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quinta-feira, novembro 28, 2013

Encantar é a regra: isso é amor, não só negócios

A história de um funil invertido e o amor que você precisa ter por seus clientes

Encantar quem já faz parte do clube é tão ou mais importante que conquistar novos públicos

Autor: Belle Cooper

Se, assim como eu, você tem se aventurado um pouco no mundo do marketing online, tenho certeza de que já ouviu o termo “funil de marketing” antes. Sendo honesta, isso não era algo que tinha algum apelo para mim. Sempre me pareceu apenas uma forma de otimizar o número de pessoas que estão lhe dando dinheiro, o que não me importa muito.

Então, quando eu me deparei com um texto do co-fundador do MailChimp, Ben Cestnut, sobre o quanto ele odeia funis, eu fiquei animada em perceber que o funil tradicional não é a única maneira bem sucedida para as companhias fazerem o marketing.

Na verdade, a companhia de Ben pegou o funil e o inverteu antes de utilizá-lo e isso parece estar funcionando bem.

O funil de cabeça para baixo, ou como amar seus clientes

Caso você não esteja familiarizado com a ideia do tradicional funil do marketing, ele funciona da seguinte maneira: você recebe muitos visitantes no seu site - eles estão no topo do funil. Enquanto eles chegam próximo a pagar algum dinheiro a você (a pequena parte inferior do funil), mais e mais visitantes saem do seu funil. Os seus clientes são os poucos que sobram na parte inferior.

Ben explica o processo de converter esses visitantes em clientes da seguinte forma:

“Alguns deles se tornam condutores e, depois que você faz algo (a recomendação usual é bombardear os condutores com automação de marketing), eles cedem e lhe pagam, assim se tornando 'clientes'”.

No MailChimp eles não estão contentes em empurrar os clientes através do funil dessa forma. Ao contrário, eles inverteram toda a ideia. O que eu adoro nessa abordagem é que é tudo sobre amar os clientes que você tem, em vez de caçar pessoas que você nem ao menos conhece. E Ben faz uma ótima observação que quando você está nos estágios iniciais do seu negócio pode funcionar muito bem:

“Quando você começa um negócio, você não precisa de um orçamento para marketing. Você não tem tempo ou o talento para isso, também. A única coisa que você tem é a sua paixão… Pegue essa paixão e mire para os seus clientes.”

Essa é a forma mais animadora de descrever o marketing que eu escutei ultimamente (ou desde sempre, provavelmente). E apesar de Ben admitir ser uma abordagem bastante estranha comparada com as normas do marketing, parece funcionar:

“Quanto mais eu olho, mais eu penso que é a forma mais normal, mais humana e mais sustentável de gerir o seu negócio.”

De fato, uma pesquisa realmente mostra que 70% das experiências de compras são baseadas em como o consumidor se sente que está sendo tratado. À luz disso, amar seus clientes faz total sentido.

Antes de vermos alguns ótimos exemplos de outras companhias que estão fazendo isso e formas para que você possa fazer também, vamos apenas refinar as ideias em alguns pontos:

1. Ame os seus clientes - vá além da norma
2. Foque nos clientes que você tem agora e os mantenha por perto
3. Deixe que os seus clientes já existentes espalhem a marca para você

Eu não diria que isso é fácil, porque encantar os seus clientes vai sempre exigir esforços, mas definitivamente parece mais divertido e menos repulsivo do que o modelo tradicional.

Exemplos poderosos de como colocar o funil de cabeça para baixo

Há algumas companhias que já estão trabalhando com o funil invertido e surpreendendo seus clientes que já existem. Aqui vão apenas três lições que podemos aprender com os exemplos.

1. Faça com que o seu cliente se sinta parte do clube

Um dos exemplos da MailChimp que Ben fala em seu texto é sobre a forma como eles usam a publicidade tradicional - anúncios em rádios e outdoors - para atingir os clientes que eles já têm. Ao colocar outdoors que mostram apenas o logo da MailChimp, eles não estão tentando atingir ninguém que já não saiba com o que o logo está relacionado, ou o que a MailChimp faz. Em vez disso, eles estão dando aos usuários aquele ótimo sentimento de fazerem parte de uma piada que outras pessoas não entendem. Todos nós amamos uma piada interna, e no caso do marketing, é uma ótima maneira de adicionar algum humor e personalidade à sua marca.

Implementar um status especial VIP para os clientes também tem esse efeito. Um estudo feito por pesquisadores de Stanford e Havard aponta que, na verdade, nós vivemos para os rótulos que nos dão. Quando os pesquisadores rotularam metade dos participantes como “politicamente ativos” e não deram nenhum rótulo para a outra metade, aqueles com rótulos estavam mais dispostos a votar.

Resumindo: Faça seus clientes se sentirem parte de alguma coisa. Não apenas uma vez, mas repetidamente - isso é o que o MailChimp faz por seus usuários, todas as vezes que eles ouvem um anúncio no rádio ou veem um cartaz que é apenas para eles.

2. Faça o fornecimento maior, sem taxas, para clientes que já existem, sua prioridade

Essa parte de amar os seus clientes faz sentido para mim, já que se relaciona com o que eu faço todos os dias. Conteúdo de marketing é um bom exemplo de prover valor para os clientes que já existem, além dos produtos e serviços que eles compram de você.

Na verdade, a parte legal sobre compartilhar conteúdo como nós fazemos no Buffer é que nós podemos compartilhar isso com pessoas que vão além dos nossos usuários existentes. Mesmo que muitos de nossos leitores nunca se cadastre no site ou nunca migre para um plano pago, compartilhar nosso conteúdo ajuda a nos conectar com muito mais pessoas do que o marketing tradicional faria. E, na verdade, através das redes sociais e do nosso blog, nós podemos, de fato, nos conectar com vocês - não é um canal de mão única, como a maioria no marketing tradicional.

Eu amo a citação de Ben sobre como nós devemos tratar clientes que querem desfrutar do nosso conteúdo:

“Dê poderes a eles. Quando eu digo `dê poderes a eles' eu quero dizer para você dar poderes aos clientes sem nada exigir. Porque quando as companhias fazem as pessoas se cadastrarem ou assinarem algo para terem direito ao download de seus conteúdos, nós todos sabemos que eles estão prestes a nos guiar para o moedor de carne da automação.”

Nós todos conhecemos essa sensação, certo? Nós relutantemente entregamos nosso e-mail, então cautelosamente verificamos nossa caixa de entrada para encontrar os três novos e-mails dos últimos cinco minutos, apenas porque queremos muito o conteúdo. E, normalmente, nós nem gostamos do conteúdo ainda. Se é um eBook ou um arquivo PDF que nós queremos baixar, não podemos nem mesmo conferir primeiro para ver se vale a pena dar o nosso e-mail por ele. Não é uma boa experiência para o cliente, é?

Mas, como profissionais de marketing, nós sabemos o quão valiosos esses endereços de e-mail são. Então, o que podemos fazer? Wistia tem uma ótima política para pedir endereços de e-mail, quando as pessoas assistem aos seus vídeos, que nós podemos tirar algumas lições:

“No Wistia Learning Center, nós usamos formulários de e-mail no fim de cada vídeo. Esses formulários geram novos assinantes para nós, mas tão importante quanto, eles fazem sentido para a pessoa. É improvável que alguém esteja procurando um jeito de se inscrever antes de visualizar o conteúdo, mas, no fim das contas, o formulário faz sentido contextualmente.”

Eu amo essa última frase. Faz sentido, não é? Ninguém quer se inscrever em algo sem ter testado antes. Nós queremos ver e avaliar antes. A equipe da Wistia até admite que isso pode prejudicar seus números, mas vale a pena por fazer seus clientes sentirem que foram bem tratados.

“Essa abordagem pode nos custar em temos de número de inscritos, mas se torna uma forma melhor de estabelecermos confiança com o tempo.”

E, depois de tudo, se as pessoas estão entregando seus endereços de e-mail quando elas na verdade não querem, vão ser apenas estatísticas de vaidade, certo? Que perda do nosso tempo. É melhor gastar nosso tempo surpreendendo os clientes que já existem com mais e mais ótimos valores e construindo confiança com eles ao longo do tempo.

Resumindo: Dê aos seus clientes mais do que aquilo por que eles pagam, mesmo que eles não tenham pago por nada ainda. Surpreenda-os entregando mais com o passar do tempo. E não peça nada em troca. Se você é realmente generoso com seus clientes, eles irão retornar o favor sem a necessidade de que você peça por isso.

3. Faça seus clientes se sentirem importantes

Fazer partes de clubes é um ótimo sentimento. Todos nós gostamos de pertencer a alguma coisa. Mas, ser uma importante parte do clube é muito melhor. É por isso que nós vemos clientes vestindo camisas de marca ou se gabando sobre quem eles conhecem em uma companhia X. Se nossa companhia é um tipo de clube legal em que todos querem estar, vai ser ainda melhor ser mais do que “apenas um membro”.

Uma ótima forma de fazer isso é destacar as conquistas dos seus clientes ou histórias de sucesso usando seus produtos. A IdeaPaint mostra exemplos de clientes usando seus produtos em sua página do Facebook. Outro exemplo dessa estratégia é a empresa de planejamento de tarefas Todoist, que mostra histórias de sucesso dos usuários com seus produtos no blog da companhia.

Nós recentemente compartilhamos algumas histórias fabulosas de serviço ao consumidor no blog do Buffer, as quais incluem ótimos exemplos de empresas que fazem seus clientes se sentirem importantes. Uma delas foi a história de Lily, uma garota de 3 anos, que apontou que o nome “pão tigre” da Sainsbury não fazia sentido, já que o pão parecia mais com o padrão de manchas de uma girafa. Depois da mudança no nome, graças à sugestão de Lily, as lojas Sainsbury colocaram avisos creditando a mudança a Lily.

Resumindo: Faça os seus clientes se sentirem importantes ao mostrar o sucesso deles e recompensar seus esforços. Reconheça a participação deles e então eles ficarão mais propensos a se importar em ver o seu sucesso.

Há tantas maneiras diferentes de amar os seus clientes que já existem. Quais outros ótimos exemplos você já viu?

Fonte: http://www.administradores.com.br/artigos/marketing/a-historia-de-um-funil-invertido-e-o-amor-que-voce-precisa-ter-por-seus-clientes/74247/

terça-feira, julho 30, 2013

Criticando com Inteligência

Autor: Bruno Soalheiro

Seria ingenuidade pensarmos que em nossa vida não iremos nos deparar com situações nas quais teremos que dizer às pessoas que elas agiram de forma, digamos, inadequada.

Pode ser relativo a uma situação de trabalho, numa reunião de condôminos ou mesmo durante uma celebração entre amigos ou família. O fato é que algumas vezes devemos falar, não há outro jeito.

Mas como fazê-lo sem criar confusão ou gerar ressentimentos?

Nunca é fácil sermos alvo de alguma crítica, e são raras as pessoas que sabem aceitá-las com maturidade e ponderação, assim como são raríssimas aquelas que sabem fazê-las sem ofender ou magoar.

Notem que não estou falando aqui do famigerado feedback, que é o ato de darmos ao outro a oportunidade verdadeira de conhecer o que pensamos a seu respeito em dada situação e ponderarmos sobre mudanças adequadas.

Falo da crítica pura, daqueles momentos em que não temos exatamente o que sugerir ou discutir, mas queremos – e precisamos – dar um toque no sujeito.

A técnica é esta: Critique o comportamento, e não a pessoa. A diferença é assustadora!

A forma como verbalizamos nossas opiniões tem muito a ver com a qualidade do que conseguimos em nossa vida, e procurar emitir opiniões claras e circunscritas sobre “eventos específicos” nos permite uma comunicação muito mais clara, objetiva, e principalmente menos agressiva.

Frases que tendemos a dizer, como: Você é mal educado! Você é grosso demais! Você é isso… Você é aquilo… são pouquíssimo úteis pelo fato de resumirem toda a existência da pessoa a um comportamento específico seu. E é genérico demais, não define o evento.

Já criticar o comportamento significa algo como dizer: “Você ontem, naquele momento, em tal situação, se comportou desta e daquela forma desagradável!” Ou ainda: “Sua reação neste momento foi assim, e não foi muito adequada!”

Percebam que isto é totalmente diferente de dizer: “Você é!”. Quando dizemos apenas “Você é.” não só irritamos a outra pessoa (que afirma claramente não ser aquilo), como também deixamos de clarificar para ela o real motivo de nossa observação. Isto não leva a nada, a não ser a conflitos.

Já quando apontamos claramente um “comportamento observável e circunscrito” fica difícil para a própria pessoa negar o fato e entrar em defensiva. Pois além de evidenciarmos o ocorrido, não estamos criticando quem ela “é”, e sim o que ela “fez” em um dado momento de sua vida.

As pessoas agem por meio de comportamentos, e não através de “ser algo” simplesmente, mesmo porque, mudamos o que somos a cada instante de nossas vidas.

Prestando um pouco de atenção você poderá perceber claramente o comportamento específico que não foi mais adequado em dado momento e pode dirigir suas observações a ele e não à pessoa como um todo.

Eu sei, parece uma simples e boba questão de palavras! Mas faz uma diferença que você nem imagina.

Experimente!

Fonte: http://fatordesucesso.com.br/criticando-com-inteligencia/

sexta-feira, junho 29, 2012

Como ser promovido na sua empresa

Autor: Ricardo Piovan - Palestrante e Coach Organizacional

Um funcionário do departamento financeiro de uma distribuidora de bebidas no sul do país notou que a empresa tinha gastos excessivos com deslocamento de seus refrigerantes de uma unidade para outra, onde o motivo principal era a falta de espaço nos galpões da matriz.
 
Por algumas tardes ele saia da sua sala com um poderoso ar condicionado e passeava pelos corredores do estoque questionando a si mesmo se não haveria uma forma mais eficaz de armazenar as garrafas e latinhas que ali estavam. Pesquisou e desenhou um novo formato de estocagem e apresentou para o seu diretor uma nova forma de alocar as mercadorias, aumentando em 18% a capacidade de armazenamento do galpão principal.

Para aparecer e tornar-se visível na empresa nada melhor do que mostrar melhorias e foi isto que este profissional que era responsável pelo contas a pagar fez. Não se limitou apenas a entrar no homebanking diariamente e pagar as faturas, ele cavou mais fundo e apresentou uma proposta que reduziu os custos de transportes entre unidades.

Os profissionais que estão fazendo o seu trabalho aparecer, não são diferentes de você, do seu vizinho de baia ou do seu chefe,  mas o que os distingue é o fato de partirem para a prática enquanto muita gente fica na teoria. Eles observam e vão além das suas tarefas diárias.

Muitos funcionários questionados sobre o que eles precisam fazer para serem promovidos respondem que se fizerem o seu trabalho bem feito e no tempo correto galgarão postos mais elevados na organização, mas acredito que isto não seja verdade pois para ascender na companhia você precisará fazer mais que o solicitado e apresentar resultados que vão além das suas tarefas.

Fica aqui a dica, SE QUISER APARECER MAIS, traga para a empresa muitas soluções boas, questionando continuamente como a empresa pode fazer o que ela faz de forma mais barata, mais rápida e com mais qualidade. Não tenha medo de errar e lembre-se que a diferença entre um profissional ordinário e extraordinário está no sufixo “EXTRA”

Você tem feito o EXTRA ?

Veja um vídeo que gravei sobre este assunto: http://www.ricardopiovan.com.br/minuto/maisqueosolicitado/

Fonte: http://portalfox.com.br/blog/?p=1160

sexta-feira, fevereiro 03, 2012

Obstáculos Internos às Mudanças

Autor: Wellington Moreira

Wellington Moreira lembra que mudanças significativas geralmente não decolam quando a cultura organizacional ainda encontra-se despreparada para absorvê-las.

João foi orientado por seu chefe a aproveitar ao máximo o treinamento que a empresa lhe proporcionou fazer em São Paulo. Ele foi enviado para lá com a missão de aprender um novo método de trabalho que possibilitaria um menor custo de produção logo que fosse adotado. Portanto, uma grande responsabilidade para aquele profissional que ali trabalhava há alguns anos.

Durante os dias de curso ele aproveitou ao máximo tudo o que foi exposto pelos professores, trocou experiências com os demais participantes e ainda empregou o tempo livre preparando uma apresentação que utilizaria no seu retorno à companhia, afinal de contas era fundamental transmitir o mais rápido possível aos demais aquilo que havia aprendido.

No entanto, ao retornar, João e seu superior imediato puderam compreender que a implantação dos métodos e ferramentas de gestão defendidos no treinamento não seria uma tarefa nada fácil, especialmente porque o diretor de outra área não estava tão animado assim. Além disto, alguns líderes operacionais tinham a sensação de que “aquelas ideias” não eram tão boas.

Para piorar, as resistências não eram declaradas. As pessoas chegavam atrasadas às reuniões na qual debateriam o assunto ou enviavam gente que não detinha autoridade alguma justamente para que as decisões não fossem tomadas. Assim, o novo modelo proposto foi esfriando até que ninguém falava mais dele.

Você já viu história parecida em algum outro lugar? Tenha a certeza de que os fatos relatados acima e aquilo que vivenciou em sua organização não são fruto de uma mera coincidência. Mudanças significativas geralmente não decolam quando a cultura organizacional ainda encontra-se despreparada para absorvê-las. E a pergunta que fica é: de que valem os instrumentos serem benéficos se as pessoas que ali trabalham não compram a ideia?

Ao adotar um novo modelo de gestão ou um método gerencial eficaz em sua empresa é necessário preparar as pessoas para recebê-lo bem. A implantação de um novo ERP (Sistema de Gestão Empresarial), por exemplo, via de regra é uma experiência dolorosa porque além de estarem acostumados com o modelo antigo, os colaboradores não são sensibilizados adequadamente e quem o vê como uma ameaça real tende a propagar notícias ruins a seu respeito para tudo e todos.

Ao mesmo tempo, os gestores organizacionais já reconhecem que trabalhar com o método certo faz toda a diferença quando necessitam alcançar seus objetivos estratégicos, mas ainda são poucas as empresas que investem em práticas de gestão que ajudem as pessoas do time a aderir integralmente àquilo que propõem.

Na companhia americana 3M, que possui operações em mais de 65 países e goza de profunda admiração no Brasil, realmente a cultura corporativa estimula as pessoas a utilizarem sua criatividade. Ela permite que seus funcionários invistam 15% do tempo de trabalho em projetos escolhidos por eles mesmos, desde que seu propósito seja o de desenvolver ideias ou tecnologias que gerem produtos inovadores.

Graças a esta e outras medidas já são 55.000 produtos patenteados em sua história – de adesivos a circuitos elétricos –, e mesmo em tempos de crise ela lança anualmente ao menos mil novos produtos. Sinal claro de uma companhia na qual seus 80 mil funcionários estão comprometidos com mudanças de alto impacto.

Outras empresas também tentaram segui-la. Adotaram medidas semelhantes às melhores práticas da 3M, no entanto sua cultura corporativa arcaica amedrontava as pessoas que ousavam ser criativas e causava paralisia nas demais.

Quando você for abraçar alguma mudança significativa em sua empresa primeiramente extirpe qualquer entrave cultural e normativo ao novo ou poderá ter a melhor estratégia do mundo em mãos e assim mesmo vê-la naufragar. João que o diga.

Fonte: http://www.caputconsultoria.com.br/?pag=ver_artigos&id=242

terça-feira, janeiro 31, 2012

Comunicação interna. Observe!

Autor: Gustavo Rocha

Uma das situações mais complexas que enfrentamos na sociedade e nas empresas é a comunicação. Seja ela direta, seja indireta. Com clientes internos e externos.

A comunicação é mais do que fundamental, é imprescindível. Ela é o grande benefício e o grande mal de todas organizações…

Se bem conduzida, temos canais de soluções. Se gerar mal entendidos, pode ser o sucumbir da empresa.
Para termos uma comunicação eficiente alguns pontos devem ser observados, entre eles, destaco:

1. Mantenha o canal de comunicação aberto

Muitas empresas se dizem abertas, que escutam os funcionários e clientes, mas, na verdade, pensam que ter um SAC ou Ouvidoria apenas, resolve. Ledo engano. Ouvir significa reagir.

Se um cliente interno ou externo relata algo, isto precisa de uma sequencia, precisa ser resolvido ou pelo menos dado uma satisfação a quem levantou o questionamento.

Apenas ouvir e deixar anotado não irá realizar uma comunicação eficiente.

2. Escute muito

Não basta fazer discursos, dizer que a empresa está crescendo, sempre buscar a melhor tecnologia se você não escuta o que o seu funcionário tem a dizer. Ele pode – e normalmente tem – boas ideias, boas sugestões.
Mantenha a ideia da porta aberta. Incentive o colaborador a conversar. Crie reuniões produtivas (no máximo 1 hora). Enfim, esteja presente na evolução da empresa.

3. Sempre tenha uma versão oficial

Muitas vezes temos problemas de comunicação porque acontecem fatos na empresa que deveriam ser comunicados (saída de um colaborador, por exemplo) e não são. Daí temos a famosa conversa de corredor, dando motivos, porques e até mesmo inventando outras coisas para a saída deste. Ora, uma versão oficial da empresa resolve isto. Depois de uma versão oficial, se alguém quiser comentar outra coisa, problema dele, a empresa tem o seu porque e comunicou. Este comunicado também evita que outras pessoas sintam-se ameaçadas por algo que não existe.

Enfim,

A comunicação deve ser intelegível, ou seja, atingir os objetivos de comunicar uma parte com a outra. Se isto não está acontecendo, algo está errado e devemos identificar e resolver o mais breve possível, pois a comunicação truncada se espalha rápido e tem efeitos devastadores… Flecha lançada e palavra dada não voltam atrás…

Fonte: http://ogerente.com.br/rede/recursos-humanos/comunicacao-interna

terça-feira, dezembro 20, 2011

Oito dicas para um feedback honesto

Autor: Prof. Luís Sérgio Lico

Ser franco e honesto é uma tarefa difícil. Poucos entendem quando nós tentamos expor, de forma objetiva, algum problema ou opinião mais fundamentada. A maioria das pessoas reage de forma desigual aos mesmos estímulos e, não raro, furiosamente a pequenas contrariedades. O que nos leva, muitas vezes, a voltarmos atrás em nossos pensamentos e palavras, com medo de ofendermos alguém.

Embora esse cuidado pareça hipócrita, trata-se de uma preocupação legítima. Uma vez que estamos imersos até as tampas em uma cultura materialista, que preza apenas o bem-bom e ignora os espinhos do pequi. Explico: A maioria das pessoas quer vender apenas seu lado bom e têm subjacente a suas posturas, o medo sobre seu real valor como pessoa. Já quanto a nós – que cultivamos a franqueza – e estamos abertos sobre nossas opiniões, sempre temos a chance de tropeçar nas inseguranças profundamente enterradas na personalidade do outro a nossa frente e isso dá origem a graves acidentes. Esta situação me fez pensar sobre honestidade, transparência e seu lugar nos relacionamentos humanos.

Como também as pessoas detestam ler artigos extensos, preferindo o step by step das fórmulas salvadoras, resolvi mesclar minhas posições com as de Lindsay Fox e oferecer um caminho possível para a melhoria dos relacionamentos interpessoais, na família e no trabalho:

1) Questione seus Motivos. Ser honesto não é o mesmo que compartilhar cada pensamento que passa pela sua cabeça. Considere se segurá-los seria uma forma de mentir. Será que a outra pessoa ficará chateada com você por não dizer nada? Se a resposta for “não”, então examine os seus reais motivos para dizê-lo. Você está realmente tentando dar mais a felicidade dessa pessoa ou você está fazendo uma ruminação passiva-agressiva, mas chamando isso de “honestidade”? Se for assim: Fique quieto. Mas, se os seus motivos são genuinamente amáveis e solidários, é improvável que você vá machucar ninguém. Então: Fala!

2) Respeite Limites. É difícil ofender alguém quando você está compartilhando seus próprios sentimentos e experiências pessoais. Se você está falando sobre a outra pessoa, é conveniente perguntar-se “se isso é da minha conta”. Considere a extensão de seu relacionamento. Você pode estar ultrapassando fronteiras.
Para algumas pessoas de seu relacionamento existem acordos tácitos que devem ser respeitados, o que nós chamamos valores de caráter. Para outras pessoas, cujo relacionamento é mais distante ou impessoal, estes acordos podem não existir. Mas, de qualquer forma, não confie na discrição alheia, pois muitos humanos que cohecemos são simplesmente incapazes de segurar a língua e irão contar o que dissemos; de forma ingênua ou proposital. Se os limites forem respeitados, você sempre estará a salvo.

3) Tenha sempre Tato. Uma das leis da vida é essa: A entrega é tudo. Quem não souber ter um mínimo de tato ao se relacionar com as pessoas, sempre terá inimigos. No mínimo, perderá aliados. Francamente, eu tenho certa preguiça com isso, pois muitas vezes sou muito objetivo e, outras vezes, impaciente com a ignorância alheia. Mas, admito que uma política de honestidade e transparência em nosso relacionamento não nos dá a permissão para intimidar as pessoas com opiniões rudes ou deselegantes. É possível ser honesto, direto e gentil ao mesmo tempo. Assim, procure dizer o que deseja de forma educada e sempre conhecendo, antes, eventuais suscetibilidades mais óbvias de seu interlocutor.

4) Verifique a sua atitude. O tempo é importante, mas não é tudo. Se você resolver entregar seus pensamentos quando está cansado e irritadiço, irá certamente enviar a mensagem errada. Mesmo se você usar todas as palavras certas, a sua atitude e intenções irão transparecer na voz ou postura. Se você estiver sentindo-se assim, melhor manter seus pensamentos para si mesmo até que esteja em um estado de espírito mais compassivo e tranquilo. Dizem que um sorriso na voz, acalma. Só que se você sentir uma “risada” na voz alheia, irá ficar muito irritado com o cinismo. Por isso, verifique como se porta, antes de dizer com que se importa.

5) Espere o melhor. Se você está com medo de ferir alguém com as suas opiniões, certamente irá passar este medo adiante. Aí as pessoas irão se focar não na mensagem ou nas intenções. Mas somente no seu medo. Então irão assumir que eles têm boas razões para ter medo de você e de sua honestidade. Neste caso, é 100% provável que tomarão o que você disser, de forma negativa. Por isso, apenas relaxe. Use os itens 3 e 4 e apenas espere o melhor.

6) Não utilize qualificativos. Este tópico completa a declaração anterior sobre o medo. Quando você diz às pessoas, coisas como: “sem ofensa, mas …”. As pessoas interpretam imediatamente como significando: “Prepare-se para ser ofendido”. Quando você diz: “olhe por esse lado…” As pessoas entenderão: “nossa visão não é aceita”. A verdade não precisa de introduções. Basta dizer o que deseja, de forma clara e simples. Só isso.

7) Tenha compreensão e empatia. Mesmo se você entregar a verdade com o máximo tato, bondade e boas intenções, você ainda pode bater na ferida de alguém. E ficará tudo bem! Você vai manter e até fortalecer o relacionamento, se conseguir navegar por esses sentimentos com paciência e bondade. Ouça o grito ou o sarcasmo e deixe o outro processar a sua dor. Se precisar, confesse seus erros e peça desculpas, mas direcionadas. Você pode dizer algo como “É realmente importante para mim ser aberto e honesto com você, e eu espero que eu não ultrapassar meus limites. Sinto muito que você está sofrendo. Existe algo que eu possa fazer para ajudar? Logo, a pessoa entenderá que o problema é dela, e não seu!

8) Deixe Quieto. Algumas pessoas (às vezes penso que são a maioria…) simplesmente não têm maturidade emocional para esses tipos de interações genuínas e isso é uma situação sem saída. Deixe para lá. Tudo que você pode fazer nessas circunstâncias é ser honesto, focar no resultado (se a interação for profissional) e ir embora, concentrando o seu tempo e energia com outras pessoas mais evoluídas. É difícil ser aberto e genuíno, principalmente considerando-se que as pessoas são mais consumistas que humanas. Mas, fica sempre mais fácil com a prática. Contudo, se você conseguir isso, as recompensas valem a pena. Assim, comece com pessoas que você confia mais, e conforme você ganha a confiança em suas próprias boas intenções, inclua também os outros. Não mudará o mundo, mas melhorará sua vida!

Fonte: http://ogerente.com.br/rede/recursos-humanos/transparencia-feedback-honesto/

sexta-feira, outubro 07, 2011

O dirigente e a solidão do poder

Autor: Denis Mello

Ernest Hemingway foi um dos maiores escritores do séc XX. Dentre suas obras monumentais, “Por quem os sinos dobram” tem seu lugar garantido na literatura mundial. Virou peça de teatro, filme com Ingrid Bergman e foi o livro de cabeceira de toda uma geração pós-guerra.

Ironicamente, a passagem mais conhecida do livro não é de Hemingway. O famoso parágrafo de abertura é de John Donne, escrito algumas décadas antes: “Nenhum homem é uma ilha. A Europa é um continente. Quando algum torrão de terra se desprende, a Europa fica menor. Do mesmo modo, quando algum homem morre, me sinto diminuído, porque faço parte do continente da raça humana. (…) Por isso, não me pergunte por quem os sinos dobram. Eles dobram por você.”

Esse trecho sempre me vem à memória quando converso com dirigentes de empresas e ouço deles um desabafo recorrente: a solidão do poder.

Não importa se ele tem dezenas, centenas ou milhares de pessoas sob o seu comando. Muitas vezes ele se vê só em suas decisões, com o peso do mundo sob suas costas, como um Atlas mitológico de gravata.

E, como todos sabemos, quando enfrentamos um problema e não temos ninguém para dividir nossas incertezas, o problema assume proporções irreais, assim como a sombra de um objeto que se agiganta na parede quando o aproximamos de um foco de luz.

Por que essa solidão ocorre com tanta freqüência? Na minha opinião é porque, internamente, esse dirigente não consegue ouvir opiniões isentas. Quando reúne a diretoria ou uma equipe para discutir questões agudas, encontra, geralmente, advogados em causa própria. Afinal, para eles, mais importante do que confrontar idéias é não correr o risco de perder influência e prestígio.

Então, o problema reside na diretoria ou no staff? Absolutamente em nenhum dos dois. A origem está na maneira como as estruturas hierárquicas são construídas. O problema está no sistema e não nas pessoas. Afinal, bajular é uma instituição culturalmente aceita e politicamente tolerada por muitos que chegam ao poder.

O sistema não ajuda a equipe a ter uma visão do todo, a se sentir parte integrante do continente, a ter consciência do seu papel e da sua importância na estrutura. Todos se sentem torrões de terra dispensáveis, que a qualquer momento podem ser desprendidos. Por isso, se agarram fortemente aos seus cargos no primeiro tremor de terra de uma reunião com a direção da empresa.

O conselho que sempre dou a esse dirigente é que estimule as opiniões e promova o confronto saudável de idéias. É bem provável que você esteja comandando um grupo vencedor que só precisa de espaço para se expressar, sem medo. Para que você também possa cobrar resultados de forma mais eficiente.

Lembre-se que o líder não é aquele que dá ordens, mas aquele que desperta iniciativas e forma outros líderes.

O que estou propondo não é fácil. É um processo que exige desprendimento, porque vai expor as falhas da estrutura e talvez, dos próprios dirigentes.

Mas vale a pena.

Faça isso e as sombras do medo e da insegurança desaparecerão.

Fonte: http://ogerente.com.br/rede/recursos-humanos/gestao-de-pessoas-lideranca

sexta-feira, julho 08, 2011

O poder da linguagem

Autor: Evaldo Costa

Muitos pensamos que o que move o mundo é o dinheiro, os bens materiais que tanto nos atrai ou mesmo a busca pelo prestígio e poder. Tudo isso é muito importante e mexe de verdade com o comportamento humano, porém o que mais é capaz de provocar mudanças, transceder teorias e transformar o mundo é, de fato, a linguagem.

As palavras são muito poderosas, quando saem de nossa boca tem o potencial de criar ou dissipar estresses, cativar ou afastar pessoas, conquistar ou destruir sonhos, provocar paixão ou abrir feridas que duram por uma vida inteira. Tudo vai depender de nossa habilidade de lidar com elas no tempo, dose, forma e tempero adequado.

É através do uso habilidoso das palavras que, por exemplo, o líder conquista seguidores, obtém resultados positivos da equipe, aumenta a produtividade da empresa, a moral dos liderados, a eficácia dos projetos e o sucesso organizacional. Os líderes admirados são aqueles que sabem que as palavras criam a nossa realidade, por isso dão o seu melhor para proporcionar momentos memoráveis.

O escritor Joseph Jaworski, diz que “É através da linguagem que criamos o mundo, porque ele não é nada até que o descrevemos. E quando nós o descrevemos, criamos distinções que governam as nossas ações. Dito de outra forma, a linguagem não descreve o mundo que vemos, mas vemos o mundo que descrevemos.”

Portanto, fazemos algo acontecer a medida que pronunciamos as palavras, frases ou expressões. Quando as usamos sem empatia e como meio para levar as pessoas a fazer algo para nós, comprar os nossos serviços, ou qualquer outra ação de nosso exclusivo interesse, as possibilidades dos resultados serem desastrosos serão enormes.

Porém, quando recorremos a elas para ajudar as pessoas a serem felizes, obter sucesso e a realizar sonhos, os resultados serão concretos, mágicos, exuberantes… daí conseguiremos tudo o que mais desejamos na vida, e isso é o que mais importa.

A conclusão é que quando gravamos as nossas palavras no coração das pessoas, somos capazes de intervir e mudar o mundo em que vivemos. Então, se sabemos disso podemos nos esforçar para interagirmos melhor com os nossos familiares, amigos, companheiros, colegas de trabalho, clientes e fornecedores, remodelando assim o ambiente onde estamos inseridos e contribuindo para que os resultados das nossas ações sejam capitalizados para alcançarmos as conquistas que tanto almejamos.

Afinal de contas, é como nos ensina o tradicional dito popular: “As nossas palavras se transformam em ações. As nossas ações se transformam em hábitos. Os hábitos moldam o nosso caráter, que por sua vez determina o ruma de nossa vida.”

Pense nisso e ótima semana.

Fonte: http://ogerente.com.br/rede/recursos-humanos/o-poder-da-linguagem

quinta-feira, junho 02, 2011

Reuniões improdutivas

Autor: Augusto Uchôa

As cansativas reuniões com pouco resultado é um mal necessário? Leia mais.

O tema do artigo é algo que ninguém está isento, independente das carreiras escolhidas e níveis hierárquicos: são as cansativas reuniões improdutivas. Considerarei, nesta análise, apenas reuniões presenciais. São duas notícias, uma boa e outra ruim. A ruim é que esta doença corporativa nos seguirá até o final de nossas vidas e o lado positivo é que ela tem cura, desde que toda empresa se empenhe em mudar este sintoma.

As estatísticas mostram que o nível gerencial passa 50% de seu tempo em reuniões. Já a diretoria gasta ¾ de um dia de trabalho enclausurada em reunião. É muito tempo perdido. Quando afirmo que este “mal” nos seguirá até o final das nossas vidas, é por que acredito que há uma relação direta entre as reuniões improdutivas e o ser humano, isto mesmo, trata-se de uma característica comportamental organizacional. Duvida? Veja alguns motivos:

- Olha como eu trabalho - Os gerentes usam as reuniões para mostrar que, efetivamente, estão trabalhando, tanto para subordinados quanto para níveis superiores.

- Poder / Carência - Alguns usam as reuniões pelas falsas sensações de aceitação (característica simples de comportamentos de grupos), além de poder, principalmente quando assume a função de mediador ou quem tem a palavra.

- Todos fazem mesmo - As reuniões são feitas simplesmente porque todo mundo faz. O motivo não interessa, se virou gerente é quase um pré-requisito.

- Quem está na reta? - Reuniões servem para buscar, constantemente, culpados em todos os níveis e criar alianças.

- Deixa para a próxima - A procrastinação também é um bom motivo, convoca-se uma reunião para marcar a outra e postergar a decisão, criando-se um ciclo sem fim.

Pesquisando mais sobre o tema descobri que, devido à insatisfação geral, empresas como Pão de Açúcar e Colgate estão contratando ou treinando mediadores de reunião. Estes profissionais têm conhecimento específico para liderar discussões, possuem técnicas de gestão do tempo e também são responsáveis por evitar que as pessoas cheguem à reunião sem saber a pauta, por manter o foco do debate e por garantir que todos saiam do encontro com atividades definidas. Vamos, então, aos possíveis remédios:

Remédios tarja vermelha
1 – Defina claramente o tema - A literatura sobre a metodologia das reuniões recomenda que a agenda esteja previamente estabelecida e que todos os participantes tenham conhecimento dela.

2 – Marque horário para começar e terminar - O término é mais importante que o início. Comece na hora mesmo que todos não estejam na reunião, pois isto forçará que os atrasados se apressem nas próximas.

3 – Mantenha o número mínimo de pessoas - Reuniões grandes são mais improdutivas que menores. Se o processo de decisão envolver muitas pessoas, faça outros encontros com a mesma agenda.

4 – Foque sempre - Se alguém estiver saindo do tema, não o corte. Agradeça a participação e explique gentilmente que não é o momento. Reunião deveria ser similar ao Twitter para que todos falassem suas ideias em 140 caracteres.

5 – Desligue os celulares - Só atenda o telefone se for Deus ou o Presidente (não seria um sinônimo?)

Remédios tarja preta (uso controlado):
1 - Fique de pé - Ficar em pé gera um desconforto que serve como bom motivo para agilizar as decisões;

2 – Fuja da sala de reunião - Autores norte-americanos e novos gestores da geração Y sugerem reuniões no corredor ou em local aberto (varanda ou saguão) para que os participantes fiquem expostos e não caiam na tentação de “empurrar as soluções com a barriga”. Alguns mais radicais cortam até água e café.

Parece simples, mas não é, requer disciplina e controle, principalmente de egos. Se você, assim como eu, se sente incomodado com estas discussões intermináveis, divulgue este tema na sua empresa. Caso não dê certo, tente acertar em cheio o bolso da sua empresa.
Indique um site interessante, chamado Meet or Die: nele você poderá incluir quantas horas durou sua última reunião, qual o setor que trabalha, o tamanho da sua empresa e os cargos dos participantes para, a partir dos dados, descobrir quanto dinheiro foi desperdiçado nesta reunião pela sua empresa. Talvez esta seja a única cura deste eterno sintoma.

Depois me diga se deu certo.

Augusto Uchôa (Graduado em Comunicação Social pela ESPM, mestre em Administração de Empresas pelo Ibmec-RJ com especialização em Marketing, doutorando pela Coppe/UFRJ, consultor de empresas e fundador do Boteco do Conhecimento. Atualmente ministra aulas pelo IBMR-Laureatte e palestras sobre os temas Marketing, Negociação, Serviços e Relacionamento)

Fonte: http://www.hsm.com.br/editorias/negociacao/reunioes-improdutivas

quarta-feira, dezembro 08, 2010

Pessoas Pessoas Pessoas

Autor: Marco Antonio da Silva e Silva

Há um tempo escrevi um artigo sobre comunicação. Ela sempre é apontada como uma das grandes vilãs no que diz respeito a insucesso em projetos. Ainda continuo acreditando nisso, mas acho que a solução do problema é mais complicada que um bom plano de comunicação apenas.

Hoje, sem dúvida nenhuma o relacionamento é um fator crucial que pode levar um projeto, seja ele do tamanho que for, ao fracasso ou ao sucesso!

A menos que você seja o dono da empresa, quem assina o cheque, quem manda soltar e manda prender, a necessidade de um bom relacionamento é um fator chave. É claro que saber gerenciar, comprar, contratar e etc, continuam sendo fundamentais. Mas um GP sem força política e sem se relacionar bem 360º, terá muito mais dificuldade de ter sucesso. Aliás, é mais fácil um GP sofrível, mas com um ótimo relacionamento interpessoal obter sucesso que o contrário.

É importante lembrar que as pessoas não são imparciais sempre. Uma amizade, um favor passado, um favor devido e coisas do tipo sempre contam na tomada de decisões, principalmente na solução de conflitos.

Um bom GP, antes de mais nada, precisa ser um excelente relações públicas, aquele que sempre tenta agradar gregos, troianos e ainda ser ético, correto e decidir o melhor para o seu projeto. Precisa saber medir as palavras e fazer a identificação de stakeholders e key users magistralmente.

Os fornecedores não querem só entregar projetos no prazo e com lucro, elas querem fidelizar seus clientes, vender mais projetos, criar barreiras de entrada e isso acontece muito mais devido a um bom relacionamento que a entrega de 1 projeto de sucesso absoluto. Vejam bem, não estou dizendo que com um excelente RP, será possível fazer entregas de baixa qualidade, muito pelo contrário, as entregas de qualidade deixaram de ser um diferencial de mercado. Muita gente sabe fazer bem feito, mestres são aqueles que fazem o bem feito “com classe”, com “estilo”, ou seja, além das entregas, ainda fazem amigos, estreitam relacionamentos, são admirados pelas equipes por saberem falar, se relacionar e, principalmente, REALIZAR.

Não consigo imaginar um bom Gerente de Projetos tímido ou com problemas para falar em público (e olha que conheço alguns). Já vi projetos que começam a definhar depois que um erro do cliente é exposto para as equipes e, mesmo que o cliente assuma o seu erro, aquela situação será sempre lembrada. No primeiro deslize, teremos vários dedos apontados em nossas caras.

Hoje vejo que um pré-requisito para um Gerente de Projetos de sucesso é ter sido, pelo menos uma vez na vida, professor e vendedor. Essas duas carreiras dão habilidades importantíssimas a um profissional que pretende gerenciar pessoas e situações. Que precisa ter capacidade de síntese, convencimento e explanação de idéias e conceitos. Todos nós precisamos sempre vender algo ou explicar alguma coisa para alguém. Desde um simples flerte até a aprovação de uma mudança de escopo que trará aumento de custo ao projeto, mas com benefícios intangíveis (e estes são os piores para se convencer alguém a investir)

Ainda sobre se relacionar com pessoas, também é importante lembrar que bom relacionamento não está atrelado a ser puxa saco, muito pelo contrário, é preciso ter personalidade, firmeza e elegância para ser admirado por pessoas inteligentes. É preciso ser confiável e cumprir o que se promete.

Sei que é difícil ser este super-homem, mas quem disse que a vida é fácil! Sucesso!

Fonte: http://ogerente.com.br/rede/projetos/sucesso-do-projeto

sexta-feira, setembro 17, 2010

Ensine menos e aprenda mais

Autor: Gil Giardelli

Em tempos em que a fonte do conhecimento passou a ser a internet  e não mais o professor, Gil Giardeli traz uma reflexão sobre as mídias sociais e o futuro da educação no País. Veja mais!

O pensador Mark Prensky disse: “A fonte do conhecimento não é mais o professor, mas a internet. A educação mais útil para o futuro não está acontecendo na escola. Está acontecendo depois da escola, especialmente em clubes de robótica e na internet como um todo – está acontecendo nos games.”

Dito isso, vivemos o fim de salas de aulas com espaços geográficos definidos e aulas cronometradas? Como a escola supera o tempo e o espaço, em um mundo imediatista? Como prepararemos as pessoas, para um mundo onde as profissões mudam radicalmente a cada cinco anos? O formato atual da escola ajuda a escolher o futuro de promissores alunos?

Não é a hora de cidadãos globais e conectados encontrarem a educação progressista? “As escolas deveriam ser lugares para se aprender, e não para se ensinar. Em vez de isolar os estudantes, as escolas deveriam encorajá-los a colaborar”, escreveu Don Tapscott no livro “A hora da geração digital”

O educador Jeffery Bannister alfinetou sobre os modelos de educação seculares: “Professores que leem anotações manuscritas e escrevem em quadros negros, assim como alunos que anotam o que eles dizem. Esse é um modelo pré-Gutenberg.”

Eric Mazur da Universidade de Harvard afirma: “Educação é muito mais do que mera transferência de informação. A informação precisa ser assimilada. Os alunos têm de conectar a informação ao que já sabem, desenvolver modelos mentais, aprender a aplicar o novo conhecimento e adaptá-lo a situações novas e desconhecidas.”

Recentemente fui convidado para palestrar para 300 educadores do Grupo “Salesianas” um grupo que reúne dezenas de escolas no Brasil. Administrado por irmãs católicas, que acreditam na educação como grande motor para o futuro.

A educadora Irmã Raquel, abriu o evento e fez um rico paralelo com o livro “Modernidade Liquida” de Zygmunt Bauman, proclamando ”Vivemos um tempo que exige repensarmos velhos conceitos. Dar novas formas ou enterrá-los.” Irmã Raquel, convocou suas amáveis educadoras para dar autonomia, ou seja, independência moral e intelectual para os alunos. Para ensinar que alunos devem desde cedo entender o ato de governar a si mesmo, por meio da autonomia do pensar.

“Professores devem ajudar o outro (aluno) a ser autônomo e Genial. O professor deve ensinar o que significa coletivo e comunidade – em um mundo onde a individualização reina. Ensinar que a tolerância é tolerar o intolerável – em um mundo onde pessoas morrem pela sua opção sexual, religiosa ou politica. (Irã, Afeganistão e Cuba). Ensinar valores inegociáveis neste mundo, como ética, amor ao próximo, gosto pelo inovar e o pioneirismo.” Esta foi a fala da educadora.

Após ricas discussões, sai de lá com vários questionamentos. Acabou a fase, da aula cronometrada em espaços concretos. O espaço escolar, espalha-se pelo blog do professor, Facebook, Orkut, Twitter, redes sociais dos protagonistas da educação?

Educador e alunos definindo o que é periférico e importante?

E para colocar mais pimenta nesta encruzilhada, não contávamos com as rápidas vias digitais. “No século 21, redes de banda larga serão tão cruciais para a prosperidade econômica e social quanto as redes de transporte, água e eletricidade” disse Hamadoun Touré, secretário-geral da União Internacional de Telecomunicações (ITU).

“Conectar regiões rurais remotas à internet e à telefonia móvel, ajudando a libertar os camponeses que vivem da agricultura de subsistência, anteriormente presos ao conhecimento local e aos mercados locais. São novos estudantes, com ensinamentos seculares e locais! Fica claro, que a escola precisa de uma reforma. Ser interativa! Coletiva! Em rede! “Banda largueada”. Como será ensinar para alunos conectados na rede com bandas gigantescas, trocando arquivos, experiências e percepções?

Uma era, onde a simples troca de informação é um motor de grandes mudanças Vivemos o choque entre a era do “seu diploma tem prazo de curta validade” com a pedagogia da era industrial? Do aprendizado em massa à interatividade? Do aprendizado individual ao colaborativo? Da padronização à personalização?

Somente juntos conseguiremos avançar as fronteiras do conhecimento individual para a mentalidade coletiva, saltar para o software da sabedoria das multidões. Vivemos um sopro renovador. São tempos de transição, vamos aprender o “pacifismo, a bondade, o perdão, o amor, a filantropia, a honestidade e a ternura”. No século XXI na era digital precisamos de humanos magnânimos, progressistas, talentosos, sensatos e probos.* Vivemos uma nova música global e como disse Nietzsche “aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a musica.“ Não use velhos mapas para descobrir novas terras! Boa viagem!

Gil Giardelli (Ceo da Gaia Creative, onde implementa ações de redes sociais e web colaborativa para empresas como BMW, Hospital Einstein, Mini Cooper, Grupo Cruzeiro do Sul entre outras. Professor de MBA e Pós graduação da ESPM – São Paulo e Brasília)

*Inspirado no artigo “A libertação no mundo por meio da banda larga”  e nos livros “A hora da geração digital” e “Gestação da Terra”.

Fonte: http://www.hsm.com.br/editorias/ensine-menos-e-aprenda-mais

Precisamos aprender a pensar diferente

Autor: Rique Nitzsche (Diretor da AnimusO2, a primeira empresa de Shopper Marketing a usar o Design Thinking como ferramenta de inovação, e professor de Design Estratégico e Design Thinking da pós-graduação da ESPM)

Professor de Design Estratégico e Design Thinking da pós-graduação da ESPM, fala sobre as mudanças na educação da disciplina de marketing e design

"As pessoas valem pelo que são capazes de fazer, e não por aquilo que conhecem. Algumas pessoas sabem tudo, mas não conseguem transformar isso em nada."
Carlos Alberto Sicupira, um executivo bem-sucedido que sempre se dedicou a formar pessoas.

Sabe-se que o mercado dá valor ao profissional, ou a equipe profissional, que sabe fazer as coisas acontecerem. Ninguém nasce sabendo como fazer as coisas, mas as pessoas aprendem, principalmente as automotivadas. Empresários de sucesso costumam dizer que o aprendizado deve ser contínuo durante toda a vida profissional. Nunca soube de um profissional de sucesso que se considerasse pronto. O sucesso sorri para os que estão sempre aprendendo, investigando, se adaptando, surfando nas ondas das mudanças.

Porém, nessa época acelerada, um produto que vem mudando pouco é o ensino, principalmente de adultos. Na primeira metade da década, o ex-Secretário de Educação dos Estados Unidos, Richard Riley, disse que "os 10 trabalhos mais importantes na futura demanda de 2010, ainda não existem em 2004". O que isso significava? "Que nós estamos atualmente preparando estudantes para trabalhos que ainda não existem. Que eles usarão tecnologias que não foram ainda inventadas, para resolver problemas que nós ainda não sabemos quais são."

Pouco depois, em 2005, uma experiência começou dentro de um trailer em um campus na Califórnia. Lá, a semente da d.school foi germinada. Depois de rodar por quatro diferentes ambientes experimentais em 5 anos, a d.school inaugurou o prédio 550 da Stanford University, totalmente dedicado a ensinar uma metodologia de resolução de problemas para estudantes ou formados em engenharia, medicina, negócios, humanidades, educação, além de designers.
A metodologia é conhecida por Design Thinking, um neologismo com 7 anos de idade, que usa as habilidades dos designers para gerar uma abordagem tecnicamente possível, comercialmente viável e centrada tanto na inovação como nas necessidades humanas. Como opção à essa terminologia, os canadenses costumam usar o termo Business Design, com a mesma intenção.

Por que colocar 32 milhões de dólares nessa ideia? Porque muita gente acredita que um ambiente diferenciado importa muito quando falamos de educação. Existem muitos livros que falam da necessidade das mudanças no ensino para as crianças. Mas poucos abordam das necessidades de mudança no ensino dos adultos.
"Unidos pela convicção que o ambiente é o terceiro professor das nossas crianças, nós devemos começar novamente uma missão vital: projetar as escolas de hoje para o mundo de amanhã." Esse é parte de um discurso do livro "O Terceiro Professor", editado em 2010, com 79 ideias para serem usadas para transformar o ensino e o aprendizado. O livro é mais outro poderoso manifesto de inovação com a participação de Bruce Mau.

Nós nos acostumamos a projetar o mundo segundo o ponto de vista das nossas próprias intenções. Quando compramos um aquário, escolhemos um que ficará bem na estante da sala. Quase nunca pensamos no formato ambiental que o peixe necessita para viver. Chamamos nossas lojas de pontos-de-venda, porque nosso interesse é vender.
Já os norte-americanos chamam suas lojas de point-of-purchase, ou pontos-de-compra. Chamamos as clínicas medicinais de casas-de-saúde, quando os alemães chamam-na de krankenhaus, a casa-da-doença. Nossas escolas foram desenhadas para ensinar, quase nunca para aprender. Pois a d.school de Stanford foi desenhada para que as pessoas aprendam em um processo de compartilhar ideias em equipes colaborativas e interdisciplinares.

"Se Jesus Cristo usasse Power Point, não teria discípulos", é uma citação saída do artigo de Claudio de Moura Castro, em agosto de 2010, onde ele dizia que histórias e parábolas são narrativas emocionais que não conseguem ser mostradas nos slides de um PowerPoint.
Eu me lembrei da Ruth, profissional experiente e minha aluna da ESPM. Ela "achava importante a construção de uma sala de aula, para trocas, que permitisse a exposição, comunicação e reflexão". Ela estava manifestando o seu incômodo com a formatação da aula tradicional, com muitos slides de PowerPoint, na qual o professor é o único emissor do conhecimento. Quando eu li que ela desejava "mais diálogo e menos monólogo", entendi que o problema estava no processo, não no conteúdo do conhecimento.
Eu havia me adaptado à formatação da sala de aula tradicional e estava oferecendo aulas tradicionais, enquanto o mundo exigia mais conexão e relacionamento, onde o professor deveria ser um facilitador de trocas de experiências. Eu precisava mudar rápido.

O adulto, motivado por necessidade e interesse, quer assumir o controle do seu aprendizado, não encerrado em ambientes disciplinares, mas em atividades colaborativas abertas. As pessoas adultas só aprendem o que querem aprender, o que faz sentido para seu próprio interesse e seu crescimento.
Esse pensamento se aplica às empresas ou à qualquer grupo de pessoas. Peter Senge dizia que as organizações deveriam criar ambientes para que o conhecimento tenha cada vez mais espaço para se desenvolver pelas equipes colaborativas para estabelecer um objetivo comum, para alcançar um futuro melhor. Ele também falou sobre os problemas atuais, que não podem ser resolvidos sem uma mudança radical na forma de pensar, agir e de aprender.

Grande parte das referências acadêmicas sobre a prática do pensamento por meio do design - Design Thinking - no universo dos negócios citam as palavras de Herbert Alexander Simon no livro em que ele aborda a ciência do artificial, de tudo que é construído pelo homem, inclusive a inteligência artificial. "Engenharia, medicina, negócios, arquitetura e pintura estão relacionados não com o necessário, mas com o possível, com a contingência - não como as coisas são, mas como elas podem ser - em resumo, com design.
O design é usado por todos os que planejam ações dirigidas para a transformação de situações existentes para outras preferidas."Foi Simon quem começou a falar sobre a metodologia do design como uma solução para o "treinamento dos profissionais" para se atingir um futuro melhorado. Isso, há 40 anos.

Resumindo, existe muita gente sinalizando a necessidade de uma mudança mais radical na experiência do aprendizado contínuo. Como o conhecimento fica cada vez mais disponível para todos, a mudança deve estar em como fazer com que a informação pode ser absorvida pelas pessoas, conquistando significado e valor mais permanente para elas.
Na minha opinião, isso pode começar pelo redesenho físico das próprias escolas de negócios. As salas de aulas, assim como os ambientes de trabalho, precisam se adaptar à mudança que já aconteceu na mente e na vida diária das pessoas. Podemos projetar um ambiente multifuncional mais tolerante à nova tecnologia mutante, mais flexível para atender às inevitáveis futuras mudanças, mais favorável aos verbos compartilhar, trocar, improvisar, transferir, conectar, interagir, participar, investigar, imaginar, criar, sonhar, cuidar, desenvolver, potencializar, criticar, comunicar, construir, analisar, solucionar, acrescentar, crescer, transformar e aprender.

Esses foram os verbos que apareceram espontaneamente no primeiro exercício de sala do curso de Inovação e Criatividade da pós-graduação de Branding das Faculdades Rio Branco, quando eu sugeri a co-criação de uma sala de aula mais inovadora. O trabalho final ficou bastante bom. Eles me lembraram que "a missão do facilitador está em estimular os participantes a um posicionamento ativo no aprendizado, provocar experiências, estimular a capacidade de autoavaliação e de trabalho em equipe, evitando a passividade e o esmorecimento."
Mas, o que eu aprendi mesmo com eles é que o facilitador deve ter "humildade para manter-se em segundo plano, isto é lembrar-se que 'o juiz de um jogo é tido como bom, quando os jogadores e a torcida não percebem a sua presença'." Espero ter aprendido para sempre.

Uma confissão de encerramento: eu escrevi esse texto logo depois de ler, aqui na HSM Online, um ótimo artigo chamado "Ensine menos e aprenda mais" escrito pelo Gil Giardelli, professor da pós-graduação da ESPM. Lá, além dos seus próprios pensamentos instigantes - "Não use velhos mapas para descobrir novas terras!" - ele nos oferece uma frase do Don Tapscott: “As escolas deveriam ser lugares para se aprender, e não para se ensinar."

Fonte: http://www.hsm.com.br/editorias/precisamos-aprender-pensar-diferente

terça-feira, julho 20, 2010

Relacionamento Superior e Subalterno

Autor: Wilton Dimas Gonçalves

Via de regra não nos atentamos para este detalhe, mas estamos sempre às voltas com questões de hierarquia, migrando entre as posições de superior e subalterno. Há muitos tópicos a serem tratados acerca deste assunto, mas nos ateremos aos que, na minha avaliação, já constituem um bom ponto de partida para nossa reflexão e consequente melhoria no trato desta questão.

Este assunto vai muito além do ambiente profissional, envolvendo outros tipos de relacionamento, tais como pais e filhos, professores e alunos, orientadores e orientados, além, é claro, de chefes e subordinados. Em todos esses tipos de relação temos a figura daquele que conduz, dirige ou orienta, o superior, e do que é conduzido, dirigido ou orientado, o subalterno. É importante observar que são posições relativas e não absolutas, ou seja, tem relação com o que está acontecendo naquele momento, com os papéis que estão sendo desempenhados na ação que está sendo avaliada. Portanto, nós não “somos” superior ou subalterno, mas “estamos” momentaneamente naquelas posições.

Ainda que funcionalmente, de acordo com o organograma da empresa, desempenhemos uma função hierarquicamente inferior, se estamos explicando o funcionamento de um processo qualquer para o nosso chefe, naquele momento os papéis estão invertidos: nós estamos na posição de superior (conduzindo ou orientando), e o chefe está na posição de subalterno (sendo conduzido ou orientado), e é do perfeito entendimento de como devemos nos conduzir nessas condições que depende o sucesso ou o insucesso dessa uma empreitada.

Subalterno:

Basicamente, o subalterno está na posição de “servir” ao superior, ou seja, de fazer o trabalho no lugar dele, com a mesma dedicação com que ele faria. Para o bom andamento das atividades é fundamental que acatemos as orientações e determinações dos superiores sem reclamação nem zanga, pois quando nos zangamos ou ficamos irados, nos deixando levar pelo descontentamento, nossa capacidade cerebral fica comprometida, presa no processamento dessa zanga, não conseguindo trabalhar com o que realmente importa. E perante as Leis Universais a responsabilidade pelo resultado é sempre do superior.

Muitas vezes ficamos insatisfeitos com chefes, ou mesmo professores, que estão sempre nos exigindo resultados 100% corretos. Benditos superiores que nos exigem sempre 100% de acerto, pois agindo desta forma estão nos permitindo evoluir constantemente, em função da dedicação e do esforço que teremos de empregar para dar conta do recado. Dá para imaginar a catástrofe provocada por um médico que, de cada dez cirurgias que faz, acerta em nove, errando apenas em uma delas. Eu não gostaria de ser esse décimo paciente.

Superior:

A primeira atitude do bom superior é ter profunda gratidão pela existência de seus subordinados, pois se não fosse assim nem ele seria superior, nem as tarefas que estão sob sua responsabilidade seriam executadas.

Um superior jamais deve esquecer-se de que sua função primordial é desenvolver a capacidade de seus subordinados, e não apenas cobrar resultados. Quem não tem essa consciência e postura não está apto a liderar.

Para isso é necessário:

* deixar bem claro o que deve ser feito, e como deve ser feito;
* fornecer os meios, as ferramentas para que os subalternos possam executar;
* apoiar, ajudar, auxiliar toda vez que surgirem dificuldades.

E nunca fazer o trabalho no lugar do subalterno, pois agindo assim estará impedindo o seu aprendizado e, por via de consequência, o seu crescimento pessoal e profissional. Se as falhas estão sendo recorrentes, e ele foi bem treinado, é uma questão de avaliar se a alocação daquela pessoa para aquela tarefa é adequada.

Agir com equilíbrio, moderação e dedicação total, independentemente da posição que estivermos no momento, constitui sempre a melhor postura para cumprirmos plenamente nossas atribuições, que são importantíssimas para o crescimento e evolução da sociedade.

Seja feliz! Você merece.

Fonte: http://ogerente.com.br/rede/recursos-humanos/superior-e-subalterno/

sexta-feira, julho 09, 2010

Comunicação: Ouvir, Entender e Falar

Autora: Fatima Patz, PMP, Coach
Email da autora: fatima.patz@uol.com.br

Pensamos que ouvimos, pensamos que entendemos, pensamos que falamos, mas será mesmo?

Quantas vezes estamos em uma reunião com várias pessoas, cada uma falando de um assunto, cada uma falando de um tema. Maria pergunta uma coisa, João responde de um jeito, Pedro responde de outro. José acha que entendeu – pela introdução - o que Carlos vai falar, nem espera ele terminar sua explicação e já diz que não concorda. Após 5 minutos que o assunto encerrou, alguém pergunta sobre o que foi discutido como se fosse a primeira vez que se tocasse no assunto.
Onde estavam suas mentes? O que cada um entendeu do que foi dito? Como vão conduzir o dia a dia se não entendem o que se passou ali entre todos?

A confusão não ocorre somente quando estamos em uma sala com várias pessoas. Também por exemplo, quando estamos frente a frente com alguém que está dando seus preciosos 5 minutos para nos atender, porém pensando na próxima reunião que deve comparecer, na pilha de e-mails para responder, nas novas atividades que o gestor acabou de definir. Quando efetivamente esta pessoa parou para pensar, para analisar, para ouvir? Como teremos decisões corretas com atenção deficitária?

O que está se passando na cabeça destas pessoas?

Nossa mente possui muitos vícios e truques, um deles é querer pular rapidamente para as conclusões para seguir para o passo seguinte. Outro hábito é deduzir com base naquilo que já lhe aconteceu o que vai acontecer a seguir. No fundo estamos todos achando que tudo é igual, que tudo é uma repetição do passado. Com certeza muita coisa é repetição e afinal a experiência nos ajuda a avançar, contudo ela é base para evoluir, não para estagnar.

Pensamos muito mais rápido do que o outro consegue falar e como usamos o tempo extra? Para entender aquilo que estamos ouvindo ou para elaborar as respostas àquilo que não concordamos, deixando de ouvir? Nosso pensar está ancorado nas nossas experiências, educação, família, religião, grupo social, sendo que cada pessoa possui suas próprias referências e se assumimos que são as mesmas dos outros é bem provável que tenhamos problemas de comunicação com o entendimento, com o significado.

O que vemos e ouvimos está mais relacionado com o que buscamos e prestamos atenção. Não vemos aquilo que não buscamos e não ouvimos aquilo que não prestamos atenção.

Vamos ver alguns pontos da teoria sobre percepção para nos ajudar a entender este processo. Conforme Paul Robbins “Percepção pode ser definida como um mecanismo pelo qual indivíduos organizam e interpretam suas impressões sensoriais a fim de dar sentido ao seu ambiente. Entretanto o que alguém percebe pode ser substancialmente diferente da realidade objetiva e a interpretação é fortemente influenciada pelas características pessoais do individuo que o percebe“. As características pessoais que mais fortemente influenciam a percepção são: as motivações, os interesses, as experiências passadas e as expectativas.

Sabe-se que instintivamente usamos muitos atalhos no processo de ouvir, ou seja, técnicas individuais para facilitar o trabalho de perceber e interpretar os outros. Entre elas encontramos:
  • Percepção Seletiva: Qualquer característica que faça uma pessoa, objeto ou evento sobressair, porque é impossível assimilarmos tudo que vemos; captamos apenas certos estímulos. Como não podemos captar tudo que vemos, pegamos uns pedacinhos aqui, outros ali, porém estes pedacinhos são escolhidos de acordo com nossos interesses, formação, experiência e atitudes. Desta forma podemos tirar conclusões não garantidas de uma situação ambígua.
  • Efeito de Halo: Impressão geral sobre um indivíduo com base em uma única característica, propagação de uma virtude ou defeito sobre o julgamento geral da pessoa.
  • Efeito de Contraste: Não avaliamos uma pessoa isoladamente, estamos sempre fazendo comparações. Ex. fazer uma apresentação, depois de outra muito boa ou muito ruim, irá alterar a forma como a sua será vista. Se uma pessoa fala com entusiasmo tenderemos a olhar a informação dela com mais atenção do que outra pessoa falando mais serenamente.
  • Projeção: Julgar os outros presumindo que eles são como nós. Tendência de atribuir as próprias características a outras pessoas. Neste caso tendemos a achar que as pessoas são mais homogêneas do que elas realmente são.
  • Estereótipo: Julgar pessoas com base no grupo ao qual esta pessoa pertence. Expandir pré-conceitos (bons ou ruins) do grupo social, ético, cultural, comportamental, minorias...

Rafael Echeverria em sua teoria sobre o observador dentro do desenvolvimento da ontologia da palavra diz “não sabemos as coisas como as coisas são, somente sabemos como observamos ou como interpretamos. Vivemos num mundo interpretativo. Distintas emoções predispõem as pessoas a observar certos eventos e não outros, distintas competências fazem algumas pessoas observarem fatos que outros não são capazes de observar. O mundo que uma pessoa vê a sua frente é somente o mundo que observa e cada individuo é um observador diferente que observa mundos distintos. Não existe um só mundo, mas tantos quantos são os observadores. A forma como atuamos no mundo depende do observador particular que somos”.

A técnica de parafrasear, ou seja, após ouvirmos atentamente até o final o que foi dito, repetirmos com nossas palavras para confirmar a compreensão, ajuda a própria pessoa a perceber a multiplicidade de significados que podem ter suas palavras e realizar as correções necessárias.

Uma escuta efetiva significa ouvir o que o outro diz e o que ele não diz, observar seus gestos, tom de voz, expressão corporal, pausas, olhar. Significa perceber a coerência entre o que a boca fala e o que o corpo fala. Importante dar um tempo após o outro ter terminado de falar para que ele próprio ouça suas palavras. Quando estamos ouvindo precisamos cuidar para não ficarmos preparando a resposta e deixar de ouvir. Ouvir também com o coração e com a intuição, perceber as emoções que estão surgindo em si mesmo e saber separar o que é seu e o que é do outro.

Se tratarmos o ouvir e compreender, precisamos também cuidar do falar. Marshall B. Rosenberg ensina no seu livro “Comunicação Não Violenta”, que nossas palavras são reações repetitivas e automáticas e deveriam tornar-se respostas conscientes baseadas no que estamos percebendo, sentindo e desejando. Sua técnica ajuda a sair de uma postura de crítica para uma situação de necessidades.

O método ensinado por Marshall consiste em 4 passos: primeiramente observamos o que de fato está acontecendo em uma situação e que está afetando nosso bem estar ou trabalho; em seguida identificamos como nos sentimos ao observar aquela ação; o terceiro passo é reconhecer quais de nossas necessidades estão ligadas ao sentimentos que identificamos e o último componente do processo é efetuar um pedido específico e concreto. Desta forma estamos expressando e escutando as pessoas com mais consciência, nos conectando melhor uns aos outros, com mais respeito e empatia.

O que podemos levar deste conhecimento para a gestão de projetos?

Projetos sempre lidam com mudanças, as quais trazem inseguranças, conflitos, irritabilidade, resistências e a melhor forma de superar todos estes obstáculos são através de um ouvir ativo, a busca do significado das palavras e uma fala sem crítica ou julgamento.

O PMBOK (Corpo de conhecimento de gerenciamento de projetos) detalha nas áreas de comunicação e recursos humanos processos específicos sobre planejamento e distribuição da informação, alinhamento de expectativas com stakeholders, formação de equipe, motivação e ressalta o papel de líder que o gerente de projeto deve exercer sobre a equipe do projeto, função essa que é muito mais critica numa organização matricial, com várias áreas envolvidas.

Para apoiar uma nova dinâmica de ouvir, entender e falar realize com a equipe uma reunião de “team building”, como propõe o processo de desenvolvimento da equipe de projeto na área de Recursos Humanos do PMBOK. Nesta reunião, além de motivá-los para a razão de ser do projeto, devem ser estabelecidas as regras de operar do grupo e nelas combinar o ouvir, o entender e o falar.

Faça um exercício com o grupo, em pares, peça que ouçam uma pessoa falar por 5 minutos, sem interrompê-la. Oriente-os a perceberem como se sentem, o que pensam e não dizem e vejam se algo muda no final. Inverta, para que vejam como é falar sem ser interrompido e ter um tempo para refletir depois. Este pequeno exercício ajuda a sensibilizar para ouvir, esperando até o final da fala do outro, prestando atenção nos pensamentos, julgamentos e criticas, verificando se estão fundamentados em fatos atuais ou conceitos passados e filtros.

Sempre é bom ressaltar que cada pessoa tem uma experiência que conduz para aquilo que é o seu certo, a experiência de outra pessoa leva para o que é o certo dela. Estimule a prática de falar de si, do que pensa, da sua experiência, não condicionando que ela é a única, lembrando que existem vários ângulos sobre um mesmo assunto. Acima de tudo, como diz Krishnamurti, lembrar sempre de falar o que é verdadeiro, amável e útil.

Bibliografia:
(1) ROBBINS, Stephen Paul. Comportamento Organizacional. São Paulo: Prentice Hall Brasil, 2005
(2) ROSEMBERG, Marsall B. Comunicação não violenta: técnicas para aprimorar relacionamentos pessoas e profissionais. São Paulo: Àgora, 2006
(3) Goulston, Mark. Just Listen. New York: Amacom, 2010
(4) Echeverria, Rafael. Ontologia del Language. Chile: J.C.Saez Editor, 2005

Fonte: http://www.pmisp.org.br/enews/edicao1005/artigo_01.asp

segunda-feira, outubro 26, 2009

Maturidade, profissionalismo e comunicação!

Autor: Bruno Soalheiro

Empresas que atuam e são competitivas no mercado, sejam elas nacionais ou multinacionais, são formadas por pessoas maduras, equilibradas, e que colocam constantemente o profissionalismo acima de quaisquer pirraças pessoais, correto?

Correto! Papai Noel também existe e o natal está quase chegando, façam seus pedidos.

É triste, mas fico cada vez mais impressionado com algumas atitudes que contrariam o mais básico do bom senso no ambiente profissional. Como gestor de RH, costumo ser o centro para qual convergem todos os problemas de relacionamento que, de uma forma ou outra, acabam se refletindo na produtividade da empresa.

Tudo bem, falo de gente com apenas 40, 50 anos de idade (cronológica), que “se esquece” de passar uma determinada informação a um certo colega, ou “atrasa” algum fluxo de trabalho por distração. O curioso é que a distração e o esquecimento são extremamente seletivos, e apenas atingem alguns determinados grupos ou pessoas.

De verdade, como psicólogo, ( e também como gestor de pessoas), sei que esperar espontaneamente bom senso das pessoas, é pedir demais; eu reconheço. Ainda assim, tem gente que faz cada coisa que é de levantar os cabelos!

Está certo também que muitas vezes as empresas não têm qualquer programa de gerenciamento de conflitos ou melhoria dos relacionamentos no ambiente de trabalho; mas mesmo assim não é de esperar que gente “crescida” sabote serviços por conta de algo como “fiquei de mal” ou disputas de cunho pessoal.

Mas deixando de lado as ironias, convido-o seriamente a refletir, seja como empregado ou gestor, sobre o que leva as pessoas a tomar tais atitudes e como agir para evitá-las. Algumas vezes – parece brincadeira – mas acontece até com a gente.

Olhar de fora uma situação é fácil, mas quando estamos envolvidos podemos vir a sabotar situações ou pessoas de forma tão velada que nem mesmo nós nos damos conta. E o mais impressionante é que a forma de resolver isto, seja em nós mesmos ou nos grupos que gerenciamos, é a mesma há centenas de anos: Comunicação honesta e assertiva!

Percepções são muitas vezes cristalizadas, e pessoas passam dias, meses, anos, pirraçando umas com as outras por simples falta de comunicação. Eu achei isto…. Eu pensava que… Fulano me olhou assim… Alguém me disse que o outro ouviu… E pronto, está formado o jardim de infância!

Já vi gente ser desligada de projetos por causa de atitudes infantis a ponto de quase saírem às “vias de fato”, quando a situação poderia ser resolvida a partir de comunicação serena e adulta.

Se a empresa na qual você trabalha não tem nenhum programa voltado à melhoria das relações interpessoais, faça uma sugestão para que o implantem; se nada for feito, tente garantir que pelo menos você, e quem estiver à sua volta, saiba contornar tais “animosidades” através de uma conversa sincera e bem orientada, antes de chutar, ou quem sabe “furar” o balde.

Promova a comunicação em seu ambiente de trabalho, senão, sinceramente, daqui uns dias alguém vai chegar perguntando pelo Gervásio do setor de logística e vão dizer: __ Ah sim, o Gervásio, ele ta ali… No canto… De castigo!!!

Fonte: http://ogerente.com

terça-feira, setembro 01, 2009

Perguntas Objetivas + Respostas Claras = Comunicação Eficiente

A maioria dos projetos é uma salada de personagens e interesses. Alguns apóiam o projeto, outros o rejeitam. Alguns entendem que a metodologia pode trazer produtividade e controle, enquanto outros a consideram burocracia desnecessária. Há ainda aqueles que terão vários benefícios com o produto do projeto, e outros que serão afetados negativamente.

Neste contexto, a comunicação é um fator essencial para obter melhores resultados e prosseguir com o projeto sem maiores tropeços.

O Gerente de Projeto deve ter objetividade em sua comunicação. O fato é que nem sempre a informação que ele precisa chegará de forma direta e clara. Para isto, sugiro o seguinte:

1) Faça perguntas difíceis. É muito confortável fazer uma reunião na qual não há questionamentos… mas também totalmente inútil. O bom Gerente de Projeto sabe fazer as perguntas difíceis, que realmente trazem à tona a situação das atividades, expõem riscos e tiram a equipe da zona de conforto. A sensação falsa de controle é um dos maiores problemas que o Gerente pode encontrar.

2) Não aceite respostas incompletas.
Não é difícil perceber quando você está sendo enrolado. Insista até obter informações claras (com as perguntas difíceis) e mostre que não está para brincadeiras.

3) Formalize o necessário. Ninguém gosta de usar seu tempo escrevendo e-mails e relatórios, mas estes são necessários. É responsabilidade do Gerente de Projeto definir um Plano de Comunicação que permita o mínimo possível de formalidade sem perder o registro das informações importantes do projeto. Lembre-se que a informação bem documentada aumenta a responsabilidade dos envolvidos.

4) Saiba quem é quem. A análise dos stakeholders é uma ferramenta importante para preparar sua comunicação. Quando você sabe quem se encaixa em cada um dos perfis que descrevi no primeiro parágrafo deste artigo, conseguirá adaptar sua comunicação para obter o melhor de cada um.

5) Dê seguimento. Em inglês existe o termo “head fake”, que é aquela situação na qual se discute algo em uma reunião, todos concordam balançando a cabeça, mas depois da reunião é como se nada tivesse acontecido. Acho que todos sabem do que estou falando. Quando o Gerente de Projeto dá seguimento estrito a todas as decisões e atividades do projeto, a equipe entenderá que terá que ser responsável por suas ações e atitudes.

6) Dê o Exemplo. Mesmo que não tenha autoridade formal sobre a equipe (acontece em muitas empresas), o Gerente de Projeto deve assumir uma posição de liderança em relação às boas práticas em projetos. A velha frase “Em casa de ferreiro o espeto é de pau” não se aplica nesta situação. Ao mostrar um nível de controle e produtividade avançados, o Gerente de Projeto mostrará à equipe os benefícios de seguir a metodologia e se comunicar abertamente.

Para finalizar, uma recomendação geral: especialmente no Brasil, ainda há o costume de não dizer exatamente o que pensamos, seja por medo da reação, seja para não ferir os sentimentos do outro ou até porque é mais fácil evitar qualquer tipo de conflito (mesmo o conflito construtivo). Mesmo que isto tenha uma base cultural, temos que adquirir gradualmente o costume da comunicação aberta e objetiva (nos negócios!). Os benefícios serão para todos os envolvidos na comunicação.


Fonte: ogerente.com
Autor: Luiz de Paiva