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sexta-feira, abril 25, 2014

4 motivos pelos quais você sempre faz as piores escolhas

Seja na vida pessoal ou profissional, muitos de nós somos péssimos em tomar decisões. Conheça os vilões e saiba como vencê-los

Autor: Eber Freitas

Dificilmente as pessoas estão satisfeitas com as escolhas e decisões tomadas, e o arrependimento só vem quando descobrimos que temos de conviver com essas escolhas. Um dos principais inimigos que você pode ter na hora de decidir por qual caminho enveredar não é outro senão a intuição, o ato de escolher simplesmente pela expectativa de que aquela alternativa é a melhor, e que algo diz que é o certo a se fazer. Saiba que, na maioria das vezes, esse sentimento leva a uma escolha errada -- e nas demais, gera insatisfação por lhe apresentar a dificuldades que você não esperava.

Quer um exemplo? Você pretende demitir um profissional de valor, mas que não se relaciona bem, é acomodado e fala de maneira ríspida, às vezes grosseira. E agora: demitir ou dar outra chance? "Se você parar para refletir, vai se surpreender ao constatar a rapidez com que as suas opiniões começaram a se formar", afirmam Chip e Dan Heath, autores do livro "Gente que Resolve". Citando o psicólogo Daniel Kahneman, vencedor do Nobel de Economia, eles lembram que "o estado natural da mente é ter sentimentos e opiniões intuitivas sobre quase tudo", e esses sentimentos e opiniões conduzem fatalmente a uma decisão equivocada.

Para Heath, esse processo quase imediato é provocado pelo que ele chama de "efeito holofote", ou seja, a tendência a darmos atenção exclusiva ao elemento que está sob o foco de luz, ignorando outras informações relevantes no contexto. Basicamente, o ser humano tem uma tendência natural de decidir de maneira tão míope que descarta outros fatores que possam contrariar sua opinião formada. Aquele profissional que você quer demitir pode ser querido entre os colegas, mesmo com sua fala ríspida; pode ser produtivo, apesar de não ambicioso ou criativo; ou simplesmente sua liderança pode ser ineficiente -- informações ignoradas pelo instinto.

Os maiores problemas na hora de decidir -- e como mitigá-los:

1. Visão estreita

Ao invés de fazer escolhas maniqueístas (tudo ou nada, preto ou branco), estude uma forma de conciliar as atividades de forma que nem o seu objetivo seja prejudicado nem você fique preso às consequências de uma escolha precipitada. Por exemplo: manter o emprego fixo ou largar tudo e virar empreendedor? Por que não ambos? Que tal analisar o tempo disponível e se comprometer apenas com projetos que você pode dar conta? Assim você tem uma renda mensal fixa e, com sorte e um pouco mais de trabalho, um extra no final do mês. Também há de se considerar outras possibilidades, como mudar para um emprego com menor carga horária para se dedicar a outras atividades, por exemplo. Com o tempo, seu negócio pode ter capital de giro suficiente para lhe sustentar.

Solução
O ideal é sempre multiplicar as opções, considerar todas as alternativas -- até escrevê-las em um papel, se necessário, a famosa lista dos "pontos fortes e pontos fracos". Depois dessa etapa, os irmãos Heath sugerem a metodologia "multitracking", que basicamente consiste em "considerar várias opções simultaneamente". Por fim, conhecer a experiência de alguém que já esteve diante do mesmo dilema é insubstituível e não custa nada.

2. Viés de confirmação

Já notou o quanto você se sente confortável cercando-se de notícias, dados e análises que favorecem a sua visão de mundo, suas ideologias, seu modo de pensar? E como isso faz com que você se sinta moral e intelectualmente superior, certo? Nada mais desastroso: você toma uma decisão intuitivamente, cerca-se apenas de informações que corroborem sua decisão e, no final, fracassa e não entende por quê. Segundo conversas, foi mais ou menos o que aconteceu com determinado ex-multibilionário brasileiro. Mate o mensageiro das más notícias e dê ouvidos aos bajuladores que falam o que você gosta de ouvir; para coroar, tome uma péssima decisão julgando-a indefectível. Só que não. "O problema do viés de confirmação é que ele nos dá a ilusão de ser um processo bastante científico. Afinal, estamos coletando dados", explicam os autores, enfatizando que nem mesmo as pessoas mais críticas e previdentes estão livres do problema.

Solução
Seja um pouco paranóico, preveja o pior e faça com que a média ponderada resulte em algo próximo da realidade. Os autores revelam que quase todas as operações de fusões e aquisições de empresas nos Estados Unidos custam muito caro e não se pagam. E o principal motivo é a firme crença dos executivos de que eles próprios têm o toque de Midas necessário para transformar uma empresa deficitária em uma máquina de faturamento. Um estudo citado no livro indica que, quanto mais reforços positivos (para usar um chavão da Psicologia) um CEO recebe -- elogios da imprensa, bom desempenho em trabalhos recentes e altos salários -- mais caro o preço que ele se dispõe a pagar em uma aquisição/fusão. Observe o panorama e os detalhes da decisão, sem negligenciar nada e ignore o ego alto demais.

3. Emoções imediatas

Todas as análises mostram que determinada decisão é a mais segura. Você fecha os ouvidos para elogios e martela o juízo em busca de uma decisão sensata, ouve pessoas mais experientes e, finalmente, bate o pé. Mas na hora crítica da decisão, bate aquele sentimento descrito no primeiro tópico: "algo me diz que esse outro caminho é melhor". E, contra todos os conselhos, coloca os pés pelas mãos. Isso acontece porque um fator foi eliminado na equação: a emoção. "Quando temos uma decisão difícil a tomar, nossos sentimentos entram em polvorosa. Remoemos os mesmos argumentos na cabeça. Ficamos aflitos com as nossas circunstâncias. Mudamos de ideia da noite para o dia e do dia para a noite", relatam Chip e Dan Heath.

Solução
"Nesse momento o que mais precisamos é de perspectiva", dizem os autores. Para eles, qualquer emoção é um "conselheiro questionável" na hora de tomar quaisquer decisões -- seja na vida pessoal, seja nos negócios. Como na vida não existe "ctrl+z", eles recomendam que decisões importantes sejam sempre tomadas no dia seguinte. Mas não apenas isso: é necessário ter uma estratégia: saber em que terreno está pisando, os riscos, e manter em mente o que você quer. Em suma, é preciso ter perspectiva, e não ficar cego pelas emoções, ou pior: tomar uma decisão enquanto isso.

4. Despreparo para o erro

Nem tudo é infalível. Quando se trata de decisões, lida-se com um cenário de incertezas, e por mais que a tendência aponte para um lugar, nunca se sabe o que irá acontecer no futuro com irredutível certeza. Sua decisão pode ter sido tomada às cegas, com base na intuição, e ter sucesso inesperado. Você pode se debruçar em análises e processos, e mesmo assim amargar as consequências de uma péssima decisão. Todas as dicas acima podem ser inúteis ou não. Em todo caso, é preciso estar preparado para o erro, para o fato de que sua decisão pode ser equivocada, e trabalhar para minimizar as consequências. Erros acontecem com os inteligentes, com os metódicos, com os intuitivos, com os arrogantes e quaisquer outros.

Solução
Lide com isso. Todo o que foi mostrado acima serve para mitigar as possibilidades de fracasso e aumentar as probabilidades de sucesso das decisões. É preciso estar preparado para o erro, se antecipar à circunstância adversa, ter o extintor à mão não por esperar um incêndio, mas por saber que ele pode acontecer. O mais importante: entenda o que deu errado, mantenha a racionalidade do processo para evitar o mesmo erro outra vez. Com o tempo, irá desenvolver a capacidade preditiva.

Livro: Gente que Resolve, por Chip Heath e Dan Heath

Fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/4-motivos-pelos-quais-voce-sempre-faz-as-piores-escolhas/87249/

segunda-feira, janeiro 06, 2014

Quem deve criar a cultura produtiva da empresa?

Autor: Christian Barbosa

Outro dia estava em uma reunião com empresários, compartilhando dores e soluções na vida empreendedora e uma questão interessante foi levantada. Um deles, sócio de uma empresa com pouco mais de vinte profissionais, insistia que precisaria de uma gestora de RH para criar uma cultura na empresa.

A discussão foi longe, mas muitos empresários tem a mesma visão: que RH é milagre! Claro que um RH na empresa é essencial para ajudar a empresa a decolar, recrutar, criar políticas, aumentar qualidade de vida e desenvolver e apoiar a liderança.

Porém criar uma cultura produtiva na empresa não é papel do RH, do gerente, do diretor. É papel do empreendedor! Do dono! Do acionista.

O conceito de cultura é grande para o tamanho desse post, mas vamos dizer que cultura é criada através da missão, visão e principalmente dos valores que a empresa pretende seguir.

E quando falo isso, não tem nada a ver com aqueles quadros que todas as empresas têm na recepção, que no mínimo são inúteis. Tem a ver com atitude, com tomada de decisões, com os princípios mais essenciais da empresa e com o tom que a empresa terá internamente e para o mercado.

Delegar a criação da cultura é no mínimo estranho. Vamos supor que você seja o empreendedor e delegue isso para um cara do comercial que você contratou e quer assumir isso. A empresa vai ter a cara de quem? Do cara do comercial, dos seus valores de vida, da sua visão de mundo, etc. O que pode ser ótimo, mas que talvez não seja a cara do empreendedor. Mais cedo ou mais tarde, o empreendedor deixa de usar ou pior, perde a paixão pelo negócio.

Claro que você pode ter uma consultoria para te ajudar nisso, de diretores, do RH, mas a decisão, a forma, as palavras são suas. Cultura é a coisa mais importante que uma empresa pode ter, principalmente no começo. Não é RH que faz cultura. RH ajuda. Gerente ajuda. Diretor ajuda. Dono faz.

E isso precisa ser vivido no dia a dia. E dia a dia é como o empreendedor, com a equipe. As pessoas precisam ser contratadas com base nisso, precisam ser recompensadas por isso, os projetos e as decisões tomadas precisam ser guiados por esses princípios. Não é enfeite, quadro, marketing. É estratégia.

Existem dois casos clássicos desse conceito. Na Zappos, empresa de sapatos adquirida pela Amazon, foi o dono, o Tony que fez, escreveu e disseminou os valores. Depois que isso tá pronto, ai a equipe faz o “spread”.

O que faz o time do Jorge Paulo Lemann faz quando compram uma empresa? Colocam algum dos sócios para criar a cultura na empresa.

Na sua casa é a mesma coisa. Quem cria a cultura? Os sócios da casa! (em alguns casos A sócia majoritária). Se você não tem uma empresa, mas tem uma equipe o conceito vale do mesmo jeito. Se você não tem uma equipe a coisa vale para sua vida também.

Não espere milagre do RH, de ninguém, faça acontecer por você e quando estiver começando a andar sozinho, ai sim pense em delegar! Por isso ache tempo para o estratégico ao invés de ficar só no operacional.

Fonte: http://blog.maistempo.com.br/2013/11/26/quem-deve-criar-a-cultura-produtiva-da-empresa/

quarta-feira, novembro 27, 2013

Atitudes que drenam energia

Autora: Vera Caballero
Professora de Yoga, numeróloga, terapeuta floral, reiki master, massoterapeuta, ministra cursos e palestras sobre Bioenergias

1 – Pensamentos obsessivos

Pensar gasta energia, e todos nós sabemos disso. Ficar remoendo um problema cansa mais do que um dia inteiro de trabalho físico. Quem não tem domínio sobre seus pensamentos – mal comum ao homem ocidental, torna-se escravo da mente e acaba gastando a energia que poderia ser convertida em atitudes concretas, além de alimentar ainda mais os conflitos. Não basta estar atento ao volume de pensamentos, é preciso prestar atenção à qualidade deles. Pensamentos positivos, éticos e elevados podem recarregar as energias, enquanto o pessimismo consome energia e atrai mais negatividade para nossas vidas.

2 – Sentimentos tóxicos

Choques emocionais e raiva intensa também esgotam as energias, assim como ressentimentos e mágoas nutridos durante anos seguidos. Não é à toa que muitas pessoas ficam estagnadas e não são prósperas. Isso acontece quando a energia que alimenta o prazer, o sucesso e a felicidade é gasta na manutenção de sentimentos negativos. Medo e culpa também gastam energia, e a ansiedade descompassa a vida. Por outro lado, os sentimentos positivos, como a amizade, o amor, a confiança, o desprendimento, a solidariedade, a auto-estima, a alegria e o bom-humor recarregam as energia e dão força para empreender nossos projetos e superar os obstáculos.

3 – Maus hábitos – Falta de cuidado com o corpo

Descanso, boa alimentação, hábitos saudáveis, exercícios físicos e o lazer são sempre colocados em segundo plano. A rotina corrida e a competitividade fazem com que haja negligência em relação a aspectos básicos para a manutenção da saúde energética.

4 – Fugir do presente

As energias são colocadas onde a atenção é focada. O homem tem a tendência de achar que no passado as coisas eram mais fáceis: “bons tempos aqueles!”, costumam dizer. Tanto os saudosistas, que se apegam às lembranças do passado, quanto aqueles que não conseguem esquecer os traumas, colocam suas energias no passado. Por outro lado, os sonhadores ou as pessoas que vivem esperando pelo futuro, depositando nele sua felicidade e realização, deixam pouca ou nenhuma energia no presente. E é apenas no presente que podemos construir nossas vidas.

5 – Falta de perdão

Perdoar significa soltar ressentimentos, mágoas e culpas. Libertar o que aconteceu e olhar para frente. Quanto mais perdoamos, menos bagagem interior carregamos, gastando menos energia ao alimentar as feridas do passado. Mais do que uma regra religiosa, o perdão é uma atitude inteligente daquele que busca viver bem e quer seus caminhos livres, abertos para a felicidade. Quem não sabe perdoar os outros e si mesmo, fica ”energeticamente obeso”, carregando fardos passados.

6 – Mentira pessoal

Todos mentem ao longo da vida, mas para sustentar as mentiras muita energia é gasta. Somos educados para desempenhar papéis e não para sermos nós mesmos: a mocinha boazinha, o machão, a vítima, a mãe extremosa, o corajoso, o pai enérgico, o mártir e o intelectual. Quando somos nós mesmos, a vida flui e tudo acontece com pouquíssimo esforço.

7 – Viver a vida do outro

Ninguém vive só e, por meio dos relacionamentos interpessoais, evoluímos e nos realizamos, mas é preciso ter noção de limites e saber amadurecer também nossa individualidade. Esse equilíbrio nos resguarda energeticamente e nos recarrega. Quem cuida da vida do outro, sofrendo seus problemas e interferindo mais do que é recomendável, acaba não tendo energia para construir sua própria vida. O único prêmio, nesse caso, é a frustração.

8 – Bagunça e projetos inacabados

A bagunça afeta muito as pessoas, causando confusão mental e emocional. Um truque legal quando a vida anda confusa é arrumar a casa, os armários, gavetas, a bolsa e os documentos, além de fazer uma faxina no que está sujo. À medida em que ordenamos e limpamos os objetos, também colocamos em ordem nossa mente e coração. Pode não resolver o problema, mas dá alívio. Não terminar as tarefas é outro “escape” de energia. Todas as vezes que você vê, por exemplo, aquele trabalho que não concluiu, ele lhe “diz” inconscientemente: “você não me terminou! Você não me terminou!” Isso gasta uma energia tremenda. Ou você a termina ou livre-se dela e assuma que não vai concluir o trabalho. O importante é tomar uma atitude. O desenvolvimento do auto-conhecimento, da disciplina e da terminação farão com que você não invista em projetos que não serão concluídos e que apenas consumirão seu tempo e energia.

9 – Afastamento da natureza

A natureza, nossa maior fonte de alimento energético, também nos limpa das energias estáticas e desarmoniosas. O homem moderno, que habita e trabalha em locais muitas vezes doentios e desequilibrados, vê-se privado dessa fonte maravilhosa de energia. A competitividade, o individualismo e o estresse das grandes cidades agravam esse quadro e favorecem o vampirismo energético, onde todos sugam e são sugados em suas energias vitais.

10. Preguiça, negligência

E falta de objetivos na vida. Esse ítem não requer muitas explicações: negligência com a sua vida denota também negligência com seus dons e potenciais e, principalmente, com sua energia vital. Aquilo do que você não cuida, alguém vem e leva embora. O resultado: mais preguiça, moleza, sono….

11. Fanatismo

Passa um ventinho: “Ai meu Deus!!!! Tem energia ruim aqui!!!” Alguém olha para você: “Oh! Céus, ela está morrendo de inveja de mim!!!” Enfim, tudo é espírito ruim, tudo é energia do mal, tudo é coisa do outro mundo. Essas pessoas fanáticas e sugestionáveis também adoram seguir “mestres e gurus” e depositar neles a responsabilidade por seu destino e felicidade. É fácil, fácil manipular gente assim e não só em termos de energia, mas também em relação à conta bancária!

12. Falta de aceitação

Pessoas revoltadas com a vida e consigo mesmas, que não aceitam suas vidas como elas são, que rejeitam e fazem pouco caso daquilo que têm. Esses indivíduos vivem em constante conflito e fora do seu eixo. E, por não valorizarem e não tomarem posse dos seus tesouros – porque todos nós temos dádivas – são facilmente ‘roubáveis’.

O importante é aprender a aceitar e agradecer tudo o que temos (não confundir com acomodação). Quando você agradece e aceita fica em estado vibracional tão positivo que a intuição e a criatividade são despertadas. Surgem, então, as possibilidades de transformar a vida para melhor!


Fonte: http://sobmalhete.com/2013/06/21/atitudes-que-drenam-energia/

terça-feira, novembro 26, 2013

Mudança e tolerância

Autor: Tom Coelho
"Nada é permanente, exceto a mudança."
(Heráclito de Éfeso)


As pessoas não resistem às mudanças, resistem a ser mudadas. É um mecanismo legítimo e natural de defesa. Insistimos em tentar impor mudanças, quando o que precisamos é cultivar mudanças. Porém, mudar e mudar para melhor são coisas diferentes.
 
O dinheiro, por exemplo, muda as pessoas com a mesma frequência com que muda de mãos. Mas, na verdade, ele não muda o homem: apenas o desmascara. Esta é uma das mais importantes constatações já realizadas, pois auxilia-nos a identificar quem nos cerca: se um amigo, um colega ou um adversário. Esta observação costuma dar-se tardiamente, quando danos foram causados, frustrações foram contabilizadas, amizades foram combalidas. Mas antes tarde, do que mais tarde.  
 
Os homens são sempre sinceros. Mudam de sinceridade, nada mais. Somos o que fazemos e o que fazemos para mudar o que somos. Nos dias em que fazemos, existimos de fato; nos outros, apenas duramos.
 
Segundo William James, a maior descoberta da humanidade é que qualquer pessoa pode mudar de vida, mudando de atitude. Talvez por isso a famosa “Prece da serenidade” seja tão dogmática: mudar as coisas que podem ser mudadas, aceitar as que não podem, e ter a sabedoria para reconhecer a diferença entre as duas.


Tolerância
 
Cada vida são muitos dias, dias após dias. Caminhamos pela vida cruzando com ladrões, fantasmas, gigantes, velhos e moços, mestres e aprendizes. Mas sempre encontrando a nós mesmos.  Na medida em que os anos passam tenho aprendido a me tornar um pouco pluma: ofereço menos resistência aos sacrifícios que a vida impõe e suporto melhor as dificuldades. Aprendi a descansar em lugares tranquilos e a deixar para trás as coisas que não preciso carregar, como ressentimentos, mágoas e decepções. Aprendi a valorizar não o olhar, mas a coisa olhada; não o pensar, mas o sentir. Aprendi que as pessoas, em regra, não estão contra mim, mas a favor delas.  
 
Por isso, deixei de nutrir expectativas de qualquer ordem a respeito das pessoas e me surpreender com atitudes insensatas. Seria desejável que todos agissem com bom senso, vendo as coisas como são e fazendo-as como deveriam ser feitas. Mas no mundo real, o bom senso é a única coisa bem distribuída: todos garantem possuir o suficiente...
 
Somos responsáveis por aquilo que fazemos, o que não fazemos e o que impedimos de fazer. Pouco aprendemos com nossa experiência; muito aprendemos refletindo sobre nossa experiência. Temos nossas fraquezas e necessidades, impostas ou autoimpostas. “Conheço muitos que não puderam quando deviam, porque não quiseram quando podiam”, disse François Rabelais.
 
Por tudo isso, é preciso tolerância. É preciso também flexibilidade. Mas é preciso policiar-se. Num mundo dinâmico, é plausível rever valores, adequar comportamentos, ajustar atitudes. Mantendo-se a integridade.
 
 
PS: O texto utiliza frases de Albert Camus, Descartes, James Joyce, Melody Arnett, Padre Antônio Vieira, Peter Senge, Robert Sinclair e Tristan Bernard.


Fonte: http://www.tomcoelho.com/index.aspx/s/Artigos_Exibir/172/Mudanca_e_tolerancia

terça-feira, outubro 29, 2013

A alma é o segredo da produtividade: Energias

Autor: Dr. Luiz Roberto Fava

Nesta sequência de artigos sobre alma e produtividade, vou tentar demonstrar como o intangível se torna tangível. Como tudo aquilo que está dentro de nós (pensamentos, sentimentos, vontade, etc.) e que não se mede, apenas se avalia, acaba se traduzindo, através de nossa atividade laboral, em resultados e lucro (produtividade).

O lucro e os resultados alcançados nada mais são do que a consequência lógica de COMO trabalhamos, COM O QUE trabalhamos, PORQUE trabalhamos, COM QUEM trabalhamos e ONDE trabalhamos.

Talvez, caro leitor ou leitora, você nunca tenha pensado ou percebido que todo o seu trabalho, independentemente de qual seja, é fruto do seu sentir (alma), do seu pensar (mente) e do seu agir (corpo).

Entretanto, a grande maioria das pessoas, ao realizar sua atividade, fica apenas no pensar e no agir.

Tais pessoas são aquelas que, para trabalhar, ligam o “piloto automático” e seguem fazendo as mesmas coisas, todos os dias, e se queixando que sua atividade é monótona, rotineira, que sua carreira não decola e que sua infelicidade no trabalho é muito grande.

São aquelas pessoas que trabalham de tal modo que sua energia se esvai nas primeiras horas da atividade e que passam o resto do expediente “matando o tempo”, deixando para amanhã ou simplesmente fazendo algo que não tem nada a ver com o que lhe diz respeito, apenas esperando o horário de saída chegar. Elas acabam seu dia cansadas e desanimadas e reclamando que o dia de amanhã será igual e sem perspectivas.

A falta de energia do sentir, traduzida por garra, gana, tesão, entusiasmo, tenacidade deixa a mente das pessoas limitadas, pequenas e fechadas.

Aliás, energia é o tema que quero compartilhar neste texto.

A palavra energia vem do grego energeia que significa eficácia, tendo como outros significados vigor, força, firmeza e determinação.

Energia é algo que não tem definição, embora se saiba que é ela que possibilita a execução de algum tipo de trabalho, seja ele físico ou mental.

Do ponto de vista da Física, existem muitos tipos de energia: elétrica, mecânica, eólica, química, nuclear sendo que suas fontes podem ser a água, o vento, o petróleo, o sol, etc. A água fazendo girar uma turbina produz energia elétrica, por exemplo.

O que é importante ressaltar é que sem energia nenhum trabalho é produzido. Quando a energia é transferida para um objeto, algum tipo de trabalho é realizado. O trabalho nada mais é do que uma transferência de energia. Ex.: para movermos um corpo, necessitamos que alguma energia seja a ele transferida para a realização do movimento.

Para que nosso corpo realize todas as suas funções biológicas, é necessário, também, energia. E a principal fonte é aquela que nos chega através dos alimentos. São os alimentos que ingerimos que, depois de processados, vão gerar a energia necessária para que a pessoa realize movimentos ou movimente outros corpos.

Mas não basta apenas nutrir o corpo. Necessitamos também nutrir nossa mente e nosso espírito para que possamos realizar um trabalho eficaz, não apenas no que diz respeito ao físico.

Talvez você não se dê conta. Mas atletas de alta performance tem, além de uma preparação física, uma preparação mental, o que é de muita importância para se alcançar os resultados desejados e colocá-los sempre no pódio.

Lembro-me que, há muito tempo atrás, nos anos 70, foi lançado um livro chamado The inner game of tennis, de autoria de W. Thimothy Gallwey que tratava de como as atitudes mentais poderiam aumentar e melhorar sua performance no jogo. Para se ter uma ideia, este livro vendeu mais de um milhão de cópias apenas nos Estados Unidos. Ele também escreveu outros livros sobre The inner game of… e hoje, é considerado um dos palestrantes mais renomados do mundo.

Talvez você se lembre da frase mens sana in corpore sano (mente sã em corpo são), mas, ao agregarmos aquilo que diz respeito à nossa espiritualidade, lembro o ditado que diz: põe todo o teu Ser (corpo, mente, alma) naquilo que estás fazendo agora.

Alimentação funcional, atividade física e sono reparador são alguns exemplos para nutrirmos nosso corpo.

Para alimentarmos a mente, ficam as dicas de meditação e relaxamento. Além disso, termos uma mente aberta ao conhecimento (leitura, vídeos, etc.), flexibilidade e resiliência para enfrentar os obstáculos e dissabores e procurar sempre o lado positivo das coisas faz a mente se expandir através de mais e mais conexões nervosas no cérebro.

Já o espírito pode ser alimentado com o poder da fé, do entusiasmo, da oração e do respeito e amor ao próximo, independentemente de sexo, ração, classe social, cultura e religião.

Quando corpo, mente e espírito trabalham de forma conjunta e equilibrada o trabalho resultante será, no mínimo, de qualidade superior ou excelente.

Por isso, vigie sempre o seu sentir (espírito) e o seu pensar (mente) para que seu agir (corpo) seja sempre o melhor.

Finalizo lembrando dois ensinamentos. Um atribuído ao líder indiano Gandhi e o outro ao filósofo e líder espiritual Buda.

O primeiro afirmava: “mantenha seus pensamentos positivos, porque seus pensamentos tornam-se suas palavras; mantenha suas palavras positivas, porque suas palavras tornam-se suas atitudes; mantenha suas atitudes positivas, porque suas atitudes tornam-se seus hábitos; mantenha seus hábitos positivos, porque seus hábitos tornam-se seus valores; mantenha seus valores positivos, porque seus valores tornam-se seu destino.”

O segundo afirmava: “a lei da mente é implacável. O que você pensa, você cria; o que você sente, você atrai; o que você acredita, torna-se realidade.

Tendo isso em mente, não ficam dúvidas, pelo menos para mim, que é a energia do sentir (alma, espírito) que fará seu trabalho se transformar em poiesis.

Esta TRANSformação (ir além da forma) certamente terá lugar através do DESenvolvimento (remover aquilo que te envolve, que te prende) de outras qualidades e competências, as quais serão temas de outros textos.

Já deu para perceber porque existem profissionais de diferentes naipes?

Já deu para perceber onde está a diferença?

Fava Consulting – Para viver com muito mais Qualidade


Fonte: http://favaconsulting.com.br/produtividade-de-energia/

quarta-feira, outubro 16, 2013

A alma é o segredo da produtividade: Trabalho x Poiesis

Autor: Dr. Luiz Roberto Fava

Pode ser que algum leitor ou alguma leitora, ao ver o título acima, possa pensar:

- Chiiii!!! Lá vem mais um…

Mas, se eu perguntar a esta mesma pessoa se o seu trabalho a deixa animada e ela responder que sim, provavelmente ela não conhece a origem da palavra ALMA.

ALMA é uma palavra que tem origem no termo latina ANIMA, aquilo que é responsável pelo movimento, aquilo que dá vida, o princípio vital, o que anima o corpo, o fôlego da vida ou a patê imaterial de um Ser.

Também pode significar razão, bom senso, intenção, disposição, vontade, paixão, desejo, inclinação.

Considerando seus significados acima, ALMA é algo intangível, algo que não pode ser medido, pesado, quantificado. Entretanto ela poderá ter um papel extraordinariamente importante nos resultados da sua atividade ou profissão, ou seja, da sua produtividade. E isto, independentemente de qual seja tal atividade.

Se você trabalha com alma ou põe sua alma em tudo aquilo que você faz, provavelmente os significados citados acima fazem parte integrante do seu cotidiano laboral.

Infelizmente, o que se percebe, e os estudos demonstram, é que a maior parte das pessoas está infeliz no trabalho. Seja pela cultura organizacional, seja pelas pessoas com as quais ela é obrigada a conviver, seja pela carga de responsabilidades ela é obrigada a assumir, seja por ter escolhido a profissão errada, etc.

Para muitos, trabalhar significa ter uma vida sacrificada, maçante, um castigo, um fardo a ser levado nas costas, carma, etc.

A palavra trabalho vem do latim tripalium, um instrumento de tortura constituído de três paus (daí o nome latino) enterrados no solo e onde eram colocadas as pessoas que seriam submetidas a algum tipo de tortura.

A evolução do trabalho em sociedade também nos leva a aspectos negativos como a escravidão e a servidão, ou seja, um explorando o outro.

Talvez esta visão é que leva a maioria das pessoas a pensar que, ao se aposentar, ao parar de trabalhar, terá condições de realizar todos os seus sonhos que foram abandonados ou deixados de lado em função de um trabalho que só lhe gerou monotonia, rotina e, acima de tudo, infelicidade.

David Whyte nos ensina que “a relação do Ser Humano com o trabalho pode ser inocente, fatalista, gananciosa, sem entusiasmo, cínica, desinteressada, obsessiva e mesmo de luta pelo poder. Também pode ser abnegadamente madura, reveladora e fonte de vida; madura no sentido abrangente, e fonte de vida na forma de retribuir ao outro ou à sociedade o quanto recebeu.”

E se você, caro leitor ou leitora, pensar bem, chegará à conclusão, como eu, que não há como fugir do trabalho. Afinal de contas, é por causa dele que você se sustenta, paga suas contas, se diverte, se desenvolve, viaja e adquire maturidade e experiência.

Provavelmente as pessoas que se dizem infelizes no trabalho talvez não atentaram para uma série de fatores que as levem a ser felizes no trabalho e mudar sua perspectiva, inclusive, de vida.

A primeira dica para ser feliz no trabalho é se autoconhecer. Autoconhecimento é a base de tudo. Começando por se ter a consciência que precisamos administrar oito áreas que carregamos dentro de nós mesmos, desde nosso nascimento até nossa morte, e sobre as quais venho me referindo já há algum tempo. Apenas para lembrar e reforçar tais áreas são: física, emocional, intelectual, profissional, financeira, lazer, relacionamentos (inclui a família) e espiritual.

Nossa qualidade de vida integral baseia-se em equilibrar estas oito áreas (o que é feito através de nossas escolhas) de tal forma que elas se integrem e interajam entre si de forma positiva.

Sem uma boa dose de autoconhecimento, os acontecimentos diários acabam se misturando em nossa mente e acabam gerando pensamentos e atitudes explosivos, irados, raivosos, mesmo em pessoas que não tenham “pavio curto”.

Autoconhecer-se, em suas oito áreas, é um processo que exige muita atenção sobre si mesmo e, em casos, extremos, ajuda externa como um coach, um psocólogo ou um psiquiatra.

Com relação ao trabalho tido como fardo, castigo, carma, ou seja lá o que for, Cortella nos ensina que devemos substituir a palavra “trabalho” por ‘poiesis”.

Tal palavra tem origem grega e significa, segundo o autor, “minha obra, aquilo que faço, que construo, em que me vejo”.

Exemplos: seus filhos, os livros que você escreve, o jardim que você planta e cuida, uma casa que você constrói, enfim, aquilo que você faz e se vê como uma obra sua.

Isto é poiesis.

Você se reconhece naquilo que você faz. O produto final é o SEU produto.

Quando você simplesmente trabalha e você não se vê naquilo que você faz, talvez esteja aí uma das razões de sua infelicidade. Você pode estar trabalhando apenas para sobreviver e pagar suas contas.

E isto pode deixa-lo muito, muito desanimado, ou seja, sem alma.

Já percebeu onde eu quis chegar? Então responda a seguinte pergunta: qual a influência que o trabalho está exercendo sobre mim, como Ser Humano Integral?

Para você, sua atividade é trabalho ou é poiesis?

Fonte: http://favaconsulting.com.br/produtividade-trabalho-poiesis/

terça-feira, novembro 27, 2012

O currículo cultural

Autor: Wellington Moreira

A civilização grega se desenvolveu com base no aprimoramento das capacidades intelectuais, físicas e políticas de seu povo e possibilitou o caldeirão cultural que fez surgir a democracia, o teatro, a filosofia e muitos outros legados que até hoje influenciam grande parte do mundo, especialmente o ocidental.

E hoje em dia algo semelhante é vivenciado pelos cidadãos de metrópoles cosmopolitas como Londres, Nova Iorque, Paris ou Barcelona. Lugares onde a riqueza cultural é praxe e nos quais sua gente tem acesso fácil a museus, grandes palcos e bibliotecas que parecem revelar o conhecimento do mundo a todos.

Quanto a nós, é claro que não precisamos morar necessariamente numa dessas cidades acima para adquirirmos um consistente repertório cultural. Hoje em dia existem variados canais para nos abastecermos de toda e qualquer expressão artística já criada pelo homem, sendo que para os acessarmos há apenas dois requisitos: consciência de que isto não é coisa banal e um pouco de tempo reservado na agenda.

Mas por que devemos saber sobre civilizações antigas e a obra de pintores que já se foram? De que nos servirá ler obras de filosofia ou assistir a dramas teatrais clássicos? Entre outros motivos, para evitarmos o mal do tecnicismo que inundou as organizações.

Também não podemos esquecer que as pessoas que contam com uma maior bagagem cultural geralmente interagem melhor com as demais e lidam de forma madura com as situações adversas que enfrentam, além de serem mais criativas no dia a dia.

Escutar a Nona Sinfonia de Beethoven e conhecer as obras de Monet até pode não mudar a sua vida de uma hora para a outra, mas certamente fornecerá o aparato cultural necessário para que você converse saudavelmente com as pessoas que farão diferença em sua carreira. E evitará deslizes tolos, como aquele que escutei cinco anos atrás de um gerente: “Pensava que Picasso fosse apenas um modelo de automóvel”.

Creio que daqui a algum tempo as pessoas não irão inserir em seus currículos profissionais apenas os cursos que fizeram, os lugares aonde já trabalharam e os resultados significativos que alcançaram. Mencionarão também os livros que leram, os filmes e peças teatrais que assistiram, os museus que visitaram e os lugares que conheceram.

Ou seja, o currículo cultural será tão importante quanto a experiência protocolar acumulada ao longo da carreira porque já não é possível atendermos as exigências do mundo moderno sem buscarmos uma experiência de vida ampla. Isto não quer dizer que deveremos ser intelectuais e sim adquirirmos o estofo mínimo para um trabalho competente.

É por estas e outras que pessoas no início da carreira amadurecem tanto quando oportunizam a si próprias uma experiência internacional. Viver durante algum tempo num país com costumes diferentes e sem o apoio dos familiares faz com que qualquer jovem cresça dez anos em um. Isto sem falar na possibilidade de obter fluência em outro idioma.

Mas se morar algum tempo fora do país não é algo que você cogite, pelo menos reserve uma parcela dos seus recursos financeiros para fazer viagens que sejam enriquecedoras. Se não está a fim de ler os clássicos da literatura mundial, ao menos conheça os da nossa. Prefira filmes europeus aos americanos. E, especialmente, conserve amigos com os quais possa manter conversas em alto nível e que também dediquem tempo ao engrandecimento pessoal.

E se estes argumentos acima não forem suficientes, lembre-se de que certo garoto perguntou a um idoso colega de sala durante o primeiro dia de aula: “Por que você está fazendo este curso se lhe restam poucos anos de vida?” E ouviu a sábia resposta: “Porque eu quero viver melhor, mesmo que este seja o meu último dia de vida”. Dias melhores pra você também.

Fonte: http://ogerente.com.br/rede/carreira/ciltura-conhecimento-curriculo

quarta-feira, agosto 01, 2012

Competência em Gestão não é Conceito, é Cultura

Autor: Ivan Postigo

Já notou que para algumas pessoas e empresas tudo dá certo, enquanto para outros, por mais esforços que façam, parece que nada se encaixa?

Nesses momentos ouviremos: – Ah, eles têm sorte!

Certamente você leu ou ouviu dizer que sorte é o encontro da oportunidade com a competência.

Poderíamos considerar também que a sorte aparece quando a oportunidade encontra o conhecimento, não?

Diz um amigo que isso é como um conto de fadas: a princesa oportunidade é apresentada ao príncipe conhecimento. Sentem-se atraídos, se casam e distribuem como presente a sorte no reino. Por isso vivem felizes para sempre.

Isso me fez lembrar uma conversa sobre sucesso. A história nos foi contada mais ou menos assim:

Um dia, aborrecidos com os maus resultados, resolvemos fazer uma pesquisa e estudar as razões da enorme sorte de alguns, afinal esta poderia estar ligada à data de nascimento, posição dos astros, cidades e países em que nasceram, horários que se deitam ou acordam, santos que veneram, crenças, padrinhos, enfim a lista é longa.

Apanhamos as trajetórias de vários sortudos e sobre elas nos debruçamos, fazendo comparações, procurando pontos coincidentes.

Depois de horas de estudos, vimos que nada “batia”. Percebemos que o músico praticava doze horas por dia, o jogador de futebol ficava sozinho, depois do treino, repetindo mil cobranças de faltas, o jogador de basquete fazia milhares de arremessos, o atleta corria todos os dias quinze quilômetros de madrugada, o poeta estudava e escrevia durante horas e viviam batendo em portas para conseguir um apoio, o pintor quase não comia para comprar as tintas que consumia em um ritmo frenético, e assim as histórias se repetiam.
O único ponto comum é que foram vistos, seus talentos percebidos e valorizados.

Ainda não contentes, resolvemos entrevistá-los. Descobrimos que fatos como esses ocorrem muitas vezes, mas poucos foram valorizados nos primeiros encontros. Alguns até pensaram em desistir, mas a paixão pelo que fazem é que os impediu.

Refletimos um pouco mais: O sucesso poderia ser devido à técnica que usavam.

Horas de observações e estudos, então concluímos que também não fazia sentido.

Em nossas empresas tentamos todas as técnicas que nos recomendaram, algumas até geraram resultados, mas logo foram abandonadas.

Quando as equipes conseguiam avanços a implantação era demorada e conflituosa, por fim ocorria a solução da continuidade. De modo geral não havia grande envolvimento das pessoas com as novidades.

Observamos que esse fato era muito comum nos poucos cursos e seminários que participamos, achando exagerado o entusiasmo de algumas pessoas com os novos conceitos.

Por essa razão resolvemos fazer algumas visitas e começamos a notar que nessas empresas os fatos formavam um paralelo com as histórias de vida que pesquisamos: Muito estudo, dedicação e trabalho.

O ambiente se mostrou diferente do que temos nossas organizações. As pessoas não só dominavam os assuntos, mas os consideram fáceis de serem tratados e implantados.

A primeira reação foi imaginar que estavam há muito tempo envolvidos com as questões. Para nossa surpresa começaram os projetos há pouco tempo, fato que nos deixou intrigados.

Ao especular sobre várias técnicas percebemos que estas não eram apenas do conhecimento dos seus principais gestores, mas também dos demais colaboradores. Algumas foram implantadas com sucesso e rapidamente.

Nesse momento uma luz se acendeu e entendemos que competência em gestão não é conceito, é cultura.

Esse é o fator que construiu as histórias de sucesso que estivemos estudando.

Nossa missão agora mudou, o segredo foi revelado: Temos que criar e desenvolver esse ambiente em nossas organizações para ter sucesso.

Realmente temos que concordar com o que nos foi relatado, e você como vê essa questão na sua empresa?

Fonte: http://ogerente.com.br/rede/gestao-empresarial/conhecimento-e-competencia-para-o-sucesso

terça-feira, maio 29, 2012

Conhecimento destrói incertezas

Autor: Gilclér Regina

A vontade de se preparar deve ser maior que a vontade de vencer” Gilclér Regina

Uma afirmação de um diretor de colégio diz: “No mundo real a turma da frente acaba trabalhando para a turma do fundão”. Ou seja, quem faz maior sucesso segundo ele é a turma que ousou mais, que foi mais criativa e esses eram os que sentavam lá no fundo da sala.

Isso lembra aquele aluno que leva o boletim com notas todas vermelhas para o seu pai e este lhe diz: “No meu tempo isso renderia uma bela duma surra”. E o menino diz: “É isso aí pai, vamos lá dar um cacete no professor”.

O ideal de sucesso é unir a disciplina de quem senta na frente com a criatividade de quem senta no fundo da sala. Afinal, não vale afirmar que somente o “bagunceiro” senta lá no fundão.

Estar aberto a mudanças é saber somar criatividade, um pouco desta falsa “malandragem” aliada a conhecimento e disciplina. Conhecimento destrói incertezas… Conhecimento com motivação constrói certezas, constrói resultados!

Estar sempre aberto à mudanças é estar preparado para não ficar pelo caminho… Se você acha que pratica o seu melhor trabalho, dê uma olhadinha no seu colega ao lado e faça um comparativo. Saiba que ele não está dormindo “de touca”.

Existem funcionários ótimos… E existem aqueles que você precisa fazer uma carta de recomendação para o seu principal concorrente! Sua escolha definirá o seu sucesso!

Se você tiver uma ferida e se tratar, com o tempo ela irá cicatrizar… Se você tiver uma ferida e não se tratar, com o tempo ela irá piorar. Portanto, contrariando muita gente, o tempo nem sempre é senhor da razão.Não é o tempo que cura, é a intensidade da ação que você faz hoje é que cura.

Quantas redes de supermercados, quantos bancos, quantas empresas você lembra como as maiores do Brasil num passado recente? E não existem mais…

A vida sempre foi assim: Novos ricos que são ex-pobres e novos pobres que são ex-ricos. 82% das maiores fortunas vêm do absolutamente nada, vêm da pobreza mesmo!

O dinheiro? Não acaba… Apenas muda de mão.

Muitos se perderam pelo caminho por causa da soberba. Muitos sofreram com a síndrome de “ovo de pata”. Lembra-se da fábula? A pata olha para a galinha e diz: “Meu ovo é muito mais bonito que o seu”. Qual foi a resposta da galinha? “O seu é mais bonito, mas não vende”.

Arrogância é assim mesmo, igual mau hálito, todo mundo percebe, menos quem tem!

A “mudança” é uma preocupação dominante no mundo corporativo. Reflita sobre o que gostaria de mudar em você, em sua vida profissional, em sua vida familiar, em sua empresa, em sua carreira e que ainda não teve coragem de fazer?

Pense nisso, um forte abraço e esteja com Deus!

Fonte: http://ogerente.com.br/rede/carreira/conhecimento-sucesso

quarta-feira, maio 02, 2012

Tempo e saúde: Um casamento “perfeito”?

Autor: Luiz Roberto Fava

Cheguei ao aeroporto de Guarulhos de madrugada para o check in com destino à Austrália e escala na Argentina para troca de aeronave.

São três horas da manhã e, no balcão da companhia aérea, recebo a notícia que o voo para Buenos aires, previsto para as seis da manhã, sairá com atraso de duas horas.

Ao saber disso, o patriarca da família que estava atrás de mim começou a se irritar e a vociferar em voz alta. Primeiro coma esposa e depois com todos os que estavam ao seu redor e que aguardavam pacientemente na fila.

Quando chegou ao balcão… coitado do funcionário. Este foi obrigado a ouvir uma enxurrada de impropérios em um volume que mais parecia o alto-falante de um trio elétrico.

Todos estavam estupefatos. Às três horas da manhã aquele balcão mais parecia o pódio de um candidato à eleição de algum cargo.

Enquanto um misto de surpresa e indignação atingia a maior parte daqueles que estavam na fila, um outro tipo de sentimento tomava conta de mim: calma e paz interior.

Esta situação me levou à percepção de como a chamada MODERNIDADE vem influenciando o modo de vida das pessoas e causando nelas uma série de malefícios físicos e mentais decorrentes do estresse.

E se formos buscar mais profundamente uma das causas do porquê de tudo isso, veremos que a falta de tempo é uma das grandes vilãs.

Infelizmente, e desgraçadamente, a vida acelerou.

As pessoas já não tem tempo para mais nada, e a impressão que se tem é que a Vida se resume a dois Ts: tempo e trabalho.

A coisa vem se complicando tanto desde a Era Industrial que, em 1982, o médico Larry Dorsey criou o termo “doença da pressa” para designar os sintomas físicos e mentais que a falta de tempo causa nas pessoas.

Para o teólogo e filósofo Mario Sergio Cortela tudo se transformou em miojo, tudo rápido, pronto em três minutos: o estudo é miojo, os relacionamentos são miojo…

Fazer tudo depressa tornou-se a maneira de ser do cidadão do século XXI porque, para muitos, as vinte e quatro horas do dia tornaram-se insuficientes para fazer tudo.

Para muitas pessoas o dia deveria ter mais que vinte e quatro horas e as agendas mais páginas.

Todo este caos vivido pelo “homem moderno” só serve, em resumo, para movimentar cada vez mais a Economia, e de uma forma cada vez mais rápida. Carl Honore chama isto tudo de turbo-capitalismo,ou seja, vive-se para servir a Economia.

O Homem, hoje, vive para trabalhar mais, consumir mais, ter mais… e acaba se alimentando e dormindo mal, seja em quantidade, seja em qualidade.

E as crianças? Ah! As crianças… Também acompanham este ritmo frenético onde, nas suas agendas constam aulas de idiomas, de música, de esportes, além das aulas normais e das atividades que a escola proporciona.

E, é claro, as consequências de tudo isso são várias e não muito saudáveis:

  • fazer tudo muito rápido leva a erros e ao retrabalho;
  • fazer várias coisas ao mesmo tempo, idem,
  • fazer tudo muito rápido vai lhe estressar e lhe deixar doente, física e mentalmente. Insônia, gastrite, bruxismo, aumento da pressão arterial, problemas respiratórios,ansiedade, depressão,são sintomas clássicos deste estilo de vida. E sem esquecer que eles poderão levar a pessoa ater um infarto agudo do miocárdio, um derrame cerebral e, até, levá-la ao óbito.
  • fazer tudo muito rápido também se reflete no relacionamento com a família. Contamos estórias para os nossos filhos deforma cada vez mais rápida; namorar e fazer sexo se traduzem em uma “rapidinha”, o período de férias passou a ser uma eternidade e a comunicação entre as pessoas da família é feita por recados deixados em post its grudados na porta da geladeira ou do freezer, ou na tela do computador.

Quanto menos tempo temos, mais descuidamos do nosso corpo e da nossa mente. Tornamo-nos irritados, agressivos, sedentários e obesos.

Dormindo mal e comendo mal vamos ter menos energia para enfrentar as tarefas diárias. E aí vamos acabar nos valendo de vários tipos de drogas estimulantes e que podem levar à dependência com todas as suas nefastas consequências.

Não é à toa que o número de acidentes de trânsito tem aumentado, os índices de absenteísmo são cada vez mais altos, a indústria farmacêutica nunca vendeu tanto remédios tarja preta e muitos vem sua produtividade cair sem uma razão aparente.

Quando todos resolvem acelerar para serem cada vez mais rápidos, a saúde será afetada, quer se queira ou não.

Para Carl Honore, vivemos hoje a Era da Fúria: “no afã de andar depressa e ganhar tempo, o Homem é levado à fúria do trânsito, à fúria aérea, à fúria das compras, à fúria dos relacionamentos, à fúria do escritório, à fúria das férias, à fúria da ginástica”.

Em resumo: as pessoas estão se suicidando e não estão se dando conta deste fato.

Para mudar este quadro necessitamos mudar nossa maneira de ser. E isto inclui nossos pensamentos e nossas atitudes.

E como o fazer vem sempre depois do pensar, a primeira coisa diz respeito à mente, torná-la mais calma e mais serena.

Um dos melhores meios para se alcançar este objetivo é através da meditação. Não importa qual o tipo, mas a sua prática. Isto traz inúmeros benefícios, não só para a mente, mas também para o corpo, fatos cada vez mais corroborados por estudos científicos.

Uma pessoa que tem o hábito da meditação diária geralmente tem mais saúde, mais concentração, mais criatividade, são mais reflexivas e menos reativas, são mais relaxadas e menos estressadas, são mais calmas e mais felizes.

Tudo isso não significa que devemos abolir a tecnologia e a sua rapidez de nossas vidas. Devemos,sim, usá-la com sabedoria a nosso favor e não nos deixarmos dominar por ela a ponto de nos tornarmos seus escravos.

Dizia Einstein: “os computadores são incrivelmente rápidos, precisos e burros. Os seres humanos são incrivelmente lentos, imprecisos e brilhantes. Juntos tem um poder que supera qualquer imaginação”.

Só para lembrar: atrás do melhor e mais potente computador existente no mundo (ou que ainda venha a ser desenvolvido), está o Homem.

E só quando o Homem está com a mente relaxada, existirá o espaço necessário para que tudo aquilo que estava “guardado, embutido”, aflore ao consciente.

A meditação é uma ferramenta extremamente útil para enfrentar a vida moderna e toda a sua correria.

Mas também não devemos esquecer o corpo. Arranje sempre um tempo para cuidar dele praticando alguma atividade física.

Para manter a mente calma e,ao mesmo tempo, cuidar do físico, que tal juntar os dois?

Para isso fuja daquelas academias que só cultuam o corpo cm aparelhos que te deixam pior (cansados, suados e sem energia) e a som de ritmos bate-estaca.

Comece a pensar em mudar indo na direção contrária, buscando práticas que acalmam amente e exerciam o corpo.

Um bom exemplo disto é a prática da hatha yoga; um conjunto de posturas e técnicas respiratórias que vão lhe dar maior poder de concentração, deixar sua mente muito mais relaxada e seu corpo mais flexível, mais saudável e menos sujeito a contrair doenças e infecções.

Outra alternativa é a prática de artes marciais, como o judô, o caratê ou o kung fu. Para se desenvolver rapidez nos golpes, é necessário que a mente esteja relaxada e concentrada. Outra forma de praticar exercícios, mas de forma mais suave é representada pela prática do tai chi chuan.

Eu, particularmente, adoro caminhar. Este é o meu exercício favorito para cuidar do corpo e da mente, pois enquanto caminho, pratico exercícios de respiração.

Para mais, enquanto caminho, meu poder de percepção aumenta muito. Consigo escutar o barulho do vento, o canto dos pássaros e admirar a beleza e as cores das flores. Coisas que não se consegue fazer quando estamos com a mente “cheia” ou dirigindo um automóvel.

É também caminhando que tenho melhores ideias e clareza de pensamentos. Consigo me concentrar mais e melhor naquilo que necessito fazer.

Para o aspecto físico, meu corpo só tem a lucrar, pois caminhar, além de gerar mais saúde,causa menos danos do que a prática intensa de exercícios. Sinto-me mais leve e mais saudável para enfrentar o meu dia a dia.

E o que é melhor: é uma forma natural de se exercitar. Não esqueça que o Homem só começou a “acelerar” quando criou as máquinas como o automóvel e o avião. Para mais,caminhar não requer um personal trainner, é gratuito e desprovido de efeitos colaterais.

Meu último conselho: aprenda a gastar um pouco do seu tempo para ter mais saúde física e mental. Assim você não vai gastar tempo e dinheiro com médicos e medicamentos para cuidar dela.

Pense nisso!


Fonte: http://favaconsulting.com.br/tempo-e-saude/

quarta-feira, dezembro 14, 2011

Pensando como um gênio

Autor: Gustavo Rocha

Divido com vocês um texto de Helena Gerenstadt chamado pensando como um gênio. São 8 dicas práticas e verdadeiras de como podemos inovar em nossos negócios. Traço meus comentários em azul.


Pensando como um Gênio – Helena Gerenstadt

“Mesmo que você não seja um gênio, você pode utilizar as mesmas estratégias de Aristóteles e Einstein para tomar as rédeas do poder de sua mente criativa e controlar melhor o seu futuro”.

As oito estratégias seguintes o encorajam a pensar produtivamente, em vez de (re)produtivamente, a fim de o fazer chegar às soluções para os problemas. “Estas estratégias são comuns aos estilos de pensamentos dos gênios criativos nas ciências, artes e na história do pensamento industrial”.

1. Encare o problema de várias formas diferentes e encontre novas perspectivas que ninguém mais tenha examinado ainda (ou que ninguém já tenha publicado!)

Leonardo da Vinci acreditava que, para adquirir conhecimento acerca da forma de um problema, começa-se por aprender a reestruturá-lo de muitas maneiras diferentes. Ele considerava que a primeira forma como ele olhava para um problema era muito parcial. Frequentemente, o problema reconstruído transforma-se em um novo.

Esta dica é essencial. Muitos problemas são minúsculos quando vistos por outras perspectivas. Como você vê o seu dia? Seu chefe? Suas verdades? Os problemas – sempre – são resolvíveis com duas respostas: Sim ou não. O restante é apenas sentimentos e conseqüências. Na razão, temos o sim e o não. Analise com toda sua razão para que o problema seja somente uma pedra no caminho e não um impeditivo do teu sucesso.

2. Visualize!

Quando Einstein meditava sobre um problema, sempre achava necessário formular seu enunciado de tantas maneiras diferentes quantas possíveis, incluindo o uso de diagramas. Ele visualizava soluções e acreditava que tais palavras e números representavam um papel significativo em seu processo de pensamento.

Coloque no papel, computador ou tablet. Veja sempre com visão holística, ou seja, de todos os ângulos. Não permita que a sua visão seja restrita a uma opinião, visão, verdade. Eu me orgulho (com humildade, hehehe) de dizer que tenho hoje uma opinião. Amanhã, não sei. Posso concluir de uma forma diferente, afinal, estou sempre pronto a aprender com os outros, sejam eles seres humanos, animais (meus cachorros me ensinam muito sobre amor, paciência, verdade) e com as plantas, como nesta história.

3. Produza! Um distintivo característico dos gênios é a produtividade.

Thomas Edison tinha 1.093 patentes. Ele garantiu a sua produtividade estabelecendo para si mesmo e a seus assistentes “cotas de ideias”. Em um estudo com 2.036 cientistas através da história, Dean Keith Simonton, da Universidade da Califórnia, em Davis, descobriu que os mais respeitados cientistas não produziram apenas trabalhos excelentes mas também trabalhos “ruins”. Eles não tinham medo de falhar, ou produzir resultados medíocres na busca pela excelência.

Produza. Crie tempo. Organize o seu caminho de forma a ser muito produtivo. O dia tem 24 horas e não irá aumentar, então, produza dentro do tempo que tens. Seja gestor do seu tempo, que por conseqüência, serás gestor da tua vida.

4. Faça combinações originais.

Combine e recombine ideias, representações e pensamentos de diferentes formas não importando o quanto pareçam incongruentes ou pouco comuns.

As leis da hereditariedade, em que se baseia a moderna ciência da genética, tem suas bases lançadas pelo monge austríaco Gregor Mendel que combinou matemática e biologia para criar uma nova ciência.

Aprenda a deixar o seu cérebro desordenado. No caos existe a ordem (orb ab caos). Mesmo que seja a ordem da criatividade.

5. Formule relacionamentos; estabeleça conexões entre assuntos dessemelhantes.

Da Vinci determinou uma relação entre o som de um sino e o barulho de uma pedra atingindo a água. Isto lhe permitiu estabelecer a ligação de que o som se propaga na água. Samuel Morse inventou a estação de transmissão para sinais telegráficos enquanto observava estações para cavalos.

Relacionamentos. Não apenas entre homem e mulher (ou de mesmo sexo). Relacionamentos para tornar a vida mais saborosa, gostosa… Relacionamentos, para podermos exaltar aquilo que sentimos e discordamos, concordamos ou até mesmo amamos ou odiamos. Relacionamentos entre coisas diferentes, como uma poesia e Metallica (eu adoro escrever neste ambiente…)Permita-se pensar nas pessoas como conexões positivas e com sentimentos bons e de futuro. Permita-se pensar em coisas diferentes juntas. Permita-se. O futuro está dentro de você e não fora. Permita-se.

6. Pense em opostos.

O físico Niels Bohr acreditava que, se você mantém opostos juntos, então, você eleva o seu pensamento e sua mente se desloca para um novo nível. Esta habilidade lhe permitiu imaginar a luz como um duo de onda e partícula o conduziu à concepção do Princípio da Complementaridade. Suspender o pensamento (lógico) pode permitir à sua mente conceber novas formas.

Opostos se atraem, não? A lei da física pode ser uma aliada na criatividade. Pense em como seria o oposto daquilo que você está pensando. Pode ser uma excelente forma para encontrar mais motivos para pensar em como você está pensando hoje, mas pode ser elementos de mudança de pensamento.

7. Pense de forma metafórica.

Aristóteles considerava a metáfora um dístico dos gênios e acreditava que o indivíduo que possuía a capacidade de perceber semelhança entre duas áreas separadas da vida e de concatená-las uma com a outra era uma pessoa de dons especiais.

Sonhe. Lembre dos seus sonhos. Veja seus planos e analise o que deu certo. Aprenda a ver a sua vida como uma sucessão de presentes em direção ao futuro.

8. Prepare-se para o acaso.

Não importa que nós tenhamos tentado fazer alguma coisa e falhamos, nós terminamos por realizar alguma outra coisa. Este é o primeiro princípio do acidente criativo. O fracasso pode ser produtivo desde que nós não o consideremos um desperdício total enquanto resultado. Ao invés disto: analise o processo, seus componentes e como você poderia modificá-lo para chegar a outros resultados. Não se pergunte: “Por que eu falhei?”, e sim, melhor que isto: “O que eu realizei?”

“A arte diz o indizível; exprime o inexprimível, traduz o intraduzível”… (Leonardo da Vinci)

Você já tentou entender uma obra de arte? E muita gente diz que compreende aquilo com tanta sabedoria… Um dia pode ser que consiga, mas hoje para mim, estas obras de arte são a resposta do artista: O que eu realizei?

Tirando minha total ignorância em arte, preparar-se ao acaso é fundamental. Pode ser numa mesa de bar, dirigindo, olhando para aquela bela moça que acabou de entrar no restaurante… Ali pode ter uma oportunidade, seja ela pessoal ou profissional.

Permita-se. Isto faz toda diferença.

Fonte: ogerente.com.br/rede/gestao-empresarial/estrategias-inovar-negocios

quarta-feira, setembro 28, 2011

Pequenas empresas ou negócios pequenos?

Autor: Julio Cesar S. Santos

As pequenas empresas brasileiras sempre se constituíram num assunto de grande interesse econômico para nossa sociedade e, conseqüentemente, sempre foi amplamente debatido pelos estudiosos em empreendedorismo.

Porém, não há necessidade de informarmos aqui dados sobre o número de funcionários empregados nas pequenas empresas, sua participação no PIB nacional, a importância sobre a geração de riqueza para nosso país ou as vantagens que elas possuem sobre as grandes corporações.

Nós já estamos cansados de ouvir tudo isso; ou seja, esse assunto está saturado. Na verdade, nossa tentativa será a de buscar razões a fim de explicar por que muitas pequenas empresas não se tornam grandes negócios. Na opinião do Professor Alex Freire (FGV) existe três razões para isso:

A primeira razão tem a ver com a “Visão Estratégica”. Ou seja, quem disse que o Grupo Pão de Açúcar já nasceu grande? Foram inúmeras crises enfrentadas pela empresa, antes que ela se tornasse esse gigante atual como a venda da unidade em Portugal, a disputa pelo poder na família Diniz e o seqüestro de Abílio em 1989. Além disso, o grupo sobreviveu ao Plano Collor em 1990 e enfrentou uma difícil decisão ao profissionalizar a gestão da organização.

No início da construção do grupo, Abílio Diniz viajou muito para conhecer outras experiências supermercadistas, investiu bastante buscando novos conhecimentos e não ignorou a experiência daqueles que, naquela época, ainda não eram seus concorrentes. Enfim, ele já enxergava adiante. Outro exemplo de empresa que começou pequena foi a Apple, onde Steven Jobs afirmou certa vez que iria deixar “uma marca no universo”

Diante disso, percebe-se que falta um pouco de audácia àqueles que dirigem pequenos negócios e sobra astúcia a muitos que constroem empresas a partir do zero. Aspirações complexas não garantem grandes resultados, mas certamente a ausência de grandes aspirações assegurará resultados medíocres.

A segunda razão tem a ver com aquilo que o Professor Alex Freire denomina de “Síndrome do Mais ou Menos”. O empreendedor cria e mantém uma empresa para estar sempre na média; ou seja, ele olha para os lados, estuda a concorrência e segue o comboio. Dessa forma, tudo o que ele faz é exatamente igual ao que fazem os seus concorrentes – inclusive cometendo os mesmos erros.

Quando alguém sugere que ele busque a excelência, automaticamente ele se defende afirmando que as pessoas não sabem o que é dirigir uma pequena empresa. “Só faço aquilo que posso” – afirma o empresário. E o que ele pode é sempre igual à média da capacidade dos outros. Portanto, ele faz parte da “vala dos comuns” e conseqüentemente sua empresa sempre será pequena – diz o Professor Alex Freire.

A terceira e última razão tem relação com a suposta falta de recursos financeiros. Para começar, a falta de dinheiro é um problema de todos e não apenas do pequeno empresário. O problema é que ele atribui toda a culpa na falta de recursos por qualquer adversidade encontrada no seu dia-a-dia corporativo.

Conheci um desses empresários que “torrou” todo seu patrimônio a fim de salvar sua pequena empresa e, mesmo assim, nada adiantou porque o que lhe faltava não era dinheiro e sim GESTÃO. Quantos de nós conhecemos – ou já ouvimos falar – histórias semelhantes?

Uma empresa sempre será um negócio compatível com o tamanho da sua gestão. Acredito piamente que o problema dos empresários está na forma de como conduzem as empresas e, não necessariamente, do tamanho do seu saldo bancário. O caixa de uma empresa é conseqüência da gestão e não o contrário.

Lembre-se que não é o tamanho da empresa que dita se um empreendedor terá sucesso – ou não. Na verdade, são as aspirações do empresário, a constante busca pela excelência e a qualidade da gestão empresarial utilizada.

Fonte: http://ogerente.com.br/rede/gestao-empresarial/pequenas-empresas-negocios-pequenos

quinta-feira, abril 07, 2011

Já é hora de dormir

Autor: Dr. Luiz Roberto fava

Se você é um baby boomer como eu, certamente irá se lembrar da antiga TV Tupi (PRF3 TV – canal 3, depois TV Tupi canal 4 e, finalmente SBT). Todos os dias, lá no início dos anos 60, impreterivelmente às 21 horas, era exibido um filme cujos versos eram:

Já é hora de dormir,
Não espere mamãe mandar.
Um bom sono pra você,
E um alegre despertar.

Pois é, preste atenção à última frase: … e um alegre despertar.

Você tem dormido bem? Em quantidade de horas e com qualidade?

O sono sempre foi considerado algo muito importante para a vida das pessoas. Perceba que nós, Seres Humanos, temos apenas dois estados durante toda a nossa existência: vigília e sono e, às vezes, sono com sonhos.

Fisiologicamente, o sono é considerado um estado onde existe a supressão da capacidade de percepção e da atividade motora voluntária.

Uma noite bem dormida, período onde o organismo renova suas energias, proporciona relaxamento, bom humor, descanso, melhor aparência física (deixa a pessoa mais atraente e mais saudável), aumenta a longevidade, consolida a memória e diminui o risco de depressão.

É neste período que o organismo secreta a melatonina, um hormônio que regula o sono, entre outras funções. Esta substância só é produzida em ambientes calmos e escuros. Por isso, para dormir bem, o máximo que é admitido é o uso de uma iluminação indireta para que sua produção e liberação sejam feitas de forma efetiva.

Com relação ao número de horas, esta é variável. Bebês chegam a dormir 18 horas por dia. Crianças de 4 a 6 anos dormem de 9 a 10 horas por dia. Na idade entre 7 e 11 anos, 8 horas de sono são suficientes. Na adolescência, a partir dos 12 anos, a necessidade aumenta para até 10 horas. Entre os 20 e 30 anos, o ideal é dormir entre 9 e 10 horas e, a partir dos 30 anos, dormir de 7 a 8 horas é o suficiente.

Para Nuno Cobra, “o sono é o elemento mais importante para todas as pessoas, em qualquer atividade profissional, porque é vida. O problema é que a nossa sociedade colocou o homem em tal nível de competitividade, que o sono passou a ser um obstáculo. É preciso trabalhar, render muito, produzir mais. Dormir passou a ser um sinal de perda de tempo”, como afirma em seu livro A semente da vitória (Ed. Senac, São Paulo).

Isto é bem visível naquelas profissões onde existe pressão para se atingir resultados, como motoristas de caminhões, bancários e altos executivos que possuem excesso de trabalho.

Associa-se a isso, o estilo de vida nas grandes metrópoles. Cidades que “vivem” 24 horas, repleta de atividades como bares, restaurantes, shows e baladas, contribuem para a redução das horas de sono, visto que as pessoas buscam no seu lazer uma forma de diminuir o seu índice de estresse.

Uma das principais doenças ou distúrbios do sono é a insônia. Em maior ou menor grau, ela atinge metade da população mundial sendo maior nas grandes cidades devido à rotina de trabalho durante as 24 horas.

A insônia aguda é causada por fatores emocionais e/ou físicos (estresse, doenças, fusos horários) onde, clinicamente, existe dificuldade para se dormir por um tempo limitado.

Já a insônia crônica pode ser de três tipos: dificuldade para pegar no sono, dificuldade para manter o sono ou dificuldade para dormir por mais tempo.

Para Sandra Rosenfeld, a insônia é um sintoma de que há algo errado acontecendo com a pessoa, que pode ser emocional, psicológico, clínico ou ambiental.

Já para o professor, Flávio Aloé, da USP, pessoas com insônia crônica geralmente são pessoas mais ansiosas ou que sofrem depressão, tem um estilo de vida mais estressante ou possuem maus hábitos como excesso de cafeína ou álcool.

A insônia está mais presente nas mulheres, nos idosos e nos trabalhadores de baixa renda.
Mas, além da insônia, existem outros distúrbios do sono: apnéia, ronco, bruxismo, síndrome das pernas inquietas, pesadelos, sonolência diurna, sonambulismo e terror noturno.

No Brasil, 43% da população adulta das grandes metrópoles dorme um número de horas menor do que é necessário para manter a sua saúde. Nos Estados Unidos, os distúrbios do sono atingem 70 milhões de pessoas, o que acarreta um custo de 100 bilhões de dólares por ano devido à menor produtividade e gastos com saúde e tratamentos médicos.

E quem são os causadores destes problemas? Podem ser citados: navegar na internet e usar o computador até tarde, dormir com a televisão ligada, trânsito, café, refrigerantes à base de cola, chá preto, leitura de livros estimulantes, telefone junto à cama, tabagismo, falta do hábito de dormir e acordar de forma rotineira e ambientes inadequados (muito quentes, úmidos, barulhentos, com muita iluminação, etc.). Outros fatores incluem a jornada dupla de trabalho e distúrbios relacionados ao estresse como ansiedade, depressão e demandas da atividade laboral.

Estes distúrbios podem acarretar uma série de coisas ruins para a sua saúde, tais como:
  • fadiga crônica;
  • desenvolvimento de diabetes;
  • desenvolvimento de doenças cardíacas;
  • predisposição à obesidade;
  • aparência pálida e cansada;
  • nos homens, maior risco de desenvolver a disfunção erétil;
  • menor vigor físico;
  • envelhecimento mais precoce;
  • diminuição das defesas do organismo;
  • diminuição da produtividade;
  • maior índice de mortalidade;
  • maior risco de sofrer acidentes (domésticos, de trânsito, do trabalho);
  • aumento da irritabilidade;
  • alteração do humor;
  • perdas cognitivas (percepção, atenção e memória)
  • menor capacidade de planejamento estratégico; e,
  • lentidão na execução das atividades.
 O que não deve ser esquecido é que momentos alegres também fazem a pessoa perder o sono como a festa de formatura de um filho, a véspera do casamento, a inauguração de um negócio novo, promoção no trabalho, ganhar a megasena sozinho, realizar um sonho (casa própria, trocar de carro), etc.

Para dormir bem

 De acordo com especialistas em higiene do sono, seguem suas dicas para que você melhore a qualidade total do seu sono. Lembre-se: se os programas de qualidade total estão presentes dentro das empresas, eles também devem estar presentes dentro de você. E isso inclui o seu sono. Vamos a elas:

  • só vá deitar quando sentir que o sono está chegando;
  • procure manter horários regulares para deitar e acordar. Isto ajuda a manter a regularidade do ciclo biológico:
  • mantenha a tranqüilidade do local onde você dorme, evitando utilizá-lo para outras atividades como estudar, assistir televisão, usar o computador, etc.;
  • se for ler algum livro ou assistir um filme antes de dormir, escolha um sem conteúdo estimulante (suspense, terror, violência);
  • não use o computador nas horas que precedem o sono:
  • deixe o ambiente onde você dorme calmo e tranquilo. Isto inclui temperatura agradável, silêncio e ausência ou um mínimo de luminosidade;
  • nunca vá dormir com fome ou com o estômago abarrotado de comida. Opte por ter refeições noturnas  leves e saudáveis;
  • à noite, evite tomar café, chocolate, álcool, chá preto, chá verde e bebidas tipo cola ou guaraná, porque são estimulantes;
  • evite cochilar durante o dia, com exceção da soneca energizante (power nap);
  • se possível, não fume à noite;
  • faça uma atividade física leve algumas horas antes de dormir. Isto líber endorfinas, que ajudam no relaxamento do organismo.
  • durma o número de horas que faça você se sentir bem. Ficar na cama mais do que o necessário pode prejudicar o sono da noite seguinte;
  • não “brigue” com a cama e o sono. Se tentar e não conseguir dormir, levante e procure fazer algo chato, enfadonho e repetitivo, como ler um livro cansativo. Ouvir música suave pode ajudar;
  • mantenha a cabeça “fria’ antes de dormir. Isto significa que preocupações, ansiedades e afazeres devem ficar fora da cama> melhor ainda, fora do quarto;
  • ingira um copo de leite morno antes de dormir. O leite possui triptofano, um aminoácido que relaxa os músculos e induz ao sono;
  • ao deitar, pratique, com bastante foco,  a técnica da respiração lenta e profunda;
  • tenha conforto. Isto inclui colchão e travesseiro que mais se adaptem a você; e,
  • lembre-se que cama é bom para duas coisas: dormir, descansar e fazer sexo. Não necessariamente nesta ordem.
 Agora, se mesmo com estas dicas você não conseguir dormir bem, continuar sofrendo de insônia ou dos outros distúrbios do sono, nem tudo está perdido. Você ainda pode:
  • buscar ajuda médica, psicológica ou psiquiátrica;
  • uso de drogas como antidepressivos e hipnóticos, lembrando que podem causar dependência;
  • terapia comportamental (relaxamento e respiração);
  • bebidas “batizadas” com melatonina, existentes nos Estados Unidos mas ilegais no Brasil;
  • outras novidades, como um aplicativo para IPhone (Sleeping Pill), que fornece dicas para “esvaziar a mente” do insone e o Ecotones Sound Therapy Machine, que emite sons relaxantes.
Boa noite. Durma bem.

Fonte: http://ogerente.com.br/rede/favaconsulting/disturbios-do-sono/

terça-feira, abril 05, 2011

Rotina: positivo ou negativo?

Autor: Gustavo Rocha

Quando falamos em rotina, alguns logo afirmam: Precisamos de rotinas para organizar o nosso negócio. As rotinas padronizam e levam o negócio para o sucesso. Outros afirmam: As rotinas emburrecem, as rotinas levam o negócio apenas aonde ele já foi ou está. Precisamos de inovação, abaixo as rotinas!

Quem está certo?

Ambos estão certos, ao meu ver. Como assim?

Vamos analisar os dois pontos:

Rotina como algo positivo

Toda organização de um negócio inicia pelas rotinas. São as rotinas que padronizam, organizam, dão a primeira tônica do negócio.

O primeiro passo para organizar o seu escritório é definir as rotinas. Estabeleça quais são as rotinas do seu negócio: Quando o cliente chega, como ele é atendido? Quando ele é atendido como fica a informação deste atendimento? Depois de atendido, como o negócio processa o restante da informação (ação judicial no caso de um escritório jurídico)?

Perguntas… A resposta destas são justamente as rotinas (parte delas) do seu negócio.

Estabelecer estas rotinas pode auxiliar a evolução do negócio de uma maneira ímpar.

Como assim?

Para termos a evolução ou mesmo inovação, devemos saber aonde estamos em primeiro lugar. Como saber aonde estamos se sequer conhecemos nossas atuais rotinas?

Da mesma forma que estas rotinas são essenciais para a evolução do negócio, elas podem ser o principal problema para ele findar. Veja como:

Rotina como algo negativo

A rotina é um problema justamente quando ela se torna intrínseca ao ser humano.

O ser humano tem a tendência de buscar o sucesso e quando chega nele ou próximo dele, se acomoda.

O mesmo acontece com as rotinas.

Ter uma rotina é cômodo. Ter rotina dá segurança. Ter rotina traduz em saber o passo a passo.

E o que há de errado nisto?

Se você quer ficar sempre na mesma situação atual, nada. Agora, se o crescimento do seu negócio é importante, a rotina é perigoso, pois inibe a criatividade e principalmente deixa todos com aquela sensação de “vamos fazer como está, afinal sempre foi assim”. O fato de sempre ter sido assim, não quer dizer que precise ser assim. Não quer dizer que não deve mudar.

A crítica a rotina é fundamental/essencial/imperioso para existir gestão.

Quer gerir o seu negócio?

Critique rotinas internas (procedimentos) e externas (relacionamento com cliente). Estabeleça novas regras e faça as mesmas com controle e organização.

Enfim,

Rotina: Positivo ou negativo?

Positivo, se for padronizar e organizar o dia a dia de todos.

Negativo, se as mesmas funcionam há muito tempo sem qualquer tipo de crítica ou pensamento diferente.

Permita-se ser diferente e fazer o seu negócio ter sucesso. Lembre-se que caminhando por onde os outros caminharam chegará somente aonde os outros chegaram.

Ou seja, abaixo a zona de conforto e viva a gestão através da crítica de rotinas!

Fonte: http://ogerente.com.br/rede/gestao-empresarial/rotinas-para-organizar-o-nosso-negocio

quinta-feira, fevereiro 17, 2011

Muito Além da Sala de Aula

Esse é meu primeiro post de 2011,  e como o ano começou muito corrido, o blog ficou um pouco de lado. Mas o blog está de volta e ativado :)


Como todo ano que começa sempre fazemos várias promessas, muito planos e esperamos que tudo se realize.

Espero este ano além de compartilhar os textos que leio, quero compartilhar com vocês minhas experiências e meus conhecimentos. O desafio está lançado.


Para inicar compartilho com vocês este texto que fala sobre a apredizagem, competências e conhecimento que é base para todos os planos e objetivos.

Boa leitura!

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Muito Além da Sala de Aula

Autor: César Souza

Que é preciso adquirir novas competências para garantir uma carreira de sucesso, não é nenhuma novidade. O que nem todos têm certeza é sobre quais são as tão sonhadas competências que as empresas, de fato, valorizam. E onde e como aprendê-las. Para complicar mais as coisas, as empresas nem sempre conseguem disponibilizar o treinamento naquilo que as diferenciam.

A maioria dos programas de T&D está com os dias contados. Verdadeiras fortunas são gastas sem conseguir produzir os resultados desejados. Continuam desvinculados das estratégias e da solução dos desafios que afligem as empresas. Afinal, foram concebidos para uma realidade que já não existe mais.

Ao contrário dos programas que lhe oferecem, você sabe que precisa enfatizar mais o futuro que o passado. Os instrumentos servem para ajudar a compreender o futuro e não para perpetuar o culto ao passado, como bem exemplifica a insistência nas estratégias formatadas com base no que o competidor fez no ano anterior. Para não falar nas pesquisas de mercado sobre o comportamento do consumidor frente aos produtos existentes, não face a produtos que ainda serão criados.

As dramáticas transformações no ambiente de negócios exigem o repensar dos programas de educação de executivos, dotando-os de características que enfatizem mais o pensar do que simplesmente o fazer. Precisamos mais de novos modelos mentais do que do modismo de técnicas passageiras. A maioria dos desafios apresentados pelos clientes, fornecedores e comunidades requerem mais certas atitudes e posturas do que meras soluções tecnológicas.

São necessários também programas que enfatizem mais o “empresariamento” que o gerenciamento, pois todos na empresa precisam ser estimulados a agir como verdadeiros empresários do negócio, não apenas gerentes de um produto ou um projeto.

Você também já deve ter percebido a necessidade de programas que enfatizem mais o “fora” que o “dentro” da empresa. O diferencial não reside mais no que se passa dentro das “paredes” da empresa. Seu tempo não é mais das 8 às 18 horas. É on-line, 24 horas diárias todos os dias da semana. A ação está nas novas fronteiras. Você sabe que os resultados estão onde se encontra o cliente, o investidor, o distribuidor, o ponto de venda.

Mas, o que fazer? Como descobrir e fortalecer seu ponto C, seu diferencial de competência? O primeiro passo é assumir a responsabilidade por seu próprio aprendizado contínuo. Pare de esperar que a área de RH lhe ofereça a próxima oportunidade de inscrição em curso ou seminário. A responsabilidade da empresa é o de disponibilizar opções para que cada um formate seu próprio programa de treinamento. Não é de oferecer um prato pronto para seu desenvolvimento.

Um humilde mestre de obra, em um canteiro de construção civil, uma vez me revelou na sua linguagem simples, mas brilhante: – “Chefe, a gente aprende por sucção, não por recalque”. Traduzindo: é preciso focar mais na aprendizagem (sucção) que no ensino (recalque).

O máximo que um programa formal de treinamento de executivos pode fazer é provocar os participantes para debater a realidade do mundo empresarial em que vivem. O verdadeiro aprendizado se dá muito além da sala de aula. Ocorre no dia-a-dia, no trabalho, em casa, na comunidade, no cinema, no clube, no lazer, nos momentos de leitura e reflexão. Na sala de aula dos programas formais, o máximo que pode ser oferecido são instrumentos que o ajudem a refletir sobre sua própria circunstância. E a buscar alternativas sobre como mudá-la.

Os profissionais bem-sucedidos são ricos não no domínio de técnicas aprendidas em salas de aula, mas no intangível decorrente de um modelo mental perceptivo, analítico, inventivo e transformador da realidade em que vivem. No momento você pode aprender muito mais sobre liderança, do que freqüentando qualquer curso formal sobre o tema, assistindo a alguns filmes que concorreram ao Oscar como O Diabo veste Prada, A Rainha, O Último rei da Escócia e o seriado Amazônia na televisão.

Pode também muito aprender sobre o comportamento de um líder assistindo a um jogo de futebol com o goleiro Rogério Ceni do São Paulo. Ou a uma partida de vôlei orientada pelo técnico Bernardinho. Ou lendo a biografia, escrita por Fernando Morais, do general Casimiro Montenegro, fundador do ITA. Ou indo conferir a próxima exposição sobre Leonardo da Vinci na Oca, em São Paulo.

Cabe um alerta: as novas competências que você precisa adquirir só serão úteis se coincidirem com aquilo que vai agregar valor aos resultados da empresa. Não adianta você ser supercompetente em algo desatrelado das competências necessárias ao sucesso do negócio da sua empresa.

E lembre-se: competência não significa conhecimento. Competente é quem desenvolve a capacidade de aprender a partir de sua própria experiência de cada dia. A disponibilidade para aprender ao longo da vida é das poucas competências duráveis em um mundo no qual conhecimentos específicos se transformam com rapidez em “commodities” perecíveis.

Fonte: http://colunas.epocanegocios.globo.com/bloglider/2011/02/15/artigo-da-semana-3/

domingo, outubro 17, 2010

O vendedor de palavras

Autor: Fábio Reynol

Ouviu dizer que o Brasil sofria de uma grave falta de palavras. Em um programa de TV, viu uma escritora lamentando que não se liam livros nesta terra, por isso as palavras estavam em falta na praça. O mal tinha até nome de batismo, como qualquer doença grande, "indigência lexical". Comerciante de tino que era, não perdeu tempo em ter uma idéia fantástica. Pegou dicionário, mesa e cartolina e saiu ao mercado cavar espaço entre os camelôs.

Entre uma banca de relógios e outra de lingerie instalou a sua: uma mesa, o dicionário e a cartolina na qual se lia: "Histriônico - apenas R$0,50!".

Demorou quase quatro horas para que o primeiro de mais de cinqüenta curiosos parasse e perguntasse.
- O que o senhor está vendendo?
- Palavras, meu senhor. A promoção do dia é histriônico a cinqüenta centavos como diz a placa.
- O senhor não pode vender palavras. Elas não são suas. Palavras são de todos.
- O senhor sabe o significado de histriônico?
- Não.
- Então o senhor não a tem. Não vendo algo que as pessoas já têm ou coisas de que elas não precisem.
- Mas eu posso pegar essa palavra de graça no dicionário.
- O senhor tem dicionário em casa?
- Não. Mas eu poderia muito bem ir à biblioteca pública e consultar um.
- O senhor estava indo à biblioteca?
- Não. Na verdade, eu estou a caminho do supermercado.
- Então veio ao lugar certo. O senhor está para comprar o feijão e a alface, pode muito bem levar para casa uma palavra por apenas cinqüenta centavos de real!
- Eu não vou usar essa palavra. Vou pagar para depois esquecê-la?
- Se o senhor não comer a alface, ela acaba apodrecendo na geladeira e terá de jogá-la fora e o feijão caruncha.
- O que pretende com isso? Vai ficar rico vendendo palavras?
- O senhor conhece Nélida Piñon?
- Não.
- É uma escritora. Esta manhã, ela disse na televisão que o País sofre com a falta de palavras, pois os livros são muito pouco lidos por aqui.
- E por que o senhor não vende livros?
- Justamente por isso. As pessoas não compram as palavras no atacado, portanto eu as vendo no varejo.
- E o que as pessoas vão fazer com as palavras? Palavras são palavras, não enchem barriga.
- A escritora também disse que cada palavra corresponde a um pensamento. Se temos poucas palavras, pensamos pouco. Se eu vender uma palavra por dia, trabalhando duzentos dias por ano, serão duzentos novos pensamentos cem por cento brasileiros. Isso sem contar os que furtam o meu produto. São como trombadinhas que saem correndo com os relógios do meu colega aqui do lado. Olhe aquela senhora com o carrinho de feira dobrando a esquina. Com aquela cara de dona-de-casa ninguém jamais desconfiaria. Passou por aqui sorrateira. Olhou minha placa e deu um sorrisinho maroto se mordendo de curiosidade. Mas nem parou para perguntar. Eu tenho certeza de que ela tem um dicionário em casa. Assim que chegar lá, vai abri-lo e me roubar a carga. Suponho que para cada pessoa que se dispõe a comprar uma palavra, pelo menos cinco a roubarão. Então eu provocarei mil pensamentos novos em um ano de trabalho.
- O senhor não acha muita pretensão? Pegar um...
- Jactância.
- Pegar um livro velho...
- Alfarrábio.
- O senhor me interrompe!
- Profaço.
- Está me enrolando, não é?
- Tergiversando.
- Quanta lenga-lenga...
- Ambages.
- Ambages?
- Pode ser também evasivas.
- Eu sou mesmo um banana para dar trela para gente como você!
- Pusilânime.
- O senhor é engraçadinho, não?
- Finalmente chegamos: histriônico!
- Adeus.
- Ei! Vai embora sem pagar?
- Tome seus cinqüenta centavos.
- São três reais e cinqüenta.
- Como é?
- Pelas minhas contas, são oito palavras novas que eu acabei de entregar para o senhor. Só histriônico estava na promoção, mas como o senhor se mostrou interessado, faço todas pelo mesmo preço.
- Mas oito palavras seriam quatro reais, certo?
- É que quem leva ambages ganha uma evasiva, entende?
- Tem troco para cinco?

Fonte: Recebi por e-mail do amigo Gilles de Paula onde não constava o autor, após pesquisar achei a fonte original http://diariodatribo.blogspot.com/2006/09/o-vendedor-de-palavras.html

terça-feira, setembro 28, 2010

De onde vêm as ideias (e por que nem sempre elas vêm)

Autor: Beto do Valle

Já li muitas listas, receitas e mandamentos sobre “como ser criativo”, mas a palestra do grande ator, comediante e escritor inglês John Cleese sobre criatividade (gravada em vídeo durante o World Creative Forum) se destaca pela simplicidade e objetividade. E, claro, pelo toque de humor inglês.
Cleese é famoso por sua atuação na trupe Monty Python e em filmes como A Vida de Brian, O Sentido da Vida, Um Peixa Chamado Wanda e em episódios de Harry Potter. Talentoso e experiente. Ao relatar sua experiência de artista no lidar com a criatividade, revela alguns aspectos menos óbvios e compartilha dicas interessantes. Curiosamente, algumas delas são exatamente as mesmas que aprendi há 20 anos quando atuava na equipe de criação de uma agência de publicidade – tanto com a experiência prática como com o ótimo livro "Criatividade em Propaganda", do Roberto Menna Barretto. Dicas úteis inclusive para aqueles que pretendem se utilizar da criatividade em atividades não-artísticas
 Uma história contada por Cleese é a base da mensagem: certa vez ele trabalhou horas a fio no roteiro de um programa humorístico. No dia seguinte, não conseguiu encontrar os manuscritos. Contrariado, começou a reescrever o roteiro de memória, e desta vez o trabalho fluiu mais rápido. Dias depois ele encontrou o manuscrito original que havia perdido, e por curiosidade comparou as duas versões. Surpresa: a segunda versão estava bem melhor que a primeira. A possível explicação: entre a primeira e a segunda versões, seu insconsciente continuou trabalhando e aperfeiçoando a ideia. Quer experimentar, sem ter que “perder” o que você produz? Veja algumas dicas deste gentleman:
Deixe seu incosciente trabalhar: após entender e se informar muito bem sobre o problema ou desafio que está tentando superar, dê um tempo para seu cérebro. Distraia-se, divirta-se, ou mesmo tenha uma boa noite de sono. Depois volte a se concentrar determinadamente no problema. A solução criativa virá muito mais facilmente – e provavelmente melhor resolvida. Mas não se iluda: mergulhar no desafio antes e dedicar-se depois são passos fundamentais. Funciona: foi testado e aprovado por criativos em regiões e épocas diferentes, como John Cleese na inglaterra e Menna Barretto no Brasil.
Crie fronteiras de tempo e espaço para trabalhar criativamente: segundo Cleese, em meio ao estresse de lidar com vários problemas e prazos ao mesmo tempo é muito difícil ter boas ideias e soluções crativas. Pra isso, recomenda criar pequenos “oasis” ao longo do dia, em que seja possívle se dedicar ao trabalho e à busca de melhores soluções.
Não seja interrompido: não é frustrante quando estamos “embalados” em um trabalho e somos bruscamente interrompidos? É difícil retomar o “fio da meada”, certo? Pois o ator inglês é bastante enfático ao relembrar que levamos um bom tempo de concentração e esforço para criar um “fluxo de ideias”, um estado de espírito criativo. Por isso, é um desperdício permitir interrupções quando se consegue atinge esse estágio. A recomendação dele é que o seu “oasis” deve ser à prova de interrupções, ou mesmo contar com fiéis guardiões que impeçam intrusos “exceto quando o incêndio já estiver consumindo o edifício por uma hora e meia”.
Bem, seguindo as dicas de John Cleese, posso ir dormir e revisar este post amanhã cedo – ou quem sabe “perdê-lo” e reescrever tudo antes de publicar! Se você preferir métodos menos radicais, pode simplesmente combinar essas singelas dicas com tudo o mais que você já leu sobre ter uma atitude criativa, encarar os problemas por ângulos diferentes, pensar fora da caixa, testar ideias com “advogados do diabo”, assumir riscos etc., e assim entender melhor de onde vêm as ideias – e por que frequentemente, em nossos mundinhos de laptops, distrações, noites mal dormidas e correrias infinitas, elas simplesmente não dão as caras.
Veja o vídeo com trechos da palestra de John Cleese (10 min, em inglês britânico): [clique aqui]

Fonte: http://www.terraforum.com.br/blog/Lists/Postagens/Post.aspx?ID=282

quinta-feira, agosto 26, 2010

Por que Vivemos o Paradoxo da Farta Informação e Baixa Qualificação?

Autor: Ivan Postigo

Alguém se lembra como era o mundo antes da internet? Interessante, parece que ela sempre existiu!

Você, utilizando a rede com assiduidade e intensidade, não é capaz de imaginar que esse extraordinário recurso está ai há tão pouco tempo e ocupou a vida das pessoas definitivamente.

Das pesquisas escolares às cientificas, tudo passa por consultas à rede. Realmente um novo ambiente, um novo mundo, e virtual. Terceira, quarta, quinta, que dimensão é esta?

Há alguns anos, a informação passava pela aquisição de livros, apostilas e as fotocópias, tão combatidas, além das aulas. Hoje a disponibilidade é fácil e farta. Cresceu em escala geométrica.

Quando você se interessa por algum assunto precisa telefonar para alguém, ir às bibliotecas, pedir material emprestado? Talvez algo específico, recomendado. Para uma primeira abordagem e contato com o assunto basta entrar na rede e fazer uma pesquisa. Encontrará não só informações como opiniões.

Paralelo a esse fato, denominado internet, as pessoas tem mais acesso a cursos técnicos e faculdades. Reúna os dois e estará possibilitando, a estas, condições de uma preparação profissional mais adequada, pelo menos no sentido do aculturamento.

Perícia, destreza, habilidade, capacidade de aplicação dependem de exercício.

É importante separar os conceitos de educação e treinamento. Educação engloba ensinar e aprender e treinamento o desenvolvimento de habilidades pela repetição. Posso perfeitamente saber tudo sobre música, sem que tenha habilidade para tocar um instrumento por não praticá-lo.

Os jovens hoje são mais esclarecidos e desinibidos que os de algumas décadas e têm farta informação. A mobilidade também é grande, muitos dirigem e tem seus próprios veículos. Quando não, utilizam os dos pais e de amigos.

A capacidade de se expressar e os meios para se comunicar são bastante desenvolvidos, então por que enfrentam dificuldades para colocação no mercado de trabalho?

Na opinião de muitos jovens não há vagas, em contraposição as notícias: Sobram vagas e não há qualificação!

Há um nó a ser desatado, não há?

Em um fórum poderíamos debater o que precisa de aprimoramento:

– A vaga ou o profissional? – O entrevistado ou o entrevistador?

Qualidade estabelece uma relação direta com valor. Produtos Premium estabelecem valores Premium.

Temos que lembrar que contratamos serviços e não pessoas. Aquelas com maior potencial para oferecer serviços de qualidade estarão nas empresas onde o conjunto – salários mais benefícios – forem recompensadores. É a lei da oferta e da procura.

Isto ainda não responde a questão: Por que temos farta informação e baixa qualificação?

Sobram informações e faltam informados? Sobram entendidos, falta entendimento?

Excedem as leituras, não há leitores?

A pergunta é simples e deve ser feita por gestores e candidatos: Que oportunidades estão disponíveis, quais as carências a serem supridas, como supri-las e em quanto tempo.

O mercado “aposenta” cedo demais profissionais experientes, ao mesmo tempo que procura “estagiários com experiência”.

Essa troca prematura, sem preparar substitutos, leva as empresas à deficiência organizacional que provoca perdas com desperdícios, erros e com oportunidades não observadas e exploradas.

A contratação de profissionais com baixa qualificação, por conta de baixos salários, cria administrações não só precárias como sofríveis.

Lamentavelmente seus gestores não se dão conta do alto custo dessa administração barata!

Fonte: http://ogerente.com.br/rede/recursos-humanos/qualificacao-profissional/