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terça-feira, abril 05, 2011

Rotina: positivo ou negativo?

Autor: Gustavo Rocha

Quando falamos em rotina, alguns logo afirmam: Precisamos de rotinas para organizar o nosso negócio. As rotinas padronizam e levam o negócio para o sucesso. Outros afirmam: As rotinas emburrecem, as rotinas levam o negócio apenas aonde ele já foi ou está. Precisamos de inovação, abaixo as rotinas!

Quem está certo?

Ambos estão certos, ao meu ver. Como assim?

Vamos analisar os dois pontos:

Rotina como algo positivo

Toda organização de um negócio inicia pelas rotinas. São as rotinas que padronizam, organizam, dão a primeira tônica do negócio.

O primeiro passo para organizar o seu escritório é definir as rotinas. Estabeleça quais são as rotinas do seu negócio: Quando o cliente chega, como ele é atendido? Quando ele é atendido como fica a informação deste atendimento? Depois de atendido, como o negócio processa o restante da informação (ação judicial no caso de um escritório jurídico)?

Perguntas… A resposta destas são justamente as rotinas (parte delas) do seu negócio.

Estabelecer estas rotinas pode auxiliar a evolução do negócio de uma maneira ímpar.

Como assim?

Para termos a evolução ou mesmo inovação, devemos saber aonde estamos em primeiro lugar. Como saber aonde estamos se sequer conhecemos nossas atuais rotinas?

Da mesma forma que estas rotinas são essenciais para a evolução do negócio, elas podem ser o principal problema para ele findar. Veja como:

Rotina como algo negativo

A rotina é um problema justamente quando ela se torna intrínseca ao ser humano.

O ser humano tem a tendência de buscar o sucesso e quando chega nele ou próximo dele, se acomoda.

O mesmo acontece com as rotinas.

Ter uma rotina é cômodo. Ter rotina dá segurança. Ter rotina traduz em saber o passo a passo.

E o que há de errado nisto?

Se você quer ficar sempre na mesma situação atual, nada. Agora, se o crescimento do seu negócio é importante, a rotina é perigoso, pois inibe a criatividade e principalmente deixa todos com aquela sensação de “vamos fazer como está, afinal sempre foi assim”. O fato de sempre ter sido assim, não quer dizer que precise ser assim. Não quer dizer que não deve mudar.

A crítica a rotina é fundamental/essencial/imperioso para existir gestão.

Quer gerir o seu negócio?

Critique rotinas internas (procedimentos) e externas (relacionamento com cliente). Estabeleça novas regras e faça as mesmas com controle e organização.

Enfim,

Rotina: Positivo ou negativo?

Positivo, se for padronizar e organizar o dia a dia de todos.

Negativo, se as mesmas funcionam há muito tempo sem qualquer tipo de crítica ou pensamento diferente.

Permita-se ser diferente e fazer o seu negócio ter sucesso. Lembre-se que caminhando por onde os outros caminharam chegará somente aonde os outros chegaram.

Ou seja, abaixo a zona de conforto e viva a gestão através da crítica de rotinas!

Fonte: http://ogerente.com.br/rede/gestao-empresarial/rotinas-para-organizar-o-nosso-negocio

sexta-feira, outubro 22, 2010

Tudo o que você sabe está errado!

Autor: Ivan Postigo

Quanto mais vivência profissional temos, mais seguro nos sentimos para tomar decisões. Essa segurança nos dá conforto para repetir procedimentos. Deram certo no passado, portanto formamos com isso um arcabouço de soluções que acreditamos podem ser repetidas com êxito.

Os resultados positivos e negativos de nossas ações formam nossa experiência e com ela vem nossa convicção.

Convicção é a certeza com relação a algo, portanto dita nosso comportamento. Se observarmos com atenção determinadas atitudes consideradas teimosia, perceberemos que são norteadas por convicções formadas ao longo do tempo. Esta também é a razão da grande dificuldade de se conseguir mudanças no ponto de vista ou do modo de pensar.

Convicções influenciam e compõem nossas crenças e valores, e vice-versa. Muitas vezes é difícil separar um aspecto do outro.

A aceitação do pensamento ou do modelo em vigor nos auxilia no processo de evolução. Sua contestação permite melhorias, perguntando por que tem que ser assim.

A revolução ocorre quando aceitamos um novo pensamento ou um modelo contestado, perguntando por que não pode ser assim.

Os automóveis, desde a revolução de seu lançamento vêm em um processo evolutivo, ainda não chegamos à era dos Jetsons.

Às revoluções, seguem processos evolutivos que as aperfeiçoam ou as tornam obsoletas.

Os grandes avanços ocorrem quando abrimos a mente para questionarmos nossas próprias convicções, desenvolvendo a capacidade de enxergar além do óbvio e usual. O paradoxo é que toda revolução, uma vez aceita, se torna óbvia.

Hoje, quantas vezes você para e se dá conta que a caneta esferográfica, o relógio, a panela de pressão, e tantos outros bens, presentes no cotidiano de todos nós, foram gerados pela capacidade de contestação e aceitação de evidências de alguns curiosos ou insatisfeitos pensadores?

O que separa o mito da realidade é a capacidade de crer no impossível e não aceitar o possível como definitivo.

O mundo do homem utópico é selvagem para o homem prático, e o deste, ao primeiro, enfadonho.

O detalhe interessante nesse processo é que o sonho, a utopia, acaba se tornando realidade justamente pelas mãos do segundo, aquele que tanto desacreditou no fato.

Os homens da época de Ícaro diriam: – o Homem voar? Como, estás louco?

Esse mesmo ser hoje diz:- O homem voar? Claro, lógico, é obvio que voa!

Muitos, já acostumados com as asas nos ares, nos perguntarão: – Como puderam duvidar?

Da mesma forma como duvidamos de processos muito mais simples.

Note você que a resistência às mudanças em sua empresa se dá na implantação de modelos e processos de gestão amplamente divulgados e consolidados, mas há a crença de que na sua organização não dará certo. As barreiras são tão significativas que o sucesso não demanda uma evolução, mas uma revolução do pensamento.

Boas sementes também precisam de campos férteis e limpos para germinar.

Nosso processo de aprendizagem seria substancialmente facilitado se aceitássemos iniciar novos programas a partir de uma premissa: – Tudo o que você sabe está errado.

Fonte: http://ogerente.com.br/rede/carreira/mudancas-capacidade-aprendizagem

domingo, outubro 17, 2010

O vendedor de palavras

Autor: Fábio Reynol

Ouviu dizer que o Brasil sofria de uma grave falta de palavras. Em um programa de TV, viu uma escritora lamentando que não se liam livros nesta terra, por isso as palavras estavam em falta na praça. O mal tinha até nome de batismo, como qualquer doença grande, "indigência lexical". Comerciante de tino que era, não perdeu tempo em ter uma idéia fantástica. Pegou dicionário, mesa e cartolina e saiu ao mercado cavar espaço entre os camelôs.

Entre uma banca de relógios e outra de lingerie instalou a sua: uma mesa, o dicionário e a cartolina na qual se lia: "Histriônico - apenas R$0,50!".

Demorou quase quatro horas para que o primeiro de mais de cinqüenta curiosos parasse e perguntasse.
- O que o senhor está vendendo?
- Palavras, meu senhor. A promoção do dia é histriônico a cinqüenta centavos como diz a placa.
- O senhor não pode vender palavras. Elas não são suas. Palavras são de todos.
- O senhor sabe o significado de histriônico?
- Não.
- Então o senhor não a tem. Não vendo algo que as pessoas já têm ou coisas de que elas não precisem.
- Mas eu posso pegar essa palavra de graça no dicionário.
- O senhor tem dicionário em casa?
- Não. Mas eu poderia muito bem ir à biblioteca pública e consultar um.
- O senhor estava indo à biblioteca?
- Não. Na verdade, eu estou a caminho do supermercado.
- Então veio ao lugar certo. O senhor está para comprar o feijão e a alface, pode muito bem levar para casa uma palavra por apenas cinqüenta centavos de real!
- Eu não vou usar essa palavra. Vou pagar para depois esquecê-la?
- Se o senhor não comer a alface, ela acaba apodrecendo na geladeira e terá de jogá-la fora e o feijão caruncha.
- O que pretende com isso? Vai ficar rico vendendo palavras?
- O senhor conhece Nélida Piñon?
- Não.
- É uma escritora. Esta manhã, ela disse na televisão que o País sofre com a falta de palavras, pois os livros são muito pouco lidos por aqui.
- E por que o senhor não vende livros?
- Justamente por isso. As pessoas não compram as palavras no atacado, portanto eu as vendo no varejo.
- E o que as pessoas vão fazer com as palavras? Palavras são palavras, não enchem barriga.
- A escritora também disse que cada palavra corresponde a um pensamento. Se temos poucas palavras, pensamos pouco. Se eu vender uma palavra por dia, trabalhando duzentos dias por ano, serão duzentos novos pensamentos cem por cento brasileiros. Isso sem contar os que furtam o meu produto. São como trombadinhas que saem correndo com os relógios do meu colega aqui do lado. Olhe aquela senhora com o carrinho de feira dobrando a esquina. Com aquela cara de dona-de-casa ninguém jamais desconfiaria. Passou por aqui sorrateira. Olhou minha placa e deu um sorrisinho maroto se mordendo de curiosidade. Mas nem parou para perguntar. Eu tenho certeza de que ela tem um dicionário em casa. Assim que chegar lá, vai abri-lo e me roubar a carga. Suponho que para cada pessoa que se dispõe a comprar uma palavra, pelo menos cinco a roubarão. Então eu provocarei mil pensamentos novos em um ano de trabalho.
- O senhor não acha muita pretensão? Pegar um...
- Jactância.
- Pegar um livro velho...
- Alfarrábio.
- O senhor me interrompe!
- Profaço.
- Está me enrolando, não é?
- Tergiversando.
- Quanta lenga-lenga...
- Ambages.
- Ambages?
- Pode ser também evasivas.
- Eu sou mesmo um banana para dar trela para gente como você!
- Pusilânime.
- O senhor é engraçadinho, não?
- Finalmente chegamos: histriônico!
- Adeus.
- Ei! Vai embora sem pagar?
- Tome seus cinqüenta centavos.
- São três reais e cinqüenta.
- Como é?
- Pelas minhas contas, são oito palavras novas que eu acabei de entregar para o senhor. Só histriônico estava na promoção, mas como o senhor se mostrou interessado, faço todas pelo mesmo preço.
- Mas oito palavras seriam quatro reais, certo?
- É que quem leva ambages ganha uma evasiva, entende?
- Tem troco para cinco?

Fonte: Recebi por e-mail do amigo Gilles de Paula onde não constava o autor, após pesquisar achei a fonte original http://diariodatribo.blogspot.com/2006/09/o-vendedor-de-palavras.html

terça-feira, setembro 28, 2010

De onde vêm as ideias (e por que nem sempre elas vêm)

Autor: Beto do Valle

Já li muitas listas, receitas e mandamentos sobre “como ser criativo”, mas a palestra do grande ator, comediante e escritor inglês John Cleese sobre criatividade (gravada em vídeo durante o World Creative Forum) se destaca pela simplicidade e objetividade. E, claro, pelo toque de humor inglês.
Cleese é famoso por sua atuação na trupe Monty Python e em filmes como A Vida de Brian, O Sentido da Vida, Um Peixa Chamado Wanda e em episódios de Harry Potter. Talentoso e experiente. Ao relatar sua experiência de artista no lidar com a criatividade, revela alguns aspectos menos óbvios e compartilha dicas interessantes. Curiosamente, algumas delas são exatamente as mesmas que aprendi há 20 anos quando atuava na equipe de criação de uma agência de publicidade – tanto com a experiência prática como com o ótimo livro "Criatividade em Propaganda", do Roberto Menna Barretto. Dicas úteis inclusive para aqueles que pretendem se utilizar da criatividade em atividades não-artísticas
 Uma história contada por Cleese é a base da mensagem: certa vez ele trabalhou horas a fio no roteiro de um programa humorístico. No dia seguinte, não conseguiu encontrar os manuscritos. Contrariado, começou a reescrever o roteiro de memória, e desta vez o trabalho fluiu mais rápido. Dias depois ele encontrou o manuscrito original que havia perdido, e por curiosidade comparou as duas versões. Surpresa: a segunda versão estava bem melhor que a primeira. A possível explicação: entre a primeira e a segunda versões, seu insconsciente continuou trabalhando e aperfeiçoando a ideia. Quer experimentar, sem ter que “perder” o que você produz? Veja algumas dicas deste gentleman:
Deixe seu incosciente trabalhar: após entender e se informar muito bem sobre o problema ou desafio que está tentando superar, dê um tempo para seu cérebro. Distraia-se, divirta-se, ou mesmo tenha uma boa noite de sono. Depois volte a se concentrar determinadamente no problema. A solução criativa virá muito mais facilmente – e provavelmente melhor resolvida. Mas não se iluda: mergulhar no desafio antes e dedicar-se depois são passos fundamentais. Funciona: foi testado e aprovado por criativos em regiões e épocas diferentes, como John Cleese na inglaterra e Menna Barretto no Brasil.
Crie fronteiras de tempo e espaço para trabalhar criativamente: segundo Cleese, em meio ao estresse de lidar com vários problemas e prazos ao mesmo tempo é muito difícil ter boas ideias e soluções crativas. Pra isso, recomenda criar pequenos “oasis” ao longo do dia, em que seja possívle se dedicar ao trabalho e à busca de melhores soluções.
Não seja interrompido: não é frustrante quando estamos “embalados” em um trabalho e somos bruscamente interrompidos? É difícil retomar o “fio da meada”, certo? Pois o ator inglês é bastante enfático ao relembrar que levamos um bom tempo de concentração e esforço para criar um “fluxo de ideias”, um estado de espírito criativo. Por isso, é um desperdício permitir interrupções quando se consegue atinge esse estágio. A recomendação dele é que o seu “oasis” deve ser à prova de interrupções, ou mesmo contar com fiéis guardiões que impeçam intrusos “exceto quando o incêndio já estiver consumindo o edifício por uma hora e meia”.
Bem, seguindo as dicas de John Cleese, posso ir dormir e revisar este post amanhã cedo – ou quem sabe “perdê-lo” e reescrever tudo antes de publicar! Se você preferir métodos menos radicais, pode simplesmente combinar essas singelas dicas com tudo o mais que você já leu sobre ter uma atitude criativa, encarar os problemas por ângulos diferentes, pensar fora da caixa, testar ideias com “advogados do diabo”, assumir riscos etc., e assim entender melhor de onde vêm as ideias – e por que frequentemente, em nossos mundinhos de laptops, distrações, noites mal dormidas e correrias infinitas, elas simplesmente não dão as caras.
Veja o vídeo com trechos da palestra de John Cleese (10 min, em inglês britânico): [clique aqui]

Fonte: http://www.terraforum.com.br/blog/Lists/Postagens/Post.aspx?ID=282

sexta-feira, setembro 17, 2010

Precisamos aprender a pensar diferente

Autor: Rique Nitzsche (Diretor da AnimusO2, a primeira empresa de Shopper Marketing a usar o Design Thinking como ferramenta de inovação, e professor de Design Estratégico e Design Thinking da pós-graduação da ESPM)

Professor de Design Estratégico e Design Thinking da pós-graduação da ESPM, fala sobre as mudanças na educação da disciplina de marketing e design

"As pessoas valem pelo que são capazes de fazer, e não por aquilo que conhecem. Algumas pessoas sabem tudo, mas não conseguem transformar isso em nada."
Carlos Alberto Sicupira, um executivo bem-sucedido que sempre se dedicou a formar pessoas.

Sabe-se que o mercado dá valor ao profissional, ou a equipe profissional, que sabe fazer as coisas acontecerem. Ninguém nasce sabendo como fazer as coisas, mas as pessoas aprendem, principalmente as automotivadas. Empresários de sucesso costumam dizer que o aprendizado deve ser contínuo durante toda a vida profissional. Nunca soube de um profissional de sucesso que se considerasse pronto. O sucesso sorri para os que estão sempre aprendendo, investigando, se adaptando, surfando nas ondas das mudanças.

Porém, nessa época acelerada, um produto que vem mudando pouco é o ensino, principalmente de adultos. Na primeira metade da década, o ex-Secretário de Educação dos Estados Unidos, Richard Riley, disse que "os 10 trabalhos mais importantes na futura demanda de 2010, ainda não existem em 2004". O que isso significava? "Que nós estamos atualmente preparando estudantes para trabalhos que ainda não existem. Que eles usarão tecnologias que não foram ainda inventadas, para resolver problemas que nós ainda não sabemos quais são."

Pouco depois, em 2005, uma experiência começou dentro de um trailer em um campus na Califórnia. Lá, a semente da d.school foi germinada. Depois de rodar por quatro diferentes ambientes experimentais em 5 anos, a d.school inaugurou o prédio 550 da Stanford University, totalmente dedicado a ensinar uma metodologia de resolução de problemas para estudantes ou formados em engenharia, medicina, negócios, humanidades, educação, além de designers.
A metodologia é conhecida por Design Thinking, um neologismo com 7 anos de idade, que usa as habilidades dos designers para gerar uma abordagem tecnicamente possível, comercialmente viável e centrada tanto na inovação como nas necessidades humanas. Como opção à essa terminologia, os canadenses costumam usar o termo Business Design, com a mesma intenção.

Por que colocar 32 milhões de dólares nessa ideia? Porque muita gente acredita que um ambiente diferenciado importa muito quando falamos de educação. Existem muitos livros que falam da necessidade das mudanças no ensino para as crianças. Mas poucos abordam das necessidades de mudança no ensino dos adultos.
"Unidos pela convicção que o ambiente é o terceiro professor das nossas crianças, nós devemos começar novamente uma missão vital: projetar as escolas de hoje para o mundo de amanhã." Esse é parte de um discurso do livro "O Terceiro Professor", editado em 2010, com 79 ideias para serem usadas para transformar o ensino e o aprendizado. O livro é mais outro poderoso manifesto de inovação com a participação de Bruce Mau.

Nós nos acostumamos a projetar o mundo segundo o ponto de vista das nossas próprias intenções. Quando compramos um aquário, escolhemos um que ficará bem na estante da sala. Quase nunca pensamos no formato ambiental que o peixe necessita para viver. Chamamos nossas lojas de pontos-de-venda, porque nosso interesse é vender.
Já os norte-americanos chamam suas lojas de point-of-purchase, ou pontos-de-compra. Chamamos as clínicas medicinais de casas-de-saúde, quando os alemães chamam-na de krankenhaus, a casa-da-doença. Nossas escolas foram desenhadas para ensinar, quase nunca para aprender. Pois a d.school de Stanford foi desenhada para que as pessoas aprendam em um processo de compartilhar ideias em equipes colaborativas e interdisciplinares.

"Se Jesus Cristo usasse Power Point, não teria discípulos", é uma citação saída do artigo de Claudio de Moura Castro, em agosto de 2010, onde ele dizia que histórias e parábolas são narrativas emocionais que não conseguem ser mostradas nos slides de um PowerPoint.
Eu me lembrei da Ruth, profissional experiente e minha aluna da ESPM. Ela "achava importante a construção de uma sala de aula, para trocas, que permitisse a exposição, comunicação e reflexão". Ela estava manifestando o seu incômodo com a formatação da aula tradicional, com muitos slides de PowerPoint, na qual o professor é o único emissor do conhecimento. Quando eu li que ela desejava "mais diálogo e menos monólogo", entendi que o problema estava no processo, não no conteúdo do conhecimento.
Eu havia me adaptado à formatação da sala de aula tradicional e estava oferecendo aulas tradicionais, enquanto o mundo exigia mais conexão e relacionamento, onde o professor deveria ser um facilitador de trocas de experiências. Eu precisava mudar rápido.

O adulto, motivado por necessidade e interesse, quer assumir o controle do seu aprendizado, não encerrado em ambientes disciplinares, mas em atividades colaborativas abertas. As pessoas adultas só aprendem o que querem aprender, o que faz sentido para seu próprio interesse e seu crescimento.
Esse pensamento se aplica às empresas ou à qualquer grupo de pessoas. Peter Senge dizia que as organizações deveriam criar ambientes para que o conhecimento tenha cada vez mais espaço para se desenvolver pelas equipes colaborativas para estabelecer um objetivo comum, para alcançar um futuro melhor. Ele também falou sobre os problemas atuais, que não podem ser resolvidos sem uma mudança radical na forma de pensar, agir e de aprender.

Grande parte das referências acadêmicas sobre a prática do pensamento por meio do design - Design Thinking - no universo dos negócios citam as palavras de Herbert Alexander Simon no livro em que ele aborda a ciência do artificial, de tudo que é construído pelo homem, inclusive a inteligência artificial. "Engenharia, medicina, negócios, arquitetura e pintura estão relacionados não com o necessário, mas com o possível, com a contingência - não como as coisas são, mas como elas podem ser - em resumo, com design.
O design é usado por todos os que planejam ações dirigidas para a transformação de situações existentes para outras preferidas."Foi Simon quem começou a falar sobre a metodologia do design como uma solução para o "treinamento dos profissionais" para se atingir um futuro melhorado. Isso, há 40 anos.

Resumindo, existe muita gente sinalizando a necessidade de uma mudança mais radical na experiência do aprendizado contínuo. Como o conhecimento fica cada vez mais disponível para todos, a mudança deve estar em como fazer com que a informação pode ser absorvida pelas pessoas, conquistando significado e valor mais permanente para elas.
Na minha opinião, isso pode começar pelo redesenho físico das próprias escolas de negócios. As salas de aulas, assim como os ambientes de trabalho, precisam se adaptar à mudança que já aconteceu na mente e na vida diária das pessoas. Podemos projetar um ambiente multifuncional mais tolerante à nova tecnologia mutante, mais flexível para atender às inevitáveis futuras mudanças, mais favorável aos verbos compartilhar, trocar, improvisar, transferir, conectar, interagir, participar, investigar, imaginar, criar, sonhar, cuidar, desenvolver, potencializar, criticar, comunicar, construir, analisar, solucionar, acrescentar, crescer, transformar e aprender.

Esses foram os verbos que apareceram espontaneamente no primeiro exercício de sala do curso de Inovação e Criatividade da pós-graduação de Branding das Faculdades Rio Branco, quando eu sugeri a co-criação de uma sala de aula mais inovadora. O trabalho final ficou bastante bom. Eles me lembraram que "a missão do facilitador está em estimular os participantes a um posicionamento ativo no aprendizado, provocar experiências, estimular a capacidade de autoavaliação e de trabalho em equipe, evitando a passividade e o esmorecimento."
Mas, o que eu aprendi mesmo com eles é que o facilitador deve ter "humildade para manter-se em segundo plano, isto é lembrar-se que 'o juiz de um jogo é tido como bom, quando os jogadores e a torcida não percebem a sua presença'." Espero ter aprendido para sempre.

Uma confissão de encerramento: eu escrevi esse texto logo depois de ler, aqui na HSM Online, um ótimo artigo chamado "Ensine menos e aprenda mais" escrito pelo Gil Giardelli, professor da pós-graduação da ESPM. Lá, além dos seus próprios pensamentos instigantes - "Não use velhos mapas para descobrir novas terras!" - ele nos oferece uma frase do Don Tapscott: “As escolas deveriam ser lugares para se aprender, e não para se ensinar."

Fonte: http://www.hsm.com.br/editorias/precisamos-aprender-pensar-diferente

terça-feira, agosto 31, 2010

Você já entregou valor hoje?

Autor: Bruno Soalheiro

Frequentemente os temas dos quais costumo tratar em meus textos surgem a partir de experiências que vivo no trabalho e que, em algumas vezes, podem ser pouco agradáveis. O texto de hoje é sobre uma destas experiências.

Há poucas semanas, devido a alguns problemas pessoais e também algumas dificuldades no trabalho, estive meio “aéreo” (se é que dá pra ficar 1/2 aéreo), em algumas situações que requeriam de minha parte uma atenção mais concentrada.

Nada excessivamente grave, se eu não lidasse diariamente com informações que afetam a vida de dezenas de pessoas. A consequência desta minha postura foi uma série de pequenas imprecisões que resultaram na insatisfação de algumas pessoas e culminaram comigo e meu superior na minha sala após o expediente.

A conversa até que foi amena, e meu superior, educadamente me perguntou o que estava acontecendo. Resguardando meus assuntos pessoais, expliquei genericamente que estava em um momento delicado,pedi desculpas e prontamente assumi o compromisso de “sacudir a poeira”. Ele compreendeu o caso, e não “pareceu” ficar decepcionado comigo. Eu fiquei!

Fiquei decepcionado porque esqueci, mesmo que por poucos dias, da regra número 1,que eu adotei quando era consultor e que decidi aplicar integralmente em minha carreira como empregado:

Entregar valor!

Quem trabalha como consultor sabe: você é pago pelo resultado que entrega! Nas empresas, com os empregados também é assim. Acontece que o fato de receber por mês, e não por hora, e de não trabalhar necessariamente com projetos definidos, pode levar o empregado a esquecer que, na verdade, é pago diariamente, a cada minuto, pelo valor que entrega.

Entregar valor é resolver problemas, gerenciar e/ou melhorar processos, cumprir prazos, ser exato, assertivo, claro, objetivo, enfim, realizar suas incumbências com muita qualidade e no tempo certo.

É claro que como seres humanos todos temos fases, altos e baixos, e isto afeta sim, nossa vida profissional. O que não se pode é esquecer que como profissionais - independente de sermos consultores, empregados ou até mesmo empresários – o importante é entregar valor. Trabalhar com este foco muda tudo, pois você começa a observar a cada dia o impacto de suas atitudes e comportamentos. Ao se perguntar- Entreguei valor hoje? – no fim de cada dia, temos a oportunidade de mensurar nossa contribuição em um horizonte bem definido.

Pois bem, passou a “má fase” e felizmente estou voltando a render o esperado. Sei muito bem que contratempos acontecem, humores variam, problemas surgem (muitas vezes das formas mais inesperadas). Mas sei igualmente que como profissional sou responsável por processos e atitudes que impactam a vida de várias pessoas. Por isto, por pior que seja o momento e por mais difícil que seja, buscarei sempre fazer a mim mesmo a pergunta a cada dia de trabalho: Entreguei valor hoje?

A propósito, eu sim. E você?

Fonte: http://ogerente.com/carreiraesucesso/2010/08/26/voce-ja-entregou-valor-hoje/

sábado, junho 06, 2009

A História das Coisas



Hoje vi um vídeo muito interessante sobre a história das coisas, que leva uma uma reflexão sobre o modo de vida das pessoas e a sua relação com as pessoas e o meio ambiente. São 20 minutos, mas é muito interessante.



No site sununga.com.br tem como assistir, baixar, comentar e até imprimir capa para divulgação do documentário.

A iniciativa original pode ser acessada em The Story of Stuff

O que é História das Coisas ?



Da extração e produção até a venda, consumo e descarte, todos os produtos em nossa vida afetam comunidades em diversos países, a maior parte delas longe de nossos olhos.

História das Coisas é um documentário de 20 minutos, direto, passo a passo, baseado nos subterrâneos de nossos padrões de consumo.

História das Coisas revela as conexões entre diversos problemas ambientais e sociais, e é um alerta pela urgência em criarmos um mundo mais sustentável e justo.

História das Coisas nos ensina muita coisa, nos faz rir, e pode mudar para sempre a forma como vemos os produtos que consumimos em nossas vidas.

Assista:


DIVULGUE História das Coisas entre seus amigos e perceba a reação deles!

Quanto mais gente estiver consciente de seu papel no mundo do consumo, mais chances teremos de um futuro sustentável, o único futuro possível.