vez com 200 mil adultos, verificou uma capacidade criativa de 2%. Uma das explicações para o fato é de que o ambiente – escola, família e trabalho – não incentiva a criatividade, mas a repetição de modelos já testados – e nem sempre eficientes. Nós adoramos entrar na zona de conforto. E vamos ficando medíocres. Na média silenciosa dos que não lideram novas bandeiras.

Mas é cientificamente comprovado que uma vida robótica é ruim porque não estimula o cérebro a produzir novos caminhos. Os velhos caminhos, soluções de sempre não estimulam a produção de neurotrofinas . Neurotrofinas são as proteínas que fazem as pontes entre os neurônios. E elas começam a diminuir após os 25 anos. Buscar caminhos novos, quebrar rotinas, ver as diferenças nas coisas iguais. Ou ver igualdade nas coisas diferentes estimula a produção de neurotrofinas.

O que precisamos saber é que tudo pode ser feito, sempre, de uma maneira melhor. E, para as empresas, a mensagem é de que estimular a criatividade é o caminho para antecipar necessidades e fabricar um futuro de sucesso. A necessidade é mãe da inovação. Mas ela precisa ser reconhecida. E a criatividade, é a melhor mola para a competitividade agradável e feliz.
Um bom começo é ler o Guardador de Rebanhos de Fernando Pessoa. E começar a praticar o que ele diz: penso com os olhos, penso com os ouvidos…

Fonte: http://blog.maistempo.com.br/2014/02/27/criatividade-no-trabalho-torna-a-produtividade-muito-mais-prazerosa/

segunda-feira, janeiro 06, 2014

Quem deve criar a cultura produtiva da empresa?

Autor: Christian Barbosa

Outro dia estava em uma reunião com empresários, compartilhando dores e soluções na vida empreendedora e uma questão interessante foi levantada. Um deles, sócio de uma empresa com pouco mais de vinte profissionais, insistia que precisaria de uma gestora de RH para criar uma cultura na empresa.

A discussão foi longe, mas muitos empresários tem a mesma visão: que RH é milagre! Claro que um RH na empresa é essencial para ajudar a empresa a decolar, recrutar, criar políticas, aumentar qualidade de vida e desenvolver e apoiar a liderança.

Porém criar uma cultura produtiva na empresa não é papel do RH, do gerente, do diretor. É papel do empreendedor! Do dono! Do acionista.

O conceito de cultura é grande para o tamanho desse post, mas vamos dizer que cultura é criada através da missão, visão e principalmente dos valores que a empresa pretende seguir.

E quando falo isso, não tem nada a ver com aqueles quadros que todas as empresas têm na recepção, que no mínimo são inúteis. Tem a ver com atitude, com tomada de decisões, com os princípios mais essenciais da empresa e com o tom que a empresa terá internamente e para o mercado.

Delegar a criação da cultura é no mínimo estranho. Vamos supor que você seja o empreendedor e delegue isso para um cara do comercial que você contratou e quer assumir isso. A empresa vai ter a cara de quem? Do cara do comercial, dos seus valores de vida, da sua visão de mundo, etc. O que pode ser ótimo, mas que talvez não seja a cara do empreendedor. Mais cedo ou mais tarde, o empreendedor deixa de usar ou pior, perde a paixão pelo negócio.

Claro que você pode ter uma consultoria para te ajudar nisso, de diretores, do RH, mas a decisão, a forma, as palavras são suas. Cultura é a coisa mais importante que uma empresa pode ter, principalmente no começo. Não é RH que faz cultura. RH ajuda. Gerente ajuda. Diretor ajuda. Dono faz.

E isso precisa ser vivido no dia a dia. E dia a dia é como o empreendedor, com a equipe. As pessoas precisam ser contratadas com base nisso, precisam ser recompensadas por isso, os projetos e as decisões tomadas precisam ser guiados por esses princípios. Não é enfeite, quadro, marketing. É estratégia.

Existem dois casos clássicos desse conceito. Na Zappos, empresa de sapatos adquirida pela Amazon, foi o dono, o Tony que fez, escreveu e disseminou os valores. Depois que isso tá pronto, ai a equipe faz o “spread”.

O que faz o time do Jorge Paulo Lemann faz quando compram uma empresa? Colocam algum dos sócios para criar a cultura na empresa.

Na sua casa é a mesma coisa. Quem cria a cultura? Os sócios da casa! (em alguns casos A sócia majoritária). Se você não tem uma empresa, mas tem uma equipe o conceito vale do mesmo jeito. Se você não tem uma equipe a coisa vale para sua vida também.

Não espere milagre do RH, de ninguém, faça acontecer por você e quando estiver começando a andar sozinho, ai sim pense em delegar! Por isso ache tempo para o estratégico ao invés de ficar só no operacional.

Fonte: http://blog.maistempo.com.br/2013/11/26/quem-deve-criar-a-cultura-produtiva-da-empresa/

sexta-feira, dezembro 06, 2013

A alma é o segredo da produtividade: Missão

Autor: Dr. Luiz Roberto Fava - Fava Consulting

A maior parte do nosso tempo é empregada quando estamos trabalhando. O trabalho faz parte das nossas vidas e, sem ele, acredito que teríamos um vazio, dentro de nós, difícil de ser preenchido.

O grande problema é que existe um universo incontável de pessoas que vive reclamando de sua atividade ou da empresa onde prestam serviços. E, embora ocupados, também sentem este vazio, o que as torna infelizes.

O mundo do trabalho está mudando radicalmente em espaços de tempo muito curtos e, talvez, você ainda não tenha se dado conta disso.

Então eu lhe pergunto: como você está reagindo a um mundo onde a tecnologia e a globalização estão dominando a vida laboral de todos nós e onde as empresas estão em constantes transformações, seja se reestruturando internamente, seja através de processos de fusões e/ou novas aquisições?

O que se percebe é um índice de insatisfação muito grande. Enquanto as empresas reclamam da falta de profissionais qualificados, os colaboradores reclamam que não são valorizados, não são reconhecidos, que seu salário e pouco, que não tem qualidade de vida, e por aí vai.

Concordo plenamente que o dinheiro que recebemos é o que supre as nossas necessidades e nossa sobrevivência.

Mas será que é bom trabalhar, trabalhar, trabalhar e, ao final de alguns anos, perceber que você não saiu do lugar, andou para trás ou não foi a lugar nenhum?

Será que é bom ter um “emprego de grife”, como afirma Marcos Vono, apenas porque ele nos torna especial por trabalharmos em uma empresa listada como uma das melhores?

Será que é melhor ainda trabalharmos para acrescentar o cargo e o nome da empresa ao nosso sobrenome? Algo como: agora eu sou Fulano de Tal, Diretor Jurídico da empresa XYZ.

Não importa como o trabalho é percebido, a realidade é que o índice de felicidade e satisfação no trabalho gira em torno de, em média, 50%. A outra metade… Bem, a outra metade é aquela que vive no “piloto automático”; é aquele que se deixa envolver pela dinâmica do mundo atual e que não pensa, não planeja e não tem domínio sobre seus pensamentos e suas atitudes atuais e futuras.

Infelicidade e insatisfação acabam produzindo, no nosso organismo, algum tipo de estresse negativo com consequências para o corpo e para a mente.

Então, em vez de culpar a empresa, os amigos, o governo, a sogra ou seja lá quem for, olhe um pouco para dentro e você. Talvez você se inclua no rol das pessoas que, nem ao menos, sabe qual é a sua missão.

Tal palavra tem origem no latim mittere, que significa lançar, arremessar, enviar para fora. Daí derivam as palavras míssil (arma de arremesso) e missionário (propagador de ideias).

Ter uma missão é realizar algo sem pensar em benefícios, mas fazer porque tem vontade, prazer, gosto e tesão em benefício dos outros. Jesus, Buda, Madre Teresa de Calcutá, Nelson Mandela, Martim Luther King, Chico Xavier são exemplos de pessoas que tinham consciência de sua missão e a exerceram de forma integra.

De uma forma bem rudimentar dou-lhes outros exemplos:

  • médico – não apenas salvar vidas, mas prevenir problemas de saúde contribuindo para que se viva bem por um número maior de anos, no que diz respeito à saúde física.
  • psicólogo – não apenas fazer com que as pessoas descubram seus pontos negativos (medos e fobias), mas contribuir para melhorar seu desenvolvimento psicológico e sua saúde mental;
  • professor – não apenas ensinar e promover a educação, mas contribuir para o desenvolvimento intelectual das pessoas;
  • gari – não apenas varrer as ruas mas contribuir para o não acúmulo do lixo, reduzindo a presença de animais (ratos, insetos) que podem transmitir doenças ao ser humano.

Ter uma missão, e exercê-la, é encarar seu trabalho não como algo isolado, mas saber que ele é algo bem maior e que vai além de sua simples realização.

Reflita, agora, um pouco sobre como você tem desempenhado suas funções depois de ler o texto abaixo:

Passando em frente a uma obra, uma pessoa perguntou a um dos pedreiros:

- O que você está fazendo?

- Estou assentando tijolos.

Mais adiante, encontrou um segundo pedreiro, e também perguntou:

O que você está fazendo:

- Estou erguendo uma parede.

Mais adiante, ele repetiu a mesma pergunta a um terceiro pedreiro, que respondeu:

-Estou construindo uma catedral.

Todos faziam a mesma coisa, usavam o mesmo material, recebiam o mesmo salário, trabalhavam o mesmo número de horas mas o terceiro pedreiro foi aquele que já tinha encontrado sua missão. Ele tinha a noção da grandiosidade daquilo que fazia porque aquele local iria abrigar pessoas que iriam orar, pessoas que iriam celebrar, ou simplesmente mergulhar dentro de si mesmas em um local propício para isso.

Assim sendo, você pode:

  • trabalhar em troca de um salário, trabalho este rotineiro e monótono, com um mínimo de comprometimento (e não engajamento) e satisfação:
  • trabalhar e desenvolver uma carreira em busca de sucesso, status e realização que se traduzirá pela materialidade de seus bens: a melhor roupa, o melhor carro, a melhor casa, o melhor, o melhor e o melhor tudo; ou,
  • trabalhar e desenvolver sua carreira, indo além e levando suas ideias adiante para melhorar o bem estar das pessoas e o ambiente onde você se insere.

Descobrir sua missão não é uma tarefa fácil. Descobrir sua missão, obrigatoriamente, levar-lhe-á ao autoconhecimento e o fará buscar respostas para algumas perguntas, tais como:

  • Quem sou eu?
  • Por que estou vivo e o que vim fazer neste planeta?
  • Que tipo de atividade me satisfaz?
  • O que me inspira a fazer o que faço?
  • O que me faz acordar todo dia para desenvolver um trabalho ou ir trabalhar em alguma empresa? Será apenas o reconhecimento profissional, o aprendizado contínuo, ter uma carreira ascendente ou ter recompensas financeiras?
  • O que me diferencia dos outros?

Para mim, missão requer que você conheça profundamente seus valores, pois eles serão o timão, o volante que o guiará na execução da sua missão.

Por exemplo: não adiante nada se um de seus valores for a honestidade se a empresa onde você trabalho maquila seus balanços para mostrar uma realidade financeira inexistente.

Guiado por seus valores você perceberá que exerce sua missão quando:

  • você encontrou sua vocação;
  • o seu fazer não se limita ao simples fazer, mas que, ao fazer, você vai mais além e contribui para algo maior;
  • o seu foco está nos resultados e suas consequências, e não apenas no resultado financeiro;
  • você sabe (agora) porque acorda com o sentimento de “vou trabalhar” e não “tenho que ir trabalhar”;
  • você sente aquele pontapé no traseiro que o leva a agir: você troca a necessidade de trabalhar pela vontade de trabalhar;
  • você não faz mais distinção entre trabalho e diversão.

Aliás, é de François-René de Chateaubriand a seguinte observação:

“Um mestre na arte de viver não faz uma distinção nítida entre trabalho e diversão: trabalho e lazer; mente e corpo; instrução e recreação. Ele dificilmente sabe qual é qual. Simplesmente segue sua visão de excelência em tudo o que está fazendo e deixa os outros determinarem se ele está trabalhando ou se divertindo. Para si mesmo, ele sempre parece estar fazendo as duas coisas.”

Yara Leal afirma que existem alguns mitos em relação à missão:

  • meu trabalho é minha missão.

O trabalho é apenas uma parte dela, visto que a missão deve se manifestar em todas as nossas oito áreas. Do contrário, como iríamos manifestar nossa missão após a aposentadoria?

  • a missão tem que ser grandiosa.

Não necessariamente. Estar por trás apoiando outras pessoas em suas realizações também pode ser uma missão de valor. Cuidar da sua família é uma missão corriqueira, mas nem por isso deixa de ser importante para a sociedade.

  • somente pessoas importantes tem uma missão.

Todos nós, sem exceção, viemos a este mundo para dar uma contribuição à sociedade.

Tais mitos podem ser limitadores para que descubramos e definamos nossa missão. O importante é que, volto a repetir, o autoconhecimento é fundamental para isso.

Para Arthur Diniz, “missão de vida é simplesmente aquilo que precisamos fazer para nos realizarmos como seres humanos completos. É o que nos inspira e motiva a fazer a diferença em cada dia da nossa vida. Realizá-lo faz com que a vida seja completa e feliz.”

E, humoristicamente falando, tenha em conta que missão não é uma missa de longa duração.

Fava Consulting – Para viver com muito mais Qualidade


Fonte: http://favaconsulting.com.br/produtividade-missao/

terça-feira, janeiro 08, 2013

Liderança vem de berço!?

Autor: Professor Paulo Sergio

Há muito se discute sobre liderança, principalmente, se há líderes natos. Como disse Drucker, eles até existem, mas, são tão poucos que não podemos depender deles para que as equipes alcancem o sucesso.

Todavia, vejo que realmente existe liderança que vem de berço. Há um grande impacto no comportamento do líder em relação ao estilo da educação que recebeu na tenra idade.

Por exemplo: o filho que desde cedo aprendeu que se chorasse a mãe logo corria alimentá-lo, dar mamadeira, colocar a chupeta, tende a esticar esse comportamento para as demais idades. Mesmo depois que já consegue preparar o próprio alimento, muitos ainda continuam “chorando” para que alguém lhes traga a papinha.

Essa mesma criança facilmente descobriu que se gritasse com a mãe ou com o pai perto das pessoas, eles logo fariam tudo o que ela queria para evitar maiores constrangimentos. Então, a tendência é que, mesmo depois de adulta, ela continue gritando, literalmente, para conseguir o que quer.

O problema é que, na liderança, gritar é o melhor antônimo para criação de equipes. Mandar, por vezes, até é necessário, afinal, o líder precisa ter pulso firme para tomar decisões e apontar direções. Claro que mandar não significa berrar, tampouco ser mal educado.

Infelizmente, tenho visto que muitos líderes trazem comportamentos infantis para dentro das empresas. Alguns querem que as pessoas lhes sirvam, no entanto, não no sentido profissional, de darem resultados, mas, de o bajularem, trazerem cafezinho na sala, tirarem-lhe o casaco, enfim, continuam exigindo papinha na boca e só falta pedir para que o colaborador faça aviãozinho.

Outros gritam, berram com a equipe, imaginando que assim logo terão o que querem. Por um tempo até é possível que consigam pequenos resultados, afinal, algumas pessoas se submetem a esse tipo de liderança por falta de capacidade ou oportunidade para arranjar outro trabalho, porém, com esse estilo do líder ele jamais conseguirá extrair o melhor que o colaborador tem para dar, e, na primeira chance este debanda da empresa, na verdade, do líder.

Liderança é coisa séria, e o único comportamento infantil que podemos ter como líderes é a capacidade de emprestar nossos brinquedos, no caso, nossa competência para que as pessoas e empresas consigam o que querem. Desse modo, nós também conseguirmos o que buscamos.

Grande abraço, fique com Deus, sucesso e felicidades sempre!

Fonte: http://ogerente.com.br/rede/recursos-humanos/lideranca-sucesso-empresas/

terça-feira, outubro 23, 2012

Características de um líder

Autor: José Roberto Marques

O que é ser líder? Quais as características principais desse profissional? Quais habilidades ele deve ter para desempenhar com assertividade a função? Muitas questões são levantadas quando o assunto é a escolha de um líder.

Não é fácil definir o perfil de líder, pois ele deve ter muito mais que conhecimentos técnicos e específicos da área que vai gerir. Suas habilidades devem ir além, principalmente no que diz respeito à gestão de pessoas.

O primeiro passo é definir qual a área que esse profissional vai atuar, quais conhecimentos específicos deve ter, e identificar nele habilidades que possibilitem o desenvolvimento dos projetos e colaboradores da organização.

No perfil de liderança não cabe apenas delegação e supervisão de atividades e tarefas. Hoje as organizações buscam desenvolvedores de pessoas, inspiradores, motivadores, comunicadores, entre outras características.

Características essas que podem ser aprimoradas e desenvolvidas através de técnicas e ferramentas encontradas no Coaching. Que é o processo, comprovadamente, mais eficaz de desenvolvimento de habilidades e capacidades.

No que diz respeito a lideranças o método é altamente válido, pois capacitará o profissional a criar ambiente seguro, e desenvolver seus liderados em prol dos resultados da organização, alinhando vida pessoal e profissional dos colaboradores.

Seguem algumas das principais características de um líder:

  • Motivador
  • Inspirador
  • Comunicador
  • Perceptivo
  • Planejador
  • Organizado
  • Desenvolvedor
  • Desafiador
  • Ter foco, objetivo e metas bem traçados

Fonte: http://ogerente.com.br/rede/recursos-humanos/caracteristicas-de-um-lider/

terça-feira, maio 29, 2012

Conhecimento destrói incertezas

Autor: Gilclér Regina

A vontade de se preparar deve ser maior que a vontade de vencer” Gilclér Regina

Uma afirmação de um diretor de colégio diz: “No mundo real a turma da frente acaba trabalhando para a turma do fundão”. Ou seja, quem faz maior sucesso segundo ele é a turma que ousou mais, que foi mais criativa e esses eram os que sentavam lá no fundo da sala.

Isso lembra aquele aluno que leva o boletim com notas todas vermelhas para o seu pai e este lhe diz: “No meu tempo isso renderia uma bela duma surra”. E o menino diz: “É isso aí pai, vamos lá dar um cacete no professor”.

O ideal de sucesso é unir a disciplina de quem senta na frente com a criatividade de quem senta no fundo da sala. Afinal, não vale afirmar que somente o “bagunceiro” senta lá no fundão.

Estar aberto a mudanças é saber somar criatividade, um pouco desta falsa “malandragem” aliada a conhecimento e disciplina. Conhecimento destrói incertezas… Conhecimento com motivação constrói certezas, constrói resultados!

Estar sempre aberto à mudanças é estar preparado para não ficar pelo caminho… Se você acha que pratica o seu melhor trabalho, dê uma olhadinha no seu colega ao lado e faça um comparativo. Saiba que ele não está dormindo “de touca”.

Existem funcionários ótimos… E existem aqueles que você precisa fazer uma carta de recomendação para o seu principal concorrente! Sua escolha definirá o seu sucesso!

Se você tiver uma ferida e se tratar, com o tempo ela irá cicatrizar… Se você tiver uma ferida e não se tratar, com o tempo ela irá piorar. Portanto, contrariando muita gente, o tempo nem sempre é senhor da razão.Não é o tempo que cura, é a intensidade da ação que você faz hoje é que cura.

Quantas redes de supermercados, quantos bancos, quantas empresas você lembra como as maiores do Brasil num passado recente? E não existem mais…

A vida sempre foi assim: Novos ricos que são ex-pobres e novos pobres que são ex-ricos. 82% das maiores fortunas vêm do absolutamente nada, vêm da pobreza mesmo!

O dinheiro? Não acaba… Apenas muda de mão.

Muitos se perderam pelo caminho por causa da soberba. Muitos sofreram com a síndrome de “ovo de pata”. Lembra-se da fábula? A pata olha para a galinha e diz: “Meu ovo é muito mais bonito que o seu”. Qual foi a resposta da galinha? “O seu é mais bonito, mas não vende”.

Arrogância é assim mesmo, igual mau hálito, todo mundo percebe, menos quem tem!

A “mudança” é uma preocupação dominante no mundo corporativo. Reflita sobre o que gostaria de mudar em você, em sua vida profissional, em sua vida familiar, em sua empresa, em sua carreira e que ainda não teve coragem de fazer?

Pense nisso, um forte abraço e esteja com Deus!

Fonte: http://ogerente.com.br/rede/carreira/conhecimento-sucesso

quarta-feira, maio 02, 2012

Tempo e saúde: Um casamento “perfeito”?

Autor: Luiz Roberto Fava

Cheguei ao aeroporto de Guarulhos de madrugada para o check in com destino à Austrália e escala na Argentina para troca de aeronave.

São três horas da manhã e, no balcão da companhia aérea, recebo a notícia que o voo para Buenos aires, previsto para as seis da manhã, sairá com atraso de duas horas.

Ao saber disso, o patriarca da família que estava atrás de mim começou a se irritar e a vociferar em voz alta. Primeiro coma esposa e depois com todos os que estavam ao seu redor e que aguardavam pacientemente na fila.

Quando chegou ao balcão… coitado do funcionário. Este foi obrigado a ouvir uma enxurrada de impropérios em um volume que mais parecia o alto-falante de um trio elétrico.

Todos estavam estupefatos. Às três horas da manhã aquele balcão mais parecia o pódio de um candidato à eleição de algum cargo.

Enquanto um misto de surpresa e indignação atingia a maior parte daqueles que estavam na fila, um outro tipo de sentimento tomava conta de mim: calma e paz interior.

Esta situação me levou à percepção de como a chamada MODERNIDADE vem influenciando o modo de vida das pessoas e causando nelas uma série de malefícios físicos e mentais decorrentes do estresse.

E se formos buscar mais profundamente uma das causas do porquê de tudo isso, veremos que a falta de tempo é uma das grandes vilãs.

Infelizmente, e desgraçadamente, a vida acelerou.

As pessoas já não tem tempo para mais nada, e a impressão que se tem é que a Vida se resume a dois Ts: tempo e trabalho.

A coisa vem se complicando tanto desde a Era Industrial que, em 1982, o médico Larry Dorsey criou o termo “doença da pressa” para designar os sintomas físicos e mentais que a falta de tempo causa nas pessoas.

Para o teólogo e filósofo Mario Sergio Cortela tudo se transformou em miojo, tudo rápido, pronto em três minutos: o estudo é miojo, os relacionamentos são miojo…

Fazer tudo depressa tornou-se a maneira de ser do cidadão do século XXI porque, para muitos, as vinte e quatro horas do dia tornaram-se insuficientes para fazer tudo.

Para muitas pessoas o dia deveria ter mais que vinte e quatro horas e as agendas mais páginas.

Todo este caos vivido pelo “homem moderno” só serve, em resumo, para movimentar cada vez mais a Economia, e de uma forma cada vez mais rápida. Carl Honore chama isto tudo de turbo-capitalismo,ou seja, vive-se para servir a Economia.

O Homem, hoje, vive para trabalhar mais, consumir mais, ter mais… e acaba se alimentando e dormindo mal, seja em quantidade, seja em qualidade.

E as crianças? Ah! As crianças… Também acompanham este ritmo frenético onde, nas suas agendas constam aulas de idiomas, de música, de esportes, além das aulas normais e das atividades que a escola proporciona.

E, é claro, as consequências de tudo isso são várias e não muito saudáveis:

  • fazer tudo muito rápido leva a erros e ao retrabalho;
  • fazer várias coisas ao mesmo tempo, idem,
  • fazer tudo muito rápido vai lhe estressar e lhe deixar doente, física e mentalmente. Insônia, gastrite, bruxismo, aumento da pressão arterial, problemas respiratórios,ansiedade, depressão,são sintomas clássicos deste estilo de vida. E sem esquecer que eles poderão levar a pessoa ater um infarto agudo do miocárdio, um derrame cerebral e, até, levá-la ao óbito.
  • fazer tudo muito rápido também se reflete no relacionamento com a família. Contamos estórias para os nossos filhos deforma cada vez mais rápida; namorar e fazer sexo se traduzem em uma “rapidinha”, o período de férias passou a ser uma eternidade e a comunicação entre as pessoas da família é feita por recados deixados em post its grudados na porta da geladeira ou do freezer, ou na tela do computador.

Quanto menos tempo temos, mais descuidamos do nosso corpo e da nossa mente. Tornamo-nos irritados, agressivos, sedentários e obesos.

Dormindo mal e comendo mal vamos ter menos energia para enfrentar as tarefas diárias. E aí vamos acabar nos valendo de vários tipos de drogas estimulantes e que podem levar à dependência com todas as suas nefastas consequências.

Não é à toa que o número de acidentes de trânsito tem aumentado, os índices de absenteísmo são cada vez mais altos, a indústria farmacêutica nunca vendeu tanto remédios tarja preta e muitos vem sua produtividade cair sem uma razão aparente.

Quando todos resolvem acelerar para serem cada vez mais rápidos, a saúde será afetada, quer se queira ou não.

Para Carl Honore, vivemos hoje a Era da Fúria: “no afã de andar depressa e ganhar tempo, o Homem é levado à fúria do trânsito, à fúria aérea, à fúria das compras, à fúria dos relacionamentos, à fúria do escritório, à fúria das férias, à fúria da ginástica”.

Em resumo: as pessoas estão se suicidando e não estão se dando conta deste fato.

Para mudar este quadro necessitamos mudar nossa maneira de ser. E isto inclui nossos pensamentos e nossas atitudes.

E como o fazer vem sempre depois do pensar, a primeira coisa diz respeito à mente, torná-la mais calma e mais serena.

Um dos melhores meios para se alcançar este objetivo é através da meditação. Não importa qual o tipo, mas a sua prática. Isto traz inúmeros benefícios, não só para a mente, mas também para o corpo, fatos cada vez mais corroborados por estudos científicos.

Uma pessoa que tem o hábito da meditação diária geralmente tem mais saúde, mais concentração, mais criatividade, são mais reflexivas e menos reativas, são mais relaxadas e menos estressadas, são mais calmas e mais felizes.

Tudo isso não significa que devemos abolir a tecnologia e a sua rapidez de nossas vidas. Devemos,sim, usá-la com sabedoria a nosso favor e não nos deixarmos dominar por ela a ponto de nos tornarmos seus escravos.

Dizia Einstein: “os computadores são incrivelmente rápidos, precisos e burros. Os seres humanos são incrivelmente lentos, imprecisos e brilhantes. Juntos tem um poder que supera qualquer imaginação”.

Só para lembrar: atrás do melhor e mais potente computador existente no mundo (ou que ainda venha a ser desenvolvido), está o Homem.

E só quando o Homem está com a mente relaxada, existirá o espaço necessário para que tudo aquilo que estava “guardado, embutido”, aflore ao consciente.

A meditação é uma ferramenta extremamente útil para enfrentar a vida moderna e toda a sua correria.

Mas também não devemos esquecer o corpo. Arranje sempre um tempo para cuidar dele praticando alguma atividade física.

Para manter a mente calma e,ao mesmo tempo, cuidar do físico, que tal juntar os dois?

Para isso fuja daquelas academias que só cultuam o corpo cm aparelhos que te deixam pior (cansados, suados e sem energia) e a som de ritmos bate-estaca.

Comece a pensar em mudar indo na direção contrária, buscando práticas que acalmam amente e exerciam o corpo.

Um bom exemplo disto é a prática da hatha yoga; um conjunto de posturas e técnicas respiratórias que vão lhe dar maior poder de concentração, deixar sua mente muito mais relaxada e seu corpo mais flexível, mais saudável e menos sujeito a contrair doenças e infecções.

Outra alternativa é a prática de artes marciais, como o judô, o caratê ou o kung fu. Para se desenvolver rapidez nos golpes, é necessário que a mente esteja relaxada e concentrada. Outra forma de praticar exercícios, mas de forma mais suave é representada pela prática do tai chi chuan.

Eu, particularmente, adoro caminhar. Este é o meu exercício favorito para cuidar do corpo e da mente, pois enquanto caminho, pratico exercícios de respiração.

Para mais, enquanto caminho, meu poder de percepção aumenta muito. Consigo escutar o barulho do vento, o canto dos pássaros e admirar a beleza e as cores das flores. Coisas que não se consegue fazer quando estamos com a mente “cheia” ou dirigindo um automóvel.

É também caminhando que tenho melhores ideias e clareza de pensamentos. Consigo me concentrar mais e melhor naquilo que necessito fazer.

Para o aspecto físico, meu corpo só tem a lucrar, pois caminhar, além de gerar mais saúde,causa menos danos do que a prática intensa de exercícios. Sinto-me mais leve e mais saudável para enfrentar o meu dia a dia.

E o que é melhor: é uma forma natural de se exercitar. Não esqueça que o Homem só começou a “acelerar” quando criou as máquinas como o automóvel e o avião. Para mais,caminhar não requer um personal trainner, é gratuito e desprovido de efeitos colaterais.

Meu último conselho: aprenda a gastar um pouco do seu tempo para ter mais saúde física e mental. Assim você não vai gastar tempo e dinheiro com médicos e medicamentos para cuidar dela.

Pense nisso!


Fonte: http://favaconsulting.com.br/tempo-e-saude/

segunda-feira, abril 09, 2012

A arrogância é o tapete da sala da incompetência

Autor: Ivan Postigo

Qualidade de vida está diretamente ligada à competência. Esse não é um atributo desejado apenas no mundo dos negócios.

As boas relações nas famílias e com os amigos também têm em seu alicerce um conjunto de competências.

Competência provoca a magia da simpatia e empatia.

Simpatia significa estar ao lado, ouvir, dar atenção, abrir as portas para a compreensão. Contudo, a simpatia nem sempre traz a solução. Não adianta só dizer à criança que embaixo na cama não há monstro ou ao colaborador que a planilha não é tão complicada de usar. A corrente das boas relações tem os elos das simpatias entrelaçado aos elos das empatias.

Empatia é colocar-se no lugar da pessoa. Ir com a criança espiar embaixo da cama, sentar com o colaborador, enquanto este se esforça no uso da planilha e entendimento do problema, trocando de cadeira se necessário.

Toda relação coloca frente a frente duas pessoas, pelo menos. Esse contato pode ser desejadamente amistoso e amigável, ou indesejadamente turbulento. A soma das experiências e comportamentos é determinante na qualidade das relações.

Falar sobre o homem é refletir sobre seu caráter e personalidade. Caráter é o conjunto de aspectos congênitos que as pessoas possuem desde o nascimento. Já a personalidade se forma com as experiências de vida, que contribuem para formar os modelos mentais.

Competência, como costumamos tratá-la, é o conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes que permitem tomar boas decisões e que produzem efeitos favoráveis na condução de questões complexas. Ainda que alguém possa defender a possibilidade de seu uso em sentido negativo, fiquemos com as boas intenções.

O primeiro passo para alcançar a competência é abertura mental, que leva à disposição de aprender. Temos que nos lembrar, sempre, que nossas portas psicológicas só abrem por dentro.

O processo de aprendizado e ensino tem um ingrediente que faz o mundo sempre melhor: a generosidade.

Dar uma aula, porque esse é o trabalho que permite ao cidadão uma renda, sem que resulte em aprendizado, não significa ensino. Frequentar um curso para constar em currículum, não significa aprendizado.

Nas duas situações a generosidade não se fez presente. Dessa forma, está concretizada a falência do processo que permite subir a escada do conhecimento. Este, com grande probabilidade, foi afetado pelo vírus que tece o tapete da arrogância. A arrogância é caracterizada pela falta de humildade.

A escada do conhecimento exige, sempre, que os envolvidos desçam alguns degraus para que juntos possam retomar a caminhada. Nesse ponto é que a altivez, a soberba, o orgulho excessivo, a vaidade, impedem que a possibilidade de aprendizado ou a aceitação da ajuda oferecida se tornem elementos de solução.

Estendido o tapete da arrogância, para baixo deste serão varridos as fragilidades e os problemas encontrados na sala da incompetência. Para desconforto de quem a visita, e desespero daqueles que tem a responsabilidade por sua manutenção, quanto maior a sala, maior o tapete.


Fonte: http://ogerente.com.br/rede/recursos-humanos/competencia-arrogancia-negocios

Quatro passos para a felicidade

Autor: Evaldo Costa

Qual é a razão da sua vida? As respostas podem ser muitas, mas seguramente se você fizer uma lista, descobrirá que ser feliz ocupará as primeiras posições dela. Mas o que é ser feliz? Uns pensam que é ter muitos bens e outros, a exemplo de Thomas Hardy, preferem acreditar que “a felicidade não depende do que nos falta, mas do bom uso que fazemos do que temos”

O que mais importa é que todos desejam a felicidade mais do que qualquer outra coisa. Esta tem sido uma força motriz do homem há milhares de anos. Você quer ser feliz em seu trabalho, família, comunidade, em seu tempo livre e em todas as suas atividades. Você quer mais felicidade em todos os seus momentos.

Tem muita gente que pensa que precisa ser rico para ser feliz. Isso não é verdade, pois há muitos pobres bem mais felizes do que vários endinheirados que conheço. Não estou dizendo que o dinheiro não traz felicidade, pois há quem diga que ele pode até comprá-la. É como o caso de dois amigos, um muito rico e outro pobre, conversando sobre a felicidade. Então, o rico disse ao pobre: “o dinheiro não traz felicidade”. Ao que o outro ponderou: “então me dê todo o seu dinheiro e seja feliz”.

A realidade é que nada pode fazer você feliz se você nunca decidir ser feliz. Além disso, há uma grande diferença entre ser feliz e se sentir bem. Acredito que a maioria das pessoas valorizam bastante os momentos de descontração, quando deveriam priorizar o alcance da felicidade verdadeira e duradoura. Não há receita infalível para conseguir a real felicidade, mas os tópicos a seguir poderão ajudar qualquer pessoa a encontrá-la.

1. Querer ser feliz

Construa a felicidade em sua mente, e ela se encarregará de colocar a felicidade em seu caminho. Já diziaAbraham Lincoln:”Quase sempre a maior ou menor felicidade depende do grau da decisão de ser feliz.”

2. Seja responsável pela sua felicidade

Ninguém, além de você mesmo, é responsável por criar a sua própria felicidade. Então, diante do primeiro fracasso, a pessoa pensa que não será mais possível ser feliz. Helen Keller nos ensinou:“Quando uma porta da felicidade se fecha, outra se abre. Muitas vezes ficamos tanto tempo olhando para a porta fechada que não vemos a que se abriu.” Assuma logo a responsabilidade pela sua felicidade e seja feliz.

3. Dedicar-se aos seus talentos

Você poderá encontrar felicidade em todas as coisas. Mas quando você se dedica ao desenvolvimento de seus talentos e habilidades naturais, fazendo o que você gosta de fazer, a tendência é você tornar-se melhor a cada dia. Isso lhe dará mais confiança, satisfação e sucesso, ingredientes naturais para experimentar um aumento da felicidade em sua vida.

4. Não se contente com nada inferior a 100% de felicidade

Muita gente que conheço se contenta com momentos de alegria. É preciso potencializar os momentos de alegria para que eles ajudem a pavimentar a estrada da sua felicidade.

Para isso você pode, por exemplo, criar uma escala da felicidade.Então, você pode subdividir a sua vida em áreas (familiar, profissional, financeira, espiritual, física etc.) e criar uma escala de 1-10. Daí, você deve dar uma nota para cada quesito e o que estiver inferior a dez, deve ser aprimorado em busca da nota máxima.Para isso você pode se perguntar: “O que eu posso fazer para aumentar a minha felicidade nessa área?”

Finalmente, lembre-se do que disse S. Brown: ”Ninguém tem a felicidade garantida. A vida simplesmente dá, a cada pessoa, tempo e espaço. Depende de você enchê-los de alegria.”

Pense nisso e ótima semana.


Fonte: http://ogerente.com.br/rede/carreira/passos-para-a-felicidade

segunda-feira, março 19, 2012

PROCURA-SE A CRIATIVIDADE!

Autor: Ozeias Rangel

É sabido que desde meados do ano passado alguns setores estão com grande dificuldade de conseguir mão de obra seja ela especializada ou não para suprir seus quadros.

Agora, falando de todos os setores, seja ele serviço ou indústria, público ou privado, todos sofrem, uns mais outros menos, de outro tipo de apagão; o da criatividade!

Seguramente conhecemos pessoas, seja colega, fornecedor ou cliente com baixo brilho criativo, assistimos muitas derrotas, quando não as vivemos, por causa da depressão criativa que nos leva aos divãs dos gestores de carreiras. Eis aí um exemplo criativo, profissionais que detectaram a falta de criatividade na carreira dos outros e cobram para lembrar que ela é fundamental para o sucesso.

Cabe a todos nós gestores procurar em nossas equipes e até mesmo fora delas profissionais que não venham apenas para suprir um furo no quadro, mas que venham para solucionar nossa necessidade usando como ferramenta a criatividade, seja ela nas soluções múltiplas frente ao problema ou no invento de uma engenhoca que resultará em economia financeira para o grupo. Ou até mesmo no profissional responsável pela limpeza dos escritórios que descobriu ou desenvolveu um medidor eficiente de produtos químicos para agilizar o processo de limpeza e ainda assim gastando 20% menos do que gastava ou de um executivo engravatado que criou uma fórmula de acompanhamento de gastos via web onde é possível administrar aquela conhecida conta problemática com apenas um toque no Ipad®.

Mas o que é necessário para desenvolvermos a criatividade profissional? Existem várias respostas mas quero destacar uma em especial; o estar feliz, um indivíduo feliz tem infinitas ondas criativas em um curto período, tire esta conclusão por você mesmo. Você feliz gera satisfação, você satisfeito produz com alegria, você feliz, satisfeito e alegre é capaz de reinventar sua rotina, seu resultado e sua própria vida!

Fonte: http://www.ozeiasrangel.blogspot.com.br/2012/03/procura-se-criatividade.html

sexta-feira, fevereiro 17, 2012

Mantendo o foco

Autor: Wellington Moreira

Um engenheiro pós-graduado recentemente numa das melhores instituições da Alemanha foi contratado, por prazo certo, para drenar as terras que um empresário comprara no Pantanal. Depois de uma viagem cansativa, mas entusiasmadíssimo com o primeiro trabalho em seu retorno ao país, entrou na beirada do pântano para instalar o clássico teodolito.

Neste momento quase foi comido por um jacaré e não pensou em outra coisa senão ir até a cidade e comprar uma arma. Infelizmente, nos dias a seguir, quanto mais matava jacarés, mais eles apareciam. No entanto, ele não se deixou abater por estes insucessos momentâneos e continuou a instalar armadilhas de todos os tipos a fim de resolver este obstáculo à concretização de sua tarefa principal.

Depois de um tempo e animado com os desafios enfrentados no pântano, o profissional resolveu montar uma empresa especializada exatamente nisto: acabar com os jacarés que impediam o trabalho de escoamento das águas.

No prazo determinado o dono do terreno apareceu e perguntou: – “Como é que é? Já drenou o pântano?” Com um sorriso no rosto, o engenheiro respondeu: – “A drenagem ainda não começou, mas venha ver a geringonça que inventei para matar jacarés”.

Tenho que concordar que esta historinha não é politicamente correta já que precisamos proteger os animais, mas ajuda a explicar como é fácil deixar com que “jacarés” absorvam a nossa atenção no dia a dia. E a consequência disto todos sabemos: a perda do foco em relação àquilo que precisa ser feito.

Pelo menos na seara profissional, pode-se afirmar que há direcionamento quando alguém possui metas claras e uma carreira que se revela sólida e ascendente com o passar dos anos. Todavia, esta não é a realidade para a maior parte das pessoas. Muitos ficam perdidos diante das inúmeras tarefas a serem feitas e esquecem o que significa para si o “drenar as terras”. Por vezes é necessário “tratar os jacarés” antes de realizar o trabalho principal, mas isto não pode ser justificativa para se esquecer o motivo real de estar no pântano.

Alguém até poderia dizer: “Ele construiu uma empresa e agora tem novas possibilidades”. O raciocínio é lógico, mas vá dizer isto para o cliente que contratou uma tarefa não-concluída. Nele reside a completa insatisfação.

A boa notícia é que as companhias também compreenderam que precisam encontrar formas de ajudar seus colaboradores a se manterem no caminho certo, especialmente depois de estudos que reforçam que profissionais focados são mais satisfeitos, produtivos e comprometidos com aqueles que os empregam.

Para manter-se focalizado você deve se atentar a quatro coisas. Primeiramente, delegue as tarefas de estimação. Aquelas atividades que sempre fez e adora fazer, mas que qualquer pessoa do time conseguiria cumprir em seu lugar com a mesma competência – ou até superá-la – e ainda conservam pouca relevância no contexto geral.

Dirija seu olhar para o processo e o resultado. Se você só prestar atenção ao processo sem preocupar-se se está obtendo bons resultados, poderá falir sua carreira. Por outro lado, se dirigir seu olhar apenas aos resultados sem analisar o processo poderá entregar algo ao mercado sem a qualidade esperada, o que, no final das contas, é outro bom modo de fechar portas.

Também assuma como princípio que a conjuntura atual é mutante por natureza e, às vezes, será imprescindível esquecer o foco que o alimentou até então para redefinir prioridades. Quando se quer algo a perseverança é desejável e necessária, mas a obstinação pode levá-lo a ficar míope. Ou ainda, ao chegar ao lugar pretendido, descobrir que o esforço foi em vão.

Por fim, vale a pena aprender a arte de dizer não. Quem toma para si a incumbência de agradar a tudo e a todos fica a vida inteira matando jacarés.

Fonte: http://ogerente.com.br/rede/gestao-empresarial/foco-resultados-trabalho

sexta-feira, fevereiro 03, 2012

Obstáculos Internos às Mudanças

Autor: Wellington Moreira

Wellington Moreira lembra que mudanças significativas geralmente não decolam quando a cultura organizacional ainda encontra-se despreparada para absorvê-las.

João foi orientado por seu chefe a aproveitar ao máximo o treinamento que a empresa lhe proporcionou fazer em São Paulo. Ele foi enviado para lá com a missão de aprender um novo método de trabalho que possibilitaria um menor custo de produção logo que fosse adotado. Portanto, uma grande responsabilidade para aquele profissional que ali trabalhava há alguns anos.

Durante os dias de curso ele aproveitou ao máximo tudo o que foi exposto pelos professores, trocou experiências com os demais participantes e ainda empregou o tempo livre preparando uma apresentação que utilizaria no seu retorno à companhia, afinal de contas era fundamental transmitir o mais rápido possível aos demais aquilo que havia aprendido.

No entanto, ao retornar, João e seu superior imediato puderam compreender que a implantação dos métodos e ferramentas de gestão defendidos no treinamento não seria uma tarefa nada fácil, especialmente porque o diretor de outra área não estava tão animado assim. Além disto, alguns líderes operacionais tinham a sensação de que “aquelas ideias” não eram tão boas.

Para piorar, as resistências não eram declaradas. As pessoas chegavam atrasadas às reuniões na qual debateriam o assunto ou enviavam gente que não detinha autoridade alguma justamente para que as decisões não fossem tomadas. Assim, o novo modelo proposto foi esfriando até que ninguém falava mais dele.

Você já viu história parecida em algum outro lugar? Tenha a certeza de que os fatos relatados acima e aquilo que vivenciou em sua organização não são fruto de uma mera coincidência. Mudanças significativas geralmente não decolam quando a cultura organizacional ainda encontra-se despreparada para absorvê-las. E a pergunta que fica é: de que valem os instrumentos serem benéficos se as pessoas que ali trabalham não compram a ideia?

Ao adotar um novo modelo de gestão ou um método gerencial eficaz em sua empresa é necessário preparar as pessoas para recebê-lo bem. A implantação de um novo ERP (Sistema de Gestão Empresarial), por exemplo, via de regra é uma experiência dolorosa porque além de estarem acostumados com o modelo antigo, os colaboradores não são sensibilizados adequadamente e quem o vê como uma ameaça real tende a propagar notícias ruins a seu respeito para tudo e todos.

Ao mesmo tempo, os gestores organizacionais já reconhecem que trabalhar com o método certo faz toda a diferença quando necessitam alcançar seus objetivos estratégicos, mas ainda são poucas as empresas que investem em práticas de gestão que ajudem as pessoas do time a aderir integralmente àquilo que propõem.

Na companhia americana 3M, que possui operações em mais de 65 países e goza de profunda admiração no Brasil, realmente a cultura corporativa estimula as pessoas a utilizarem sua criatividade. Ela permite que seus funcionários invistam 15% do tempo de trabalho em projetos escolhidos por eles mesmos, desde que seu propósito seja o de desenvolver ideias ou tecnologias que gerem produtos inovadores.

Graças a esta e outras medidas já são 55.000 produtos patenteados em sua história – de adesivos a circuitos elétricos –, e mesmo em tempos de crise ela lança anualmente ao menos mil novos produtos. Sinal claro de uma companhia na qual seus 80 mil funcionários estão comprometidos com mudanças de alto impacto.

Outras empresas também tentaram segui-la. Adotaram medidas semelhantes às melhores práticas da 3M, no entanto sua cultura corporativa arcaica amedrontava as pessoas que ousavam ser criativas e causava paralisia nas demais.

Quando você for abraçar alguma mudança significativa em sua empresa primeiramente extirpe qualquer entrave cultural e normativo ao novo ou poderá ter a melhor estratégia do mundo em mãos e assim mesmo vê-la naufragar. João que o diga.

Fonte: http://www.caputconsultoria.com.br/?pag=ver_artigos&id=242

terça-feira, janeiro 31, 2012

Comunicação interna. Observe!

Autor: Gustavo Rocha

Uma das situações mais complexas que enfrentamos na sociedade e nas empresas é a comunicação. Seja ela direta, seja indireta. Com clientes internos e externos.

A comunicação é mais do que fundamental, é imprescindível. Ela é o grande benefício e o grande mal de todas organizações…

Se bem conduzida, temos canais de soluções. Se gerar mal entendidos, pode ser o sucumbir da empresa.
Para termos uma comunicação eficiente alguns pontos devem ser observados, entre eles, destaco:

1. Mantenha o canal de comunicação aberto

Muitas empresas se dizem abertas, que escutam os funcionários e clientes, mas, na verdade, pensam que ter um SAC ou Ouvidoria apenas, resolve. Ledo engano. Ouvir significa reagir.

Se um cliente interno ou externo relata algo, isto precisa de uma sequencia, precisa ser resolvido ou pelo menos dado uma satisfação a quem levantou o questionamento.

Apenas ouvir e deixar anotado não irá realizar uma comunicação eficiente.

2. Escute muito

Não basta fazer discursos, dizer que a empresa está crescendo, sempre buscar a melhor tecnologia se você não escuta o que o seu funcionário tem a dizer. Ele pode – e normalmente tem – boas ideias, boas sugestões.
Mantenha a ideia da porta aberta. Incentive o colaborador a conversar. Crie reuniões produtivas (no máximo 1 hora). Enfim, esteja presente na evolução da empresa.

3. Sempre tenha uma versão oficial

Muitas vezes temos problemas de comunicação porque acontecem fatos na empresa que deveriam ser comunicados (saída de um colaborador, por exemplo) e não são. Daí temos a famosa conversa de corredor, dando motivos, porques e até mesmo inventando outras coisas para a saída deste. Ora, uma versão oficial da empresa resolve isto. Depois de uma versão oficial, se alguém quiser comentar outra coisa, problema dele, a empresa tem o seu porque e comunicou. Este comunicado também evita que outras pessoas sintam-se ameaçadas por algo que não existe.

Enfim,

A comunicação deve ser intelegível, ou seja, atingir os objetivos de comunicar uma parte com a outra. Se isto não está acontecendo, algo está errado e devemos identificar e resolver o mais breve possível, pois a comunicação truncada se espalha rápido e tem efeitos devastadores… Flecha lançada e palavra dada não voltam atrás…

Fonte: http://ogerente.com.br/rede/recursos-humanos/comunicacao-interna

Você precisa de um grande desafio?

Autor: Gilclér Regina

Sempre imaginei que a semana é boa porque existe fim-de-semana e este é bom porque tem a semana de trabalho. Ou seja, trabalhar e descansar, unidos. Chamo isso de qualidade de vida.

O trabalho enobrece o ser humano, porém, não descansar embrutece.

Pensar e ter tédio são mesmo questões opostas. Quando pensamos estamos espremendo neurônios para extrair os melhores sucos.

Por outro lado, entediar-se é oferecer licença para que esses mesmos neurônios oxidem sem rumo e sem causa.

Quem é responsável por nossos tédios? Nosso trabalho? Uma vida familiar árida? Uma vida de repetição? E daí? Isso é tudo para justificar o tédio? 

Em vez de olhar para trás e deixar alastrar aquilo que nos incomoda, vamos olhar para frente e descobrir o que podemos fazer.

Pensando assim, estaremos inoculando esperança em nossa vida e até em nossos neurônios abatidos e exauridos.

Tudo na vida, sem exceção, pode ser melhorado. Por isso considero-me um otimista inconformado. Fechar-se num passado ou numa atualidade azeda só produz “gastrite cerebral”.

O melhor da história do mundo foi possível e será possível porque sempre houve e haverá pessoas que não aceitaram o estabelecido e se propuseram a melhorá-lo.

Acontece exatamente com sua vida pessoal, isto é, a possibilidade do melhor, no mínimo, algo grandioso que ainda está por fazer. Motive-se.

Pense nisso, um forte abraço e esteja com Deus!


Fonte: http://ogerente.com.br/rede/carreira/trabalho-motivacao

sexta-feira, janeiro 20, 2012

A psicologia do sucesso!

Autor: Gilclér Regina

“O sucesso é uma jornada, não um destino!”
Gilclér Regina

Muitas pessoas acabam presas na ilusão do sucesso em vez de realmente verificar o que ele exige. O sucesso é um processo e envolve tudo o que você precisa mudar e considerar e não apenas o que precisa realizar.

Todos querem o melhor para suas vidas e nem sempre compreendem bem o que é necessário para obtê-lo.

O problema com essa postura é que as pessoas se esquecem de considerar todo o trabalho, o empenho e o tempo necessário para chegar lá.

Melhor pensar no sucesso sustentado, de longo prazo, que representa um estilo de vida. E isso implica emsacrifício, compreensão, comprometimento, caráter, excelência, estrutura e satisfação.

Sacrifício: Abrir mão de alguma coisa, talvez de muitas, pois o sucesso não surge do nada.

Compreensão: Por que faço o que faço? Muitas pessoas desconhecem o destino final dos caminhos que percorrem em suas vidas e o tempo necessário para chegar lá.

Comprometimento: Quando se trata de lutar pelo que desejam, muitas pessoas costumam seguir o caminho menos complicado. Querem o caminho mais fácil. Comprometimento significa manter-se focado em suas metas, seus sonhos e seu sucesso, custe o que custar.

Caráter: Pessoas que prometem mundos e fundos e não dão nada. Outras mentem deslavadamente apenas em proveito próprio. Cumpra o que prometeu ou não prometa nada. O que sei é que o verdadeiro caráter sempre se revela no final.

Excelência: Se você quiser ser um faxineiro, tudo bem, contanto que seja o melhor faxineiro do mundo. O sucesso exige excelência, seja qual seja a sua profissão. O sucesso exige que a excelência faça parte de você. O sucesso não é de quem se contenta com o segundo lugar.

Estrutura: A semana é boa porque tem o domingo e este é bom porque tem a semana. A palavra exata é equilíbrio entre a vida pessoal e a vida profissional. A tendência do sucesso de um workaholic é a de ser engolido pelo processo. Uma hora acaba. E sem equilíbrio não sobrevive.

Satisfação: Ser bem-sucedido não significa que você esteja sempre alegre, mas que se sente feliz com a situação em que se encontra. 

Como você pode ver, há muitos aspectos que envolvem o sucesso e que nos mostram que sucesso não é apenas um rótulo. Sucesso não é apenas uma etiqueta.  O verdadeiro sucesso é uma conquista de longo prazo. Como disse Albert Einstein“O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário”.

Pense nisso, um forte abraço e esteja com Deus!

Fonte: http://ogerente.com.br/rede/carreira/comprometimento-sucesso

terça-feira, dezembro 20, 2011

Oito dicas para um feedback honesto

Autor: Prof. Luís Sérgio Lico

Ser franco e honesto é uma tarefa difícil. Poucos entendem quando nós tentamos expor, de forma objetiva, algum problema ou opinião mais fundamentada. A maioria das pessoas reage de forma desigual aos mesmos estímulos e, não raro, furiosamente a pequenas contrariedades. O que nos leva, muitas vezes, a voltarmos atrás em nossos pensamentos e palavras, com medo de ofendermos alguém.

Embora esse cuidado pareça hipócrita, trata-se de uma preocupação legítima. Uma vez que estamos imersos até as tampas em uma cultura materialista, que preza apenas o bem-bom e ignora os espinhos do pequi. Explico: A maioria das pessoas quer vender apenas seu lado bom e têm subjacente a suas posturas, o medo sobre seu real valor como pessoa. Já quanto a nós – que cultivamos a franqueza – e estamos abertos sobre nossas opiniões, sempre temos a chance de tropeçar nas inseguranças profundamente enterradas na personalidade do outro a nossa frente e isso dá origem a graves acidentes. Esta situação me fez pensar sobre honestidade, transparência e seu lugar nos relacionamentos humanos.

Como também as pessoas detestam ler artigos extensos, preferindo o step by step das fórmulas salvadoras, resolvi mesclar minhas posições com as de Lindsay Fox e oferecer um caminho possível para a melhoria dos relacionamentos interpessoais, na família e no trabalho:

1) Questione seus Motivos. Ser honesto não é o mesmo que compartilhar cada pensamento que passa pela sua cabeça. Considere se segurá-los seria uma forma de mentir. Será que a outra pessoa ficará chateada com você por não dizer nada? Se a resposta for “não”, então examine os seus reais motivos para dizê-lo. Você está realmente tentando dar mais a felicidade dessa pessoa ou você está fazendo uma ruminação passiva-agressiva, mas chamando isso de “honestidade”? Se for assim: Fique quieto. Mas, se os seus motivos são genuinamente amáveis e solidários, é improvável que você vá machucar ninguém. Então: Fala!

2) Respeite Limites. É difícil ofender alguém quando você está compartilhando seus próprios sentimentos e experiências pessoais. Se você está falando sobre a outra pessoa, é conveniente perguntar-se “se isso é da minha conta”. Considere a extensão de seu relacionamento. Você pode estar ultrapassando fronteiras.
Para algumas pessoas de seu relacionamento existem acordos tácitos que devem ser respeitados, o que nós chamamos valores de caráter. Para outras pessoas, cujo relacionamento é mais distante ou impessoal, estes acordos podem não existir. Mas, de qualquer forma, não confie na discrição alheia, pois muitos humanos que cohecemos são simplesmente incapazes de segurar a língua e irão contar o que dissemos; de forma ingênua ou proposital. Se os limites forem respeitados, você sempre estará a salvo.

3) Tenha sempre Tato. Uma das leis da vida é essa: A entrega é tudo. Quem não souber ter um mínimo de tato ao se relacionar com as pessoas, sempre terá inimigos. No mínimo, perderá aliados. Francamente, eu tenho certa preguiça com isso, pois muitas vezes sou muito objetivo e, outras vezes, impaciente com a ignorância alheia. Mas, admito que uma política de honestidade e transparência em nosso relacionamento não nos dá a permissão para intimidar as pessoas com opiniões rudes ou deselegantes. É possível ser honesto, direto e gentil ao mesmo tempo. Assim, procure dizer o que deseja de forma educada e sempre conhecendo, antes, eventuais suscetibilidades mais óbvias de seu interlocutor.

4) Verifique a sua atitude. O tempo é importante, mas não é tudo. Se você resolver entregar seus pensamentos quando está cansado e irritadiço, irá certamente enviar a mensagem errada. Mesmo se você usar todas as palavras certas, a sua atitude e intenções irão transparecer na voz ou postura. Se você estiver sentindo-se assim, melhor manter seus pensamentos para si mesmo até que esteja em um estado de espírito mais compassivo e tranquilo. Dizem que um sorriso na voz, acalma. Só que se você sentir uma “risada” na voz alheia, irá ficar muito irritado com o cinismo. Por isso, verifique como se porta, antes de dizer com que se importa.

5) Espere o melhor. Se você está com medo de ferir alguém com as suas opiniões, certamente irá passar este medo adiante. Aí as pessoas irão se focar não na mensagem ou nas intenções. Mas somente no seu medo. Então irão assumir que eles têm boas razões para ter medo de você e de sua honestidade. Neste caso, é 100% provável que tomarão o que você disser, de forma negativa. Por isso, apenas relaxe. Use os itens 3 e 4 e apenas espere o melhor.

6) Não utilize qualificativos. Este tópico completa a declaração anterior sobre o medo. Quando você diz às pessoas, coisas como: “sem ofensa, mas …”. As pessoas interpretam imediatamente como significando: “Prepare-se para ser ofendido”. Quando você diz: “olhe por esse lado…” As pessoas entenderão: “nossa visão não é aceita”. A verdade não precisa de introduções. Basta dizer o que deseja, de forma clara e simples. Só isso.

7) Tenha compreensão e empatia. Mesmo se você entregar a verdade com o máximo tato, bondade e boas intenções, você ainda pode bater na ferida de alguém. E ficará tudo bem! Você vai manter e até fortalecer o relacionamento, se conseguir navegar por esses sentimentos com paciência e bondade. Ouça o grito ou o sarcasmo e deixe o outro processar a sua dor. Se precisar, confesse seus erros e peça desculpas, mas direcionadas. Você pode dizer algo como “É realmente importante para mim ser aberto e honesto com você, e eu espero que eu não ultrapassar meus limites. Sinto muito que você está sofrendo. Existe algo que eu possa fazer para ajudar? Logo, a pessoa entenderá que o problema é dela, e não seu!

8) Deixe Quieto. Algumas pessoas (às vezes penso que são a maioria…) simplesmente não têm maturidade emocional para esses tipos de interações genuínas e isso é uma situação sem saída. Deixe para lá. Tudo que você pode fazer nessas circunstâncias é ser honesto, focar no resultado (se a interação for profissional) e ir embora, concentrando o seu tempo e energia com outras pessoas mais evoluídas. É difícil ser aberto e genuíno, principalmente considerando-se que as pessoas são mais consumistas que humanas. Mas, fica sempre mais fácil com a prática. Contudo, se você conseguir isso, as recompensas valem a pena. Assim, comece com pessoas que você confia mais, e conforme você ganha a confiança em suas próprias boas intenções, inclua também os outros. Não mudará o mundo, mas melhorará sua vida!

Fonte: http://ogerente.com.br/rede/recursos-humanos/transparencia-feedback-honesto/

sexta-feira, dezembro 02, 2011

As pessoas crescem quando estão ao seu lado?

Autor: Professor Paulo Sergio

Os líderes, hoje, enfrentam uma série de problemas para fazer com que seus liderados entendam e atendam as necessidades da empresa. Procuram, de todas as formas, transmitir conhecimentos, mensagens motivacionais que impactem na vida dos liderados. Contudo, uma pergunta fundamental para saber quem terá sucesso na liderança é esta: AS PESSOAS CRESCEM SOB SUA LIDERANÇA?

É complicado seguir, admirar e respeitar uma liderança na qual não vejo perspectivas de crescimento. As pessoas buscam reconhecimento, gratidão, e também, crescimento profissional. Se não consigo ver no meu líder alguém que me leve mais longe, provavelmente não darei meu melhor no que estou fazendo; essa é uma regra extraordinária em liderança para qual todo líder deve atentar. Pergunte-se: GRAÇAS A MINHA AJUDA, QUANTAS PESSOAS CRESCERAM, VIGORSAMENTE NA EMPRESA? QUEM, POR MEIO DA MINHA LIDERANÇA, REALIZOU O SONHO DE COMPRAR A CASA PRÓPRIA, FRUTO DO TRABALHO E DAS PROMOÇÕES QUE RECEBEU NA EMPRESA?

Sim, as pessoas são responsáveis por seus resultados, na imensa maioria das vezes isso é verdade. Contudo, todos nós precisamos de gente mais experiente, competente, que nos mostre a direção, que nos dê o norte necessário para evoluirmos, sobretudo, profissionalmente. Quando vejo que meu líder é essa pessoa que me fará crescer, eu faço o meu melhor, produzo mais, vendo mais, me comprometo mais com os resultados.

Um líder não é apenas aquele que deve dar o exemplo, ser o espelho dos liderados, fazer primeiro o que espera deles. Essas regras valem, mas não são suficientes. Como líder, preciso reconhecer que devo ser capaz de mudar o destino das pessoas que passam pelas minhas mãos. É como o padre, o pastor, o pai ou amigo que tira o drogado desse mundo obscuro e muda o destino dessa pessoa.

Como líder, meu papel é mostrar que meus liderados crescem, ganham mais, preparam-se para a vida e assumem um papel importante na sociedade, principalmente, na sociedade empresarial que trabalham.

Então preciso de um cargo para ser líder? Jamais! Isso é totalmente inverdade. Se você faz as pessoas crescerem ao seu lado você já é um grande líder!

Tem muita gente com cargo massacrando, depreciando, diminuindo seres humanos. E há pessoas sem qualquer cargo tornando a vida de muitas outras um oásis de prazer, mudando o destino de quem tinha tudo para ser nada.

E você, as pessoas crescem ao seu lado? Elas melhoram quando você fala? E melhor, elas melhoram quando você age?

Fonte: ogerente.com.br/rede/recursos-humanos/lideranca-resultados-crescimento

Desenvolvimento humano é chave dos futuros modelos de gestão

Autor: Portal HSM

Os maiores especialistas em gestão do mundo defendem liderança com olhos atentos ao indivíduo

Uma sociedade diferente e com novos valores exige novas respostas quando o assunto é gestão. O Thinkers 50 selecionou este ano, pensadores do mundo todo que demonstram em seus trabalhos alguns fatores em comum: conceitos de gestão e liderança mais humanos e flexíveis; atenção especial aos desafios e quebra de paradigmas para adquirir inovação e cultura digital nas empresas.

O consultor americano Jim Collins, eleito o quarto pensador mais influente de 2011 pela pesquisa, é o criador do processo entitulado “Good to Great”, sob o qual propõe a construção de organizações com excelência e orientação para o desenvolvimento pessoal a partir de quatro passos:

1. Pessoal disciplinado: aqueles que querem construir grandes organizações devem assegurar que as pessoas certas façam parte da missão. Por isso, excluir as pessoas erradas e garantir que as pessoas certas estejam no lugar correto, na visão de Collins é garantir que a condução desse processo seja feita por “líderes nível 5”, ou seja, por aqueles que possuem ambição no contexto corporativo, humildade e ao mesmo tempo vontade de construir;

2. Pensamento disciplinado: aqueles ao encargo de grandes organizações devem demonstrar a fé de que as coisas ao final darão certo, mas ao mesmo tempo precisam estar preparados para confrontar a realidade, por mais brutal que essa possa parecer;

3. Ação disciplinada: sob a “cultura de disciplina” de Collins, pessoas não têm funções, mas sim responsabilidades. Para ele, não há milagres e sorte, mas sim pequenos “empurrões” que giram uma engrenagem até o momento onde essa possa romper barreiras;

4. Grandeza construída para durar: Collins comenta que a grandeza está em criar organizações que possam ser bem sucedidas durante muitas gerações de líderes. Desse ponto de vista, permanecer dependente de uma liderança única e carismática para crescer pode ser um problema. A regra é “modifique tudo exceto aqueles valores primordiais”, comenta o consultor.

Uma posição mais humana e próxima dos líderes não é uma filosofia defendida apenas por Collins. Marcus Buckingham, autor de best-sellers na área e especialista em treinamento executivo, foi eleito como o oitavo guru mais influente pelo Thinkers 50 deste ano, e defende uma gerência mais atenta aos colaboradores, que trabalhe impulsionada por quatro demandas:

• Seleção: o líder deve escolher as pessoas certas para cada um dos papéis que deseja preencher;
• Clareza: deixe claro o papel de cada colaborador e como os pontos fortes de cada um deles contribuem em sua concepção do que é o sucesso;
• Engajamento: o gestor deve perceber que fatores motivam e estimulam os pontos fortes de cada colaborador, assim como ocorrências que possam disparar suas fraquezas;
• Aceleração: conhecidas as virtudes e fraquezas de cada um dos membros da equipe, o gestor deve proporcionar aceleração, concedendo aquilo que motive e removendo obstáculos que levem à exposição de fraquezas.

Individualidade: a palavra-chave

Jim Collins e Marcus Buckingham concentram suas teorias na capacidade que o tem de motivar, entender, recompensar e punir.

Porém, outros pensadores como Gary Hamel, Tom Peters e o indiano Vineet Nayar, focam suas análises no potencial individual e nas relações humanas que surgem em resposta a uma crise, seja financeira ou de gestão.

Fonte: http://www.hsm.com.br/editorias/gestao/desenvolvimento-humano-e-chave-dos-futuros-modelos-de-gestao