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sexta-feira, fevereiro 28, 2014

Criatividade no trabalho torna a produtividade muito mais prazerosa

Autor: Américo Barbosa

Aliar prazer e produtividade no trabalho é possível. A criatividade ajuda a encontrar processos e resultados inovadores que, na grande maioria das vezes, ajuda a melhorar o resultado pretendido com o esforço.

O ser humano, ao longo da vida, se torna cada vez menos criativo. Mas é essa característica que serve como primeiro passo para vencermos os paradigmas do nosso dia a dia, na empresa, em casa, na vida.

No mundo empresarial, o profissional que sabe usar a criatividade a seu favor é capaz de enxergar o que pode ser modificado em prol de prazer e produtividade e diferenciá-lo do que não muda.

O segredo está em educar a percepção e buscar não a resposta certa, mas a pergunta certa. Os paradigmas são problemas que costumam se tornar quase-definitivos na nossa mente, e a forma como lidamos com eles é que os torna inquebráveis ou não.

Como uma pessoa enxerga os fatos que aparentemente não têm solução? Quem responde que determinado problema ‘não tem jeito’ ou que o modo de executar certa tarefa ‘sempre foi assim’ acostuma-se a nunca buscar uma solução criativa.

Perguntas certas

Isaac Newton, inglês que viveu no século XVII, revolucionou o estudo da física ao desenvolver as principais teorias da gravidade. Se ele tivesse simplesmente reclamado porque uma maçã lhe caiu na cabeça, talvez não tivesse pensado em um modo de explicar por que aquela fruta caiu sobre ele.

Albert Einstein, alemão que formulou a teoria da relatividade, se tornou notável ao resolver um paradigma científico formulado por Newton 200 anos antes. Enquanto todos os outros achavam que o problema não tinha solução, ele simplesmente olhou de forma criativa para o céu e fez uma pergunta simples e divertida: será que a luz faz curva?

A primeira postura para quebrar os paradigmas é fazer as perguntas certas. Não é maravilhoso? Você só precisa formular dúvidas. Os chineses quando contratam alguém sempre perguntam: você tem dúvida? Em geral o candidato, afoitamente e cheio daquela autoconfiança corporativa responde com tom super afirmativo: não tenho dúvida. E aí o seu líder ou examinador lhe diz: você imaturo. Mas se ele responde que tem dúvida, vai ouvir: você maduro né. Claro que logo após ele espera que o seu funcionário formule uma dúvida criativa. Igual como uma criança fazendo aquela pergunta criativa que deixa o pai todo orgulhoso frente às visitas.

Quando alguém vem falar que algo não tem solução ou não vai dar certo, é preciso questionar ‘por que não?’. Dizer isso de forma fundamentada ajuda a avaliar se há alguma chance de quebrar um paradigma e transformar algo impossível em um bom resultado.

Depois, é preciso dizer “e daí?” para os acomodados e pessimistas que previam resultados desastrosos para um projeto ou processo inovador. O criativo deixa-se envolver pelo problema para encontrar a solução, mas não se deixa ser engolido por ele. Essa diferença demonstra atitude proativa diante das dificuldades e vontade de enfrentá-las.

Disseminando criatividade

O ambiente é determinante para incentivar a criatividade. O mercado está sempre mudando. Por esse motivo, a criatividade e a inovação são as chances que as empresas têm para se renovar. Mas há empresas que pensam no mercado como algo sempre igual. Uma empresa criativa só se faz com pessoas criativas.

É uma questão da cultura da companhia. Uma secretária criativa vai estimular seu executivo e vice-versa. É uma cadeia de Criatividade. Até a copeira vai sentir que pode servir o café de um jeito novo. Não é preciso ser um Professor Pardal, basta buscar fazer as coisas de forma mais prazerosa, inovadora, profissional e produtiva.

A mais famosa pesquisa sobre a capacidade criativa foi feita por dois americanos, os pesquisadores  George Land e Beth Jarman. A conclusão, publicada no livro Pontos de Ruptura e Transformação (Cultrix, 1995), mostrou que os níveis de criatividade caem drasticamente ao longo da vida. O estudo acompanhou 1600 jovens durante 15 anos. Os testes de seleção de cientistas e engenheiros inovadores da agência espacial dos Estados Unidos (Nasa) serviram de base para o estudo. Na primeira aplicação da prova, em crianças com idades de três a cinco anos, o índice de criatividade medido pelos pesquisadores foi de 98%. Aos dez anos, esse percentual caiu para 30%, e diminuiu novamente para 12% quando os mesmos voluntários estavam com 15 anos.

Um levantamento similar feito pela dupla, dessa vez com 200 mil adultos, verificou uma capacidade criativa de 2%. Uma das explicações para o fato é de que o ambiente – escola, família e trabalho – não incentiva a criatividade, mas a repetição de modelos já testados – e nem sempre eficientes. Nós adoramos entrar na zona de conforto. E vamos ficando medíocres. Na média silenciosa dos que não lideram novas bandeiras.

Mas é cientificamente comprovado que uma vida robótica é ruim porque não estimula o cérebro a produzir novos caminhos. Os velhos caminhos, soluções de sempre não estimulam a produção de neurotrofinas . Neurotrofinas são as proteínas que fazem as pontes entre os neurônios. E elas começam a diminuir após os 25 anos. Buscar caminhos novos, quebrar rotinas, ver as diferenças nas coisas iguais. Ou ver igualdade nas coisas diferentes estimula a produção de neurotrofinas.

O que precisamos saber é que tudo pode ser feito, sempre, de uma maneira melhor. E, para as empresas, a mensagem é de que estimular a criatividade é o caminho para antecipar necessidades e fabricar um futuro de sucesso. A necessidade é mãe da inovação. Mas ela precisa ser reconhecida. E a criatividade, é a melhor mola para a competitividade agradável e feliz.
Um bom começo é ler o Guardador de Rebanhos de Fernando Pessoa. E começar a praticar o que ele diz: penso com os olhos, penso com os ouvidos…

Fonte: http://blog.maistempo.com.br/2014/02/27/criatividade-no-trabalho-torna-a-produtividade-muito-mais-prazerosa/

segunda-feira, janeiro 06, 2014

Quem deve criar a cultura produtiva da empresa?

Autor: Christian Barbosa

Outro dia estava em uma reunião com empresários, compartilhando dores e soluções na vida empreendedora e uma questão interessante foi levantada. Um deles, sócio de uma empresa com pouco mais de vinte profissionais, insistia que precisaria de uma gestora de RH para criar uma cultura na empresa.

A discussão foi longe, mas muitos empresários tem a mesma visão: que RH é milagre! Claro que um RH na empresa é essencial para ajudar a empresa a decolar, recrutar, criar políticas, aumentar qualidade de vida e desenvolver e apoiar a liderança.

Porém criar uma cultura produtiva na empresa não é papel do RH, do gerente, do diretor. É papel do empreendedor! Do dono! Do acionista.

O conceito de cultura é grande para o tamanho desse post, mas vamos dizer que cultura é criada através da missão, visão e principalmente dos valores que a empresa pretende seguir.

E quando falo isso, não tem nada a ver com aqueles quadros que todas as empresas têm na recepção, que no mínimo são inúteis. Tem a ver com atitude, com tomada de decisões, com os princípios mais essenciais da empresa e com o tom que a empresa terá internamente e para o mercado.

Delegar a criação da cultura é no mínimo estranho. Vamos supor que você seja o empreendedor e delegue isso para um cara do comercial que você contratou e quer assumir isso. A empresa vai ter a cara de quem? Do cara do comercial, dos seus valores de vida, da sua visão de mundo, etc. O que pode ser ótimo, mas que talvez não seja a cara do empreendedor. Mais cedo ou mais tarde, o empreendedor deixa de usar ou pior, perde a paixão pelo negócio.

Claro que você pode ter uma consultoria para te ajudar nisso, de diretores, do RH, mas a decisão, a forma, as palavras são suas. Cultura é a coisa mais importante que uma empresa pode ter, principalmente no começo. Não é RH que faz cultura. RH ajuda. Gerente ajuda. Diretor ajuda. Dono faz.

E isso precisa ser vivido no dia a dia. E dia a dia é como o empreendedor, com a equipe. As pessoas precisam ser contratadas com base nisso, precisam ser recompensadas por isso, os projetos e as decisões tomadas precisam ser guiados por esses princípios. Não é enfeite, quadro, marketing. É estratégia.

Existem dois casos clássicos desse conceito. Na Zappos, empresa de sapatos adquirida pela Amazon, foi o dono, o Tony que fez, escreveu e disseminou os valores. Depois que isso tá pronto, ai a equipe faz o “spread”.

O que faz o time do Jorge Paulo Lemann faz quando compram uma empresa? Colocam algum dos sócios para criar a cultura na empresa.

Na sua casa é a mesma coisa. Quem cria a cultura? Os sócios da casa! (em alguns casos A sócia majoritária). Se você não tem uma empresa, mas tem uma equipe o conceito vale do mesmo jeito. Se você não tem uma equipe a coisa vale para sua vida também.

Não espere milagre do RH, de ninguém, faça acontecer por você e quando estiver começando a andar sozinho, ai sim pense em delegar! Por isso ache tempo para o estratégico ao invés de ficar só no operacional.

Fonte: http://blog.maistempo.com.br/2013/11/26/quem-deve-criar-a-cultura-produtiva-da-empresa/

sexta-feira, dezembro 06, 2013

A alma é o segredo da produtividade: Missão

Autor: Dr. Luiz Roberto Fava - Fava Consulting

A maior parte do nosso tempo é empregada quando estamos trabalhando. O trabalho faz parte das nossas vidas e, sem ele, acredito que teríamos um vazio, dentro de nós, difícil de ser preenchido.

O grande problema é que existe um universo incontável de pessoas que vive reclamando de sua atividade ou da empresa onde prestam serviços. E, embora ocupados, também sentem este vazio, o que as torna infelizes.

O mundo do trabalho está mudando radicalmente em espaços de tempo muito curtos e, talvez, você ainda não tenha se dado conta disso.

Então eu lhe pergunto: como você está reagindo a um mundo onde a tecnologia e a globalização estão dominando a vida laboral de todos nós e onde as empresas estão em constantes transformações, seja se reestruturando internamente, seja através de processos de fusões e/ou novas aquisições?

O que se percebe é um índice de insatisfação muito grande. Enquanto as empresas reclamam da falta de profissionais qualificados, os colaboradores reclamam que não são valorizados, não são reconhecidos, que seu salário e pouco, que não tem qualidade de vida, e por aí vai.

Concordo plenamente que o dinheiro que recebemos é o que supre as nossas necessidades e nossa sobrevivência.

Mas será que é bom trabalhar, trabalhar, trabalhar e, ao final de alguns anos, perceber que você não saiu do lugar, andou para trás ou não foi a lugar nenhum?

Será que é bom ter um “emprego de grife”, como afirma Marcos Vono, apenas porque ele nos torna especial por trabalharmos em uma empresa listada como uma das melhores?

Será que é melhor ainda trabalharmos para acrescentar o cargo e o nome da empresa ao nosso sobrenome? Algo como: agora eu sou Fulano de Tal, Diretor Jurídico da empresa XYZ.

Não importa como o trabalho é percebido, a realidade é que o índice de felicidade e satisfação no trabalho gira em torno de, em média, 50%. A outra metade… Bem, a outra metade é aquela que vive no “piloto automático”; é aquele que se deixa envolver pela dinâmica do mundo atual e que não pensa, não planeja e não tem domínio sobre seus pensamentos e suas atitudes atuais e futuras.

Infelicidade e insatisfação acabam produzindo, no nosso organismo, algum tipo de estresse negativo com consequências para o corpo e para a mente.

Então, em vez de culpar a empresa, os amigos, o governo, a sogra ou seja lá quem for, olhe um pouco para dentro e você. Talvez você se inclua no rol das pessoas que, nem ao menos, sabe qual é a sua missão.

Tal palavra tem origem no latim mittere, que significa lançar, arremessar, enviar para fora. Daí derivam as palavras míssil (arma de arremesso) e missionário (propagador de ideias).

Ter uma missão é realizar algo sem pensar em benefícios, mas fazer porque tem vontade, prazer, gosto e tesão em benefício dos outros. Jesus, Buda, Madre Teresa de Calcutá, Nelson Mandela, Martim Luther King, Chico Xavier são exemplos de pessoas que tinham consciência de sua missão e a exerceram de forma integra.

De uma forma bem rudimentar dou-lhes outros exemplos:

  • médico – não apenas salvar vidas, mas prevenir problemas de saúde contribuindo para que se viva bem por um número maior de anos, no que diz respeito à saúde física.
  • psicólogo – não apenas fazer com que as pessoas descubram seus pontos negativos (medos e fobias), mas contribuir para melhorar seu desenvolvimento psicológico e sua saúde mental;
  • professor – não apenas ensinar e promover a educação, mas contribuir para o desenvolvimento intelectual das pessoas;
  • gari – não apenas varrer as ruas mas contribuir para o não acúmulo do lixo, reduzindo a presença de animais (ratos, insetos) que podem transmitir doenças ao ser humano.

Ter uma missão, e exercê-la, é encarar seu trabalho não como algo isolado, mas saber que ele é algo bem maior e que vai além de sua simples realização.

Reflita, agora, um pouco sobre como você tem desempenhado suas funções depois de ler o texto abaixo:

Passando em frente a uma obra, uma pessoa perguntou a um dos pedreiros:

- O que você está fazendo?

- Estou assentando tijolos.

Mais adiante, encontrou um segundo pedreiro, e também perguntou:

O que você está fazendo:

- Estou erguendo uma parede.

Mais adiante, ele repetiu a mesma pergunta a um terceiro pedreiro, que respondeu:

-Estou construindo uma catedral.

Todos faziam a mesma coisa, usavam o mesmo material, recebiam o mesmo salário, trabalhavam o mesmo número de horas mas o terceiro pedreiro foi aquele que já tinha encontrado sua missão. Ele tinha a noção da grandiosidade daquilo que fazia porque aquele local iria abrigar pessoas que iriam orar, pessoas que iriam celebrar, ou simplesmente mergulhar dentro de si mesmas em um local propício para isso.

Assim sendo, você pode:

  • trabalhar em troca de um salário, trabalho este rotineiro e monótono, com um mínimo de comprometimento (e não engajamento) e satisfação:
  • trabalhar e desenvolver uma carreira em busca de sucesso, status e realização que se traduzirá pela materialidade de seus bens: a melhor roupa, o melhor carro, a melhor casa, o melhor, o melhor e o melhor tudo; ou,
  • trabalhar e desenvolver sua carreira, indo além e levando suas ideias adiante para melhorar o bem estar das pessoas e o ambiente onde você se insere.

Descobrir sua missão não é uma tarefa fácil. Descobrir sua missão, obrigatoriamente, levar-lhe-á ao autoconhecimento e o fará buscar respostas para algumas perguntas, tais como:

  • Quem sou eu?
  • Por que estou vivo e o que vim fazer neste planeta?
  • Que tipo de atividade me satisfaz?
  • O que me inspira a fazer o que faço?
  • O que me faz acordar todo dia para desenvolver um trabalho ou ir trabalhar em alguma empresa? Será apenas o reconhecimento profissional, o aprendizado contínuo, ter uma carreira ascendente ou ter recompensas financeiras?
  • O que me diferencia dos outros?

Para mim, missão requer que você conheça profundamente seus valores, pois eles serão o timão, o volante que o guiará na execução da sua missão.

Por exemplo: não adiante nada se um de seus valores for a honestidade se a empresa onde você trabalho maquila seus balanços para mostrar uma realidade financeira inexistente.

Guiado por seus valores você perceberá que exerce sua missão quando:

  • você encontrou sua vocação;
  • o seu fazer não se limita ao simples fazer, mas que, ao fazer, você vai mais além e contribui para algo maior;
  • o seu foco está nos resultados e suas consequências, e não apenas no resultado financeiro;
  • você sabe (agora) porque acorda com o sentimento de “vou trabalhar” e não “tenho que ir trabalhar”;
  • você sente aquele pontapé no traseiro que o leva a agir: você troca a necessidade de trabalhar pela vontade de trabalhar;
  • você não faz mais distinção entre trabalho e diversão.

Aliás, é de François-René de Chateaubriand a seguinte observação:

“Um mestre na arte de viver não faz uma distinção nítida entre trabalho e diversão: trabalho e lazer; mente e corpo; instrução e recreação. Ele dificilmente sabe qual é qual. Simplesmente segue sua visão de excelência em tudo o que está fazendo e deixa os outros determinarem se ele está trabalhando ou se divertindo. Para si mesmo, ele sempre parece estar fazendo as duas coisas.”

Yara Leal afirma que existem alguns mitos em relação à missão:

  • meu trabalho é minha missão.

O trabalho é apenas uma parte dela, visto que a missão deve se manifestar em todas as nossas oito áreas. Do contrário, como iríamos manifestar nossa missão após a aposentadoria?

  • a missão tem que ser grandiosa.

Não necessariamente. Estar por trás apoiando outras pessoas em suas realizações também pode ser uma missão de valor. Cuidar da sua família é uma missão corriqueira, mas nem por isso deixa de ser importante para a sociedade.

  • somente pessoas importantes tem uma missão.

Todos nós, sem exceção, viemos a este mundo para dar uma contribuição à sociedade.

Tais mitos podem ser limitadores para que descubramos e definamos nossa missão. O importante é que, volto a repetir, o autoconhecimento é fundamental para isso.

Para Arthur Diniz, “missão de vida é simplesmente aquilo que precisamos fazer para nos realizarmos como seres humanos completos. É o que nos inspira e motiva a fazer a diferença em cada dia da nossa vida. Realizá-lo faz com que a vida seja completa e feliz.”

E, humoristicamente falando, tenha em conta que missão não é uma missa de longa duração.

Fava Consulting – Para viver com muito mais Qualidade


Fonte: http://favaconsulting.com.br/produtividade-missao/

quarta-feira, novembro 27, 2013

Atitudes que drenam energia

Autora: Vera Caballero
Professora de Yoga, numeróloga, terapeuta floral, reiki master, massoterapeuta, ministra cursos e palestras sobre Bioenergias

1 – Pensamentos obsessivos

Pensar gasta energia, e todos nós sabemos disso. Ficar remoendo um problema cansa mais do que um dia inteiro de trabalho físico. Quem não tem domínio sobre seus pensamentos – mal comum ao homem ocidental, torna-se escravo da mente e acaba gastando a energia que poderia ser convertida em atitudes concretas, além de alimentar ainda mais os conflitos. Não basta estar atento ao volume de pensamentos, é preciso prestar atenção à qualidade deles. Pensamentos positivos, éticos e elevados podem recarregar as energias, enquanto o pessimismo consome energia e atrai mais negatividade para nossas vidas.

2 – Sentimentos tóxicos

Choques emocionais e raiva intensa também esgotam as energias, assim como ressentimentos e mágoas nutridos durante anos seguidos. Não é à toa que muitas pessoas ficam estagnadas e não são prósperas. Isso acontece quando a energia que alimenta o prazer, o sucesso e a felicidade é gasta na manutenção de sentimentos negativos. Medo e culpa também gastam energia, e a ansiedade descompassa a vida. Por outro lado, os sentimentos positivos, como a amizade, o amor, a confiança, o desprendimento, a solidariedade, a auto-estima, a alegria e o bom-humor recarregam as energia e dão força para empreender nossos projetos e superar os obstáculos.

3 – Maus hábitos – Falta de cuidado com o corpo

Descanso, boa alimentação, hábitos saudáveis, exercícios físicos e o lazer são sempre colocados em segundo plano. A rotina corrida e a competitividade fazem com que haja negligência em relação a aspectos básicos para a manutenção da saúde energética.

4 – Fugir do presente

As energias são colocadas onde a atenção é focada. O homem tem a tendência de achar que no passado as coisas eram mais fáceis: “bons tempos aqueles!”, costumam dizer. Tanto os saudosistas, que se apegam às lembranças do passado, quanto aqueles que não conseguem esquecer os traumas, colocam suas energias no passado. Por outro lado, os sonhadores ou as pessoas que vivem esperando pelo futuro, depositando nele sua felicidade e realização, deixam pouca ou nenhuma energia no presente. E é apenas no presente que podemos construir nossas vidas.

5 – Falta de perdão

Perdoar significa soltar ressentimentos, mágoas e culpas. Libertar o que aconteceu e olhar para frente. Quanto mais perdoamos, menos bagagem interior carregamos, gastando menos energia ao alimentar as feridas do passado. Mais do que uma regra religiosa, o perdão é uma atitude inteligente daquele que busca viver bem e quer seus caminhos livres, abertos para a felicidade. Quem não sabe perdoar os outros e si mesmo, fica ”energeticamente obeso”, carregando fardos passados.

6 – Mentira pessoal

Todos mentem ao longo da vida, mas para sustentar as mentiras muita energia é gasta. Somos educados para desempenhar papéis e não para sermos nós mesmos: a mocinha boazinha, o machão, a vítima, a mãe extremosa, o corajoso, o pai enérgico, o mártir e o intelectual. Quando somos nós mesmos, a vida flui e tudo acontece com pouquíssimo esforço.

7 – Viver a vida do outro

Ninguém vive só e, por meio dos relacionamentos interpessoais, evoluímos e nos realizamos, mas é preciso ter noção de limites e saber amadurecer também nossa individualidade. Esse equilíbrio nos resguarda energeticamente e nos recarrega. Quem cuida da vida do outro, sofrendo seus problemas e interferindo mais do que é recomendável, acaba não tendo energia para construir sua própria vida. O único prêmio, nesse caso, é a frustração.

8 – Bagunça e projetos inacabados

A bagunça afeta muito as pessoas, causando confusão mental e emocional. Um truque legal quando a vida anda confusa é arrumar a casa, os armários, gavetas, a bolsa e os documentos, além de fazer uma faxina no que está sujo. À medida em que ordenamos e limpamos os objetos, também colocamos em ordem nossa mente e coração. Pode não resolver o problema, mas dá alívio. Não terminar as tarefas é outro “escape” de energia. Todas as vezes que você vê, por exemplo, aquele trabalho que não concluiu, ele lhe “diz” inconscientemente: “você não me terminou! Você não me terminou!” Isso gasta uma energia tremenda. Ou você a termina ou livre-se dela e assuma que não vai concluir o trabalho. O importante é tomar uma atitude. O desenvolvimento do auto-conhecimento, da disciplina e da terminação farão com que você não invista em projetos que não serão concluídos e que apenas consumirão seu tempo e energia.

9 – Afastamento da natureza

A natureza, nossa maior fonte de alimento energético, também nos limpa das energias estáticas e desarmoniosas. O homem moderno, que habita e trabalha em locais muitas vezes doentios e desequilibrados, vê-se privado dessa fonte maravilhosa de energia. A competitividade, o individualismo e o estresse das grandes cidades agravam esse quadro e favorecem o vampirismo energético, onde todos sugam e são sugados em suas energias vitais.

10. Preguiça, negligência

E falta de objetivos na vida. Esse ítem não requer muitas explicações: negligência com a sua vida denota também negligência com seus dons e potenciais e, principalmente, com sua energia vital. Aquilo do que você não cuida, alguém vem e leva embora. O resultado: mais preguiça, moleza, sono….

11. Fanatismo

Passa um ventinho: “Ai meu Deus!!!! Tem energia ruim aqui!!!” Alguém olha para você: “Oh! Céus, ela está morrendo de inveja de mim!!!” Enfim, tudo é espírito ruim, tudo é energia do mal, tudo é coisa do outro mundo. Essas pessoas fanáticas e sugestionáveis também adoram seguir “mestres e gurus” e depositar neles a responsabilidade por seu destino e felicidade. É fácil, fácil manipular gente assim e não só em termos de energia, mas também em relação à conta bancária!

12. Falta de aceitação

Pessoas revoltadas com a vida e consigo mesmas, que não aceitam suas vidas como elas são, que rejeitam e fazem pouco caso daquilo que têm. Esses indivíduos vivem em constante conflito e fora do seu eixo. E, por não valorizarem e não tomarem posse dos seus tesouros – porque todos nós temos dádivas – são facilmente ‘roubáveis’.

O importante é aprender a aceitar e agradecer tudo o que temos (não confundir com acomodação). Quando você agradece e aceita fica em estado vibracional tão positivo que a intuição e a criatividade são despertadas. Surgem, então, as possibilidades de transformar a vida para melhor!


Fonte: http://sobmalhete.com/2013/06/21/atitudes-que-drenam-energia/

terça-feira, novembro 26, 2013

Mudança e tolerância

Autor: Tom Coelho
"Nada é permanente, exceto a mudança."
(Heráclito de Éfeso)


As pessoas não resistem às mudanças, resistem a ser mudadas. É um mecanismo legítimo e natural de defesa. Insistimos em tentar impor mudanças, quando o que precisamos é cultivar mudanças. Porém, mudar e mudar para melhor são coisas diferentes.
 
O dinheiro, por exemplo, muda as pessoas com a mesma frequência com que muda de mãos. Mas, na verdade, ele não muda o homem: apenas o desmascara. Esta é uma das mais importantes constatações já realizadas, pois auxilia-nos a identificar quem nos cerca: se um amigo, um colega ou um adversário. Esta observação costuma dar-se tardiamente, quando danos foram causados, frustrações foram contabilizadas, amizades foram combalidas. Mas antes tarde, do que mais tarde.  
 
Os homens são sempre sinceros. Mudam de sinceridade, nada mais. Somos o que fazemos e o que fazemos para mudar o que somos. Nos dias em que fazemos, existimos de fato; nos outros, apenas duramos.
 
Segundo William James, a maior descoberta da humanidade é que qualquer pessoa pode mudar de vida, mudando de atitude. Talvez por isso a famosa “Prece da serenidade” seja tão dogmática: mudar as coisas que podem ser mudadas, aceitar as que não podem, e ter a sabedoria para reconhecer a diferença entre as duas.


Tolerância
 
Cada vida são muitos dias, dias após dias. Caminhamos pela vida cruzando com ladrões, fantasmas, gigantes, velhos e moços, mestres e aprendizes. Mas sempre encontrando a nós mesmos.  Na medida em que os anos passam tenho aprendido a me tornar um pouco pluma: ofereço menos resistência aos sacrifícios que a vida impõe e suporto melhor as dificuldades. Aprendi a descansar em lugares tranquilos e a deixar para trás as coisas que não preciso carregar, como ressentimentos, mágoas e decepções. Aprendi a valorizar não o olhar, mas a coisa olhada; não o pensar, mas o sentir. Aprendi que as pessoas, em regra, não estão contra mim, mas a favor delas.  
 
Por isso, deixei de nutrir expectativas de qualquer ordem a respeito das pessoas e me surpreender com atitudes insensatas. Seria desejável que todos agissem com bom senso, vendo as coisas como são e fazendo-as como deveriam ser feitas. Mas no mundo real, o bom senso é a única coisa bem distribuída: todos garantem possuir o suficiente...
 
Somos responsáveis por aquilo que fazemos, o que não fazemos e o que impedimos de fazer. Pouco aprendemos com nossa experiência; muito aprendemos refletindo sobre nossa experiência. Temos nossas fraquezas e necessidades, impostas ou autoimpostas. “Conheço muitos que não puderam quando deviam, porque não quiseram quando podiam”, disse François Rabelais.
 
Por tudo isso, é preciso tolerância. É preciso também flexibilidade. Mas é preciso policiar-se. Num mundo dinâmico, é plausível rever valores, adequar comportamentos, ajustar atitudes. Mantendo-se a integridade.
 
 
PS: O texto utiliza frases de Albert Camus, Descartes, James Joyce, Melody Arnett, Padre Antônio Vieira, Peter Senge, Robert Sinclair e Tristan Bernard.


Fonte: http://www.tomcoelho.com/index.aspx/s/Artigos_Exibir/172/Mudanca_e_tolerancia

sexta-feira, novembro 22, 2013

Como estar sempre pronto

Autor: Frederico Mattos

Sabe quando a data da prova do concurso é anunciada? Uma pessoa especial surge na sua vida? O chefe pede uma apresentação super importante do dia para a noite? Qualquer uma dessas coisas pode nos pegar de surpresa. Mas como estar pronto?

Como bons brasileiros, temos certo orgulho de afirmar que na hora do aperto tiramos de letra e tudo sai melhor do que uma tarefa com prazo longo. Essa fórmula só dá certo para aquelas pessoas que sem o saber já estavam treinando silenciosamente as habilidades requisitadas.

Nunca entendi porque meu professor de Muay Thai me pedia para desferir o mesmo golpe inúmeras vezes contra um saco de areia sem graça. Quando questionei a explicação, aquilo me tirou do tédio de bater com aquela sensação de falta de propósito:

“Numa luta, se você parar para pensar em como dá um soco ou chute primário já estará no chão. Aprender o básico é pré-requisito para que os golpes mais complexos surjam sem esforço.”

Do mesmo modo, esse preparo pessoal é responsável por treinar funcionalidades psicológicas que serão requeridas na hora H.

O sexo, por exemplo, pode parecer tão natural que nem notamos a variedade de funcionalidades prévias demandadas quando a garota está fervendo em sua frente.

A capacidade de estar relaxado para que tudo fique ereto, o corpo condicionado para ofegar à vontade, a mente curiosa para descobrir cada curva com preciosidade, a generosidade para considerar a parceira como uma pessoa com vontades próprias.

Não é raro a má performance ser resultado de uma pessoa de mentalidade frágil e despreparada. O sujeito superestimou a si mesmo e pensou: “é só uma transa, basta lavar o corpo e passar desodorante”.

Tudo errado.

Da mesma forma, uma apresentação de PowerPoint não fará nenhuma mágica no seu lugar. Seu blablabla desengajado, sem brilho no olho ou sentido na vida convencerá apenas os desavisados. Não é raro muitos terem um sentimento inconfessável de embuste.

Um casamento cúmplice, uma carreira bem sucedida e uma vida satisfatória não são resultado do acaso.

A maior parte das pessoas treina ao avesso. A reclamação incessante afia a limitação, a tarefa habitual feita sem esmero reativa o desanimo de quem só age sob holofotes. Não podemos desconsiderar o efeito do mau humor nutrido com regularidade. Na hora de manifestar alegria ou entusiasmo não haverá lastro pessoal para ser evocado.

Penso que existem 4 bases fundamentais para responder prontamente a qualquer tipo de tarefa que sejamos convocados.

1. Criatividade

A capacidade de construir novas realidades é subestimada em tempos em que o marketing monopolizou o sentido da criatividade.

Penso na criatividade como uma não-reatividade frente aos estímulos e uma capacidade de tecer sentidos novos à medida em que as interações humanas acontecem. A pessoa incapaz de mudar uma visão pessoal ou de se desapegar de si mesma treina muito pouco essa qualidade.

É curioso notar o desespero de alguns quando participam de processos seletivos e se paralisam quando são chamados a inventarem alguma coisa.

Elas estão desabituadas a ter curiosidade ou brincar pouco de fazer associações com temas, imagens e sons aparentemente desconexos.

2. Compaixão

Não consigo imaginar nenhuma situação a qual alguém seja convocado que exclua a habilidade de se colocar ombro a ombro com a realidade de alguém.

Todo tipo de problema ou tarefa que você seja demandado fatalmente necessitará da capacidade de se colocar junto da dor de alguém para encontrar um caminho de alívio e solução.

No momento da morte de um ente querido já vi pessoas ficarem imobilizadas. Resultado do hábito de pensarem exclusivamente em si o tempo todo. O destreino em apoiar, emitir conforto ou simplesmente olhar com serenidade e sem pressa é fatal em casos extremos.

3. Sabedoria

Desenvolver bases pessoais estáveis e critérios claros para tomar decisões é matéria desconhecida para muitos.

O tipo de volubilidade a que são compelidos cotidianamente os deixa cegos para se posicionar diante de impasses complexos. Quando o tema foge do futebol, cerveja e mulheres raros são aqueles que se articularam internamente em algum tipo de legislação interna razoável para diferenciar questões éticas e até práticas.

Quando são evocados percebem o abismo moral por onde caminham e apelam para a crítica rasa e preconceituosa ou filosofia de boteco.

Tudo para tirar de sua frente o espelho que revela a invisibilidade moral autoimposta.

4. Relaxamento

Mesmo com todos os recursos ativos do coração e da mente, se uma pessoa não for capaz de repousar sobre si mesma e segurar seus ímpetos corriqueiros, fatalmente será impelida a cair no mesmo buraco pela décima vez.

Saber respirar, retirar-se dos próprios interesses, contemporizar urgências e aplacar ansiedades controladoras são virtudes ignoradas.

Aquele que passa à frente, se mete em todas as discussões, palpita impensadamente ou que fala sem parar, provavelmente acha que relaxar é atributo dos fracassados.

Treinar o relaxamento começa no momento de acordar, mastigar os alimentos e até diminuir a checagem constante de aplicativos em celulares.

Se você puder preparar sua personalidade com essas ferramentas básicas, outras complementares serão habilitadas naturalmente.

Quando a vida cutucar e pressionar até o limite, você não terá que tirar um coelho da cartola. Tudo aquilo que treinou sem pressão e com riso no rosto garantirá que atravesse qualquer crise de cabeça erguida, serena, ativa e bem acompanhado de pessoas queridas.

Por isso, treine antes de precisar.


Fonte: http://papodehomem.com.br/como-estar-sempre-pronto/

terça-feira, outubro 29, 2013

A alma é o segredo da produtividade: Energias

Autor: Dr. Luiz Roberto Fava

Nesta sequência de artigos sobre alma e produtividade, vou tentar demonstrar como o intangível se torna tangível. Como tudo aquilo que está dentro de nós (pensamentos, sentimentos, vontade, etc.) e que não se mede, apenas se avalia, acaba se traduzindo, através de nossa atividade laboral, em resultados e lucro (produtividade).

O lucro e os resultados alcançados nada mais são do que a consequência lógica de COMO trabalhamos, COM O QUE trabalhamos, PORQUE trabalhamos, COM QUEM trabalhamos e ONDE trabalhamos.

Talvez, caro leitor ou leitora, você nunca tenha pensado ou percebido que todo o seu trabalho, independentemente de qual seja, é fruto do seu sentir (alma), do seu pensar (mente) e do seu agir (corpo).

Entretanto, a grande maioria das pessoas, ao realizar sua atividade, fica apenas no pensar e no agir.

Tais pessoas são aquelas que, para trabalhar, ligam o “piloto automático” e seguem fazendo as mesmas coisas, todos os dias, e se queixando que sua atividade é monótona, rotineira, que sua carreira não decola e que sua infelicidade no trabalho é muito grande.

São aquelas pessoas que trabalham de tal modo que sua energia se esvai nas primeiras horas da atividade e que passam o resto do expediente “matando o tempo”, deixando para amanhã ou simplesmente fazendo algo que não tem nada a ver com o que lhe diz respeito, apenas esperando o horário de saída chegar. Elas acabam seu dia cansadas e desanimadas e reclamando que o dia de amanhã será igual e sem perspectivas.

A falta de energia do sentir, traduzida por garra, gana, tesão, entusiasmo, tenacidade deixa a mente das pessoas limitadas, pequenas e fechadas.

Aliás, energia é o tema que quero compartilhar neste texto.

A palavra energia vem do grego energeia que significa eficácia, tendo como outros significados vigor, força, firmeza e determinação.

Energia é algo que não tem definição, embora se saiba que é ela que possibilita a execução de algum tipo de trabalho, seja ele físico ou mental.

Do ponto de vista da Física, existem muitos tipos de energia: elétrica, mecânica, eólica, química, nuclear sendo que suas fontes podem ser a água, o vento, o petróleo, o sol, etc. A água fazendo girar uma turbina produz energia elétrica, por exemplo.

O que é importante ressaltar é que sem energia nenhum trabalho é produzido. Quando a energia é transferida para um objeto, algum tipo de trabalho é realizado. O trabalho nada mais é do que uma transferência de energia. Ex.: para movermos um corpo, necessitamos que alguma energia seja a ele transferida para a realização do movimento.

Para que nosso corpo realize todas as suas funções biológicas, é necessário, também, energia. E a principal fonte é aquela que nos chega através dos alimentos. São os alimentos que ingerimos que, depois de processados, vão gerar a energia necessária para que a pessoa realize movimentos ou movimente outros corpos.

Mas não basta apenas nutrir o corpo. Necessitamos também nutrir nossa mente e nosso espírito para que possamos realizar um trabalho eficaz, não apenas no que diz respeito ao físico.

Talvez você não se dê conta. Mas atletas de alta performance tem, além de uma preparação física, uma preparação mental, o que é de muita importância para se alcançar os resultados desejados e colocá-los sempre no pódio.

Lembro-me que, há muito tempo atrás, nos anos 70, foi lançado um livro chamado The inner game of tennis, de autoria de W. Thimothy Gallwey que tratava de como as atitudes mentais poderiam aumentar e melhorar sua performance no jogo. Para se ter uma ideia, este livro vendeu mais de um milhão de cópias apenas nos Estados Unidos. Ele também escreveu outros livros sobre The inner game of… e hoje, é considerado um dos palestrantes mais renomados do mundo.

Talvez você se lembre da frase mens sana in corpore sano (mente sã em corpo são), mas, ao agregarmos aquilo que diz respeito à nossa espiritualidade, lembro o ditado que diz: põe todo o teu Ser (corpo, mente, alma) naquilo que estás fazendo agora.

Alimentação funcional, atividade física e sono reparador são alguns exemplos para nutrirmos nosso corpo.

Para alimentarmos a mente, ficam as dicas de meditação e relaxamento. Além disso, termos uma mente aberta ao conhecimento (leitura, vídeos, etc.), flexibilidade e resiliência para enfrentar os obstáculos e dissabores e procurar sempre o lado positivo das coisas faz a mente se expandir através de mais e mais conexões nervosas no cérebro.

Já o espírito pode ser alimentado com o poder da fé, do entusiasmo, da oração e do respeito e amor ao próximo, independentemente de sexo, ração, classe social, cultura e religião.

Quando corpo, mente e espírito trabalham de forma conjunta e equilibrada o trabalho resultante será, no mínimo, de qualidade superior ou excelente.

Por isso, vigie sempre o seu sentir (espírito) e o seu pensar (mente) para que seu agir (corpo) seja sempre o melhor.

Finalizo lembrando dois ensinamentos. Um atribuído ao líder indiano Gandhi e o outro ao filósofo e líder espiritual Buda.

O primeiro afirmava: “mantenha seus pensamentos positivos, porque seus pensamentos tornam-se suas palavras; mantenha suas palavras positivas, porque suas palavras tornam-se suas atitudes; mantenha suas atitudes positivas, porque suas atitudes tornam-se seus hábitos; mantenha seus hábitos positivos, porque seus hábitos tornam-se seus valores; mantenha seus valores positivos, porque seus valores tornam-se seu destino.”

O segundo afirmava: “a lei da mente é implacável. O que você pensa, você cria; o que você sente, você atrai; o que você acredita, torna-se realidade.

Tendo isso em mente, não ficam dúvidas, pelo menos para mim, que é a energia do sentir (alma, espírito) que fará seu trabalho se transformar em poiesis.

Esta TRANSformação (ir além da forma) certamente terá lugar através do DESenvolvimento (remover aquilo que te envolve, que te prende) de outras qualidades e competências, as quais serão temas de outros textos.

Já deu para perceber porque existem profissionais de diferentes naipes?

Já deu para perceber onde está a diferença?

Fava Consulting – Para viver com muito mais Qualidade


Fonte: http://favaconsulting.com.br/produtividade-de-energia/

terça-feira, julho 30, 2013

Criticando com Inteligência

Autor: Bruno Soalheiro

Seria ingenuidade pensarmos que em nossa vida não iremos nos deparar com situações nas quais teremos que dizer às pessoas que elas agiram de forma, digamos, inadequada.

Pode ser relativo a uma situação de trabalho, numa reunião de condôminos ou mesmo durante uma celebração entre amigos ou família. O fato é que algumas vezes devemos falar, não há outro jeito.

Mas como fazê-lo sem criar confusão ou gerar ressentimentos?

Nunca é fácil sermos alvo de alguma crítica, e são raras as pessoas que sabem aceitá-las com maturidade e ponderação, assim como são raríssimas aquelas que sabem fazê-las sem ofender ou magoar.

Notem que não estou falando aqui do famigerado feedback, que é o ato de darmos ao outro a oportunidade verdadeira de conhecer o que pensamos a seu respeito em dada situação e ponderarmos sobre mudanças adequadas.

Falo da crítica pura, daqueles momentos em que não temos exatamente o que sugerir ou discutir, mas queremos – e precisamos – dar um toque no sujeito.

A técnica é esta: Critique o comportamento, e não a pessoa. A diferença é assustadora!

A forma como verbalizamos nossas opiniões tem muito a ver com a qualidade do que conseguimos em nossa vida, e procurar emitir opiniões claras e circunscritas sobre “eventos específicos” nos permite uma comunicação muito mais clara, objetiva, e principalmente menos agressiva.

Frases que tendemos a dizer, como: Você é mal educado! Você é grosso demais! Você é isso… Você é aquilo… são pouquíssimo úteis pelo fato de resumirem toda a existência da pessoa a um comportamento específico seu. E é genérico demais, não define o evento.

Já criticar o comportamento significa algo como dizer: “Você ontem, naquele momento, em tal situação, se comportou desta e daquela forma desagradável!” Ou ainda: “Sua reação neste momento foi assim, e não foi muito adequada!”

Percebam que isto é totalmente diferente de dizer: “Você é!”. Quando dizemos apenas “Você é.” não só irritamos a outra pessoa (que afirma claramente não ser aquilo), como também deixamos de clarificar para ela o real motivo de nossa observação. Isto não leva a nada, a não ser a conflitos.

Já quando apontamos claramente um “comportamento observável e circunscrito” fica difícil para a própria pessoa negar o fato e entrar em defensiva. Pois além de evidenciarmos o ocorrido, não estamos criticando quem ela “é”, e sim o que ela “fez” em um dado momento de sua vida.

As pessoas agem por meio de comportamentos, e não através de “ser algo” simplesmente, mesmo porque, mudamos o que somos a cada instante de nossas vidas.

Prestando um pouco de atenção você poderá perceber claramente o comportamento específico que não foi mais adequado em dado momento e pode dirigir suas observações a ele e não à pessoa como um todo.

Eu sei, parece uma simples e boba questão de palavras! Mas faz uma diferença que você nem imagina.

Experimente!

Fonte: http://fatordesucesso.com.br/criticando-com-inteligencia/

segunda-feira, março 11, 2013

Para cada problema complexo existe uma resposta clara, simples e errada

Autor: Jairo Siqueira

O título deste artigo é uma frase atribuída ao jornalista americano Henry L. Mencken, que nos remete a uma abordagem muito comum, tanto no trato dos problemas pessoais, como no trato problemas e desafios nas organizações. Esta abordagem equivocada na solução de problemas resulta da análise superficial e tendenciosa da situação, que não consegue ir além dos sintomas e identificar as causas fundamentais do problema. Equívocos semelhantes estão presentes nas abordagens de oportunidades de inovação e na melhoria da qualidade e produtividade.

Não resolva o problema errado

Talvez o primeiro passo para se chegar a uma solução correta e eficaz seja o reconhecimento que os problemas costumam se apresentar de forma dissimulada. Ou seja, o que pensamos que seja o problema pode não ser o problema real.
Na década de 1950, o transporte marítimo enfrentava sérios problemas causados pelos custos elevados que ameaçavam seu futuro. Os especialistas em transporte marítimo concentraram seus esforços para tornar os navios mais econômicos durante as viagens entre portos. Apesar de investirem em navios maiores, mais rápidos e na redução da tripulação, os custos continuaram a crescer. A solução somente surgiu com uma abordagem mais ampla do problema de custos elevados, analisando todo o processo de transporte marítimo, incluindo também as etapas de carga e descarga. A abordagem anterior tinha desprezado os elevados custos de espera nos portos para carga e descarga, agravado pelo congestionamento causado por navios maiores e mais rápidos. O uso de containers foi uma das medidas chaves para a solução do problema. Apesar do crescimento do mercado internacional nas décadas seguintes, os custos diminuíram cerca de 60%.
Porque demoraram tanto tempo para resolver o problema? Simples: ninguém se importou em questionar qual era o verdadeiro problema. Todos assumiram que a solução era navios maiores e mais rápidos, e não consideraram a redução do tempo de espera e de operação nos portos. O problema real só foi solucionado quando alguém fez as perguntas certas e examinou a situação sob diferentes perspectivas.
Você tem enfrentado dilemas que parecem impossíveis de serem resolvidos? Já tentou soluções que têm se revelado ineficazes? Se sim, talvez você não tenha feito as perguntas certas e tenha tentado resolver o problema errado. Talvez esteja faltando uma abordagem do problema sob novas perspectivas que revelem todas as sua nuances e resultem em ideias inovadoras.

Phoenix Checklist: como definir problemas e planejar soluções

No livro ThinkertoysMichael Michalko apresenta a Phoenix Checklist, uma engenhosa lista de perguntas usada para estimular o pensamento criativo na abordagem de problemas e desafios. Dado um determinado desafio, as perguntas do checklist podem ser usadas para penetrar no problema e ampliar seu entendimento. As perguntas forçam o solucionador de problemas a olhar o problema sob diferentes ângulos e a “pensar fora da caixa” (think outside the box).
checklist é dividido em duas seções: O Problema e O Plano. Use o checklist como uma base para montar sua lista pessoal de perguntas e siga os seguintes passos:
  1. Escreva seu desafio: isole o desafio ou problema que você deseja examinar e está empenhado em solucionar.
  2. Faça suas perguntas: use o chekclist para dissecar o desafio ou problema sob as diferentes maneiras que possa imaginar.
  3. Anote suas respostas: soluções, necessidades de informações, ideias para avaliação e análise, etc.
 PHOENIX CHECKLIST
O PROBLEMA
  • Por que é necessário resolver o problema?
  • Que benefícios terá pela solução do problema?
  • O que é desconhecido?
  • O que você ainda não compreende?
  • Que informação você tem?
  • O que não é o problema?
  • A informação é suficiente? Ou insuficiente? Ou redundante? Ou contraditória?
  • Você pode fazer um diagrama? Ou um desenho?
  • Quais são as fronteiras/limites do problema?
  • Você pode separar as várias partes do problema? Você pode descrevê-las? Quais são as relações entre as partes do problema?
  • Quais são as constantes (coisas que não podem ser mudadas) do problema?
  • Você já viu este problema antes?
  • Você já viu este problema de uma forma levemente diferente?
  • Você conhece um problema similar?
  • Pode pensar num problema familiar tendo incertezas iguais ou similares?
  • Suponha que você encontre um problema relacionado ao seu que já tenha sido solucionado. Você pode usá-lo? Pode usar o mesmo método de solução?
  • Você pode reformular a apresentação de seu problema? De quantas maneiras diferentes você pode apresentá-lo? Mais genérico? Mais específico? As regras podem ser mudadas?
  • Quais são as melhores, piores e mais prováveis conjecturas que você pode imaginar?
O PLANO
  • Você pode resolver todo o problema? Parte do problema?
  • Que solução gostaria de ter? Você pode desenhá-la?
  • Que parcela do desconhecido/incerto você pode determinar?
  • O que você pode deduzir da informação que tem?
  • Você usou toda a informação?
  • Você levou em consideração todos os conceitos e opiniões essenciais relacionadas ao problema?
  • Você pode separar os passos do processo de solução de problemas? Você pode determinar a correção de cada passo?
  • Que técnicas de criatividade você pode usar para gerar ideias? Quantas técnicas diferentes?
  • Você pode visualizar o resultado? Quantos tipos diferentes de resultados você pode visualizar?
  • De quantas maneiras diferentes você tentou solucionar o problema?
  • O que outros fizeram?
  • Você pode intuir a solução? Pode verificar o resultado?
  • O que deve ser feito? Quem deve fazê-lo? Como? Onde? Quando?
  • O que você precisa fazer agora?
  • Quem será responsável por isto?
  • Você pode usar este problema para resolver outro problema?
  • O que faz este problema único e diferente de qualquer outro?
  • Quais os melhores pontos de verificação para avaliar os progressos?
  • Como você poderá saber se foi bem sucedido?
A aplicação do checklist é como colocar o problema na palma de sua mão, manuseá-lo e examiná-lo sob diferentes ângulos. Você pode virá-lo de cabeça para baixo, olhar por cima, por baixo e pelos lados. Você pode se afastar e tentar ver o todo, ou se aproximar e examinar todos os detalhes importantes.
Texto sugerido por: Gilles de Paula

Fonte: http://criatividadeaplicada.com/2013/03/07/para-cada-problema-complexo-existe-uma-resposta-clara-simples-e-errada/

terça-feira, janeiro 15, 2013

A preocupação só piora os seus problemas

Autor: Evaldo Costa

Você é do tipo que leva problemas do trabalho para casa? Domingo a noite já está pensando nos compromissos de segunda-feira? Diante de um problema, fica pensando nele o tempo todo até o desfecho final? Pois saiba, que a sua preocupação não mudará o resultado dos fatos.

Naturalmente, reconhecer uma certa dose de preocupação é pertinente ao ser humano. É inegável que as pessoas têm inquietude sobre muitas coisas. Há quem se preocupe legitimamente sobre dinheiro e segurança familiar, questões de saúde, relacionamentos pessoais, profissionais etc.

Porém, há outras preocupações que além de não ajudar em nada é até perigosa para a nossa saúde, além de inibir o sucesso. Estou falando daquele tipo de preocupação criada pela nossa imaginação. Como é o caso quando passamos muito tempo pensando sobre algo que poderá acontecer no futuro. Por exemplo, seu time favorito está na liderança do campeonato e sem explicação começa a perder alguns jogos. Então, você tende a achar que ele não será o campeão, passa a sofrer pela falta de bons resultados e pela crença de que será vítima de gozação de seus colegas.

Esse é um tipo de preocupação predatória que deveria ser evitada a todo custo, pois provavelmente ninguém do time para o qual você torce sabe da sua existência. Logo, se preocupando ou não, você não terá qualquer benefício material. Além disso, ainda que ele seja o campeão, a sua felicidade provavelmente não passará de um ou dois dias. Portanto, esse tipo de preocupação não lhe traz nenhuma contribuição, mas tem potencial de causar enormes prejuízos emocionais, e até interferir negativamente em sua jornada para o sucesso.

Para Mary Crowley “A preocupação é um mau uso da imaginação,” Eu acho essa definição bem legal. Ela quase sempre é a raiz do pensamento negativo, do fracasso, frustrações e infelicidade. Se gastamos muito tempo imaginando todas as coisas ruins que podem acontecer em nossa vida, vamos acabar nos tornando uma pessoa conscientemente problemática e distante da solução consciente.

Por exemplo, imagine a pessoa que acaba de receber um diagnóstico médico de doença grave. Caso ela não seja capaz de dominar a sua imaginação com otimismo, mesmo que o médico tenha errado no diagnóstico, ela tende a se tornar tão preocupada com o que poderá lhe acontecer no futuro, que provavelmente terá dias terríveis e acabará doente de verdade.

Não existe receita de bolo para lidar com as preocupações, mas algumas dicas ajudam. Uma boa maneira de manter a mente arejada é focar o lado positivo das coisas. Por exemplo, se tiver que pensar sobre o seu futuro, que seja de momentos memoráveis. Uma outra dica é viver o momento. Ou seja, eu sei muito bem que o amanhã será o que será. Então, devo deixar para lidar com o amanhã somente quando ele chegar.

Pense nisso e ótimo dia!

Fonte: http://ogerente.com.br/rede/carreira/preocupacao-problemas-trabalho

quarta-feira, setembro 05, 2012

O Tempo

Autor: Dr. Luiz Roberto Fava

As pessoas gastam o maior número de horas de seu dia, geralmente, no ambiente de trabalho.

Uma pesquisa realizada pela consultoria Tríade de Tempo mostrou que os maiores desperdiçadores de tempo são os e-mails, navegar na internet (profissionalmente ou não), reuniões e interrupções em excesso. Entretanto, existem outros, muitos outros, desperdiçadores de tempo, como será visto mais adiante.

Se você acha que não aproveita bem o seu tempo, talvez o maior culpado seja você mesmo (a), visto que é você que fica checando seus e-mails sempre que aparece um novo aviso, é você que navega na internet sem uma necessidade premente, é você que permite que as pessoas lhe interrompam, etc. Depois, não adianta reclamar que precisa ficar trabalhando por mais tempo, seja no escritório ou levar serviço para casa, para dar conta de tudo que precisa ser feito.

Portanto, se a sua produtividade e a qualidade do seu serviço estão diminuindo, está na hora de você analisar os porquês de tudo isso.

É importante que se tenha em mente é que não existe uma “receita de bolo perfeita” que permita administrarmos bem o nosso tempo. O que se aplica a uma pessoa pode não se aplicar a outra. Não existe o “certo’ e o “errado”, nenhum estilo determinado ou uma fórmula mágica que sirva para todos quando o assunto é o gerenciamento do tempo.

E isto é fácil de ser explicado: não existem duas pessoas iguais, a começar pela impressão digital. Cada Ser Humano é único, indivisível, daí ser um indivíduo, aquela pessoa que se constitui em uma unidade distinta portadora de características físicas e psíquicas que lhes são suas e apenas suas.

Leia o que nos ensina Pedro A. Grisa: “o Ser Humano relaciona-se com o mundo exterior e objetivo ou com o mundo interior e subjetivo, através de sua atividade mental. É o consciente, a função racional da mente humana que, através dos sentidos, observa, avalia e organiza o tempo objetivo e funcional. Mas é através do subconsciente, a função mecânica da mente humana, que a pessoa “sente o tempo passar”, avaliado pelo sistema emocional de cada pessoa. Cada ser humano mede o tempo subjetivo por seu sistema emocional próprio, individual e único”.

E leia também esta lenda japonesa, também citada por Pedro A. Grisa.

Houve um tempo em que o tempo era o tempo todo sempre igual.

De tanto os Seres Humanos viverem e conviverem com este tempo o tempo todo sempre igual, passaram a sofrer de tédio, resultado desta monotonia do tempo, o tempo todo sempre igual. E começaram a discutir entre si sobre essa monotonia do tempo, o tempo todo sempre igual.

Aos poucos a discussão torna-se descontentamento e rebelião. E um coro uníssono de vozes clama aos céus, reclamando do tédio, da monotonia, do tempo, o tempo todo sempre igual.

O Criador do Universo, de tanto ouvir as reclamações, decide atender as súplicas dos seus filhos descontentes e avisa:

- Descontentes Seres Humanos e filhos meus. Vocês estão cansados e entediados com o monótono ritmo do tempo. Então, preparem-se! A partir de amanhã serão implantadas significativas mudanças no ritmo do tempo.

No dia seguinte, instalou-se verdadeira confusão nos compromissos de horários a serem respeitados pelos Seres Humanos.

Pessoas tristes, queixosas e insatisfeitas chegavam aos locais de seus compromissos muito antes da hora marcada e tinham mais um motivo para ficarem descontentes. E passavam a reclamar dos incompetentes que se atrasavam.

Pessoas alegres, risonhas e felizes, súbito davam-se conta de que estavam atrasadas. Não viam o tempo passar.

Diante da confusão estabelecida, O Criador do Universo, que a tudo assistia com sorriso irônico, fazia ouvir sua voz:

- Vocês, Seres Humanos, quiseram que eu mudasse o ritmo do tempo. Pois assim é e assim será, de hoje e para sempre: quando estiverem tristes, cansados, doentes, pesarosos e descontentes, o tempo terá sua marcha reduzida e passará lentamente. E quando estiverem contentes, alegres, animados, radiantes, vibrando de entusiasmo, o tempo terá seu ritmo acelerado.

E a partir daquele dia, muitos minutos parecem séculos e muitos anos parecem minutos

Contudo, o Criador do Universo, sabe que cada ser humano pode aprender a organizar seu mundo interior e a dar o ritmo que quiser a seu tempo.

Fonte: http://favaconsulting.com.br/gerencie-sua-vida-usando-o-tempo-a-seu-favor/ferramentas-para-gerir-melhor-o-tempo

quarta-feira, agosto 01, 2012

Um rastro de desorganização

Autor: Ivan Postigo

O mercado aquecido gerou resultados positivos, inflou a estrutura das empresas, mas agora com o desaquecimento começa a cobrar seu preço.

De uma forma bastante interessante, um empresário nos perguntava em um encontro: – Como desmonto esse circo, demito o palhaço ou vendo o elefante?

Gosto dessa imagem, porque também já usei o circo como exemplo de gestão algumas vezes. Como vício de raciocínio, estamos atentos ao palhaço e ao elefante, mas poucas vezes ao circo como um todo, até que a lona venha ao chão!

O crescimento empresarial sempre deixa um traço de desorganização. Os motivos são muitos, como a falta de foco operacional, a fragilidade na qualificação da equipe, o impacto da velocidade do crescimento, a falta de domínio técnico para a gestão dos novos produtos, canais e clientes, o choque provocado pela necessidade de desenvolvimento de novos modelos mentais em função de uma nova cultura que se estabelece. Assim, o assunto se mostra complexo.

Não basta crescer em um período, é preciso consolidar posições. Em momentos de desaquecimento de mercado, o encolhimento gera novos conflitos na gestão.

A nova cultura, quando não mantida, não consegue ser substituída pela velha cultura que já não mais existe. Há, com isso, um estado desconhecido que precisa ser administrado.

A estrutura inflada, necessariamente, no momento de aquecimento, tem um custo nem sempre suportável com a queda dos negócios, e reduzi-la representa risco para a retomada.

Esses são aspectos que envolvem todas as áreas, comercial, produtiva, administrativa e financeira. Manter a qualidade da gestão, com redução de custos, implica na necessidade de melhoria da produtividade em todos os setores, realizando mais com menos, aspecto que o mercado aquecido nem sempre permite realizar, visto que o foco é vendas e geração de caixa.

O paradoxo se apresenta quando vemos que nos momentos de dificuldade e falta de recursos é que soluções são criadas, mantendo no mercado as organizações criativas e eliminado aquelas sem grande talento para gestão de crises.

Organizações bem sucedidas são aquelas capazes de criar, inovar, explorando novos canais e segmentos de negócios, reduzindo sua dependência de alguns poucos clientes.

A observação de oportunidades de mercado tem levado gestores a manter o foco nos produtos e não nas empresas e suas marcas, com isso, quando há retração, a fragilidade do empreendimento se faz presente.

Grande parte das empresas brasileiras não tem seu valor avaliado pelo mercado, com isso o conceito de gestão limita-se a lucro e geração de caixa, mostrando-se satisfatório quando positivo, sem uma visão de futuro. Quer para investimento planejado, fusão ou mesmo venda.

Essa questão abordei no artigo: Competência em gestão não é conceito é cultura.

A busca do ponto de equilíbrio, que demanda a adequação da estrutura operacional, poucas vezes ocorre com ações planejadas, costuma ser mais emocional.

Isso ratifica o fato que nossas empresas crescem mais por movimentos de mercado do que por ações estratégicas, aspecto que dificulta a busca de rentabilidade em momentos de queda das vendas.

Fonte: http://ogerente.com.br/rede/gestao-empresarial/desorganizacao-negocios-gestao

Competência em Gestão não é Conceito, é Cultura

Autor: Ivan Postigo

Já notou que para algumas pessoas e empresas tudo dá certo, enquanto para outros, por mais esforços que façam, parece que nada se encaixa?

Nesses momentos ouviremos: – Ah, eles têm sorte!

Certamente você leu ou ouviu dizer que sorte é o encontro da oportunidade com a competência.

Poderíamos considerar também que a sorte aparece quando a oportunidade encontra o conhecimento, não?

Diz um amigo que isso é como um conto de fadas: a princesa oportunidade é apresentada ao príncipe conhecimento. Sentem-se atraídos, se casam e distribuem como presente a sorte no reino. Por isso vivem felizes para sempre.

Isso me fez lembrar uma conversa sobre sucesso. A história nos foi contada mais ou menos assim:

Um dia, aborrecidos com os maus resultados, resolvemos fazer uma pesquisa e estudar as razões da enorme sorte de alguns, afinal esta poderia estar ligada à data de nascimento, posição dos astros, cidades e países em que nasceram, horários que se deitam ou acordam, santos que veneram, crenças, padrinhos, enfim a lista é longa.

Apanhamos as trajetórias de vários sortudos e sobre elas nos debruçamos, fazendo comparações, procurando pontos coincidentes.

Depois de horas de estudos, vimos que nada “batia”. Percebemos que o músico praticava doze horas por dia, o jogador de futebol ficava sozinho, depois do treino, repetindo mil cobranças de faltas, o jogador de basquete fazia milhares de arremessos, o atleta corria todos os dias quinze quilômetros de madrugada, o poeta estudava e escrevia durante horas e viviam batendo em portas para conseguir um apoio, o pintor quase não comia para comprar as tintas que consumia em um ritmo frenético, e assim as histórias se repetiam.
O único ponto comum é que foram vistos, seus talentos percebidos e valorizados.

Ainda não contentes, resolvemos entrevistá-los. Descobrimos que fatos como esses ocorrem muitas vezes, mas poucos foram valorizados nos primeiros encontros. Alguns até pensaram em desistir, mas a paixão pelo que fazem é que os impediu.

Refletimos um pouco mais: O sucesso poderia ser devido à técnica que usavam.

Horas de observações e estudos, então concluímos que também não fazia sentido.

Em nossas empresas tentamos todas as técnicas que nos recomendaram, algumas até geraram resultados, mas logo foram abandonadas.

Quando as equipes conseguiam avanços a implantação era demorada e conflituosa, por fim ocorria a solução da continuidade. De modo geral não havia grande envolvimento das pessoas com as novidades.

Observamos que esse fato era muito comum nos poucos cursos e seminários que participamos, achando exagerado o entusiasmo de algumas pessoas com os novos conceitos.

Por essa razão resolvemos fazer algumas visitas e começamos a notar que nessas empresas os fatos formavam um paralelo com as histórias de vida que pesquisamos: Muito estudo, dedicação e trabalho.

O ambiente se mostrou diferente do que temos nossas organizações. As pessoas não só dominavam os assuntos, mas os consideram fáceis de serem tratados e implantados.

A primeira reação foi imaginar que estavam há muito tempo envolvidos com as questões. Para nossa surpresa começaram os projetos há pouco tempo, fato que nos deixou intrigados.

Ao especular sobre várias técnicas percebemos que estas não eram apenas do conhecimento dos seus principais gestores, mas também dos demais colaboradores. Algumas foram implantadas com sucesso e rapidamente.

Nesse momento uma luz se acendeu e entendemos que competência em gestão não é conceito, é cultura.

Esse é o fator que construiu as histórias de sucesso que estivemos estudando.

Nossa missão agora mudou, o segredo foi revelado: Temos que criar e desenvolver esse ambiente em nossas organizações para ter sucesso.

Realmente temos que concordar com o que nos foi relatado, e você como vê essa questão na sua empresa?

Fonte: http://ogerente.com.br/rede/gestao-empresarial/conhecimento-e-competencia-para-o-sucesso

sexta-feira, junho 29, 2012

Como ser promovido na sua empresa

Autor: Ricardo Piovan - Palestrante e Coach Organizacional

Um funcionário do departamento financeiro de uma distribuidora de bebidas no sul do país notou que a empresa tinha gastos excessivos com deslocamento de seus refrigerantes de uma unidade para outra, onde o motivo principal era a falta de espaço nos galpões da matriz.
 
Por algumas tardes ele saia da sua sala com um poderoso ar condicionado e passeava pelos corredores do estoque questionando a si mesmo se não haveria uma forma mais eficaz de armazenar as garrafas e latinhas que ali estavam. Pesquisou e desenhou um novo formato de estocagem e apresentou para o seu diretor uma nova forma de alocar as mercadorias, aumentando em 18% a capacidade de armazenamento do galpão principal.

Para aparecer e tornar-se visível na empresa nada melhor do que mostrar melhorias e foi isto que este profissional que era responsável pelo contas a pagar fez. Não se limitou apenas a entrar no homebanking diariamente e pagar as faturas, ele cavou mais fundo e apresentou uma proposta que reduziu os custos de transportes entre unidades.

Os profissionais que estão fazendo o seu trabalho aparecer, não são diferentes de você, do seu vizinho de baia ou do seu chefe,  mas o que os distingue é o fato de partirem para a prática enquanto muita gente fica na teoria. Eles observam e vão além das suas tarefas diárias.

Muitos funcionários questionados sobre o que eles precisam fazer para serem promovidos respondem que se fizerem o seu trabalho bem feito e no tempo correto galgarão postos mais elevados na organização, mas acredito que isto não seja verdade pois para ascender na companhia você precisará fazer mais que o solicitado e apresentar resultados que vão além das suas tarefas.

Fica aqui a dica, SE QUISER APARECER MAIS, traga para a empresa muitas soluções boas, questionando continuamente como a empresa pode fazer o que ela faz de forma mais barata, mais rápida e com mais qualidade. Não tenha medo de errar e lembre-se que a diferença entre um profissional ordinário e extraordinário está no sufixo “EXTRA”

Você tem feito o EXTRA ?

Veja um vídeo que gravei sobre este assunto: http://www.ricardopiovan.com.br/minuto/maisqueosolicitado/

Fonte: http://portalfox.com.br/blog/?p=1160

terça-feira, maio 29, 2012

Conhecimento destrói incertezas

Autor: Gilclér Regina

A vontade de se preparar deve ser maior que a vontade de vencer” Gilclér Regina

Uma afirmação de um diretor de colégio diz: “No mundo real a turma da frente acaba trabalhando para a turma do fundão”. Ou seja, quem faz maior sucesso segundo ele é a turma que ousou mais, que foi mais criativa e esses eram os que sentavam lá no fundo da sala.

Isso lembra aquele aluno que leva o boletim com notas todas vermelhas para o seu pai e este lhe diz: “No meu tempo isso renderia uma bela duma surra”. E o menino diz: “É isso aí pai, vamos lá dar um cacete no professor”.

O ideal de sucesso é unir a disciplina de quem senta na frente com a criatividade de quem senta no fundo da sala. Afinal, não vale afirmar que somente o “bagunceiro” senta lá no fundão.

Estar aberto a mudanças é saber somar criatividade, um pouco desta falsa “malandragem” aliada a conhecimento e disciplina. Conhecimento destrói incertezas… Conhecimento com motivação constrói certezas, constrói resultados!

Estar sempre aberto à mudanças é estar preparado para não ficar pelo caminho… Se você acha que pratica o seu melhor trabalho, dê uma olhadinha no seu colega ao lado e faça um comparativo. Saiba que ele não está dormindo “de touca”.

Existem funcionários ótimos… E existem aqueles que você precisa fazer uma carta de recomendação para o seu principal concorrente! Sua escolha definirá o seu sucesso!

Se você tiver uma ferida e se tratar, com o tempo ela irá cicatrizar… Se você tiver uma ferida e não se tratar, com o tempo ela irá piorar. Portanto, contrariando muita gente, o tempo nem sempre é senhor da razão.Não é o tempo que cura, é a intensidade da ação que você faz hoje é que cura.

Quantas redes de supermercados, quantos bancos, quantas empresas você lembra como as maiores do Brasil num passado recente? E não existem mais…

A vida sempre foi assim: Novos ricos que são ex-pobres e novos pobres que são ex-ricos. 82% das maiores fortunas vêm do absolutamente nada, vêm da pobreza mesmo!

O dinheiro? Não acaba… Apenas muda de mão.

Muitos se perderam pelo caminho por causa da soberba. Muitos sofreram com a síndrome de “ovo de pata”. Lembra-se da fábula? A pata olha para a galinha e diz: “Meu ovo é muito mais bonito que o seu”. Qual foi a resposta da galinha? “O seu é mais bonito, mas não vende”.

Arrogância é assim mesmo, igual mau hálito, todo mundo percebe, menos quem tem!

A “mudança” é uma preocupação dominante no mundo corporativo. Reflita sobre o que gostaria de mudar em você, em sua vida profissional, em sua vida familiar, em sua empresa, em sua carreira e que ainda não teve coragem de fazer?

Pense nisso, um forte abraço e esteja com Deus!

Fonte: http://ogerente.com.br/rede/carreira/conhecimento-sucesso

terça-feira, maio 15, 2012

PPP – Paixão, performance e propósitos!

Autor: Gilclér Regina

Um ser humano sem propósitos é como alguém que se veste, mas não tem para onde ir.” Gilclér Regina

Ao estudarmos a excelência da vida sem dúvida teremos que rever conceitos e falaremos muito de paixão e performance.

Aprende-se que o sucesso na vida não deve ser medido tanto pela posição que a pessoa conquistou na vida quanto pelos obstáculos que ela superou enquanto buscava os seus resultados.

Se você se identificou com os dois primeiros “Ps” então já está pronto. Só falta saber para onde está indo. Pois tudo funciona bem, mas se você não sabe para onde vai acabará andando em círculos.

Se você já é um sucesso, bem remunerado, realizado, faz um trabalho elogiado, por que não considerar isso de alta performance?

Mas deixe-me perguntar: Você ficaria desesperado amanhã se lhe dissessem que não pode mais trabalhar no emprego atual? Continuaria fazendo o que faz pela metade do salário? Continuaria porque precisa em termos financeiros ou porque ama o que faz e não se vê fazendo outra coisa?

A maneira como você responder tem muito a ver com seu nível de desempenho e está relacionada à seguinte questão: Você acredita ou não que está cumprindo um propósito divino para sua vida?

A vida é uma jornada rumo à plenitude… Rumo à paixão… Rumo à alta performance… Rumo ao propósito.

Conforme você muda e se ajusta ao longo dos anos a essas três referências se aproximam, a excelência total é uma realidade cada vez mais presente em sua vida!

Pense nisso, um forte abraço e esteja com Deus!

Fonte:http://ogerente.com.br/rede/carreira/paixao-performance-e-propositos

quinta-feira, maio 03, 2012

No risk, no fun!

Autor: Luiz Roberto Fava

Quando estive na Austrália, em férias, e para conhecer meu neto, em uma conversa com meu genro, ele exclamou:

- No risk, no fun!

Ou seja, onde não houver risco, não haverá emoção.

Esta frase me fez pensar em duas coisas.

Em primeiro lugar, o que é risco?

Risco é uma probabilidade de um evento qualquer que, ao ocorrer, pode causar algum tipo de dano.

O risco pode acontecer em qualquer momento do nosso cotidiano sendo que, muitas vezes, nem o percebemos.

Um exemplo típico é atravessar um rua fora da faixa de pedestres. Neste caso existe o risco de ser atropelado.

O risco pode ser avaliado e/ou medido quando, por exemplo, recebemos uma promoção, mudamos de emprego, começamos um novo relacionamento, etc.

Imagine-se, leitor ou leitora, em um barco a remo. Você põe força nos remos e, em uma superfície sem ondas, tranquila, o barco desliza suavemente. Seus movimentos são repetitivos. Não existem obstáculos a serem superados. Sua travessia não apresenta risco algum até o seu término.

Agora, imagine-se em um caiaque praticando rafting. Você vai por uma corredeira e terá que superar inúmeros obstáculos como pedras, quedas d’água, a força do rio…, o que é natural neste tipo de esporte. Só que, neste caso, você terá muitos riscos até o seu término.

Imaginou-se nas duas situações? Então responda: em qual das duas situações você se divertiu mais?

Se você respondeu que foi na primeira situação, pode ser que você seja uma pessoa mais racional, previsível, acomodada e que tenha um certo medo de correr riscos.

Se você respondeu que foi a segunda situação, você é ciente que, para alcançar um objetivo é preciso correr riscos.

Existem autores que afirmam que a palavra RISCO vem do latim RISICU, que significa OUSAR, isto é, atuar perante o perigo.

E, para ousar, ter uma atitude empreendedora, é necessária uma série de competências como criatividade, flexibilidade, destemor, foco e persistência, entre outras.

Qualquer caminho, qualquer jornada, qualquer aventura que desejamos seguir ou vivenciar, apresenta obstáculos a serem superados e riscos que podem nos levar ao fracasso.

O que faz um rio quando encontra um obstáculo em seu caminho? Ele para? Fica esperando alguém removê-lo? Não. Ele simplesmente procura contorná-lo e seguir adiante.

Esta é uma lição que deveria servir de exemplo a todos nós quando a insegurança, o medo de fracassar ou a vontade de desistir comecem a se manifestar para abortar a nossa jornada.

Para vencer os obstáculos, e os riscos a eles inerentes, é necessário desenvolver, durante a jornada, uma atitude de prudência.

Às vezes é preciso recuar um passo para poder se avançar dez passos, tática semelhante à usada por exércitos em guerra. E você, certamente, quer vencer esta “guerra”.

Correr riscos faz parte da nossa Vida. Diariamente estamos correndo uma série de riscos: assalto, sequestro, quedas e fraturas ósseas, sofrer uma frustração, etc.

Augusto Cury, em seu livro As quatro armadilhas da mente e a inteligência multifocal (Ediouro, 2009), nos diz:

Eliminar todos os riscos da humanidade geraria pessoas autoritárias, individualistas, ensimesmadas, agressivas, deprimidas, entediadas.

O risco implode nosso orgulho, esfacela nosso egocentrismo, nos une, nos estimula a criar laços e experimentar a difícil arte de depender uns dos outros.

Sem riscos a psique não teria poesia, criatividade, intuição, inspiração, coragem, determinação, espírito empreendedor, necessidade de conquista. Sem riscos não conheceríamos o sabor das derrotas nem o paladar das vitórias, pois elas seriam um destino inevitável, não o fruto de batalhas. Sem riscos não erraríamos, não choraríamos, não pediríamos desculpas, não teríamos necessidade de humildade em nosso cardápio individual.

Para se lograr a liberdade, necessitamos ser ousados. E ousadia significa correr riscos.

Não tenha medo de correr riscos. Lembre-se que:

O risco deriva do fato de você não saber o que está fazendo. (Warren Buffet)

Para o prêmio ser grande, a aposta tem que ser arriscada. (Beto Loureiro)

Quem triunfa sem risco, sobe no pódio sem glória. (Augusto Cury)

Em segundo lugar, o que é transformar trabalho em diversão?

Gosto muito da frase que diz: quando foi a última vez que você fez algo pela primeira vez?

Você já se fez esta pergunta? Ainda não?

Você faz sempre tudo igual? Vive na sua zona de conforto?

Se a sua resposta foi SIM às perguntas acima, não se esqueça que tudo está em constante mutação. E você, além de não se aperceber desta realidade, continua fazendo as mesmas coisas e do mesmo jeito.

Quem quer transformar trabalho em diversão precisa, inicialmente, sentir-se livre. Livre dos mesmos pensamentos, da mesma forma de agir, das mesmas atitudes. E somente quando se é livre, nos tornamos mais criativos e inovadores a ponto de nos transformamos e ao nosso entorno.

Sei que o caminho não é fácil. Mudar não é fácil. Mas se você acreditar em si mesmo, o processo fica facilitado.

Veja o que o antropólogo Joseph Campbell (1904-1987) descreveu em seu livro The hero of a tousand faces (O herói de mil faces). Denominada a jornada do herói, ela é composta de doze estágios:

1º – Mundo comum

É o mundo normal do herói, a vida do dia-a-dia, a zona de conforto.

2º – O chamado da aventura

A rotina do herói é quebrada por algo insólito, inesperado, incomum.

Algo se apresenta ao herói: uma busca, uma jornada, um problema, um desafio,uma aventura.

É quando ele e vê obrigado a fazer algo novo, a sair da mesmice.

3º – Recusa do chamado ou reticência do herói

O herói se recusa ou demora a aceitar o desafio, geralmente por sentir medo. Ele reluta, não quer envolvimentos e prefere seguir sua vida.

4º – Encontro com o mentor ou ajuda sobrenatural

O herói encontra um mentor que o faz aceitar o chamado, o treinará para a aventura e será o responsável para desenvolver as habilidades necessárias para a jornada.

5º – Cruzamento do primeiro portal

O herói abandona o mundo comum para entrar no mundo especial ou mágico, É o “ponto sem retorno”.

6º – Provações, aliados e inimigos

Neste novo ambiente o herói enfrenta testes, encontra aliados e enfrena inimigos, de forma que aprende as regras deste mundo novo. Tudo com a finalidade de qualificá-lo para vencer.

7º – Aproximação

O herói se aproxima do seu objetivo, tem êxito durante as provações e segue em frente.

8º – Provação difícil e traumática

A maior crise da aventura, de vida ou morte. É a luta com o antagonista.

É onde existe maior tensão.

É o auge da crise.

É o momento que pode levar ao êxito ou ao fracasso da jornada.

9º – Recompensa

O herói enfrentou a morte, seu maior desafio, venceu o medo e ganhou uma recompensa (“o elixir”).

10º – O caminho de volta

O herói deve voltar ao mundo comum. Mas ainda corre os perigos do mundo novo. Os inimigos continuam de olho nele.

11º – A ressurreição do herói

Outro teste no qual o herói enfrenta a morte. Deve usar tudo o que foi aprendido para derrubar seu pior inimigo.

É uma espécie de exame final.

12º – Regresso com o elixir

O herói volta para casa com o “elixir” e o usa para ajudar a todos no mundo comum.

Ele volta transformado e nunca mais será o mesmo.

Quando você acreditar que pode mudar algo ou “fazer algo pela primeira vez”, acredite nessa ideia, vá em frente. Mesmo correndo o risco de não dar certo e das opiniões dos “do contra” e daqueles que vão lhe achar maluco ou “louco de pedra”.

Se você partir para a execução de sua ideia sabendo de tudo isso, certamente você terá uma força interior inabalável (automotivação) que o levará a atingir o seu objetivo.

E, certamente, você o fará sem desespero, sem estresse, sem ansiedade e angústia. Tudo fluirá de uma forma bem melhor.

E, ao chegar ao final de sua jornada, você verá que o seu projeto pode até ter lhe dado um trabalho insano, mas você o desenvolveu de uma forma alegre e divertida.

O seu trabalho se transformou em uma grande diversão devido única e exclusivamente à sua atitude, mesmo sabendo que iria correr riscos.

Lembre-se também destas frases:

- A obra sempre parece fácil quando trabalhar é um prazer. (Cardeal de Bernis)

- Nunca trabalhei em minha vida -era sempre pura diversão. (Tomas A. Edson)

- Escolha um trabalho que você ame e não terá de trabalhar um único dia de sua vida.(Confucio)

Exerça sempre seu poder de ser livre. Ouse, corra riscos e… divirta-se.

No risk, no fun!!!

Fonte: http://favaconsulting.com.br/riscos-e-desafios/